Morri hoje de madrugada

O Major Tom viajou na sua nave para a estrela negra – é tão simples quanto isso. Deixem-me chorar só um bocadinho, como se esta notícia fosse mesmo verdade.

Nada como a morte nos confronta com o peso da realidade. Mas assim não acontece com o passamento, esta noite, do maior mitólogo da contemporaneidade, do homem que, pela extrema teatralização da música, roubou esta à vulgaridade do quotidiano.

David Bowie não podia simplesmente morrer. Ele tinha de encenar o seu próprio desaparecimento, tinha de fazer com que este não fosse entendido como algo de natural. Mais

Kris Merc. A arte do teledisco.

Acontece muitas vezes os telediscos serem imensamente mais interessantes do que as músicas que promovem. Dois exemplos perfeitos estão aqui.

O realizador Kris Merc gosta de misturar magia e realidade com o deleite de um chefe de cozinha, mas não procura sabores adocicados nem deixa cozinhar os ingredientes durante muito tempo.

As visões que oferece são cruas, divertidas, amargas, identificando sem subterfúgios os excessos e idiossincrasias das sociedades modernas, como no trabalho que fez este ano para o tema «To My Surprise», dos veteranos James. Mais

Penny Dreadful temporada 3. Já estou a salivar

Penny Dreadful temporada 3. Já estou a salivar
Perco-me por séries assim: românticas, góticas, poéticas, sanguinárias, teatrais, eróticas. Penny Dreadful é isto tudo — e é Eva Green, o que só por si já é ser muito.

Gosto do Terror e do Fantástico. De séries que usam géneros considerados menores como pretexto para nos falar da condição humana.

De arquétipos que nos surpreendem por se tornarem pessoas. Cenas de ação entre neurónios. Histórias de amores subentendidos que nos fazem esperar por uma resolução que nunca chegará, como nas aberturas de Wagner. Mais