Foste tu que aqui vieste em busca de aconselhamento sexual? Pois olha, pá, não és o único. Escusas de te esconder. Eu não digo nada a ninguém. O Google é um chibo, já se sabe, mas aqui o teu anonimato está garantido. Deste blogue a tua busca não passa. Dás uma volta por aqui ou, se preferires, vais-te já embora.
Estou a ficar batido nestas coisas, sabes? As pessoas vêm cá parar pelos motivos mais extraordinários – e o teu, como deves calcular, apesar de ser pessoal e intransmissível, é dos mais vulgares. Chegaste a este blogue escrevendo a pergunta “Como satisfazer uma mulher na cama?” Nobre e doce questão, devo acrescentar.
Quem se preocupa em querer satisfazer uma mulher na cama, como tu, devia afastar-se um bocadinho dos computadores. Não me interpretes mal: são excelentes para obter informação, mas não prestam para nada quando se trata de fazer-nos pensar.
Olha, imagina a tua masculinidade como uma flor. É verdade, pá, leste bem: uma flor. As flores são geralmente leves como um sonho, macias como um gesto e alegres como uma criança. São sustentadas pela caule, que se divide em galhos e ramos. A caule tem de ser rígida e flexível, de forma a proteger a flor e, ao mesmo tempo, permitir que ela cresça, em ti e na rapariga com quem te queres deitar. Se te imaginares como uma descomplexada combinação de todas essas coisas, estarás transformado numa flor completa ou, por outras palavras, num homem. Depois, sem forçar, sem precipitações, na noite certa, simplesmente ofereces-te. Verás que, por mais inexperiente que sejas, serás sempre uma experiência satisfatória. (E se tudo isto te pareceu uma bizarra aula de botânica, bem, olha, desculpa, a culpa é minha, não me expliquei lá muito bem.)
Mas não te vás embora ainda. Já que estás aqui, digo-te que estou farto das malandrices deste Google. Sim, considera isto um desabafo. Não me deixa o pobre blogue em paz! Tu nem imaginas a quantidade de malta que vem aqui parar à procura de gajas nuas e de sexo. Se eu fosse acreditar em tudo o que diz o Google, já tinha aqui a Marisa Cruz ou a Elsa Raposo a fazer uma dança do ventre em cima do meu disco rígido.
Os pornógrafos (e os jogadores de póker, já agora) aqui não se safam. Esta merda é sobre informática. Tão a ver o banner lá em cima? Pois. É fácil de perceber que sou um bocadinho maluco por computadores, mas nem por sombras os considero assim tão sensuais. Bem, talvez os Mac possam ter uma certa carga sensual. Quanto a mim, são como as ancas femininas nas garrafas de Coca-Cola: truques, meninos, truques com o objectivo de vos fazer desejar deitar-lhes a mão. Há também quem considere os Mac um bocado apaneleirados, mas isso não é motivo para lhes retirar sensualidade. Há gostos para tudo e, quando se trata de invocar paneleirices alheias, esse género de gosto discute-se, e geralmente com uma murraça nos cornos. Quem tem cu tem medo, não é? Não foram os portugas que inventaram esta expressão?
Olha, pá, boa sorte. E lembra-te da flor, não sejas maricas.