O Gildot – um Slashdot português – é unanimemente considerado como o centro nevrálgico da comunidade Linux em Portugal. Para mim, infelizmente, está desde há muito tempo transformado numa espécie de aldeia gaulesa onde todos andam à zaragata uns com os outros. As semelhanças com os livros do Astérix chegam ao ponto de o Gildot ter o seu próprio bardo que toda a gente manda calar: um tal de Toni dos Impostos (uma das vozes mais independentes e interessantes, por ironia). A comunidade só se une, mas mesmo assim de uma forma superficial, quando pretende expulsar o invasor, ou seja, os romanos doidos e imbecis que usam Windows ou outro software da Microsoft. Então reúnem-se para receber uma poção mágica (Unix) que os torna (julgam eles) mais inteligentes e iluminados do que os seus inimigos. Todos os habitantes se servem da poção para participar na batalha – à excepção de Linus Torvalds, que caiu no pote da poção mágica quando era pequenino e nunca mais precisou de beber. Seja como for, nesta analogia, o pai espiritual do Linux não aguentaria viver actualmente naquela aldeia: é demasiado trabalhador, discreto e educado.
Muitos dos frequentadores do Gildot têm valor para contribuir com algo de positivo através do seu trabalho nesta área. Alguns já o fizeram. São pessoas que poderiam influenciar, com o seu testemunho e exemplo, muitos utilizadores de software proprietário; o Software Livre/Aberto, e o próprio Linux, poderiam largamente beneficiar com uma mudança de mentalidades do utilizador comum. Esses gildotianos inteligentes e sensatos, outrora muito participativos, estão cada vez mais silenciosos. Percebe-se bem porquê: uma pessoa bem-educada e respeitadora, que goste de trocar opiniões, sente-se desmotivada em participar num fórum onde corre sérios riscos de ser insultada por um imbecil que se julga intelectualmente superior por saber umas linhas de comando catitas ou, no mínimo, de ver as suas ideias ou propostas submetidas a meras críticas destrutivas por outros imbecis completamente roídos de inveja.
Assim não vão lá.

































