Arquivos mensais: Fevereiro 2007

→ 28/02/2007 @23:01

Blogar com gripe é outra coisa

Estar enfiado em casa com uma gripe enorme não implica só os mimos e mordomias que um homem exige (e merece) nestas ocasiões. É uma questão de qualidade de vida do blogger. Têm aquela ideia preconcebida de um geek dos blogues sentado na secretária, queimando olhos e fusíveis diante do monitor? Esqueçam. Estou sentadinho na cama, portátil sobre as pernas, a beber um suminho de laranja pela palhinha enquanto vou transpondo os posts do antigo Bitaites para este.
A propósito: a julgar pela quantidade de pessoas que continua a ir ao Bitaites antigo, fico com a ideia de que a generalidade da malta prefere uma casa abandonada a uma casa habitada e pintada de fresco.

→ 28/02/2007 @17:28

Uma Foto e uma Música [44]

Foto: Kalif Banane (Arlene) | Música: Pink Floyd (San Tropez)

→ 27/02/2007 @21:29

Make a Jazz Noise Here

Jazz is not dead, it just smells funny. Frank Zappa, Roxy& Elsewhere

Vou surpreender-vos: este post é sobre Frank Zappa. Eu sei, eu sei – fiz-vos dar um pulo da cadeira. Alguns saltaram de contentamento (foste tu, pá? És o maior!), outros de susto (mas ainda há esperança para vocês, ó pobres e surdas criaturas).
Acima de tudo, a ideia é reparar uma grave injustiça. Já se passaram vários dias durante os quais eu escrevi muitos posts sem uma única vez mencionar o nome do grande mestre da música rock e arredores (sobretudo arredores).

Zappa, e porque as verdades são para ser ditas, foi um dos maiores compositores do século XX. A sua música é tão rica, abrangente e complexa que é inútil catalogá-lo como um músico de rock, de jazz ou clássico: foi tudo isso ao mesmo tempo, e da junção de todas essas variantes, mais o sentido de humor e a enorme inteligência, surgiu um tipo de música que, para mim, continua a ser das mais arrojadas e originais alguma vez feitas.

A sequência desta semana – gravada ao vivo na tour de 1988 – é retirada de um duplo CD, Make a Jazz Noise Here. São quase 43 minutos de música. Temas: Let’s Make the Water Turn Black, Harry You’re a Beast, The Orange County Lumber Jack, Oh No, Theme From Lumpy Gravy, Eat That Question, Black Napkins e Big Swift.

Pois é. Um luxo. Aproveitem. Coisas destas só encontram aqui.

→ 27/02/2007 @19:21

Há imagens que valem 1000 palavras

O Worth1000 é um dos sites mais conhecidos para quem gosta de manipulação de imagens ou, dito de outra forma, de fotografias manipuladas pelo software de edição de imagem mais utilizado no mundo – o Photoshop.

O que o site oferece aos seus visitantes é um concurso diário de manipulação fotográfica e galerias temáticas onde todos os trabalhos submetidos a concurso podem ser vistos.

Dado que abriu oficialmente ao público a 1 de Janeiro de 2002, é fácil de ver que é muito rico em conteúdo e recheado de imagens memoráveis.

Afinal que tipo de manipulação fotográfica é feita e quais os temas? Toda e todos. Não existem vacas sagradas – qualquer um pode ser caricaturizado. Não existem restrições aos temas a concurso, embora os autores do site – Avi Muchnick e Israel Derdik – sejam os responsáveis pela escolha dos temas. É uma forma de manter sob controlo o conteúdo, mas também espicaça a criatividade dos participantes.

Os temas a concurso são tantos e tão vastos – lembrem-se, é aberto um por dia – que a galeria necessita de ser organizada por ordem alfabética. Cada letra do alfabeto contém dezenas de concursos. Cada concurso contém dezenas de sub-edições. E em cada uma destas sub-edições existem dezenas de imagens para ver. A verdade é que, se gostarmos mesmo de manipulação fotográfica – e a grande parte delas é do tipo humorístico – terá passado uma hora até conseguirmos ver os trabalhos na letra A.

Temas? Tantos quanto a imaginação permite: no Worth1000 transformam-se celebridades em animais, pervertem-se cartazes de cinema e fotos clássicas, juntam-se dois rostos diferentes num só, goza-se com ícones adultos e infantis, brinca-se com a Política, a História, a Sociedade, a Arte –os únicos limites impostos aos participantes são os temas escolhidos, as limitações do próprio programa de edição de imagem e a imaginação das pessoas.

Qualquer pessoa pode ver as fotos, embora para se ter acesso à versão de máxima resolução (sem o logótipo do Worth1000) seja necessário registar-se. O registo consiste em criar um nome de utilizador e uma palavra-chave de acesso, e fornecer um email – não se paga nada.

→ 27/02/2007 @16:59

O Windows repara

Se precisa de ajuda para reparar a sua janela, basta telefonar ao Bill. Serviço ao domicílio.

→ 27/02/2007 @13:10

O olho artístico da Ciência

Uma bióloga amante de fotografia (Nicole Ottawa) e um fotógrafo amante de biologia (Oliver Meckes) formaram uma equipa com o objectivo de revelar o maravilhoso mundo que os nossos olhos não conseguem captar: o mundo onde tudo é muito, muito pequeno mas que, visto através da objectiva do fotógrafo, se torna bizarro e gigantesco. O objectivo é conciliar beleza e rigor científico pela exploração de formas invisíveis ao olho humano. Insectos, bactérias, vírus, flores, fungos, plantas, pessoas e estruturas feitas pelo homem examinados à lupa pelo fotógrafo. Site

→ 27/02/2007 @10:13

Tão bem se está no campo

Foto: Mario Spalla

Dizer NÃO à taxa