Arquivos mensais: Março 2008

→ 31/03/2008 @19:55

Nem ata nem desata

Se ganhasse o Euromilhões não deixaria de trabalhar: dedicar-me-ia de corpo e alma ao blogue. Seria esse o meu trabalho. Como o mundo é cruel e não é o blogue que me ajuda a sustentar a família, o Bitaites sofre bastante quando tenho muito trabalho.
Fases destas acontecem em todos os blogues, mas nunca tive um período tão apagado como este – já se notara em Fevereiro, notou-se ainda mais este mês.
Já deve ser a terceira ou quarta vez que escrevo um post para me justificar e pedir desculpa pela escassez de actualizações. Não gosto disso. Que não está a ser actualizado como dantes já vocês estão fartos de saber. Que eu lamento que isso aconteça é normal. Mesmo assim senti obrigação de me repetir.
Tenho observado noutros blogues que esse tipo de posts geralmente significa que se está a chegar ao fim. Quando os bloggers começam a engonhar, é sinal de que o entusiasmo dos primeiros dias esmoreceu e já não resta energia para prosseguir.
Nem sempre dei pulos de entusiasmo em cada dia destes últimos três anos de blogue, mas passei óptimos momentos e custa-me ver o Bitaites tão «abandonado».
Verei como correm os próximos dias. O pior que pode acontecer é eu largar o Bitaites e pedinchar um lugar como blogger convidado do Obvious. Talvez amanhã eu reveja este texto e pense para mim próprio: «Idiota. Devias era dormir em vez de escrever mais disparates». Seja como for, obrigado pela paciência. Vamos lá ver se consigo atinar.

→ 31/03/2008 @19:15

Post Nº 1537

Head On a Pitch, de Murat Suyur

→ 31/03/2008 @17:07

À porrada para defender o árbitro

As histórias do futebol mais deliciosas nem sequer se passam nos grandes estádios – é nas competições dos distritais que se ouvem verdadeiras pérolas. Contou-me agora um colega que num jogo entre o Arrifanense e outro clube qualquer (ele não se lembra do nome) um jogador do clube visitante contestou uma decisão mais caseira do árbitro chamando-lhe «filho da puta». Ao ouvir este insulto dirigido ao árbitro, um jogador do Arrifanense não se conteve e atirou-se ao adversário, socando-o e pontapeando-o enquanto gritava: «Ninguém chama puta à minha tia!». Só então se compreendeu que o árbitro do jogo era seu primo.

→ 27/03/2008 @18:48

Ping, Ping

Há uma forma muito simples de me fazer despertar o interesse num grupo: dizer que a música é influenciada por Zappa. Se, por hipótese absurda, a mamalhuda da Mariah Carey lançasse um disco em que afirmasse ter sido influenciada por Zappa, seria gajo para ir ouvir o disco logo a seguir. Se na capa mostrasse as suas lendárias protuberâncias mamárias enquanto fazia um brinde a todas as hormonas masculinas do planeta Terra e arredores com um copo de cerveja na delicada mãozinha, então começaria mesmo a pensar que os milagres existem.

Nesta demanda por músicos que decidiram seguir as pegadas do mestre (desculpa, Gamito), tenho descoberto muita porcaria mas também bandas rock extraordinárias. As duas melhores são oriundas da Bélgica: os Fukkeduk (só editaram um disco e depois desapareceram de cena, para grande pena minha) e os X-Legged Sally.

A minha última descoberta é uma banda chamada Ping, fundada na maior segunda cidade da Noruega, Bergen, e de cuja música se diz ser uma maravilha para todos os eclécticos deste mundo e uma bizarra mistura entre as guinadas entre géneros musicais do FZ e a rudeza dos arranjos de uns Mr. Bungle. Só ouvi o disco uma vez, pelo que não posso dar uma opinião segura. À primeira audição, parece-me um disco banal (afinal a fasquia já estava alta) com alguns momentos em que o gozo dos músicos se transmitiu a quem ouve. Mas posso estar a ser injusto. Deixo-vos três desses momentos, as faixas Anyway But Now, My New Friend e Inside a Rock.

→ 27/03/2008 @14:45

Tempestades humanas

Explosão de uma bomba de hidrogénio produz uma nuvem em forma de donut

Isso não é uma fotografia real. A nuvem de fumo está realista, mas a área do levantamento, há quem lhe chame caudal, que é essa região cilíndrica que sobe em direcção ao céu no centro do Donut, numa bomba de Hidrogénio é muito maior. E a onda de choque produzida por uma dessas coisinhas teria certamente arrasado o fotógrafo tão próximo, isso é uma mistela da bomba de Nagasaki com uma de Hidrogénio. Miguel Guerreiro

→ 26/03/2008 @18:57

Arthur C. Clarke e masturbações mentais

A sério que não compreendo a masturbação mental de alguns bloggers pelo facto de terem sido os primeiros a falar na morte de Arthur C. Clarke. Uau. Impressionante. Parece que andamos todos aqui a fazer corridas de caricas. Levem a taça.
Um blogue pode ser o que o seu autor quiser e ninguém tem nada a ver com isso, é verdade, mas no dia em que a principal preocupação for a de funcionarem como meros papagaios de agências noticiosas, deixarão de ser blogues – pelo menos da forma como eu entendo os blogues. Talvez seja eu que estou a ficar antiquado. Nesse caso, vivam as coisas antigas que algumas das modernas andam com problemas de saúde mental.
E tendo em conta a pobreza dos textos de quem se preocupou em postar primeiro do que os outros, teria sido preferível trabalhar o tema algumas horas só para dar aos visitantes algo mais elaborado do que a habitual fórmula RIP + inserir-nome-do-gajo-que-morreu ou dois ou três parágrafos de circunstância que qualquer um com memória e cinco minutos de Google pode fazer. Na blogosfera, os exercícios de auto-satisfação são iniciados demasiadas vezes pelas razões erradas.

→ 25/03/2008 @21:33

Ken Lee (para rir à gargalhada)

Conheço pelo menos uma pessoa que está a precisar de dar umas boas gargalhadas – sim, esta é para ti, pá. Vê o vídeo no YouTube, vais cair da cadeira de tanto rir.
Eu explico: vocês conhecem aquela concurso Idols onde a malta com aspirações a artista vai lá cantar os grandes êxitos dos seus ídolos? Já passou qualquer coisa assim em Portugal, certo? Bem, este vídeo mostra-nos a prestação de uma concorrente búlgara cantando uma balada xaroposa da Mariah Carey chamada Without You. Para vocês poderem rebentar a rir, é necessário primeiro que tenham uma ideia de como é a letra original. Aqui fica o refrão: I can’t live/if living is without you/I can’t live/I can’t give anymore/I can’t live/if living is without you/I can’t give/I can’t give anymore. Tomaram nota?
Agora vão lá ouvir a concorrente cantando este refrão (e o resto da letra!) com a pronúncia inglesa mais espantosa que alguma vez ouvi na vida… Estamos perante a descoberta de um novo grande talento da linguística. As expressões incrédulas dos membros do júri também são memoráveis. Link

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