Arquivos mensais: Abril 2008

→ 29/04/2008 @22:57

A minha vida às vezes parece uma canção das Doce

Estou cansado. Derreado. Farto de Lisboa e da sua cinzenta sujidade e dos carros cheios de catarro e das buzinas histéricas. Desejoso de chegar a casa.
Como costuma acontecer às terças, só me vou safar do trabalho depois da meia-noite. Com alguma sorte, estarei em casa à uma da manhã. Se não tiver sorte, chegarei às duas da manhã. Em caso de catástrofe, três da manhã. Nestes dias a minha vida parece-me uma canção das DoceUma da manhã, hey, bem-bom, duas da manhã, hey, bem-bom – com o mítico papel do ex-futebolista Ronaldo Reinaldo a ser desempenhado pela minha entidade patronal.

Pior. Aposto que assim que acabar de escrever este post vou ficar com a maldita canção na cabeça. Ui. Eu não disse? Já estou a cantarolar esta merda. Alguém que me arranje uma parede e uma aspirina, se faz favor. É urgente.

→ 29/04/2008 @18:34

Começas bem começas, ó Twitter

→ 29/04/2008 @16:32

Verbo Twittar

Eu Twitto, tu Twittas, ele Twitta, nós Twittamos, eles Twittam, vós Totéis. Não, desta vez não vou bater no novo menino querido dos geeks. Só para não dizerem que o Bitaites anda a dar pontapés no rabo da modernidade, resolvi aderir ao Twitter de forma a poder dar uma opinião mais consistente num futuro próximo. A defesa intransigente que alguns fizeram do programa e o artigo do Alexandre Inagaki convenceram-me a experimentar. Que utilidade retirarei daquilo – para além das utilidades inúteis que à primeira vista o programa oferece – é uma resposta que só poderei dar daqui a uma ou duas semanas. Mas tenciono manter a mente tão aberta como um pára-quedas. Os interessados em acompanhar as 140 palavras caracteres que o Twitter me permite por cada entrada, façam favor de seguir o link e acompanhar os meus bitaites em formato SMS.

→ 29/04/2008 @10:56

Inscrições abertas

→ 29/04/2008 @10:41

A origem da língua portuguesa

Traçar as origens da língua portuguesa implica ter em conta um grande número de variáveis de natureza geográfica, social, etária e profissional. Mas como eu não estou com vontade de me armar ao pingarelho, resumo a questão afirmando que a nossa língua pertence ao chamado grupo das línguas românicas, ou neolatinas, e teve a sua origem no latim falado, trazido para a Península Ibérica por volta do século II a.C., como consequência das conquistas políticas e militares do Império Romano.

O Latim, já agora, e não querendo impressionar demasiado essas vossas crédulas almas, nasceu na Itália Antiga. A notável organização dos romanos e o domínio cultural exercido por Roma trataram do resto, expandindo a língua por quase todo o mundo conhecido.

Factos históricos ocorridos com o declínio romano repercutiram-se na formação da Língua Portuguesa: a invasão de bárbaros guedelhudos germanos, a constituição de impérios bárbaros como o visigótico, o domínio de árabes barbudos na Península Ibérica, a luta da reconquista cristã, a formação do reino de Portugal e, por fim, a expansão ultramarina e a barba em geral mais aparadinha.

Esta imagem representa um período conhecido como Romanço – ocorrido entre os séculos V até aos dias de hoje – e que se caracteriza por uma enorme diferenciação do latim numa multiplicidade de falares, ou desenrascares (para utilizar um termo mais erudito). Dentre esses desenrascares intermédios, temos o Romanço Lusitânico, bastante inovador, que acabará por dar origem à língua que em princípio conhecemos.

As duas grandes variações actualmente existentes são o pitês (exemplos desse linguarejar são inúmeros) e o estenografês, reminiscente do estilo telegráfico do século XIX e que se caracteriza pela inexistência de pontuação e palavras completas, apenas abreviaturas e uma psicopática insistência nas letras K e X. Por vezes estes dois estilos misturam-se, dando então origem à variação conhecida como Por favor, cala-te.
Já este texto foi escrito em Português arcaico, praticamente em desuso. Espero que a geração SMS tenha conseguido acompanhar.

→ 29/04/2008 @10:31

Senhora Duke Ellington

Nem o facto de ter perdido um livro que adoro – «O Amor nos Tempos de Cólera», de Gabriel Garcia Marquez – me estragou a noite mágica em que no Tivoli em Lisboa tive o prazer de ver ao vivo Carla Bley e a sua banda.

Carla Bley é filha musical de Duke Ellington, grande compositor de jazz, pianista e líder de orquestra – tudo o que Carla também é, mas com mais extravagância e sensualidade.

À semelhança de Miles, Coltrane, Wayne Shorter e Art Blakey, Carla Bley é a responsável pela minha definitiva e incondicional conversão às maravilhas do jazz. O primeiro disco que ouvi dela foi Carla Bley Live! (o ponto de exclamação é apropriado, pois sugere a energia visceral da sua música), gravado entre 19 e 21 de Agosto de 1981 numa sala de espectáculos em São Francisco. Blunt Object, o tema de abertura, arrebatou-me pela batida irresistível e energia dos solos, principalmente o trombone do monstruoso Gary Valente; The Lord Is Listening To Ya, Hallejujah!, o segundo tema, conquistou-me pelo lirismo, pela mistura entre gospel e blues carregadinha de nostalgia e humor. Tudo o que se segue neste disco é único na minha memória musical. Abençoado dia em que o ouvi pela primeira vez. Maravilhoso. Blunt Object e The Lord Is Listening To Ya, Hallejujah!

→ 29/04/2008 @1:07

Toneladas de wallpapers

Este deve ser um dos sites de wallpapers mais completos e diversificados que encontrei (via Smashing Magazine). É um site chinês, mas existe uma versão em inglês. As imagens são às centenas, de todos os tamanhos, divididas em várias categorias: Natureza/Paisagens, Natureza/Animais, Celebridades, Ilustração, Arte, Fotografia, Anime, Férias, Natureza/Flores, Publicidade, Filmes, Viagens, Auto, Desporto, Jogos de computador e Calendários. Difícil será não encontrar uma imagem perfeita para o nosso desktop. Link para as páginas de entrada do site: em chinês (tem mais wallpapers) e em inglês

Dizer NÃO à taxa