Arquivos mensais: Setembro 2008

→ 30/09/2008 @20:51

Animem-se! Ela casou e o marido não é do Arsenal

A Scarlett casou-se

Nesta desgraçada noite do FC Porto dá-me gozo imaginar o Miguel Sousa Tavares a espumar pela boca quando escrever a próxima (e isenta, estou certo disso) crónica para o jornal A Bola. Também fico muito contente por saber que o Cristian Rodriguez voltou a perder, agora por 4-0.

Aos (des)portistas que frequentam este blogue, animem-se! Se há coisa que estes anos de benfiquista me ensinaram é a de que nunca se deve perder uma boa noite de sono por causa do futebol. Já não diria o mesmo da Scarlett, mesmo quando faz às canções do Tom Waits o que o Jesualdo tem feito ao FC Porto.

Deixo-vos uma frase proferida pelo comentador Luís Freitas Lobo quando os jogadores portistas, desnorteados como nunca os vi, tentavam evitar o 5-0 dos miúdos ingleses: «O Arsenal é uma equipa que se sente confortável». A sério, pá?


Quem não tem Meo e não vai ao estádio pode ver o jogo Benfica-Nápoles no Portal Sapo.

→ 30/09/2008 @20:19

Raio do Akismet

Por razões que desconheço e sinceramente estou demasiado cansado para descobrir, alguns comentários legítimos têm sido bloqueados de forma sistemática pelo plugin anti-spam do WordPress, o Akismet. Praticamente não passa um dia sem que um comentário não fique retido, obrigando-me a perder tempo a recuperá-lo.

Isto irrita-me deixa-me bastante irritado. Uma das principais razões para ter forçado o registo no blogue tem a ver precisamente com o facto de evitar moderação nos comentários e ficar descansado em relação a isso. Só me faltava agora ter de andar sempre à coca por causa dos falsos positivos do Akismet. Algum especialista em WordPress teve este problema? Há solução para isto?

Já sabes: se o teu comentário não aparecer, é apenas um falso positivo do Akismet.  :evil:

→ 30/09/2008 @18:33

Darwin IV, o mundo novo

O ilustrador nova-iorquino Wayne Douglas Barlowe concebeu o seu livro de 1990 «Expedition – Being an Account in Words and Artwork on the 2358 A.D. Voyage to Darwin IV» como se de facto o tivesse publicado cinco anos depois da expedição a um planeta alienígena, em 2366.

Wayne Douglas Barlowe

Na imaginação de Barlowe, a Humanidade do século XXIV enfrenta as consequências de uma catástrofe ecológica: extinções em massa entre os animais, horríveis mutações entre as espécies sobreviventes. Ajudados por uma raça extraterrestre benevolente e tecnologicamente superior, os Yma, os humanos iniciam o processo de reparação do meio ambiente enquanto aprendem mais sobre o vasto Universo que os rodeia. Quando uma sonda Yma descobre provas da existência de vida extraterrestre num planeta exosolar, dá-se início à expedição. O misterioso planeta é baptizado Darwin IV, o quarto planeta de um sistema solar binário localizado a cerca de 6,5 anos/luz da Terra.

No livro, Barlowe assume a identidade de um naturalista do século XXIV que regista todas as suas descobertas através de ilustrações, esboços, notas dispersas e um diário de campo. A sua prodigiosa imaginação criou uma enorme variedade de criaturas extraterrestres e um meio ambiente totalmente alienígena.

Imaginar catástrofes ecológicas, extraterrestres benevolentes ou expedições a planetas distantes é vulgar em ficção científica, mas o que fez a diferença em relação a outras obras foi a forma como Barlowe criou as suas criaturas. Ao contrário do que é habitual, não se limitou a imaginar variações mais ou menos bizarras da fauna terrestre; a sua ambição levou-o a desenhar criaturas únicas, tão alienígenas quanto possível e, acima de tudo, cientificamente plausíveis dadas as condições do planeta.

Wayne Douglas Barlowe Wayne Douglas Barlowe

O planeta é muito diferente do nosso. A estrela principal de Darwin IV é maior que o Sol, mas encontra-se a uma distância duas vezes superior à que separa aquele da Terra. A estrela secundária tem um brilho 80 a 120 vezes menor do que a principal, pelo que o dia em Darwin IV é mais escuro que o nosso. A aceleração da gravidade na superfície do planeta é cerca de 60 por cento da aceleração da gravidade ao nível do mar na Terra, mas a atmosfera, rica em oxigénio e hidrogénio, é mais densa e possui uma pressão duas vezes maior. São as condições imaginadas por Barlowe para o seu planeta fictício que determinam o tipo de criaturas que acabará por desenhar. Diga-se que este nova-iorquino teve os melhores professores possíveis: os pais, Sy e Dorothea Barlowe, são dois dos mais conhecidos ilustradores de História Natural.

O sucesso do livro levou o canal de televisão Discovery Channel a adaptar «Expedition» e responder à mesma pergunta: «O que acontecerá quando encontrarmos vida fora da Terra – que planeta e que vida descobriremos?». Esta versão chama-se Alien Planet (título em português: Missão Espacial), é animada por computador e prescinde dos elementos mais fantasistas do livro (a catástrofe inicial, a benevolente intervenção dos Yma) e insere um pano de fundo da história mais «científico»: uma nave interestelar, a Von Braun,  viaja a cerca de 20 por cento da velocidade da luz (59.500 quilómetros por segundo) até chegar a Darwin IV, 42 anos depois.

Wayne Douglas Barlowe

Entre os cientistas que prestam depoimentos no documentário encontram-se Stephen W. Hawking – o grande físico teórico, professor lucasiano de Matemática em Cambridge, a mesma cadeira outrora ocupada por Isaac Newton – e Michio Kaku, excelente comunicador, autor de vários livros de divulgação científica, o homem a quem muitos depositam a esperança de finalmente concluir o trabalho de Einstein e unificar a Física de Newton e a Física Quântica num único modelo).

A expedição acabará por encontrar uma espécie em Darwin IV, o Eosapiens, com um nível de inteligência comparável ao do Homo Erectus. Acabam aqui as semelhanças, pois o Eosapiens é um organismo flutuante com nove metros de altura sustentado no ar por um saco em forma de balão cheio de gás metano. Na versão do documentário do Discovery Channel, dois longos tentáculos possuem terminações semelhantes a dedos, permitindo o manuseamento de objectos.

→ 30/09/2008 @0:45

Se lá nevasse fazia-se lá ski

Zona de aterragem da sonda

Região onde a Phoenix aterrou. Foto: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona/MSSS

A sonda Phoenix detectou neve caindo das nuvens marcianas. Experiências conduzidas pela nave no solo já haviam proporcionado provas de uma interacção passada entre minerais e água líquida em Marte, um processo que também ocorre na Terra.

O instrumento laser concebido para ajudar a conhecer a forma como a atmosfera e a superfície marcianas interagem detectou neve em nuvens quatro quilómetros acima da zona de aterragem. Os dados recolhidos mostram que a neve se evapora antes de chegar ao solo.

É um testemunho extraordinário o que a pequena nave enviou agora para a Terra. Poderemos ver e saber mais? Jim Whiteway, da Universidade de Toronto, cientista-chefe da estação meteorológica canadense a bordo do Phoenix, afirma que a equipa «procurará sinais de que a neve eventualmente conseguirá chegar ao solo». (Este post é uma tradução dos três primeiros parágrafos do comunicado de imprensa da NASA. Ler mais)


Existem várias formas de acompanhar as novidades da missão: via Twitter, com uma série de actualizações muito concisas com hiperligações a sites de interesse; um screensaver que recebe as últimas actualizações quando se activa; através da página oficial da missão (Phoenix Mars Mission) e pelos diversos blogues mantidos pelos membros da equipa.

→ 29/09/2008 @23:25

Outra vez Marc Paeps: «Happy Press Freedom Day!»

O presidente do IrãoO presidente da Coreia do NorteO Primeiro-ministro da Rússia

Marc Paeps é um fotógrafo e um mestre do Photoshop – para quem chegou aqui directamente, vejam este post – e é por isso natural que seja muito requisitado para trabalhos publicitários.

Um dos mais recentes é uma encomenda do grupo Repórteres Sem Fronteiras, uma organização mundial não-governamental que tem como principal objectivo defender a liberdade de imprensa no mundo. Às fotos do presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, da Coreia do Norte, Kim Jong-il, e do agora Primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, o copy-writer acrescentou: the [nome do país em causa] wishes all journalists a happy press freedom day. Falta alguém nesta lista? [Clicar nas fotos para ver em maior resolução]

→ 29/09/2008 @15:51

Que crueldade, pá

«Acorda, é a tua vez de lavar a loiça». Assim, sem mais nem menos. Acorda, levanta, loiça. A minha sesta mexicana inflexivelmente interrompida. Do mundo dos sonhos ao mundo do lava-loiças em menos de dois minutos. Uma coisa destas pode traumatizar uma pessoa.
E têm elas a lata de dizer que não temos a mesma capacidade de sacrifício, a mesma resistência perante as adversidades da vida.

Que sabem elas sobre as adversidades da vida, afinal? Nada. Alguma vez tiveram de fazer a ciclovia de Cascais a pedalar contra o vento na zona do Guincho e evitar atropelar peões intrometidos? Claro que não. Mas se um tipo as confronta com estes feitos de genica e abnegação, dizem que não é nada de especial.
Nada de especial? Então e a energia que gastei este fim de semana a levantar-me do sofá, dar uns pulos na sala e berrar Golo quando o Benfica marcou o primeiro aos lagartos? Isso não conta? Quatro minutos depois – ainda não recuperara das comemorações do primeiro golo – voltámos a marcar e lá tive de esforçar-me outra vez: pulos, gritos, Golo. E o desgaste psicológico da primeira parte? E o jogo com o Nápoles que aí vem?
A estas coisas elas não dão valor. As mulheres são tão cruéis e injustas, pá.


→ 26/09/2008 @18:49

Posta sinistra

George Bush e o coelhinho da Páscoa

Não é uma montagem, mas uma foto da Associated Press tirada a 24 de Março deste ano. Bush celebra a Páscoa com o seu amiguinho, o coelhinho da Páscoa. Parece-me que este é um típico caso amoroso entre o Marketing e a Propaganda, só tenho dúvidas sobre qual a mensagem badalhoca que se deseja passar. Seja qual for, parece-me uma imagem assustadora…

Dizer NÃO à taxa