Marco Santos
→ 31/10/2008 @18:56

Sabem quem é Vivienne Tam? Eu também não. Segundo o artigo da Wikipédia, que não cita fontes, Vivienne é uma estilista de grande sucesso. Nasceu na China e mudou-se para Hong Kong aos três anos. Depois de se licenciar na Universidade Politécnica de Hong Kong, mudou-se para Nova Iorque e por lá continua a viver.
Toda esta conversa sobre a estilista tem a ver com o portátil aqui em cima. Sim, é um portátil, não é uma bolsa ou uma carteira. Trata-se de uma edição especial do modelo Mini 1000 à qual a HP chamou Vivienne Tam porque os designers da empresa se basearam no estilo «China Chic» da estilista. Pode dizer-se que é um portátil criado por uma estilista – daí que o comunicado da HP que me chegou às mãos o mencione como «uma peça de estilo para uma mulher cosmopolita» Leram, aspirantes a cosmopolitas? Sem este portátil vocês arriscam-se a passar por labregas.
Mas os geeks são gajos miseravelmente românticos com as suas máquinas e portanto dão mais importância à beleza interior. No caso deste portátil, temos um processador Intel Atom N270 (funciona a 1.6GHz) e um disco de 60 GB. Nada que leve um geek a pensar que dará uma relação duradoura, portanto. Quando sair no mercado português – em Janeiro de 2009 – deverá custar 500 Euros.
Marco Santos
→ 31/10/2008 @17:41

Nunca tinha visto um monitor deste tipo – espécie de um e meio em um, com um ecrã de 22 polegadas e um adicional de sete polegadas ligado ao principal. Adoro a concepção deste monitor e parece-me que seria coisa para dar jeito a bloggers e outros ratos da biblioteca Google. Para videoconferência também serviria muito bem. Já tem webcam (resolução: dois megapixeis), colunas e microfone incorporados. É um modelo SyncMaster 2263DX, da Samsung. Vai custar 379 Euros. Parece-vos caro? A mim não.
O ecrã pequeno está ligado ao principal por um braço giratório que permite o posicionamento do monitor secundário à esquerda, à direita ou acima do maior. O modelo tem ligações USB 2.0 e entrada HDMI (Alta Definição), uma taxa de contraste de 8000:1, tempo de resposta de 5 milissegundos, resolução nativa de 1680×1050 pixeis (no ecrã de 22 polegadas) e de 800×480 no mais pequeno. Nada mau. Claro que o único problema neste idílico cenário é nunca termos a certeza se funcionará com sistemas operativos para além do Windows.
Marco Santos
→ 30/10/2008 @1:26
O meu orgulhómetro não rebentou a escala, mas subiu em flecha por causa da minha filhota. Desde que lhe mostrei o tema Bohemian Rapshody apaixonou-se pela música dos Queen.
A Diana apaixonar-se pela música é suficiente para me encher de orgulho, mas serem os Queen o seu primeiro amor deixa-me ainda mais contente. Há seis meses melgava-me a cabeça para lhe comprar CDs da Rihanna, agora acha-a chata – lindo! Para que a vida seja quase perfeita, basta o Francisco concluir que os Tokyo Hotel afinal não passam de bisontes anorécticos cheios de maquilhagem e cera nos ouvidos.
A minha filhota está no bom caminho, digo eu que passei muitas horas da minha infância e pré-adolescência em concertos imaginários ao som da guitarra de Brian May e da voz do Freddy Mercury antes de passar para um som mais «experimental» como o dos Pink Floyd.
A propósito, só para lhe sinalizar melhor o caminho musical que está a percorrer, aproveitei para lembrá-la da existência dos Floyd. Mais tarde ou mais cedo, pivete, vais chegar lá e gostar mais dos Floyd que dos Queen. «Tás doido, pai?» - respondeu, cheia de indignação. – «Os Queen vão ser a minha banda preferida até eu ter 70 anos!» Ui. Teimosa, leal e de ideias fixas. Adoro.
Bem, não há problema. Quando ela tiver 80 mostro-lhe o The Wall.
Marco Santos
→ 28/10/2008 @22:53
Que tal uma experiência? Arranja-se dois marmanjos, veste-se-lhes um fato de zebra e lança-se os tipos às feras – literalmente. Que poderá acontecer?
A lição a retirar deste pequeno vídeo é: nunca subestimes o poder da pancada humana. Mas não se preocupem, se o resultado desta brincadeira fosse sanguinolento não colocaria o vídeo aqui.
Marco Santos
→ 28/10/2008 @19:26
Há quem tenha vergonha de se mostrar demasiado idealista porque parece mal. Isto acontece porque a lavagem ao cérebro que levámos nos amansou e nos coagiu de pensar. Quem não receia pôr em causa o que lhe foi ensinado não é propriamente o tipo de pessoa que consome qualquer porcaria que lhe queiram impingir.
Deixar-nos amansados não significa querer impedir-nos de refilar – podemos refilar e esbracejar à vontade, mas passar à acção já implica enfrentar as consequências do nosso idealismo, ou seja, das nossas escolhas. A maior parte escolhe evitar um confronto desta dimensão porque o idealismo é coisa de putos.
Vivemos entre a mansidão e o desabafo – tantas vezes refilamos e deixamos de refilar que o desabafo acaba por ser mais uma manifestação de indiferença. Revoltamo-nos quando um árbitro prejudica o nosso clube de futebol ou refilamos porque o iPhone é demasiado caro, mas não nos revoltamos com o facto de neste mundo todos os dias seres humanos lucrarem com a morte de outros seres humanos. Só nos sentimos perturbados quando as imagens de violência nos entram em casa. Por que razão somos assim? Porque nos ensinaram que o mundo é uma causa demasiado grande e nós somos demasiado pequenos. Querer mudar o mundo é coisa de gente ingénua, desfasada da realidade – o mais triste desta tanga que nos foi imposta é que se passa exactamente o contrário: são os cínicos e os conformados que estão cegos e desligados, não os idealistas. E é por isso que desprezo a política e os políticos.
Desejar um mundo sem guerra é ser ingénuo por não ter em conta a realidade das relações internacionais – no entanto, Ghandi vergou o Império Britânico à força do seu carácter, não das suas armas. Desejar um mundo onde o acesso ao software seja gratuito e acessível a todos é não ter em conta o mercado e a absoluta necessidade de lucro – contudo, Richard Stallman impôs ao mundo o conceito de Software Livre.
Atrevam-se a dizer alto e bom som que desejam viver num planeta sem fome ou guerra ou injustiças ou desigualdades e estejam certos de que alguém vos perguntará se estão a concorrer ao título de Miss Universo para estar com um discurso desses. É ridículo proclamar esse tipo de desejos – não por serem ridículos, mas porque fomos condicionados a achá-los ridículos. Fomos condicionados a sentir vergonha das nossas ousadias e do que em nós nos resta de puro.
Querer mudar o mundo para melhor é o que nos distingue dos animais. Convencer-nos do contrário é uma forma de escravização.
Marco Santos
→ 27/10/2008 @16:42

Esta bonita foto foi tirada pelo astrónomo Tunç Tezel numa estrada da montanha de Uludag, perto da cidade de Bursa, no noroeste da Turquia. Tezel subiu a montanha na esperança de observar planetas e a própria Via Láctea. E conseguiu. O gigante gasoso Júpiter e as estrelas da constelação de Sagitário brilham mais intensamente que as próprias luzes da cidade. Sobre os montes, à direita de Júpiter, a nebulosidade da nossa Via Láctea em todo o seu esplendor. Fonte: Astronomy Picture of the Day [Clicar na imagem para a ver em alta resolução]