
Stavro Jabra, Al Balad, Beirute, LÃbano



Segundo diz o Correio da Manhã, não é nenhum destes senhores, é mesmo a Ruth Marlene.
A Ruth aceitou 800 euros para fazer o ensaio fotográfico na companhia da irmã Vanessa.
Ruth Marlene é uma conceituada cantora portuguesa – um dos seus maiores sucessos é a canção «Coisinha sexy», uma velada e sensÃvel referência aos esforços de uma mulher em convencer o amado de que o coiso dele é um bocado «coisinha» mas é sexy na mesma.
As coisinhas não se medem aos palmos, as mulheres não se medem aos euros – é tudo uma questão de perspectiva. Há quem diga que pagar 800 euros pela nudez de Ruth Marlene é uma exploração. Há quem diga que não é nada uma exploração, é demasiado caro para o que ela vale. E tenho a certeza de que muitos acharão que só o nariz da Ruth valeria oitocentos euros, quanto mais o corpo todo.
No negócio do nu feminino, a linha divisória que separa «exploração» de «cachet» deve situar-se, e isto sou eu a adivinhar, entre os 1500 e os 2000 euros, mais euro, menos euro. Abaixo disso, caramba, já é explorar a mulher.
Não tenho a capa de Ruth Marlene na Playboy para vos mostrar, mas compenso a falha mostrando a Ruth acompanhada por dois grandes vultos da cultura lusófona.
Na foto do lado esquerdo, podemos vê-la em cavaqueira artÃstica com o conceituado actor Alexandre Frota, o sabordalhão mais expressivo do cinema brasileiro, pois tem um nariz de pinóquio entre as pernas e representa sussurrando Eu sou um grande actor, eu sou um grande actor, sim, Alexandre e a sua Frota de mulheres, à vossa disposição, protagonista de obras de referência como  «A Bela e o Prisioneiro», «11 Mulheres e muito Pó», «Anal Total 10» e «Invadindo a Retaguarda».
Na foto à direita, a nossa Ruth está acompanhada pelo grande realizador português Sá Leão, uma espécie de Manuel de Oliveira do género mas sem a Agustina Bessa-LuÃs. Entre os seus filmes mais conhecidos, filmados à mão, ou seja, à maneira de um Steven Soderbergh em versão cinema independente, destacam-se os clássicos «Na minha cama com…», «Badalhocas», «Engates de rua», «Capitã Roby» e «Stripper Portuguesa».
Não, este da stripper não é aquele com a Demi Moore e tenho a certeza de que o Sá Leão já deve estar farto de pessoas a fazer-lhe sempre a mesma pergunta.
800 euros? Muito? Pouco? Deixem-se disso. Ruth Marlene é a Playboy Portugal e a Playboy Portugal é a Ruth Marlene.
A conversa com o WebMilionário a propósito do percurso deste blogue – um inÃcio muito dedicado à informática até evoluir progressivamente para um projecto mais pessoal e diversificado – fez-me sentir saudades desses primeiros meses de blogosfera e muita inocência.
E é por isso que aqui publico este post do jornalista Gustavo Dias, uma das pessoas que conheço com mais conhecimentos nesta área: em nome dos velhos tempos, eis as suas escolhas dos melhores produtos de Hardware que atingiram o mercado de informática durante este ano de crise de 2009. Este post está dividido em duas páginas, pelo que os acompanham o blogue via feed têm de vir cá ler o resto, agora na sua versão corrigida.
Segue-se o texto do Gustavo.
2009 ficará na memória de muitos como o ano da crise, mas será também lembrado como o ano em que assistimos a diversas reviravoltas no mundo da informática, nomeadamente nos equipamentos, com o lançamento de produtos que em vez de serem simplesmente mais rápidos que os modelos anteriores, passaram a ter como prioridade uma maior eficiência ao nÃvel do desempenho e do consumo energético.
Vamos então verificar quais os dez melhores produtos de hardware de 2009.

Este pequeno terminal da HTC foi o primeiro modelo a aparecer em Portugal equipado com o novo sistema operativo da Google, o Android.
Apesar de este não ser propriamente uma novidade, pois encontra-se em desenvolvimento desde 2007, só em 2009 é que começaram a surgir os primeiros modelos equipados com o Android. O sucesso foi tal que o total de terminais com o Android, num só ano, já superou os 3,5%, mais de metade da quota de mercado de terminais Windows Mobile.
O sucesso do HTC Magic não se deve apenas ao sistema operativo, pois todo ele foi desenhado para ser simples de usar, e muito intuitivo. A qualidade do ecrã, apesar de não ser um OLED, é muito boa e o preço pedido pelo equipamento ainda o torna mais atraente.
Em 2010 espera-se o lançamento de muitos terminais Android, mas em 2009 foi o HTC Magic quem fez a diferença.

Poucas pessoas acreditariam, mas a Amazon.com conseguiu juntar num produto relativamente acessÃvel (259 dólares, cerca de 180 euros) um excelente leitor de livros digital que poderá trazer consigo na sua mala. Usando uma ligação 3G (gratuita), terá acesso a mais de 330 mil livros em inglês, incluindo também jornais e revistas internacionais, a um preço extremamente acessÃvel (sempre abaixo dos 15 dólares, 10 euros).
O sucesso do Kindle foi tanto que a Amazon revelou que no dia de Natal se encomendaram mais livros Kindle do que livros tradicionais, algo inédito na história desta gigantesca loja. O Kindle está disponÃvel para Portugal através do site da Amazon, mas a Apple tem algo na manga (iSlate) já para o inÃcio de 2010.

Os MacBook Pro não são propriamente uma novidade, mas este foi o ano em que todos (ou praticamente todos) os fabricantes de computadores portáteis falaram nesta gama de computadores como uma verdadeira ameaça.
Como conseguiu uma marca como a Apple criar a partir de um nicho de mercado uma arma que ameaça superar as vendas dos restantes concorrentes? Simples: através da conjugação de um excelente design, qualidade de construção e uma configuração equilibrada, que permite, acima de tudo, garantir ao utilizador uma excelente experiência. Naturalmente que para quem não esteja habituado a lidar com o sistema operativo da Apple terá à sua disposição o sistema BootCamp, que lhe permite instalar qualquer versão do Windows no Mac.
Mas para quê estragar o que já é considerado por muitos como perfeito?

Quem me conhece sabe perfeitamente que sempre fui um fanático pela consola de jogos da Microsoft, a Xbox360, mas tenho que reconhecer que a Sony fez um esforço tremendo em tornar a PlayStation3 Slim num produto muito atraente e, finalmente, digno de ser adquirido.
Aliando num bonito chassis um eficiente e acessÃvel leitor de filmes Blu-Ray e uma consola de jogos de última geração, a PS3 Slim possui um poderoso processador Cell que ainda hoje se revela um mistério para os mais eficientes programadores – daà que o catálogo de jogos para a PS3 seja menor do que o existente para a Xbox 360 ou a mais limitada (em especificações) Nintendo Wii. Com suporte para ligação Wi-Fi, um disco rÃgido de 120GB e um preço abaixo dos 300 euros, a PS3 Slim tornou-se finalmente numa boa compra.

Podem considerar-me faccioso, mas não consigo ficar indiferente a esta autêntica obra-prima da tecnologia. Estou a referir-me à mais recente gama de televisores da LG, o SL9000, apresentado em Novembro. Usando como principal destaque a tecnologia LED para iluminação do painel, esta permite reduzir significativamente o consumo energético em mais de 60%, garantindo ao mesmo tempo uma iluminação mais forte (contraste de 3,000,000:1) e uniforme que os tradicionais sistemas CCFL.
Outra vantagem da tecnologia LED é o facto de ocupar bastante menos espaço, daà que os modelos SL9000 tenham a impressionante espessura de apenas 29mm. As restantes tecnologias utilizadas vieram dos anteriores modelos de sucesso como o LH5000: ligação USB para leitura de imagens, músicas e filmes em DivX, processamento de imagem TruMotion de 100Hz para produzir movimentos mais fluidos.
O seu preço oscila entre 1000 e 1500 euros, dependendo da dimensão do painel.

Podem dizer o que quiserem e inventar todas as alternativas de todos os fabricantes existentes no mercado, mas nenhum telemóvel marcou mais 2009 do que a nova versão 3GS do iPhone da Apple.
Apresentando como maior diferença o poder de processamento (CPU ARM a 600MHz) e a maior capacidade de armazenamento (16 e 32GB, face aos anteriores 8 e 16GB), também o controlador gráfico, a quantidade de memória RAM, a câmara de 3MP (com possibilidade de gravar vÃdeos) e os módulos de Bluetooth 2.1 e HSDPA de 7,2Mbps tornaram o iPhone 3GS num equipamento ainda mais apetecÃvel que as anteriores gerações.

Quem diria que a máquina fotográfica DSLR escolhida como a melhor de 2009 seria um modelo que durante o seu lançamento tanta confusão gerou. Digo isto porque não é habitual, nos tempos que correm, a Canon lançar um modelo da gama EOS xD com um sensor que não seja FullFrame (35mm). Porém, ao contrário do que todos esperariam, a EOS 7D tem um sensor APS-C de 18 megapixeis.
A razão da escolha de este sensor prende-se com a necessidade da marca em criar uma máquina capaz de captar imagens de grande qualidade (e resolução) mas que tenha uma velocidade de captação contÃnua que a tornem na opção ideal para fotógrafos desportivos, daà a captura de 8fps.
Utilizando um duplo processador de imagem DIGIC4, garante assim que as imagens têm o menor ruÃdo possÃvel, mesmo tirando partido da enorme sensibilidade ISO, expansÃvel até 12800. O facto de usar um sensor APS-C permite-lhe utilizar todas as objectivas da marca, sejam elas EF ou EF-S.

2009 será igualmente considerado como o ano dos NetBooks. E o melhor representante desta nova categoria é o modelo da gama que criou esta categoria, o EeePC 1005HA. Este pequeno NetBook, com o seu formato em concha, destaca-se dos restantes modelos existentes no mercado por oferecer, juntamente com os componentes habituais destes computadores (processador Intel Atom N280, 1GB RAM DDR2, 160GB em disco, ecrã LCD de 10,1â€) uma bateria de seis células de 63Wh, que permite uma impressionante autonomia de 10 horas e meia.
Com um preço abaixo dos 300 euros, este EeePC dificilmente passa despercebido de potenciais clientes.

Lançado a 8 de Setembro, a nova linha de processadores de gama média da Intel veio trocar as contas ao pessoal de marketing da marca, pois conseguia oferecer um desempenho equiparável aos modelos de topo Core i7 por uma fracção do preço.
O modelo inicial, o Core i5-750, oferece um conjunto de funcionalidades tão completo que o torna praticamente num Core i7, diferenciando-o apenas pelo facto de não possuir Hyper-Threading. Este Core i5 usa o novo Socket LGA 1156 e tem 8MB de cache L3 partilhada entre os diversos núcleos, que funcionam a 2660MHz (3200MHz com o Turbo Boost activado).
O seu preço ronda os 175 euros, mas esperem mais uns dias pois estão prestes a sair diversos novos modelos Core i5 ainda mais acessÃveis.

Mais um ano passou e mais um tiro certeiro por parte da ATI no que toca ao lançamento (com sucesso) de uma nova geração de placas gráficas, as Radeon HD5000. Lançadas a 23 de Setembro, as HD5870 e 5850 rapidamente se tornaram autênticos sucessos de venda, mesmo não tendo os preços mais acessÃveis do mercado.
O elevado desempenho e a quantidade de funcionalidades (de onde se destacam o suporte para DX11 e sistema Eyefinity) tornaram-nas em verdadeiros objectos de desejo. Um pouco mais tarde começaram a sair modelos mais acessÃveis, como as HD5770 e HD5750, e a monstruosa HD5970 de duplo GPU, mas só no inicio de 2010 é que iremos assistir ao lançamento dos restantes modelos da gama de entrada, como as HD5670 e HD5650.

Como sempre sucede quando se trata de insurreições no Irão, as notÃcias viajaram à velocidade da Internet – a mais rápida forma conhecida de as difundir ao mundo inteiro e furar o boicote noticioso do regime.
E a última dizia que o corpo de Seyyed Ali Mussavi – o sobrinho do lÃder da oposição iraniana morto durante as manifestações de domingo em Teerão – desaparecera do hospital para onde fora transferido. A notÃcia fora dada a um site da oposição pelo próprio irmão do falecido, Reza Mussavi, que se queixou de não ter encontrado o corpo nem ninguém que o informasse. Informações posteriores indicavam que o corpo fora «confiscado» pelas forças de segurança.
Ontem soube-se que o corpo afinal foi transferido para os serviços de medicina legal para a realização da autópsia «face às suspeitas que ainda permanecem sobre o incidente».
A pressa com que os meios ligados à oposição ao presidente Mahmud Ahmadinejad deram a conhecer estas notÃcias foi de imediato aproveitada pelo regime: «Alguns meios ligados à facção conspiradora informaram ontem que o cadáver de Ali Mussavi tinha sido removido pelas forças de segurança, em conformidade com as mentiras contadas desde as eleições», disse a agência noticiosa iraniana.
A mesma agência avançou que o corpo do sobrinho de Mir Hossein Mussavi e de outras quatro vÃtimas mortais dos confrontos de domingo em Teerão foram guardados «para concluir a investigação policial, ser realizada a autópsia e encontrar novas pistas».




Que pistas há para descobrir? Horas antes de se saber que afinal tinham morrido quinze pessoas no domingo, o chefe-adjunto da polÃcia iraniana Ahmad Reza Radan tratava as quatro mortes como um mistério policial: «Uma da vÃtimas morreu ao cair de uma ponte, duas outras num acidente de automóvel, e uma [o sobrinho de Mussavi] foi atingida por uma bala».
«Como a polÃcia não utilizou armas de fogo», prosseguiu o responsável, notavelmente imperturbável, «esta última morte é suspeita, tendo portanto sido aberto um inquérito». Afinal, o desaparecimento do corpo fazia apenas parte de uma tentativa de resolver o mistério da sua morte.
É impossÃvel não estar do lado de quem luta contra este regime, mas convém pensar na forma desequilibrada como nos estão a chegar as informações. Existem duas fontes: as que estão ligadas aos movimentos de oposição e as que estão ligadas ao regime. Tal como em manifestações anteriores, nada sabemos da verdadeira extensão desta revolta popular contra Ahmadinejad: existe um movimento urbano, centrado na capital, Teerão, mas o que se está a passar no resto do paÃs? Alguém sabe? Só Teerão conta?
Os analistas estrangeiros estabelecem conjecturas e afirmam que este é o princÃpio do fim do regime, mas enquanto não tivermos mais informações é mais seguro considerar que esses especialistas confundem análise com os seus próprios desejos.
Esteve mais calmo nos últimos dias, mas ontem o vulcão Mayon voltou a cuspir mais cinza. Vulcanólogos filipinos avisaram os 50,000 que procuraram refúgio para não regressar à s suas casas no sopé do vulcão em erupção – nalguns casos, as pessoas ignoraram os avisos.


Por nove vezes Mayon expeliu nuvens de cinzas que em alguns casos chegaram um quilómetro acima da cratera. O vulcão já entrou em erupção 50 vezes desde 1616. A última sucedeu em Julho de 2006 e forçou a evacuação de 30 mil pessoas.
Neptuno é belo e começou por ser uma estrela, antes de ser um planeta. Galileu foi o primeiro a observar Neptuno, 30 vezes mais afastado do Sol do que a Terra, mas não o reconheceu como planeta: pensava ser uma estrela.
A observação e as suas conclusões foram registadas pelo próprio Galileu a 28 de Dezembro de 1612.
Exactamente 397 anos depois da primeira observação do cientista, aqui estamos nós, observando o planeta com um detalhe impensável naqueles tempos.

Devemo-lo sobretudo à espantosa viagem da pequena sonda Voyager 2: em 1989, descobriu que Neptuno – à semelhança de Júpiter –  também tinha a sua própria mancha, escura e não vermelha, formada por uma massa de gases, sobretudo hidrogénio e hélio, girando como um furacão.
Em 1994, o telescópio Hubble descobriu que a Grande Mancha Escura desaparecera.
Neptuno não tem uma superfÃcie sólida como a Terra. Se lá fossemos com uma nave espacial, terÃamos de enfrentar uma primeira camada de nuvens formadas por metano gelado, depois uma outra camada, constituÃda por nuvens de sulfeto de hidrogénio, que cheirariam a ovos podres se passassem pela Terra, nuvens levadas por ventos que sopram a cerca de 1100 quilómetros por hora.
Admitindo que a nossa nave sobreviveria aos ventos apocalÃpticos e à pressão da atmosfera, flutuarÃamos numa massa de gases extremamente condensados. Se conseguÃssemos descer ainda mais, muito mais, à s profundezas do planeta, chegarÃamos a uma região onde esses gases se misturam com água em estado lÃquido, rodeando um núcleo central de rocha e gelo.


Se descontarmos o episódio de Galileu, Neptuno acabou por ser descoberto graças à Matemática, antes mesmo de a sua existência ter sido confirmada por um telescópio.
Os astrónomos já tinham notado que Úrano nem sempre se encontrava na posição prevista e que a força de gravidade de um corpo celeste desconhecido deveria estar a influenciar a órbita daquele planeta.
Em 1843, um matemático e astrónomo inglês chamado John C. Adams começou a trabalhar para encontrar a localização exacta do novo planeta. Os seus cálculos para o posicionamento de Neptuno, que viriam a confirmar-se correctos, foram apresentados em Setembro de 1845, quase 234 anos depois da primeira observação de Galileu.