Arquivos mensais: Fevereiro 2009

→ 27/02/2009 @16:50

99 coisas e cenas assim

O senhor Greg Rutter teve a amabilidade de criar uma página com «a lista definitiva das 99 coisas que já devias ter experimentado na Internet a não ser que sejas um loser ou um gajo velho ou uma cena assim». Portanto se não queres ser um loser, um gajo velho ou uma cena assim, deverás ver os vídeos do YouTube e umas quantas páginas web que o senhor Rutter seleccionou como experiências obrigatórias. Encontrarás muitos clássicos que já toda a gente conhece dos tops elaborados pelo próprio YouTube, mas alguns concerteza com certeza ainda não viste. Loser!

→ 27/02/2009 @15:11

Apelo aos deuses do Jornalismo

O primeiro português na Casa Branca

Cão Português na Casa Branca, de Alexandre Romão e André Gonçalves (O Pior de Tudo)

Ó deuses do Jornalismo, estejam vocês onde estiverem, nos jornais, rádios ou televisões, não permitam que se façam demasiadas alusões ao cão de água português do Obama – uma notícia de trinta segundos, um minuto, vá lá, uma peça curta atirada para o final do alinhamento só para terminar o Telejornal com uma nota de boa disposição; uma notícia de rodapé nas páginas de fait-divers da imprensa só para a malta sorrir no comboio. Não é preciso enviar o Mário, Mário, Mário Crespo aos Estados Unidos.

Caros deuses dos media lusitanos, não permitam que o cão de água português na Casa Branca vá parar às secções do Internacional dos jornais, rádios e televisões. Não façam do pobre e inocente bobby um representante diplomático. Esperemos apenas que o cão tenha mais juízo a mijar do que o português a cuspir.

E tu, ó cão – se tiveres mesmo de arrear o calhau onde não deves, arreia-o no Pentágono. Se o senhor Bush for aí fazer uma visita de cortesia à Casa Branca não hesites, bobby, mija-lhe logo nas pernas. Não te preocupes: mesmo que levantes a pata ele só desconfia de alguma coisa se estiveres calçado.

→ 27/02/2009 @2:13

Post nº 2099

Berlusconi

→ 26/02/2009 @22:48

Sorrisos [24]

Camilla Parker Bowles

Fotografia publicada a 18 de Dezembro de 2008 pelo Daily Mail sem referir o autor da foto.

→ 26/02/2009 @18:50

O Twitter já era, mas cada vez gosto mais dele

Há dias tropecei num gajo qualquer no Twitter a queixar-se porque o sistema impõe um limite máximo ao número de contas que pode seguir: duas mil. Não sei se isto é verdade, mas ele dizia querer acompanhar muitas mais e sentia-se um bocadinho decepcionado. O tipo em questão não é spammer, mas um genuíno utilizador do serviço.

Sigo actualmente 86 contas no Twitter – já são muitas. Acompanhar as actividades e mensagens de oitenta e seis contas já é difícil, imagino o esforço e o tempo necessários para acompanhar 500. Mil está para além das minhas possibilidades, mesmo usando aplicações que filtram, catalogam e dividem os diversos «twitters» em critérios de selecção que podemos definir. Acompanhar 2000 marmanjos é uma singularidade do juízo, ou seja, um «estado» do Twitter onde as leis do bom senso já não se aplicam.

O Twitter começou por ser uma ferramenta maioritariamente usada por geeks, mas ao longo dos últimos meses cada vez mais gente começou a aderir, incluindo até os representantes da pachecosfera – excepto o seu presidente e mentor, claro. Como resultado, sempre que vou ao Twitter sinto-me como se estivesse dentro de um piano do Lumpy Gravy ou de uma daquelas peças musicais do Ligeti, Adventures.

Não conhecem? É uma maravilha! Nessa peça o Ligeti propôs aos músicos uma experiência musical diferente de tudo o que se fizera até então: colocar de lado os instrumentos e criar sons com as próprias vozes sem grandes considerações pela harmonia como fez o Coltrane quando aderiu ao free-jazz. Depois incorporou, montou e misturou esses sons numa peça tão original e bizarra que Kubrick a usou para adensar o ambiente misterioso das sequências alienígenas do astronauta Bowman em 2001: Odisseia no Espaço.

Claro que o ambiente no Twitter não tem realmente nada a ver com o Adventures do Ligeti, mas a multiplicidade de vozes transmite a mesma sensação de granel global, como se acabássemos de chegar a uma esplanada tão grande que dá a volta ao planeta: por mais que um gajo tente, não consegue arranjar uma mesa mais sossegada.

A própria natureza do Twitter impele-nos a seguir as conversas, como quando navegamos na web ao sabor do link. Por exemplo, vou ao Twitter e leio um tipo que estou a seguir dizendo a outra pessoa que os canais de Marte são óptimos para plantar rabanetes. «Rabanetes em Marte?» – penso eu. «Pá, essa merda é muito interessante. Deixa-me lá clicar no nome do gajo a quem ele está a responder para apanhar a conversa».

Ah, cá está! Afinal o primeiro gajo só falou nos rabanetes marcianos porque este aqui mandou uma mensagem dizendo que é melhor plantar hortaliças em Vénus do que rabanetes em Marte. E mesmo este das hortaliças venusianas, percebo eu agora, já estava a responder ao não-sei-quantos que tinha dito que as tipologias endoplasmáticas da Scarlett Johansson lhe faziam lembrar as montanhas do Vale Marineris.

Neste não-sei-quantos acabarei por encontrar alguém que falou sobre o axioma da redutibilidade dos esquentadores a gás – um tema muito popular na Twittosfera – em resposta a outro marmelo que afirmara que a plantação de nabos e rabanetes nos canais de Marte era perniciosa do ponto de vista da lei de Euclides, portanto não sei se estão a ver, no Twitter actual um gajo navega como uma bola enfiada dentro de uma daquelas antigas mesas de flipper, a ziguezaguear de um extremo ao outro do sistema até o cérebro fazer «tilt» com tantos bits e bytes e bips e blips, regressando finalmente ao sítio de onde nunca deveria ter saído: o seu próprio, e sossegadinho, blogue, onde as conversas começam no princípio e acabam no fim. Ufa!

Como vêem, cada vez gosto mais do Twitter.

→ 26/02/2009 @15:46

Idiossincrasias

À medida que o tempo passa o blogger vai ganhando manias, tiques, idiossincrasias – eu até já aprendi a escrever a palavra «idiossincrasia» correctamente e foi por causa da blogosfera.

Cada um terá as suas manias e admito que muitos não terão nenhuma, o que em si é já uma mania, mas a minha idiossincrasia costuma ser mais ou menos a mesma: sempre que me sinto cansado, pouco inspirado, sem vontade ou tempo para actualizar o blogue, ponho-me a pensar: «Se calhar devias convidar alguém para fazer isto contigo, estás sem pedalada».

Depois escrevo um post e outro e outro – e não me volta a passar pela cabeça convidar outra pessoa para o Bitaites. Uma ou duas semanas depois, quando a inactividade mental regressa, dou outra vez comigo a pensar: «Se calhar devias convidar alguém para fazer isto contigo, estás sem pedalada», esquecendo que já considerei e ignorei o convite uma dúzia de vezes.

→ 24/02/2009 @19:36

E ninguém censura esta pouca-vergonha?

Miguel Ângelo

Dizer NÃO à taxa