Arquivos mensais: Abril 2009

→ 30/04/2009 @0:34

Dos espíritos às boazonas

Kate Beckinsale

É notável que dois posts tão antagónicos tenham sido os principais responsáveis pelo acréscimo de visitas ao Bitaites: na última semana o plugin registou, em média, umas dez nove mil visitas por dia; hoje ultrapassou as 12 mil. Ainda bem que não me deixo impressionar por estes números, senão ficava logo à rasca sempre que me sentasse diante do teclado.

O primeiro post responsável pela subida foi o post sobre o Além e a discussão que gerou; o segundo foi este, mais recente, sobre a segunda capa da Playboy. Se um dia escrever um post sobre quecas no Além atingirei o meu karma nirvana blogosférico.

Este blogue oscila entre temas espiritualmente elevados e o puro divertimento carnal, tal e qual como eu: tanto me divirto a ver um Harry Potter (é o meu lado elevado e espiritual) como um filme do Jacques Tati (o Tati é o meu Schwarzenegger dos músculos faciais). Mas tenho pena que a falta de tempo não me permita escrever posts mais elaborados sobre fotografias e fotógrafos de que gosto, por exemplo. Eu adoro escrever aqui e é pena não estar a conseguir manter o ritmo.

Quanto à vampira Kate Beckinsale, quero apenas aproveitar a tua presença aqui neste post para dizer que o meu pescoço é todo teu, querida.

→ 29/04/2009 @1:05

O homem tem queda para isto

Rodeio

Nós temos as touradas, os americanos têm os rodeios. Em ambos os casos, estou sempre a torcer pelo touro. E é uma bela foto de Barry Kough.

→ 29/04/2009 @0:31

E a capa da Playboy portuguesa nº 2 não é esta (*)

Cláudia Jacques

Eu sou um bocadinho picuinhas, admito, mas será que a malta da Playboy Portuguesa não poderia ter arranjado um título mais original? Quantas vezes as mulheres já se «despiram de preconceitos» quando na verdade estão apenas a tirar a roupa? Até a Ana Malhoa já se despiu de preconceitos, como se pode ver nesta entrada de 7 de Janeiro de 2008 de um blogue fã da cantora. Quando há uns dois anos a actriz Patrícia Tavares fez uma cena de nu na televisão, disse que a novela em que a cena fora incluída estava «despida de preconceitos».

Qualquer rapariga com um corpo jeitoso se pode despir de preconceitos, principalmente se o fizer na Playboy. É inevitável. Os preconceitos foram feitos para serem despidos. Os preconceitos querem-se bons como o milho.

Experimentem despir uma gorducha na capa. Garanto-vos que a expressão «despida de preconceitos» fará muito mais sentido neste caso, mas rapidamente a Playboy iria à falência se optasse por despir esse tipo de preconceitos, ou seja, aqueles que nos dizem que a sensualidade de uma mulher depende quase em exclusivo de padrões geométricos de beleza que a indústria cosmética impõe ao corpo e aos olhares. Eu acho muito mais sexy mamas que não desafiem as leis da gravidade. Gosto de mamas que descaem com graciosidade nas minhas mãos, não as acho muito excitantes quando os mamilos arrebitam de tal forma que parecem querer colar-se ao nariz da mulher.

Também podiam ter fotografado o Mário Crespo em biquíni. Em vez disso, entrevistaram-no. São uns mariquinhas, estes gajos da Playboy.

Claúdia Jacques, a modelo da capa, é Relações Públicas num restaurante no Porto e tem 44 anos. Deve ser esse o preconceito de que fala a revista: o preconceito contra as quarentonas. Quem alguma vez sentiu qualquer tipo de preconceito em relação a quarentonas boazonas maquilhadas em Photoshop que levante o braço.

A capa da segunda edição da Playboy portuguesa está muito melhor do que a primeira. Nada de fundos manhosos e lingeries do século XIX, apenas a simplicidade de uma bela quarentona em todo o seu esplendor de ginásio e silicone a dizer que nos devemos calar porque teve coragem e foi ousada, quebrou barreiras, desafiou mentalidades preconceituosas, por aí fora. Pronto, está bem. Silêncio que se vai folhear a Playboy.

(*) A Playboy alterou a capa à última hora depois de ter feito circular esta, mas manteve a modelo despida de preconceitos.

→ 28/04/2009 @23:23

E os mais sexy de Portugal são…

Luciana Abreu e Cristiano Ronaldo

O melhor jogador de futebol do mundo é, a partir de agora, o rapaz mais sexy no nosso país. Não é certo que Cristiano Ronaldo faça uma operação de mudança de sexo só para ganhar o único concurso de beleza que lhe tem escapado: o de Miss Portugal – mas nunca se sabe.

Esta fabulosa e interessante eleição resulta de um inquérito lançado pela rede social Habbo.pt. 30 por cento dos 25 mil votantes elegeram Cristiano como o mais sexy de todos.

A apresentadora Luciana Abreu foi considerada por 22 por cento dos votantes como a rapariga mais sexy. Depois da novela infantilóide Floribella, a Luciana resolveu mostrar que já estava mais crescidinha. Chegou a fazer uma daquelas operações para insuflar as maminhas, num esforço de emancipação que os frequentadores do Habbo.pt resolveram agora recompensar.

Foi graças às novas mamas da Luciana e ao post em que se anunciava a boa nova que o Bitaites foi visitado por milhares de apreciadores de silicone. Agora vai acontecer o mesmo. Sei lá, acho que este blogue está a perder a sua inocência. :mrgreen:

→ 27/04/2009 @12:25

Burkas mexicanas

Burkas mexicanas

Parece a cena de um filme de ficção científica com preocupações ambientais, mas esta foto de Leopoldo Smith mostra-nos o que está a acontecer agora no México: o medo de ser infectado pela mutação do vírus H1N1 levou um grupo de raparigas contratadas para promover a feira de São Marcos, em Aguascalientes, a cobrir o rosto com máscaras protectoras. A maior parte dos eventos no México foram suspensos devido à epidemia de gripe suína que alastrou pelo país.

→ 27/04/2009 @11:56

Quando o telefone toca

Gripe suína: medidas de segurança na Indonésia

Aeroporto Internacional de Ngurah Rai em Denpasar, Bali, na Indonésia: a gripe suína detectada no México e que alastrou aos Estados Unidos obrigou ao reforço das medidas de segurança nos aeroportos. Nesta foto de Dita Alangkara, da Associated Press, funcionários dos serviços de saúde monitorizam os dados enviados por sensores térmicos capazes de detectar a temperatura corporal dos passageiros. A gripe suína já provocou no México mais de 100 mortos e 1600 casos suspeitos. A directora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, afirma que a situação «é muito grave» e tem «o potencial de causar uma pandemia mundial».

Pouco dado a medidas tão extremas, o Portugal dos brandos costumes aconselha os portugueses que regressem do México (ou que suspeitem ter estado em contacto com alguém infectado) a ligar para a Linha Saúde 24 (808 242424) de forma a receber instruções.

→ 24/04/2009 @23:53

Grândola Vila Morena jazzística (repost)

Em Dezembro de 1982, Charlie Haden convidou Carla Bley e um excelente grupo de músicos de jazz para gravar um disco com versões jazzísticas de canções revolucionárias: da Guerra Civil Espanhola à intervenção norte-americana em El Salvador, da revolução dos cravos em Portugal aos movimentos de resistência contra a ditadura Pinochet, no Chile. No caso da revolução do 25 de Abril, a escolha, óbvia, recaiu em Grândola Vila Morena, que Zeca Afonso lançara em 1971 no disco Cantigas de Maio.

A militância de esquerda de Charlie Haden já era bem conhecida. Em 1968, tinha composto Song for Che – óbvia referência a Che Guevera – e, oito anos antes, ao lado do trompetista Don Cherry, participara no histórico Free Jazz, sob a batuta de Ornette Coleman.

Haden terá seguido os ensinamentos de outro grande contrabaixista de jazz, Charlie Mingus, que criou um tema – Fables of Faubus – ridicularizando o governador racista do Alabama e transmitindo a ideia de que o jazz também podia servir para marcar uma posição crítica, e política, na sociedade.

O título deste disco – Ballad of the Fallen – foi retirado do poema Milonga para un Fuzilado, encontrado junto ao corpo de um estudante morto num massacre na Universidade de San Salvador conduzido pela Guarda Nacional e sob o alto patrocínio das forças militares dos Estados Unidos: Não me perguntes quem eu sou/ou se me conheceste/Os sonhos que tive/crescerão, apesar de eu não estar mais aqui/Não estou vivo, mas a minha vida continua/porque outros continuarão a luta/novas rosas desabrocharão/e, no nome de todas estas coisas/tu encontrarás o meu.

Os músicos
Carla Bley toca piano e escreve os arranjos. Todos os membros da banda são, de uma forma ou de outra, activistas políticos: o trompetista Don Cherry (toca num instrumento de plástico, formato pequeno), o baterista Paul Motian (companheiro de Haden num quarteto de Keith Jarret), Dewey Redman (saxofonista tenor, ex-membro do grupo de Elvin Jones, baterista de Coltrane), Sharon Freeman (trompa), Mick Goodrik (guitarra), Jack Jeffers (tuba), Michael Mantler (trompete), Jim Pepper (sax/flauta), Steve Slagle (sax soprano, clarinete/flauta) e o trombonista Gary Valente, habitual companheiro musical de Carla Bley.

As músicas
Grândola Vila Morena
incluindo Introduction to People e The People United Will Never Be Defeated

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