José Sócrates chegou hoje à Madeira – a primeira visita do primeiro-ministro à Festa da Liberdade do PS local – e Alberto João Jardim tratou imediatamente de lhe montar uma comissão de boas-vindas.
O querido líder da Madeira montou o estaminé político na praça das Palmeiras, no centro da cidade Vila Baleira, no Porto Santo, adornou o ambiente bota-abaixo do comício com muitos e entusiásticos apoiantes, despejou-lhes mais umas valentes quantidades de música pimba e, por fim, soltou a língua com o sentido de Estado que lhe é peculiar.
Jardim lembrou «as desgraças» do governo de Sócrates («maltratou professores, juízes, militares, forças de segurança e jornalistas»), perguntou à plateia se queria votar no político que «vos mentiu e enganou» , pois «disse que não ia aumentar impostos e aumentou, destruiu as pequenas e médias empresas, e aumentou o desemprego e os pobres» e, por fim, acusou o primeiro-ministro de já nem sequer respeitar a ideologia do seu partido: «A única coisa programática que apresentou até agora foi o casamento homossexual».
«Não tenho nada contra as opções sexuais de cada um» – avisou Jardim, num momento raro de sobriedade democrática – «mas tenho respeito pelos valores da Pátria portuguesa e isto» (o casamento homossexual) «não é o meu Portugal!» E recebeu a ovação da tarde.
Conclui-se do raciocínio de Jardim que os homossexuais portugueses, além de paneleiros, são também anti-patriotas, pois o Portugal de Jardim é constituído exclusivamente por garanhões heterossexuais com pelo nas ventas e panças.
O que ainda surpreende no patusco Jardim é a enorme capacidade em mostrar algumas das mais degradantes características do ser humano – e sentir orgulho em fazê-lo. Não foi este Jardim que em Julho achou que o Comunismo (outra forma de paneleiragem) devia ser proibido?








































