
Gosto de um político determinado que cumprimenta outra pessoa com um Porreiro, pá, porreiro, mesmo tendo em conta que esse porreiro pá de Sócrates, captado pelos microfones e imortalizado pelos Gato Fedorento, tenha sido dirigido a Durão Barroso.
Atendendo ao papel de Barroso como cicerone na vergonhosa cimeira das Lajes que antecedeu o ataque americano ao Iraque, também era gajo para lançar ao actual presidente da Comissão Europeia uma saudação semelhante: Porreiro, pá, porreiro… Bela merda de serviço que tu fizeste como parolo de cerimónias do Bush em nome de Portugal, foi mesmo porreiro, pá – estão a ver, acrescentava ao Porreiro pá mais institucional de Sócrates um manguito humanista como só um gajo de esquerda sabe dar. E dispensava o abraço, foda-se.
Mas pronto, eu sou um tipo perfeito; Sócrates, como estão fartos de saber, encontra-se neste momento a 750 milhas náuticas da perfeição. Há malta que se farta de soprar ventos desfavoráveis, a ver se o tipo encalha de vez: como diz o Pedro Couto e Santos (autor do blogue português mais antigo em actividade, vénia), multiplicam-lhe os erros por 100 e dividem-lhe os méritos por 200. Dizem que o homem não tem grande jeito para fazer prédios. Que é um falso engenheiro. Fala de uma forma um bocadinho afectada, como se achasse uma maçada ter de aturar jornalistas ou adversários políticos, o que pode tornar-se um tanto irritante. E abusa um bocadinho das acções de propaganda (por acaso até abusa).
Dizem também muita pulhice, mas desta vez opto por não dar voz aos inúmeros justiceiros que preferem as caixas de comentários ou os jornais à barra dos tribunais. Sócrates, esse ditador incorrigível, recorre à Justiça para se defender de quem o calunia – é preciso ter muita lata.
Infelizmente o meu problema não é Sócrates, mas Manuela Ferreira Leite.
A questão é muito simples, sabem? Não quero esse cavaquismo beato no Governo do meu país. Assusta-me a possibilidade de ver Portugal de novo sob o domínio seco e granítico desta dupla Leite/Cavaco – esta parelha de betão armado, este duo Odemira sem cultura ou espirituosidade, abençoado pela manápula sofista do Pacheco Pereira.
Se não se importam, prefiro continuar a ter como primeiro-ministro este falso engenheiro, asfixiador-mor da Democracia, tirano dos professores, gajo irritante de voz afectada e tudo o mais que lhe queiram chamar (mas não o farão, pelo menos neste blogue). Desta vez, voto PS.