
A sociedade portuguesa tem debatido ultimamente se o casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser legalizado.
Os que estão contra o casamento gay são pais e mães de famÃlia justos, piedosos, dedicados e pacatos. Não são maus heterossexuais, não senhor. E não desejam ser vistos como gente horrÃvel que descrimina outra só por se sentir atraÃda por pessoas do mesmo sexo.
Os que estão contra o casamento gay são defensores das liberdades individuais e consideram que cada um deve poder praticar os actos porcos e nojentos que desejar, desde que o faça lá naquelas discotecas e catacumbas onde se encontram para se comerem uns aos outros.
Não se trata de homofobia, pois ninguém deseja proibir essas poucas-vergonhas; o objectivo é impedir que uma pandemia de paneleirice aguda lance o pânico entre os portugueses.
Aos gays é reconhecido o direito de se considerarem seres humanos: podem passear pelas ruas, ir ao cinema, ao teatro, fazer teatro, trabalhar, escrever, comprar uma casa, ter cães, gatos, amigos ou amantes à vontade, dedicar-se à decoração e ouvir Abba de forma obsessiva mas, caramba, pelo amor do Deus que criou Adão e Eva e os mandou foder, perdão, multiplicar-se, o gay tem de aprender a comportar-se com um mÃnimo de decência! Não pode andar por aà aos linguados e aos apalpões, pois isso incomoda muita gente e excita alguns cristãos.
Consideram também os oponentes ao casamento gay que o pior nem é a possibilidade de a lei consagrar uma relação amorosa entre dois seres humanos; o pior é que depois eles vão querer adoptar crianças.
E assim se entra em território sagrado, porque todos sabemos que uma criança é muito impressionável: interessa-lhe lá ser amada, apoiada e acarinhada? O que a marcará para o resto da vida é descobrir o que andam a fazer os maricas depois de lhe contar uma história para adormecer e dar-lhe um beijinho de boas-noites. Podem imaginar o trauma que uma criança sentirá quando souber que ninguém engravida pelo cu?
Uma criança criada por um casal heterossexual, pelo contrário, não está sujeita a esse terrÃvel trauma e nunca, nunca, será homossexual, a não ser que seja contagiada pelo vÃrus da paneleirice aguda que os defensores do casamento gay se preparam para libertar.































6 comentários
Com que então o camarada Marco apagou todos posts, já não lhe agradava, hein?
Immelmann, largue o vinho.
A sua pretensão de que as suas ideias me afectam é ainda mais ridÃcula do que as próprias ideias.
O post original com os comentários originais mantém-se no mesmo sÃtio onde está. Esta é apenas uma página com o post. Haja paciência.
Está muito bom. Parabéns.
Desculpe, já agora, onde está o post original? Gostava de ver os comentários. Já dá para imaginar algumas imbecilidades.
Antiego, obrigado.
O post original está aqui: link
Cara, muito bom, égua da crônica paidégua. No Brasil, as pessoas que discutem a união civil entre pessoas do mesmo sexo, deveriam ler teu texto. diria que é bastante esclarecedor, além de divertidissÃmo. Abraços , antonio Belém, Pará, Brasil.