
Pintura digital de Martin Herbert
O post que se segue foi escrito no processador de texto do OpenOffice. As fotos aqui em baixo foram redimensionadas em Gimp e enviadas para o servidor do Bitaites usando um cliente FTP chamado gFTP. O sistema operativo sobre o qual correm todas estas aplicações é o Ubuntu Linux. Enfim, estou Open Source da cabeça aos pés.
Acho que eu próprio também me tornei Open Source. É verdade, meninas. Esta agora é para vocês. O meu código tornou-se livre e aberto. Podem mexer-lhe à vontade. Os termos do licenciamento incluem a possibilidade de me distribuir a todas as outras meninas desde que estas me coloquem também à disposição das outras – e assim sucessivamente.
Isto só para dizer que não se deve confiar no Bill Gates para melhorar a nossa vida sexual.
Fui desafiado a escrever sobre as diferenças entre Windows e Ubuntu. Vou adorar escrever esse artigo, acreditem, mas ainda é demasiado cedo. Utilizo o Windows desde sempre e o Ubuntu há apenas dois dias.
Existe uma ferramenta (na verdade, um script) que uso em Ubuntu: o Automatix.
Automatix é nome de gaulês da aldeia de Astérix e tem o efeito de uma poção mágica: basta escolher a aplicação que queremos instalar e ele faz tudo por nós – é ainda mais fácil que no Windows. Não consegues ouvir MP3? O Automatix trata disso. Não consegues ver DVDs? O Automatix resolve-te o assunto. Não tens o plugin Flash? Não tens o Acrobat? Precisas de Java? O Automatix é o Liedson do Linux: ele resolve.
Em suma, todos os problemas foram solucionados em poucos minutos. Não há Outlook para ligar a uma base de dados Exchange? Claro que não há! A ideia era essa, não é? Não desesperes: usa-se o Evolution. Não queres usar o Evolution como cliente de correio electrónico para as outras contas que possas ter? Usas o Thunderbird.
O único problema que me irrita no Ubuntu é o antialiasing das fontes. Mesmo sacando as da Microsoft (sim, o Automatix também trata disso), a visualização em Windows é muito superior. Ainda não tive tempo de googlar possíveis soluções (lá está, apenas dois dias e sem poder dedicar-me a tempo inteiro ao problema), mas este, até agora, é o único aspecto em que o Windows bate o Ubuntu.
E depois há aquela sensação que nada tem a ver com a informática: a revolta por ser vítima de uma cumplicidade comercial entre a Microsoft e a Sony (e outras empresas, como a Toshiba) cujo único objectivo é impingir o Windows Vista a quem não o quer, boicotando a saída de drivers para outras versões. Do ponto de vista moral (que palavra tão fora de moda), a Microsoft e os seus parceiros estão ao nível dos programadores de vírus e spyware. E esses a gente manda para o caixote do lixo.

(*) Velada referência a este post
Comprei um Sony Vaio FE41S – nada de especial, mas para trabalhar serve.
Como todos os novos portáteis, vinha com o Vista pré-instalado. Conhecendo vocês o meu grande amor por esse Windows versão ‘Morangos com Açúcar’, a primeira coisa que eu fiz foi mandá-lo à merda (de onde se formou e nunca deveria ter saído), formatar o disco a meu gosto e instalar a minha versão ratada do XP.
Acabei agora de descobrir que a Sony disponibiliza drivers apenas para o Windows Vista. Uma pessoa que compre um portátil Vaio é obrigada a usar um sistema operativo que não quer para que esse mesmo portátil seja funcional. Bonito, não é? Bem sei que este é um problema que todos os utilizadores de Linux conhecem, mas esta pressão adicional e sufocante sobre os utilizadores de anteriores versões do Windows é novidade mesmo para a Microsoft. Vaio? Vaio mas é bardamerda.
Portanto, estou neste momento a fazer o download do Ubuntu porque não tenho o hábito de baixar as calcinhas a ninguém.
Obrigado, Microsoft, obrigado, Sony, por me estarem a empurrar para o Linux.