Sou um adepto do Open Source e, ao mesmo tempo, defendo o uso de software proprietário em Linux. Vou tentar explicar neste post por que razão acho que não estou a ser inconsistente ao defender esta posição.
Embora admire a coerência do Bruno Miguel na sua decisão de usar apenas Software Livre/Aberto, seja quais forem as consequências – não poder ver alguns vÃdeos excelentes que aqui coloco, por exemplo -, eu tenho uma posição mais descontraÃda e admito como natural que outras pessoas possam ver a coerência do Bruno como teimosia um tanto… stallmanÃaca.
Não me parece que a luta daqueles que desejam livrar-se do Windows de vez (eu, por exemplo) passe por impor a filosofia do Software Livre como se precisámos de enfiar na goela dos outros mais uma colher de sopa – sabe mal mas faz-te bem! O objectivo deve ser fortalecer os meios através dos quais essa visão de um mundo livre do monopólio da Microsoft poderá florescer na consciência das pessoas. O Software Livre deve ser visto  como um direito natural e não o privilégio de uma elite filosoficamente iluminada. E isso só acontecerá se formos cada vez mais pessoas a utilizar sistemas alternativos baseados em Linux.
Uma atitude irredutÃvel à Richard Stallman é admirável por estarmos perante um tipo que não recua perante as suas convicções, mas quando se trata de combater a Microsoft precisamos de um bocadinho mais do que isso: é necessário primeiro dar tempo à s pessoas de ganhar experiência e maturidade e aprender coisas tão simples como a diferença entre enviar um documento em formato .docx e em .rtf. O Windows até esconde por omissão os ficheiros com extensões conhecidas… Lembrem-se que aquilo funciona na presunção de que os utilizadores normais são burros e o Linux parte do princÃpio de que os utilizadores normais são pessoas inteligentes. Só esta é uma mudança vertiginosa, portanto mais vale ter um bocadinho de calma com as filosofias e princÃpios de vida diante de um gajo que ao princÃpio só quer ter os MP3s a funcionar em condições.
Vou dar um exemplo: imaginem que quero convencer alguém sobre as maravilhas do Ubuntu (falo no Ubuntu por ser a única distribuição que conheço bem). Se ele tiver investido em duas placas ATI a funcionar em modo SLI oops Crossfire, não estarei a ajudá-lo a livrar-se do Windows se lhe disser que deve instalar os drivers livres porque os da ATI são proprietários e fechados. Esta opção pelo Software Livre será difÃcil de defender sobretudo quando o nosso amigo descobrir que os controladores da comunidade têm um fraco suporte 3D – ao contrário da versão da ATI.  Como se já não bastasse a conversa do costume sobre «não haver jogos em Linux»…
Não vale a pena dar uma palestra sobre as maravilhas do Open Source se o tipo já está a pensar Pois, isso é tudo muito bonito mas o que eu quero é que as coisas funcionem bem – como no Windows. Eis a luta: demonstrar aos novos utilizadores que o Linux é como o Windows e, depois, mais tarde, explicar-lhes por que razão não é como o Windows. Se insistirmos em falar de drivers proprietários como entidades demonÃacas estaremos a empurrar as pessoas de volta para a mediocridade.  O fanatismo religioso é responsável por quase todos os males deste mundo, não vejo qual é a utilidade de trazermos essa intransigência cega para o Linux.
Eu uso drivers proprietários no meu computador. Resultado: o Linux ganhou mais um utilizador e o Windows ficou a perder. Quando formos em número suficiente, daqui a alguns meses ou anos, o tempo que for preciso, poderemos então pensar em dizer a todas as ATI deste mundo: não acham que é altura de abrir os drivers aos vossos milhões de clientes que usam um sistema operativo livre? Até lá… Tratem a malta do Windows com sensatez e compreensão.































25 comentários
Eu tendo a concordar, por exemplo percebo que a nvidia não quira libertar o código dos seus drivers porque é a base da sua vantagem competitiva. Se eles se portarem bem e responderem as necessidades da comunidade então tudo ótimo, como o caso dos últimos drivers da nvidia que tentaram responder aos desafios colocados pelo KDE.
Agora nem todo o software fechado é bom assim como nem todo aberto é (se bem que o aberto é sempre melhor, de um certo ponto de vista), quando o software te obriga a usar apenas aquele software e te fecha dentro de um sistema tipo “payasyougo”, or “paytodoanything every new release” então estamos perante praticas claramente abusivas que devem ser eliminadas…
Quanto aso drivers da ATI no meu laptop uso os drivers open pela única razão que são muito mais estaveis
.
Oi!
Se calhar vou ser niquento, mas as placas ATI fazem Crossfire, as nVidia é que fazem SLI! De resto vai dar ao mesmo.
Ainda deves estar atordoado do jogo da Trofa…
Em relação ao Linux vs Windows… É muito giro haver escolha, mas dê por onde der, o Windows é mais natural e mais fácil de utilizar!
Cumps.
Vinha corrigir aquilo do SLI mas parece que o H. Ribeiro já o fez
Quanto a isto do Software fechado vs aberto no Linux tenho uma posição simples: Instalar tem de ser limpo de porcarias propriétarias, no máximo dos máximos pode ter o Mono, depois se instalar alguma coisa propritária Drivers/Codecs/Programas/Ficheiros de Bibliotéca, fica por minha conta.
Até uso um programa propriétario o Opera como se pode ver…
Tenho que concordar contigo, não só no que aos drivers diz respeito, mas aos próprios programas. Sou um gajo-que-comprou-uma-máquina-e-agora-tem-a-mania-que-é-fotógrafo, deves conhecer muitos assim
, e como utilizador exclusivamente de Linux há mais anos do que gosto de me lembrar, acabei por comprar um programa para tratamento de ficheiros RAW. A tal situação em que as opções livres e abertas não funcionam, pelo menos tão bem como eu gostaria.
Um abraço
Xi que argolada…
Mas eu tenho os dois modos em PCs diferentes e a idade não perdoa…
Concordo contigo Marco. Eu acho que o importante é não ir a extremos e sermos razoáveis com as nossas escolhas. Eu neste momento utilizo os módulos proprietários na nvidia e isto não diminui em nada o meu amor pelo opensource. É evidente que preferia que estas drivers fossem abertas, essencialmente porque acredito que isso poderia melhorar ainda mais a qualidade e a estabilidade do sistema, para além de fomentar a aprendizagem e troca de conhecimento entre os milhares de “inteligentes” que utilizam e desenvolvem ferramentas opensource.
No entanto em acredito que o software proprietário em ambientes abertos terá os dias contados… Grandes empresas começam a adaptar-se à realidade do software livre e apostar cada vez mais em soluções abertas. Por exemplo, a ATI de que falaste no teu artigo, pouco tempo depois de ter sido adquirida pela AMD prometeu abrir as especificações para o seu hardware e disponibilizar (a parte essencial) das drivers para a comunidade para que esta as possam melhorar. Li um artigo que resumia o último ano da AMD no Linux (http://www.phoronix.com/scan.php?page=article&item=amd_ayir_2008&num=1) e é de facto incrÃvel o que as drivers da ATI cresceram. Ainda falta um pouco para igualarem o que as proprietárias da nvidia fazem, mas neste momento começa a assistir a uma competição destes dos fabricantes neste sistema.
Resumindo: para mim, software proprietário, consumo com moderação e apenas em casos onde ainda não exista uma solução melhor em opensource (felizmente acontece raramente).
Eu bem ando há anos a pregar aos peixinhos: o Linux no desktop é lixo. No D-E-S-K-T-O-P, ouviram ? Nada de confusões.
De que me adianta ter experimentado a mais recente versão do Mandriva se o meu modem 3G (um ZTE) não funciona nem a tiro ?
Para que quero eu um sistema operativo sem Internet ?
Tijolos já cá tenho muitos nas paredes.
É pena, porque está excelente. Com o Oxygen do Nuno Pinheiro então, ui, ui… até o Windows 7 tem as suas semelhanças com ele
Não ter Internet corta logo o mal pela raiz, mas poderia continuar:
- A impressora que imprime pessimamente mal e que não scana;
- Ad Nauseum.
E não adianta ter esperança. O hardware é cada vez mais sofisticado e o Linux não aguenta a pedalada.
Claro que já estou a ouvir a contra-resposta: “O Linux não aguenta a pedalada porque os fabricantes de hardware não fazem drivers para ele (e para os mais puristas/zelotas, se os fizerem e forem fechados, é igual).
Wake up, o Linux tem 0,4% do mercado do desktop. Qual é a empresa que vai alocar programadores e outros recursos para satisfazer tal número ?
O OS X que já vai nos 6 a 7% tem drivers para todo o hardware. E adivinhem, vem no CD/DVD dentro da caixinha, não é preciso que uns carolas façam um driver atabalhoado, que precisa de um zilião de truques para funcionar. Se funcionar de todo.
Enquanto as distros do Linux continuarem de costas voltadas, nada feito.
Enfim, quando até a Debian já inclui blobs… acho que está tudo dito.
Mas haja calma, o UNIX nasceu há 40 anos, sempre foi um sistema operativo para servir e na sua variante Linux está aà para as curvas, principalmente em RHEL e SuSE e algum Debian.
O UNIX a servir está em todo o lado.
Para terminar, não reduzamos a questão ao Linux, mas sim ao Software Livre em geral. Essa batalha é que precisa de ser ganha. E está a sê-lo.
Através de quem ? Do Windows, pois claro.
@gamito: gostos…
Nem sabia se havia de comentar ou não! Estava a usar o Vista e o explorer e podiam levar a mal!
Sou (ou era) um fã da MS. Até ao Vista. Uso o computador cerca de 8 horas por dia. Mas para coisas simples, nada de geeks, mandar emails, procurar umas coisitas na net, fazer facturas, trabalhar no excel, uns relatórios em ppt, etc.
E teria muita dificuldade de fazer a maior parte das coisas com a facilidade e velocidade que consigo fazer na famÃlia Ofice. Não fosse o Vista ter vindo estragar tudo e mantinha toda a minha confiança na MS. Comprei uma bomba de portátil que se arrasta por causa do Vista Ultimate, que paguei a peso de ouro.
Mas já tem tudo o que é preciso depois em termos de sw, mas nem sempre funciona…
A ver se sp2 resolve.
Parabéns Marco pelo blog. DescontraÃdo e com personalidade.
@gamito
Obrigado pelo esclarecimento. Ando a usar esta cagada há onze anos e só com o teu comentário descobri que não funciona. Bolas! Ah, e se precisares de ajuda para por o ZTE a funcionar, apita.
Nuno Pedrosa: Bem-vindo e obrigado pelo registo.
Aqui ninguém é julgado pelo sistema operativo que utiliza, era só o que faltava. Estás à vontade. Por aqui andam Mac users, Linux users, Windows users, não há diferenças.
Mas se me permites uma sugestão…
Larga o Internet Explorer e muda para Firefox!
Abraço!
Queres ver que depois de me ter convertido em Mac user, agora vou converter-me novamente??!!! Estou com um live cd de ubuntu, e estou a gostar como o raio pá….
Andas a “virar-me” Marco…lol
Ah!, grande citação!
@Mário Gamito:
Por acaso quando te forneceram esse MF 632 não reparaste que apenas funcionava em Windows e Mac!?
Agora a culpa é do Mandriva ou do “Linux”!?
Vais a uma bomba de combustÃvel com um carro a gasolina, metes gasóleo, depois queixas-te que não anda e culpas o dono da bomba!?
E a impressora também funciona apenas em Windows e (duvidosamente) em Mac ou diz lá que também funciona em Linux?
Hoje eu comprei um multifunções Laser na Rádio Popular. Saquei do meu N95 e após pesquisar uns segundos vi que tinha drivers para Linux.
Viva!
Negócio feito!
Repara bem quem são as empresas que estão a alinhar cada vez mais na liberdade – Intel, AMD/ATI, Creative, ASUS, VIA, CISCO / Linksys, D-LINK e mais um rol de milhares que atafulhariam esta caixa de comentários. Mesmo a Nvidia, que ainda mantém o seu código fechado, tem dado passos de gigante em direcção à liberdade. A ADOBE para lá caminha e começa a disponibilizar cada vez mais produtos para Linux, indo ao ponto de disponibilizar o Flash 64 bit apenas para “Linux”!
Estas empresas também são lixo. Boas são aquelas #(/%%$&%-chop-suey-que-daqui-a-3-anos-já-desapareceram-do-mapa.
As empresas citadas, que apoiam a liberdade, são tão grandes e poderosas, algumas uns quase-monopólios, pelo que poder-se-ia perguntar:
- Porque é que alocam programadores e outros recursos para satisfazer 0,4% de utilizadores ?
Penso que a resposta deve corrigir o erro do teu argumento.
Como certamente já viste o multifunções é apenas da HP…
Lixo!
Mas se precisas de mais respostas poderás querer ler este artigo.
E adivinha!
Todo o hardware. Todo!
Fantástico.
Para terminar, tenho ali um PII 350 MHz – 128 MB memória – disco 1,7 GB – uma super fabulosa placa grafica Matrox Marvel já com a fantástica tecnologia AGP, a chamar-me a atenção para que eu passe o comando para este. Tem a bordo um cachorro que recolhi na lixeira, de tenra idade – cerca dos finais do ano passado. Apesar de cachorro faz tudo o que os outros fazem mesmo aqueles com pedigree fantabulástico e que custam milhares de €!
Apesar de se tratar de um vira-lata vindo da lixeira, tem uma natural propensão a resistir muito bem face à s infestantes que por aà pululam e não precisa de qualquer produto adicional anti-qualquer-coisa com que os outros não conseguem passar…
Além disso, também escreve uns textos, faz umas contas e uns desenhos e mais algumas coisas que nem sei do que é capaz, mais uma vez sem precisar da ajuda de algum treinador que leve mais uns grandes milhares de € só para ensinar a escrever um sinples texto e a fazer umas contas.
Ah!, e vai à Internet e tudo!
Só falta falar, ou será que não?
Lamentavelmente, nem o teu Me2 nem tampouco o OSX funciona lá. É lixo, como se compreende…
Quanto so software livre e à tal batalha que está a ser ganha através das janelas, desculpa informar-te que se apenas houvesse a MS e a Apple nem sequer existiria batalha já que esse tal SL não existiria. Só existe devido à ameaça do “Linux” e como tal não podes dissociar uma coisa da outra e se “Linux” no desktop morre muito pouco tempo decorrerá até o SL o acompanhar.
@braço.
No meu computador não entra software proprietário – conscientemente, pelo menos. Mas, até chegar a este ponto, tive que fazer um desmame. Por isso é que, durante a transição, não condeno a utilização de algum software proprietário, software esse que se deve ir largando aos poucos – é um mal que considero menor face a outros.
Contudo, não vejo lógica em usar software fechado. Não percebo como é que as pessoas têm uma atitude tão kamikaze. Só quem desenvolve a aplicação fechada é que sabe o que ela realmente faz; todas as outras pessoas só podem imaginar.
Para mim, o uso de software fechado não tem nexo; é uma atitude tão insensata como conduzir um automóvel, apesar de se estar com uma bebedeira descomunal. Acho estranho as pessoas não se aperceberem dos riscos que acarreta o uso de software fechado.
E eu não me considero extremista nisto. Pelo contrário, acho que tenho uma posição pragmática nesta questão. Foi essa posição que me levou a rejeitar o software proprietário, para não correr riscos desnecessários e para preservar a minha liberdade, algo a que dou imenso valor.
@Jocaferro: por alguma razão foste colocado em moderação… De vez em quando acontece e ainda não percebi porquê. Desculpa lá.
@Gamito A minha experiência com Linux é completamente diferente da tua. Já a minha experiência com o Vista – mesmo na versão de 64bits com o SP1 já inserido no CD de instalação – tem sido muito frustrante. É um sistema operativo tão inconsistente… Nem sei por onde começar. Neste momento no meu computador principal tenho uma partição Vista de 80 GB para poder de vez em quando jogar Civilization e Pro Evolution Soccer. Se não fosse por isso… Tudo o resto é Linux, e estou a falar de 2TB.
Não tenho o Foobar em Linux, mas tenho o MPD com o frontend Sonata que é realmente espectacular; não tenho o Exact Audio Copy para ripar CDs, mas existe o Rubyripper que lhe é equivalente. É uma questão de procurar para além dos artigos do género «As dez melhores aplicações áudio para Linux» e que começam sempre com o Amarok e acabam no Rhythmbox.
O Linux até já reconhece sozinho o RAID por software da board. Há tempos o Grub recusava-se a instalar num sistema assim e agora instala sem problemas. Tomei a decisão de comprar uma placa de som que funcionasse em Linux, foi só o que tive de fazer. Escolhi uma Asus Xonar D2, que funciona às mil maravilhas. A minha placa M-Audio Firewire Audiophile passou para o iMac, que tem um som de merda. Agora até já posso ouvir música com um som de qualidade em Mac, Linux e Windows!
Qualquer componente que não disponibilize drivers para Linux, abertos ou fechados, é componente que eu não compro. Por isso para mim a M-Audio acabou. Imagina se formos milhares a ter a mesma atitude… Em menos de uma semana tÃnhamos drivers M-Audio para Linux.
Eu não sou um entendido, mas a maneira como tudo é organizado em Linux faz muito mais sentido na minha cabeça. O Windows é um granel. A pasta dos utilizadores misturada com ficheiros de sistema, a merda do registo que vai engordando e minimizando o desempenho do sistema, enfim, nem sei por onde começar.
Até a renderização das fontes (à excepção do Open Office) está perfeitamente espectacular. Basta aplicar um ou dois tweaks que sacas em dois minutos no Google.
O Windows Vista lançou uma fonte lindÃssima e que funciona bem para os menus – a Segoe UI – e basta-me arrastá-la para a pasta /. fonts do meu directório de utilizador para ter uns menus tão bonitinhos como o Vista. Se gostas do estilo Aero basta sacares um tema Aero para o Emerald e ficas com menus realmente translúcidos que não se tornam naquele azul-escuro opaco foleiro quando as janelas do Vista ficam maximizadas.
Quanto mais queres aprender, mais o Linux se revela; no Windows, quanto mais queres aprender mais o sistema te coloca obstáculos. Enfim, podia fazer aqui um discurso para a manhã toda…
Acho sinceramente que a evolução do Linux no desktop tem sido espectacular. E não troco a simplicidade do Gnome nem pelo KDE, quanto mais pelo raio do Aero.
Um grande abraço!
Olha que giro ver os machos a gabarem-se do que têm e do que fazem com os seus brinquedos
Vamos lá ver se aprendo alguma coisa
@Marco:
Não há problema. Provavelmente deve-se ao tamanho do testamento…
Já analisaste a situação quando e como ocorre?
Pode ter a ver com as citações ou os links.
@braço.
Boas,
sou um leitor assÃduo do Bitaites faz algum tempo e decidi apostar no registo especÃficamente para este assunto.
Já uso Linux à alguns anos, especialmente na versão servidor (Ubuntu) e tenho experimentado distros como Ubuntu, Fedora e OpenSuse nas versões Desktop.
Até agora não tinha apostado muito no uso a tempo inteiro, pois os jogos ainda obrigavam a usar o Windows.
Assim que saiu a última versão do Fedora 10, decidi instalar de raÃz a versão 64 bit no sistema para ver como se comportaria com o hardware base (antes disto usava sempre Linux em Máquinas Virtuais) e posso afirmar que fiquei convencido. Instalei tudo o que era necessário para uma navegação fácil pela internet, ver filmes e ouvir e gravar música. Acabei por fazer o inverso e agora tenho o XP virtualizado no Linux e apenas para algum software que ainda seja necessário.
Não estou a ver que vá alterar este sistema nos próximos tempos. A mudança deveu-se principalmente por querer afastar-me dos BSODs, vÃrus e lentidão dos windows que já estavam a frustrar no uso não profissional.
Já agora, sabem se haverá a possibilidade de sincronizar o PDA com Windows Mobile tal como se faz com o Outlook?
@gamito
Tinha-te por uma pessoa inteligente, afinal enganei-me.
E isto de eu estar a escrever este post, no Slackware, com todo o hardware a funcionar, até me ligo à internet com a última placa USB Wireless do Sapo Huawei E180, deve ser uma ilusão.
Concordo com o que o JocaFerro disse, antes de comprar hardware verificar se existem drivers para Linux, assim não tens surpresas desagradáveis.
@Marco
O teu erro, e o erro que parece ser de muita gente, é que vê o Linux como um sistema operativo anti-Microsoft, o Linux não existe para tirar utilizadores à Microsoft, nem vem como uma solução ou antÃdoto à doença que são os sistemas operativos da Microsoft.
O Linux apresenta-se como um projecto independente e autónomo, que simplesmente tem uma filosofia diferente, não concordo que o Linux tenha que ser mais-à -là Windows, ou que tenha que caminhar para o mesmo caminho.
Sinceramente acho que o Linux deve continuar o seu caminho, e quem quiser, que o siga.
OpenSync?
Há uns tempos, quando conversava com um conhecido sobre o tema Linux, ele fez sobre a sua comunidade um comentário que posso traduzir mais ou menos assim:
“A comunidade Linux é muito fechada na sua abertura”.
Ui, que profundo!
Alguém pode fazer o favor de traduzir!?
Passar muito tempo com a comunidade lixeira deve provocar alguns efeitos colaterais.
Desde já o meu agradecimento.
Olha, olha quem acaba de se juntar ao grupo dos maltrapilhos!
Mais uma empresa de vão de escada a optar pela lixarada:
“Choices:
HP Mobile internet (Mi) software built on Linux ”
Desses 0,4% quantos comprarão este tipo de máquina!?
Como são uma cambada de maltrapilhos que não tem onde cair mortos, para aà uns 0,001%?
Como é óbvio, não estou a ver ninguém bem servido com uma prótese oftálmica ou os outros com um caroço todo estiloso a irem a correr comprar uma máquina destas. Assim, quantas máquinas pensam estes tipos vender?
Meia-dúzia!?
Estes gajos devem andar loucos!