Se tiver tempo e tudo correr bem, publicarei hoje ou amanhã uma espécie de mapa guiado para os novos utilizadores do Ubuntu.
Para quem tem alguma experiência em Linux, o conteúdo desse artigo que estou a preparar equivale a saber como se chega ao Marquês de Pombal a partir da Avenida da Liberdade. Contudo, saber como chegar ao Marquês de Pombal a partir da Avenida da Liberdade pode ser uma informação preciosa para quem nada conhece da cidade de Lisboa.
95 por cento do tempo que passo no computador é em Linux. Em muitos aspectos, é até mais fácil e intuitivo do que o Windows, sobretudo o Vista. Faço o que quero e como quero, não preciso de pedir licença a um Centro de Segurança para arrastar ou mudar o nome de uma pasta no Menu Iniciar. Não sou escravo do Marketing e dos erros da Microsoft, não tenho discos para desfragmentar, registo para limpar, licenças para pagar, vÃrus ou spyware. Não preciso de pagar por programas cuja função é tapar os buracos de um sistema operativo já de si carÃssimo.
Com todo o eye candy activado (incluindo Compiz e transparências no Gnome) o Ubuntu gasta metade dos recursos que um Vista consome trabalhando em modo clássico, ou seja, sem skins e wallpaper, reduzido ao osso. E nenhum programa ou jogo arrasta o sistema operativo por aà abaixo se crashar. É outro mundo, acreditem.
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25 comentários
Não acho o Ubuntu um grande exemplo de estabilidade em Linux, mas que não haja dúvidas que se comporta muito melhor que o Windows, seja lá Vista ou XP – talvez com excepção do XP tuning. Mesmo assim a compensasão de poder rir dos vÃrus é impagável – tipo um gajo saca as virroses e fica a olhar para elas.
Claro o Linux sabe o que faz com o rabo da Jennifer Lopez
o ficheiro Swap funciona “mui mejor” que o ficheiro de paginação do Windows.
Se quiseres algum bitaite fresquinho daqui sobre o assunto avisa
Ou até ao que te é possÃvel reduzir.
Actualmente ando a usar o Ubuntu da mesma forma que o drogado numa clinica salta da heroina para a metadona, largando o mau vicio.
Vou comprar dois Aspire One e no meu vou espetar o Ubuntu, e pode ser que no fim do ano já tenha alcançado a cura total!
Sou técnico de informática e infelizmente, no meu local de trabalho andam sempre de mão dada com a Microsoft, mas vou passar a andar com o meu One artilhado de um lado para o outro e pode ser que mude um ou dois PCs para Ubuntu também.
Acho que nas escolas se devia aprofundar o uso de SOs diferentes, e não apenas o Windows. Claro que tudo fica mais difÃcil quando o problema começa pelos professores que apenas sabem mexer no Paint e no Word (experiência pessoal no Liceu).
Marco, acredito que seja outro mundo.
Acredito tanto, que apesar de ter sido sempre e continuar a ser utilizador de Windows, já tenho instalado o Ubuntu noutra partição há 1 ano.
Mas, por falta de tempo e de conhecimentos de Linux, ainda não sou utilizador assÃduo.
A minha maior barreira é saber se é possÃvel, e se sim como é que faço, para instalar programas de gestão desenhados para windows que funcionam recorrendo a bases de dados do windows server.
Sou um noob nestas matérias, e apesar de ter muita vontade de mudar de SO, a falta de tempo para estudar estas questões e sem ajuda, dificultam-me bastante.
Por isso se quiseres incluir este ponto no teu artigo, sou todo ouvidos.
Cumps
@Deoki
essa imagem é forte
@Bruno Miguel: Foi exactamente isso que eu pensei quando estava a escrever essa frase, mas depois disse para mim próprio: «bem, fica assim, não vou complicar, é só um post pequeno».
@l1m0n3s: tenho a certeza que te vai ajudar. É mesmo para gajos na tua posição que ele é escrito.
@miguelguerreiro: tens alguma coisa em mente? Não me importo de fazer um post a quatro mãos, sai no teu blogue e no meu ao mesmo tempo. Manda email. Melhor: usa o meu *cof *cof formulário de contacto
Miguel Guerreiro, não é difÃcil algo comportar-se melhor do que um Windows, em particular o Vista.
Contudo, para ser justo, percebi empiricamente que uma maneira de prevenir alguns dos comportamentos erráticos do XP (e até do Vista) é dar-lhe mais RAM do que irá alguma vez precisar. A gestão de memória da Microsoft é… quer dizer, não é, não há.
Exemplo: portátil com Vista e 1GB de RAM, recém-ligado e sem aplicações abertas: aproximadamente 300MB livres. O mesmo portátil, após duas ou três horas de uso e sem aplicações abertas: 10 MB livres (e praticamente parado, tal a lentidão).
Quanto à não estabilidade do Ubuntu, não fiquei com essa impressão: dois meses de uso diário e em (quase) exclusividade, nenhum bloqueio do sistema operativo. Já do Firefox não pude dizer o mesmo. E isso surpreendeu-me, pois tinha a mesma versão no XP e raramente me dava problemas.
(Versão do Ubuntu usada: 7.10)
–
Marco, espero que o teu artigo seja mais fácil do que chegar ao Marquês pela Avenida da Liberdade – aquilo ainda é uma grande subida!
João Sousa , os teus problemas com o Firefox provavelmente devem-se ao Macromedia Flash.
Quanto ao que o Miguel Guerreiro disse, em parte tem razão. A última versão do Ubuntu tem sido marcada por alguns problemas e eu tenho-os sentido. Como é uma Long Term Support, esperava-se mais e melhor. Em vez disso, parece-me que a que usaste (e ainda usas?), a versão 7.10, era melhor.
Concordo. A versão
8.10oops 8.04 tem dado alguns problemas – mas só a de 32bits. Eu trabalho com a de 64bits e é uma maravilha.Claro que agora, neste momento, lá tenho de estar a trabalhar no Vista…
Marco, o formulário está cheio de me acusar como Spammer
Já agora mesmo o Ubuntu de 32 bits não se porta mal desde que seja numa máquina dual core.
João, agora o raio do Firefox só me dá problemas mais o raio do Adobe Flash Player – já é para aà a vigésima vez que me bloqueia totalmente o sistema – só no Ubuntu, não sei porque raio. Até experimentei a versão 10 para ver o que dava e é igual.
Bruno, o Ubuntu é pesadinho, sinto o bem aqui na máquina. O Debian é um espetáculo como o Mandriva o sistema corre perfeitamente fluido. Agora os Ubuntus e o OpenSuSE irra. O OpenSuSE surpreende porque é igual corrê-lo com ou sem efeitos do Compiz.
A minha máquina é dual core e seja qual fora a versão – 32 ou 64bits – o Ubuntu corre que nem uma maravilha. Não pesa nada.
Miguel, tenta lá outra vez sff. É a primeira vez que isso acontece.
Marco, se meter o Ubuntu numa coisa da idade da pedra como o meu Intel Pentium 4 a 1500 MHz nota-se perfeitamente a diferença, mesmo assim aguenta-se bem
Esse problema do Flash, se não me engano, está relacionado com o novo sistema de ficheiros virtual do Gnome, o GVFS ou lá como se chama. Já o Gnash parece sofrer do mesmo problema – mas não as versões posteriores o SVN.
posteriores *do SVN
O problema do Ubuntu são os blobs. Usem gNewSense, Blag ou qualquer outro sistema livre, de acordo com Stallman. Graças a GNU:mrgreen:
Fora de brincadeiras, parece que a próxima versão do Ubuntu vai incorporar o Gobuntu no instalador, ou seja, vai permitir uma instalação sem software proprietário. Basta seleccionar a opção durante a instalação.
O WordPress ora me deixa entrar e comentar, ora me deixa entrar e não deixa comentar (diz para me registar ou fazer o login. Weird.)
Esta versão do Ubuntu tem alguns problemas de estabilidade em certas máquinas, principalmente portáteis. Basta ver a quantidade de updates que surgem diariamente para perceber que esta edição Long Term Suport (LTS) saiu um bocadinho ao lado.
A vantagem em relação ao software proprietário? Os updates chegam rapidamente, e se isso não for suficientemente rápido, podes sempre compilar. No mudo proprietário ficas sujeito à s agendas dos teus fornecedores (Microsoft, Adobe, Sun, e todos os outros…)
Eu até propunha o maior artigo sequencial sobre Linux na blogoesfera portuguesa, criar uma história em que cada blogger conta ou dá uma parte (um artigo) referenciando o artigo anterior e o seguinte (que serão outros bloggers), seria algo que teria de ser combinado, mas acho que até teria certa piada
Caro Deoki
Felizmente as coisas estão a mudar
e falo por experiência pessoal. As escolas estão a aderir cada vez mais ao mundo do Software Livre, no entanto existe (como em tudo) uma enorme resistência à mudança.
Na escola onde trabalho a coisa começa a compor-se, o office já passou a ser história, todos os pc’s trabalham com o openoffice. Para o ano existe a esperança de fazermos a mudança para o linux (Ubuntu ou Alinex). vamos lá ver….
Já agora deixo aqui um link para visitares:
P.S. -Parece um contra-senso estar aqui a defender o Linux e a trabalhar no XP, mas eu também ando a largar o vicio doa ms
Ups, desculpem lá mas o link não apareceu
Escolas Livres
Pedro, essa é uma bela ideia, pá.
No seguimento do tão apregoado Ubuntu, instalei o bicho na minha máquia: um dual core, 3 gigas de ram, 500 gigas de disco – ah e tal meti aquilo numa partição e tenho-o instalado em dual boot com o vista. O conceito de linux tal como o ubuntu, começa-me a convencer. Software livre, nao pagas nada, é rapido… pelo menos é o que apregoa o Bruno Miguel e toda a blogosfera ligada ao planetgeek… (de notar que este meu homónimo deve ter sofrido uma experiência aterrorizante com o vista, ele odeia o vista, xp e todos os afins da microsoft… pc que explodiu ? horas de trabalho armazenados no disco dele que foram acidentalmente formatados por qualquer birra do Xipas ? Ainda estou para descobrir). Mas voltando, lá estou eu a ver o linux para seres humanos (pelo menos para não burros como eu), aquilo é bonito, mas para começar a funcionar é do caraças… E por todos os deuses, a pen usb teima em não funcionar, a placa radeon 2600 xt pisca-me o ecran no google earth, enfim uma série de coisas irritantes que não consigo resolver. Para executar um programa temos de ir ao raio da consola, já para não falar nos programas que mais uso, como o Btnext, não funcionam mesmo com o WINE. O meu veredicto:
- O ubuntu é boa ideia sim senhor, poderá ser um concorrente sério do vista e toda a pacotagem microsoft, mas ainda tem um grande caminho pela frente… isto porque a microsoft standarizou todo um mercado que gira à volta do software deles… E caros amigos, não mordam a mão que lhes deu de comer… Lembram-se do MSDOS ? Do chkdsk, fdisk, dir, etc etc??? Eu sou desses tempos… e não era mau de todo.
Boas pessoal.
o tal artigo do Ubuntu sempre foi feito?
:P
É que recentemente deu-me pra testá-lo e estou a gostar bastante, com um ou outro percalço (na consigo meter a porcaria do wine a funcionar e apesar de ter os efeitos gráficos das janelas todos activados e a funcionar todos catitas, nos jogos do ubuntu diz-me k nao tenho a acelaração activa ou instalada… é verdade tenho uma geforce 7700 512 RAM), a coisa até tem corrido bem, visto que sou um completo nOOb em linux. O k sei de linha de comandos é do tempo do DOS
cumps
Olá, Nuno. Vai ser feito, sim. Deixa-me só entrar de férias para ter mais tempo. Dia 1 de Agosto já começo a sério a escrever o artigo.
ok, obrigadÃssimo. Sei que para muitos será chover no molhado, mas para mim e se calhar para outros poderá ser uma útil ajuda. Até lá os guias dos foruns do ubuntu e os guias ubuntu PT vão dando para o gasto.
A única coisa que falta mesmo é conseguir correr algum software win32 no ubuntu para a minha migração ser muito mais permanente.
cumps
abraço
por falar no tÃtulo do post, já a algum tempo que não vejo comentários do Marco Santos feitos em Linux… – os 95% continuam?
Bem, quando estou no trabalho uso Windows. Em casa, o meu portátil avariou e no PC de desktop estou a testar o Windows 7. Ainda tenho um Mac, mas dos Mac não gosto muito… (Desculpem)
Até lá, nada de Ubuntu. Talvez ainda faça um dual boot com o 7.