Há uma semana que ando a experimentar o Windows Seven. Já abundam na Web sítios e blogues explicando todas as inovações e melhorias em relação ao Vista, pelo que seria redundante falar do mesmo aqui.
Eu estava com curiosidade em saber o que faria a Microsoft. Conheci o Windows 2000 após esse enorme falhanço chamado Windows Me e esperava que o Windows 7 fosse o cachimbo da paz oferecido aos utilizadores do Windows XP que ficaram decepcionados com o fraco desempenho do sucessor Windows Vista e, de uma forma geral, com a sua inconsistência e imaturidade.
Não esperem novidades estruturais no 7 – o sistema operativo continua a depender de um registo central que pode ser facilmente corrompido, obrigando a constantes cópias de segurança; a separação entre ficheiros de utilizador, ficheiros do sistema e ficheiros das aplicações não existe, não sendo sequer possível, de uma forma transparente, dividir os ficheiros do sistema, ficheiros dos programas e pastas de utilizadores em partições separadas durante a instalação. Os ficheiros DLL estão mais protegidos do que nos tempos patéticos do Windows/DOS, mas qualquer utilizador avançado sabe como é fácil “enganar” o sistema operativo – veja-se a facilidade com que no XP é substituído o ficheiro Uxtheme.dll por outro que já aceita temas visuais de terceiros. No Vista, aplicar um “patch” ao Aero já é feito de forma praticamente automática por um programa chamado Vista Glazz e não vejo qualquer razão para que não se consiga, em breve, fazer o mesmo no Seven.
Por último, mantém-se o sistema de ficheiros NTFS introduzido no longínquo Windows NT, o que não ajuda a resolver o velho problema da crescente fragmentação dos dados.
Se a Microsoft resolvesse estes problemas, não teria qualquer dúvida em dizer que, finalmente, tinham lançado qualquer coisa de vagamente “inovador“.
O falhanço do Windows Vista também fez com que a Microsoft perdesse força no mercado empresarial, pelo que o 7 pode ser considerado uma tentativa de redenção e, ao mesmo tempo, um travão ao inimaginável “hype” negativo que obteve com o Vista. Não admira que as “melhorias” em relação ao sistema operativo anterior tenham resultado de uma enorme atenção dada às queixas dos utilizadores: foram criados blogues de desenvolvimento, foram feitos muitos pedidos de feedback, promoveu-se a interacção com todos os utilizadores e não apenas com os beta testers – algo que a Microsoft nunca fizera a este nível. É natural que a utilização do 7 crie no utilizador decepcionado uma sensação de “alívio”: eis o que o Vista deveria ter sido – e não foi.
As novidades que encontrei nesta semana de experiências foram sobretudo na “shell” do Explorer: o Seven é ainda graficamente mais bonito do que o Vista e está cheio de efeitos catitas.
A nova barra de tarefas é uma boa ideia: mostra-nos os ícones das janelas minimizadas dos programas (sem texto) e, ao clicar naqueles, podemos previsualizar o conteúdo de cada uma em miniaturas, e fechá-las – muito conveniente, sem dúvida. A função User Account Control (UAC) está integrada num menu mais vasto, fácil e centralizado chamado Action Center; a UAC já não dá cabo dos nervos dos utilizadores, podendo a frequência das mensagens ser “amenizada” e surgir apenas nos casos em que existe risco de comprometer a integridade do sistema operativo – acabaram-se as mensagens estúpidas de segurança quando o utilizador apenas queria mudar a localização de um atalho no Menu Iniciar.
O Menu Iniciar, já agora, mantém as mesmas inconsistências que já me irritavam no Vista: não podemos mover pastas ou atalhos de um lado para o outro a partir do próprio menu, mas podemos apagá-las directamente se nos apetecer.
Quanto à propalada segurança e fiabilidade, e desculpem-me a insistência, não percebo por que razão não existe uma opção para escrever uma palavra-chave de administrador sempre que os programas tentam fazer alterações, como acontece no Linux – não seria mais seguro?
Uma outra função nova é a chamada HomeGroup, concebida para facilitar a partilha de ficheiros existentes nas Libraries (conjunto de atalhos para pastas de Documentos, vídeos, música, fotos e ficheiros). Criar um HomeGroup é tremendamente fácil e o sistema operativo cria de forma automática uma “chave segura” através da qual ganhamos acesso a estes ficheiros. Uma boa ideia que facilita a partilha de ficheiros entre um computador desktop e um portátil, por exemplo, mas não consigo ver como “partilha” uma funcionalidade apenas possível entre computadores com Windows Seven. No meu vocabulário, é uma funcionalidade de exclusão, típica da Microsoft.
O desempenho do 7 é superior ao do Vista – nada de espectacular, mas é melhor. O reconhecimento do hardware e a instalação dos controladores não deram problemas. As aplicações abrem de forma mais rápida e todos aqueles menus translúcidos e respectivas transições são executados de forma mais fluída – nada a que uma pessoa que tenha pago o Vista já não tivesse direito, é preciso notar. E agora terá de pagar outra vez. O ciclo vicioso do costume.
Só o Marketing poderá encontrar razões para dizer que se trata de um sistema operativo inovador e não uma mega-correcção ao Vista e, portanto, pouco merecedora do elevado preço que nos vai ser pedido.































65 comentários
Errado! O Windows 2000 saiu primeiro! A 17 de Fevereiro de 2000 e o Windows Me saiu a 14 de Setembro de 2000.
O objectivo do Me era fazer a versão “home” do 2000, utilizaram o 98 como base e o desktop do Windows 2000, resumidamente fizeram uma cagada.
E o 7 é melhor que o Vista porque se baseia no Windows Server 2008 em vez que se limitar a fazer um “face lifting” ao Vista.
Quanto à arquitectura, Windows é Windows, senão seria *BSD, *Nix ou qualquer outro. Dificilmente vão mudar isso pois há interesses no mercado em manter compatibilidade com a maioria do software disponível.
Obrigado, já corrigi. O que eu queria dizer é que tinha chegado ao 2000 depois da experiência falhada com o Me.
Já agora, o Windows Server 2008 baseia-se em quê?
o windows 7 corre bem qualquer aplicação desenvolvida para o XP, cortaram aí o maior problema que havia com o vista…
A velha, típica e já enjoativa guerra dos SOs. Se me perguntarem qual o SO que, no seu todo, mais me agrada, a resposta vai definitivamente para Mac OS, estável, “ligar, fazer, desligar”, simples, com uma interface super avançada (não falo de efeitos mas de amigabilidade, tipografia …). Se a pergunta for qual o SO que mais apoio a resposta será Linux, pela simples razão de ser apologista dos métodos de produção e criação adjacentes à filosofia Software Livre (e se quisermos alargar isto a um modelo de civilização – Venus Project). Se a pergunta for qual o SO que mais uso, e qual o que mais usei em toda a minha vida a resposta vai para Microsoft Windows, pelo facto de necessitar do mesmo para algumas cadeiras da faculdade (uma delas é mesmo da Microsoft, que equivale a um certificado da mesma), e também porque há um conjunto de aprendizagens e mecanismos que adquiri desde que peguei no meu primeiro pc (com MS Windows 3.1). Ainda nem sequer experimentei o Seven, mas também não espero grandes coisas dele, é mais um SO para vender e pra dar continuidade ao império da MS, para eles tudo gira à volta de monopólios, cai quem quer.
Não estou a ver que tipo de utilizador se dedica a corromper o registo. Comigo nunca se corrompeu.
Isso é uma opção. Se é melhor ou pior que a opção de dividir tomada pelos unixes, bem, depende do utilizador.
Ainda bem para nós, utilizadores!
Todos os sistemas de ficheiros têm esse problema: fat, ext, xfs, etc. O ntfs tem a vantagem de ser desfragmentável.
Mais seguro porquê? Sinceramente chateia-me. O Ubuntu continua a pedir a pass de root por causa da filosofia unix de apenas o root ser capaz de provocar danos irreparáveis. Com o tempo os tipos da canonical até isto vão tirar, para obedecer à filosofia de “simplificar” (usas Ubuntu, certo?).
A maioria do povo não votou para haver novo windows? Não crucificassem o Vista que é superior ao XP. No lançamento do XP e do 95 também choveram muitas críticas. Com o Vista ouviram-se mais devido a qualquer pessoa ter computador com internet e voz (blogs). O XP foi o SO mais usado no advento da internet. A mudança não foi bem vinda.
No trabalho uso Windows Xp por obrigação e em casa Debian GNU/linux 5.0. O 2º é o melhor SO que já utilizei.
Falando em herança, sei que os gajos deram uma Vista d’olhos naquela Me… puseram no mercado e, com isto, conseguiram ganhar mais umas valentes coroas com as licenças OEM embutidas nos equipamentos dos grandes fabricantes. A nível do retalho o Vista foi um fracasso, mas em OEM não. Se as pessoas sabem que o Vista é um(a) Me… é porque empurraram-lhes pela garganta abaixo.
O objeto de mercado chamado Vista é em tudo semelhante ao do Me: lança-se uma coisa qualquer porque o custo industrial do software é ridículo, já que se produz uma vez e copia-se o resultado daquilo, principalmente quando se vende em OEM onde não há nem custo de produção com papel e CD, para manter o mercado ativo, e não perder espaço pra concorrência, enquanto faz uma versão descente, a que deveria ser lançada na altura da Me… E assim o utilizador incauto vai financiando o desenvolvimento de produtos que são lançados na realidade de 8 em 8 anos, diferença entre o XP (o melhor produto da MS que já vi) e o 7 que, pelo que parece, este pouco acrescenta aquele.
A evolução do software realmente se deu com a passagem entre os 16 para 32 bit (286 para 386) e ainda estamos engatinhando na passagem dos 32 para os 64. E só aí haverá alguma evolução real. E será aí, quando todas as aplicações terão de ser trocadas, que o modelo de negócio OSS irá se sobrepor ao modelo atual. O resto é cosmético e falta do que falar. O que tinha que ser inventado já o foi enquanto SO, na década de 60 com o UNIX.
Mas as perguntas básicas que ficarão sempre serão: porque precisarei pagar a MS para ter um novo SO uma vez que ele pouco acrescenta ao antigo no sentido prático, funcional? Só porque eles vão encerrar o suporte daquilo que está a funcionar? Ou porque lançarão mais padrões fechados (no código e pelas patentes) que impedirão as pessoas de continuar a trabalhar bem com aquilo que funciona? Até quando as pessoas terão que se sujeitar ao monopólio e pela criação de necessidades que não existem? Até quando vão comprar “Vaporware”?
E quando a MS lança um press-release de um produto “novo”, encontramos a notícia realmente em todos os lados.
Hoje tirei mais alguns XPs de um cliente em troca pelo Fedora. Estão todos satisfeitos com o final das mensagens irritantes de que aquela cópia, que um dia foi instalada como devia ser, hoje são dadas como não “genuínas”, seja lá o que isto queira dizer.
Por motivos profissionais acabo de instalar o Oracle 11g, o respetivo Enterprise Manager e todas as ferramentas de desenvolvimento em Java (sem pagar nada e legalmente, e preciso que se diga) aqui no meu portátil. Maravilhas do Linux.
E afinal, acabo de descobrir, o tal modo XP do 7 nada mais é que uma virtualização daquele neste. E, como a maioria das coisas feitas pela MS, vem na contra-mão da História. Ao invés de fazer a virtualização por software nativo (mais um barco que a MS perdeu para a VMWare, Sun e Oracle) fá-la por hardware, o que obriga a que o respetivo módulo de virtualização exista na CPU. Caso contrário, simplesmente não funciona!!! Continuam os mesmos…
Marco! Quem ler os teus posts sobre o Windows e não o conheça, certamente pensará que é o demónio em código binário.
Já sabemos que não gostas da Microsoft, pá!
Na minha experiência pessoal:
Já disse aqui noutros posts e digo outra vez: PARA MIM, o Vista é o melhor SO actual. Sim, já sei que o”público” e a “imprensa” já condenou o Vista e lhe chama um falhanço, mas na minha larga experiência como utilizador de computadores (já tenho 33 anos e desde o Spectrum 48K que sou aficionado) o Vista é o mais completo e estável até hoje.
Tenho experimentado Linux (Ubuntu, Mandriva e Fedora) e é mais lento, mais “difícil” e já para não falar na falta de software (nomeadamente de design gráfico). E sim, encrava e dá erros como gente grande, porque aconteceu-me a mim e não foi algo de que tivesse ouvido falar.
O MacOS, esse… é com bastante frequência que encrava ou dá algum tipo de problema (em vários Macs de amigos). Os utilizadores de Macs, apesar de glorificarem a sua compra (sempre me pareceu um exercício de compensação), eles sabem que os Macs estão longe da perfeição anunciada.
Uso o Vista 64 profissionalmente (design) todos os dias desde que saiu. Não tive crashes, não uso antivírus, não tenho spyware. E é rápido, funciona com mais desenvoltura do que algum SO que já tenha usado. E porquê? Provavelmente porque, com a experiência em Windows (95, 98, Me, 2000 e XP) que tenho, já sei evitar problemas – talvez seja este um dos calcanhares de Aquiles dos SOs da Microsoft: se fores um “nabo”, arriscas-te a ter problemas, principalmente viroses e troianos.
Eu sei que a minha utilização do Vista é limitada (não programo, não administro redes, etc.), mas dou-lhe um uso intensivo em determinadas aplicações, jogo, navego na net, uso P2P e nunca me deixou ficar mal.
Se isso é merda, vou ali e já venho…
P.S. De qualquer forma, os SOs estão a melhorar como um todo, e isso é sempre bom, digo eu.
Alexandre, gajo que leia aqui os posts e não conheça o Windows? Vou já beber um cafezinho com ele. Quero conhecer esse espécime tão raro! LOL
@Marco:
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Windows_Family_Tree.svg
Era capaz de jurar que já vi algo similar, indicando o 7 proveniente do Windows Server 2008… :s
O eterno monopólio de Gates…
Jon Stewart – As 183 simulações de afogamento efectuadas pela CIA em apenas um mês a um terrorista da Al-Qaeda
Jon Stewart: sendo mais específico, um prisioneiro da Al-Qaeda passou pela simulação de afogamento 183 vezes num mês, e esta é a pior parte: 185 simulações e recebe-se pão de alho de graça. É preciso passar pela simulação de afogamento 183 vezes? O grau de eficácia não diminui? Presumo que, depois de 90 simulações, ele pense: “Não me vão mesmo afogar, pois não?”
Michael Hayden, director da CIA na era de Bush defendeu a utilização dessas tácticas contra sujeitos que já tinham dito tudo o que sabiam.
Pivot do Canal de TV: Toda a informação que [Abu Zubaydah] revelou surgiu antes de ter sido sujeito a simulações de afogamento, antes de ser esbofeteado, antes de ser atirado contra uma parede.
Michael Hayden: devo corrigi-lo. Foi atirado contra uma parede falsa e flexível com uma protecção no pescoço para que não se magoasse.
Jon Stewart: E, para sermos justos, se me permite, a água que usámos para as simulações era tépida e tinha um pH equilibrado. E as algemas das posições de tensão eram sempre as peludas da Spencer Gifts. Não somos animais!
VÍDEO legendado em português
Alexandre, é óbvio que se tem anos de experiência com Windows e se até o sabe administrar um pouco acima do utilizador normal que este se torna mais estável e rápido que MacOS ou Linux. Os SO sofrem de maus tratos a toda a hora pelos utilizadores, e é por isso que “crasham” e que isto e aquilo. Se vamos falar de manipulações de mercado e imposição de produtos dou toda a razão ao Edgar Costa, faço do que escreveu as minhas palavras. Daí eu ter falado em automatismos e conhecimentos que são adquiridos e que ajudam na utilização segura e cuidada do sistema.
@Alexandre
Que software de design gráfico sente falta? Os gratuitos? Isso realmente, da mesma qualidade que os pagos, ainda não existe. Ainda não há um Blender nesta área, mas acredito que seja uma questão de tempo. Acho que estejamos a comparar coisas diferentes com tempo e existência no mercado completamente diferente.
Um trabalho bastante interessante sobre este assunto pode ser encontrado aqui:
(http://wiki.softwarelivre.org/bin/view/LGM/SLIndustriaGrafica)
@Edgard
Adobe Creative Suite. Quem usa estes programas não consegue usar mais nada, porque tudo o resto lhe parece de brincadeira. Infelizmente não existe para Linux, nem nada que remotamente lhe faça competição.
Voltando ao post, creio que, nestas velhas “batalhas” entre SOs, o que importa não perder de vista é que cada SO tem vantagens e desvantagens – o melhor que se tem a fazer para se manter a credibilidade quando se argumenta a favor ou contra é não se ser extremista, porque a realidade neste campo de discussão nada tem de extremo. Para mim o Marco perde muita credibilidade nesta discussão, não porque não seja uma pessoa inteligente ou possua aprofundados conhecimentos de informática e programação (que julgo ser o caso), mas sim por ser demasiado parcial. Mas pronto, isto é um blog pessoal e veicula opiniões, longe de mim criticar esse facto: aqui estamos na casa do Marco.
Agora, creio que os argumentos estão ultrapassadíssimos: corromper o registo? Fazer hack a DLL´s? eh pá, do primeiro já não se ouve falar desde o Windows 95, o segundo é feito por conta e risco, supostamente por “artistas” da coisa… arriscam-se por conta própria, não vamos culpar o Windows por isso. E também não imagino a minha avó a fazer um hack ao uxtheme.dll. Eu tb fazia esse hack. Resultado do hack: temas diferentes. Não vejo problema algum. A separação dos ficheiros é um defeito? Creio que será mais feitio do que defeito.
Em relação ao ciclo de vida e quantidade de SOs que a Microsoft “impinge” aos pobres consumidores: ninguém (a não ser empresas, e não têm que comprar cada versão do Windows que sai) é obrigado a comprar o Windows.
Aliás, desculpem a franqueza, mas alguém que não seja empresa tem a lata de comprar o Windows?
Adoro uma boa flamefest baseada em sistemas operativos.
Nestes anos todos em que me vejo obrigado a dar assistência técnica (na empresa e a amigos, familiares e conhecidos) àquele monte de lixo vulgarmente conhecido por “windows”, o que vejo é isto:
Instala-se o windows, mais uma carrada de drivers (que pode ser preciso andar a catar em sites marados caso o hardware seja mais antigo). Porreiro, o windows fica excelente, rápido, dá gosto ver.
Depois é sempre a descer.
Seguem-se os updates, service packs, o office da moda, mais uns patches de segurança. Ah, e não esquecer o antivirus, antispyware, as respectivas actualizações, que anda aí o conficker. Esperem, e o flash? temos de ter flash para ver o youtube! Ah, e já agora instalamos também o java, para meter o IRS. E não esquecer o Firefox, que o IE é uma abominação da natureza. E PDFs? Precisamos do acrobat reader, e já agora do PDFCreator. Pronto, parece que está tudo.
Já agora adiciono o Defraggler para desfragmentar isto regularmente… O QUÊ?! Esta porra já está com 24% de fragmentação e eu ainda não fiz nada senão instalar software?!
E pronto, entrega-se a máquina ao proprietário, que depois de 6 meses a abrir mails marados, a ver pornografia em sites do demónio, e a descarregar “cracks” algures da rússia, volta com ela dizendo que “está lenta”.
Não, pode dizer-se que não sou grande fã dos produtos “made in Redmond”.
@EdgardCosta
Não nos podemos esquecer do precioso esforço que se tem visto da parte de associações como ConstantVZW ( http://ospublish.constantvzw.org ), e de encontros como o Libre Graphics Meeting ( http://www.libregraphicsmeeting.org/2009/ )
Os equivalentes open-source podem não ter 100% da productividade que se diz obter dos programas proprietarios equivalentes, mas existem sempre funcionalidades únicas, que fazem com que os utilizadores dos proprietarios considerem também utilizar os open-source como complemento indispensável, o que já é um avanço considerável.
Para não dizer que não existe nada equivalente (pelo menos que preste minimamente) a ffmpeg, imagemagick, nip2, sox, etc., do lado proprietário
Como já tinha respondido no outro post sobre windows 7(Nessa altura respondi utilizando o nick RMF) concordo totalmente com o que o Marco diz em relação ao registo, dlls, separação de ficheiros, etc.
Mas, contínuo a achar que o vista não é pior do que o XP. E que o 7, realmente, é a melhor versão de Windows lançada até hj.
Posto isto de parte, o Windows 7 foi a razão pela qual mudei para MAC OS X. Sim, exactamente, leram bem. Porque foi com o windows 7 que eu parei para pensar e vi que, efectivamente, por mais que a Microsoft tente melhorar o Windows, o Windows vai ser sempre Windows, e vai ter sempre todos aqueles problemas estúpidos que o Marco referiu.
Mas avançado; com o surgimento do XP Mode(ou lá como é que aquilo se chama) parece que a Microsoft quer dar a entender que começou finalmente a investir na virtualização. Portanto será de esperar que o Windows 8 seja totalmente feito de raiz e que a compatibilidade com aplicações antigas seja feita através de virtualização. Mas, se calhar, isso seria bom de mais vindo da Microsoft
É esperar para ver. Mas até lá, uma coisa é certa, fico pelo OS X! Long Live the OS WARS!
E tenho de confessar que uma das coisas mais maravilhosas que o Windows tem, é quando aparecem amigos nossos a pedir ajuda em relação aos problemas de segurança – a minha resposta é sempre só uma: “vamos lá então instalar o Linux” – e passado uma semana ou menos, a resposta é sempre a mesma: “não fazia ideia que o meu computador, para além de tão rápido, não tinha avaria nenhuma…”
não, @Zialus, a melhor (quero dizer, menos pior) versão do Windows foi a 1.0 mesmo… (http://lowendmac.com/orchard/06/art0825/win101tile2.gif ) – Mas, vá lá… a 3.1 ainda dava para se usar mais ou menos também…
Os meninos da Microsoft nunca tiveram qualquer intenção de serem os melhores. Os únicos rankings pelos quais lutam é pelos financeiros, e não têm grandes problemas em mostrar essa face. O mercado tem de tudo, o consumidor ou sabe o que compra, ou então compra pelo que pensa ser fiável (porque já há muito tempo que domina) = WINDOWS, o resultado é um ciclo vicioso, que levará muito tempo (até agora já foi muito tempo) a desfazer-se. É como nascer e tornar-se benfiquista, o avô (do tempo em que o Salazar cobria o Benfica para que este fosse o ópio do povo miserável) era benfiquista e o pai também (por consequência) logo tornam-se benfiquistas. ahah
@Alexandre
Já comprou algum portátil? Veio com Windows? Então você também foi obrigado a pagar por ele. Eu não uso o Windows, mas tenho portáteis que vem com ele. Sempre peço para me venderem o portátil sem o SO e me darem o desconto equivalente a licença do Windows. São poucas as empresas que fazem-no. As outras obrigam a mim, bem como a uma série de pessoas, a comprar o Windows. E se ele tem a força que tem no mercado é exatamente por causa disto. E a maioria diz que sem o SO original, Windows, não dão a garantia do equipamento. Se isto não é obrigar “vou ali e já venho…”
O maior avanço tecnológico do Windows 7, bem como o do server 2008, é de ter finalmente abandonado a míséria do NETBIOS. Adotaram o TCP/IP, desenvolvido junto com o UNIX na década de 60/70 do século passado.
E já ia me esquecendo: o Adobe Creative Suite roda no Mac, portanto roda em UNIX também. Só não está disponível no Linux por questões de patentes e algumas pequenas incompatibilidade com as GUIs, mas não com o OpenGL que é a base comum a todos. Mas rodar ele roda, com umas marteladinhas, uma vez que são aplicações SUS e POSIX compatíveis.
Caro Renato, se é tão intransigente em relação ao que o Marco escreveu, comece por corrigir-se a si, é verdade quando diz que todos sistemas de ficheiros sofrem de fragmentação, mas também deve saber que por exemplo em formatos de ficheiros como ext3 a fragmentação é mínima e tende a ocorrer quando o disco está perto dos 90% de ocupação, o qué uma GRANDE mas GRANDE diferença em relação à fragmentação de NTFS ou FAT.
Se o ntfs tem a vantagem de se desframentável (à mão), já por exemplo o ext4 tem algo perto da auto-desfragmentação e coisas giras como “allocate-on-flush”, mas isso já não houve preocupação em explicar.
É como comprar um burro a um cavalo e dizer que ambos são animais, eles serem animais são, só que um anda muito mais depressa que outro…
@Marco
Era uma situação hipotética, claro! É aquela coisa do alien, acabadinho de chegar à Terra e a ler um post teu e a pensar “porra, isto de Windows deve ser morte certa”.
e se formos a ver, não é só a Microsoft que está cheia de podres – a Monsanto ( http://www.monsanto.com/ ) desde a muito está a tentar enfiar trangénicos pela nossa goela abaixo…
@Edgard
para quem quer ficar um bocado a par do que se passa em relação ao desenvolvimento do open-source relacionado com artes e projectações, um blog muito interessante é o do Alexandre Prokoudine, que muito tem feito nesta área – http://prokoudine.info/blog/
@Edgard
é estranho ainda não haver desses programas da Adobe para Linux (se calhar até existem, mas são ‘secretos’ entre os desenvolvedores da Adobe…) – existiam para Irix, e a SGI por fim substituiu o Irix pelo Linux – e há casos, como a Disney, que rodam Photoshop no Wine (li isso algures, não me lembro se foi na LinuxJournal)
@Edgard
foi justamente o windows-oem que forçou-me a aquisição de um MacBook – não existiam netbooks ainda, e por causa do lançamento do Vista, os portáteis que vinham com esta ‘maravilha’ custavam o mesmo preço – nem pensei duas vezes…
@nitrofurano
Embora concorde com muito do que dizes aqui, tenho que fazer alguns reparos.
o sistema operativo continua a depender de um registo central que pode ser facilmente corrompido, obrigando a constantes cópias de segurança
O próprio OS faz esses backups.
a separação entre ficheiros de utilizador, ficheiros do sistema e ficheiros das aplicações não existe
É possível por ex com o TweakUI da própria Microsoft alterar a localização das pastas “chave” do Windows.
não percebo por que razão não existe uma opção para escrever uma palavra-chave de administrador sempre que os programas tentam fazer alterações
O UAC permite que em vez de aparecer o requester habitual, peça a password de administrador.
Boas,
já tinha experimentado a versão beta numa máquina virtual mas no fim de semana passado decidi instalar a RC como sistema principal (já que falavam maravilhas da estabilidade).
Posso dizer que durou apenas 1 dia, e voltei para o meu “velhinho” XP. Razão? Algumas aplicações recusam-se a funcionar, mesmo com o sistema de compatibilidade. Bastantes problemas com o VS2008 e SQL 2008 (ferramentas que não me posso dar ao luxo de não ter a funcionar a 200%)
Acho que não é tão revolucionário como pintam, tem algumas inovações mas no geral considero como apenas um upgrade ao Vista
Continuo a frisar que não existe uma única solução mágica. Cada pessoa usa, naturalmente, o SO que lhe oferece mais e melhor. No meu caso, (e sim, serei impopular) é o Vista.
O Seven, no tempo que o usei, pareceu-me bastante bom.
Daqui a pouco começo a pensar em dar graças a Deus que o NTFS é “fragmentável”.
Pois, pois. FAT não é “desfragmentável”, não.
E ext, xfs fragmentam como o diabo. Ui!
Por acaso tenho ali o servidor CentOS com ext3 há cerca de 300 dias non-stop. Esperem um momento que lhe vou perguntar:
- Ouve lá o pá. Como é que estás?
Bem?
ok.
Não queres ser desframentado?
O que é desfragmentado!?
Ouve, é aquilo que os outros do tipo NTFS e FAT costumam andar sempre a fazer. Uns buracões que não conseguem controlar/coordenar. Uma coisa assim tipo Alzheimer no sistema de ficheiros…
Não?
Continuas sem saber o que é!?
Eh pá, desculpa lá ter-te incomodado…
Afinal o gajo diz que não sabe o que é isso de fragmentável.
Ah!, e finalmente a M$ diz que o tal de WFS prometido com o Longhorn em 2003 vai aparecer com o 8 lá para as calendas de 201x.
Dizem eles…
@jocaferro: se não te importas, vou esperar sentado pelo WFS.
Mas porque é que aquelas bestas não portam um FS open source decente e se deixam de invenções? Se não gostam do EXT3 ou 4, peguem no XFS ou no JFS. De certeza que os amigos da SGI e IBM não se importam.
A sério, não há pachorra para tanta obstinação.
Eu disse obstinação, não obstipação. Disso eles não sofrem.
A+esar de roubarem tudo os gajo$ gostam de dizer que inovam e que toda a tecnologia do mundo é deles. Como hoje em dia o pessoal anda atento não podem copiar mais nada como o fizeram por exemplo com o Me2 e agora o 7 – cada vez mais parecidos com o original kde 4.0. Só que o pessoal anda de olho aberto e notou a diferença entre o visual do Longhorn e o do “zarolho” exactamente no mês seguinte à saída do kde 4.0 beta…
@braço.
@jocaferro
No teu CentOS podes verificar a fragmentação da seguinte forma:
xfs_db -c frag -r /dev/hdx
Se não te agradar, desfragmenta:
xfs_fsr -v -t 600
Não tens de quê.
Desde que comecei a usar “Linux” a palavra desfragmentar desapareceu por completo do meu dicionário. De qualquer forma agradeço a atenção.
Não tenho nenhum disco cheio pelo que nem sequer me dou ao incómodo de pensar em defrag.
@braço.
@Renato
Como o jocaferro disse, tem um CentOS com ext3. O xfs_db só estaria disponível se o disco tivesse sido formatado em xfs (file system do IRIX e que depois foi doado a comunidade Linux). No ext3/4 tal comando nem existe. No ext2 existia o e2defrag mas foi abandonado com a doação, pela IBM, do “Journaling” a comunidade.
No etx3 até existe um programa para verificar a fragmentação de um ficheiro que é o filefrag (filefrag -v file), mas não existe comando para verificar/desfragmentar todo o disco.
Um bom artigo sobre esta questão pode ser encontrado aqui: (http://www.itworld.com/nls_unixfrag040929)
@Edgard
desfragmentadores com GUI fazem mesmo falta no Linux, nem que sejam apenas para outros sistemas de disco (situações de dualboot, por exemplo) – lembro-me que ao redimensionar (havia feito backups antes, claro, mas tive de reinstalar o MacOS-X) uma partição hfsplus (MacOS-X) pelo GPartEd, boa parte da informação corrompida, o que me fez ter uma ideia que a desfragmentação do hfsplus ou feita pelo MacOS-X é péssima (quero dizer, pelo menos tão má como a do Windows, ou anda lá perto), e também a completa inexistencia de desfragmentadores open-source ou freeware para hfsplus e/ou MacOS-X
@nitrofurano
Mas é preciso que se compreenda que se este tipo de programa não existe ou foi abandonado no etx3/4 (experimente rodar o fsck e leia a mensagem), isto não significa que haja uma lacuna, mas sim que não haja a necessidade. Não imagino a comunidade do OSS a perder tempo a fazer um GUI para um software que não faz falta. Há muito trabalho ainda por fazer noutras áreas para poder agradar aqueles que preferem pagar a ter legalmente de graça (ou então não pagar por aquilo que deveriam ter pago, o que é crime). Afinal há gosto para tudo neste mundo e temos de respeita-los, não porque achemos estúpido ou criminoso, mas por ser politicamente correto.
@Edgard
Bem visto, eu não havia reparado neste detalhe…
E quanto a muito trabalho, sei bem o que é – packagers no Debian/Ubuntu a não dar conta do recado daquilo que querem muito participar e se empenhar, e montes de projectos excelentes a morrer porque muita gente (como eu ou pior) não tem jeito nenhum para make/configure…
A fotografia da senhora Beckinsale, há uns dias, suscitou ao vasto auditório do Bitaites 17 comentários mais ou menos entediados. O Windows 7 já vai perto do triplo de comentários apaixonados.
Sou só eu a achar esta escolha de prioridades algo questionável?
não vejo nada de apaixonado ou questionável – o que é estranho é ainda tanta gente utilizar um sistema operativo que quase toda a gente sabe que não presta, quando existem alternativas mais confiáveis, abertas, limpas, seguras, eficientes, politicamente correctas, fáceis de utilizar e instalar, e menos dispendiosas. É um bocado como quase toda a gente estar a comer frutas e legumes transgénicos a partir de sementes da Monsanto (outra multinacional monopolista), e ninguém se aperceber disto e do perigo que é para a saúde pública…
Pessoalmente:
- Com estes assuntos lido eu todos os dias;
- Mexer no meu bolso = preocupação diária.
Traduzindo, fazem parte do meu quotidiano. Como tal e como tudo que faz parte do meu quotidiano tem a minha pioridade.
Quanto à “senhora Beckinsale” não a conheço de lado nenhum, nunca a senti/apalpei e para além de umas fotos ou filmes pura e simplesmente não existe. Como tal, não passa de uma figura de ficção logo, não faz parte das minhas prioridades.
Mulheres bonitas não faltam por aí e posso afiançar que estão bem mais tangíveis que as fotos da “senhora Beckinsale”. Muito mais!
Assim, desculpe dizer-lhe que a sua prioridade é altamente questionável!
Excepto no caso da “senhora Beckinsale” fazer parte do seu quotidiano. Neste caso, se ma emprestar por uns dias posso fazer o favor de elaborar um comentário mais apaixonado e que “era uma vez” as minhas anteriores prioridades…
@nitrofurano:
Discordo. Não fazem falta absolutamente nenhuma!
Quem tem que tratar dos dados é o próprio SO. No caso de “Linux”, como não existe fragmentação, ou esta é desprezível para o desempenho do sistema, porque carga de água haveria de ter um?
Ainda por cima GUI!?
Se Windows e OSX tem desses problemas que tratem deles e forneçam ao utilizador as ferramentas necessárias para tal e como é lógico eficazes e gratuitas.
Segue uma anologia…
Cenário – Biblioteca.
Actores:
Bibliotecário – sistema operativo;
Livros – ficheiros;
Espaço físico – disco;
Armários “index” – sistema de ficheiros.
O bibliotecário/arquivista organiza os livros seguindo uma lógica muito própria, colocando nos espaços livres existentes nos armários prateleiras em que cada um destes lugares está perfeitamente identificado, criando desta forma um index onde saberá a qualquer momento onde está determinado livro. Embora essa “lógica” tenha alguns padrões, os bibliotecários tendem a criar a sua própria “maneira” o que à partida os torna incompatíveis.
Nesta lógica, existem (maus) bibliotecários, FAT e NTFS, que a certa altura (devido ao aumento de trabalho) baralham tudo e a única preocupação que tem é meter um livro em qualquer lugar livre, geralmente o primeiro que aparece, abandalhando as fichas existentes no armário de “index”. Na prática, quando alguém lhe solicita determinado livro ele lá o consegue descobrir mas como tem o “index” desarrumado leva muito tempo a descobrir onde ele está. A partir daí, é necessária uma equipa (defrag) para colocar novamente todos os livros em ordem já que o bibliotecário não consegue dar conta do recado.
Por outro lado existem bibliotecas, EXT+UFS+ZFS+JFS+HPFS+XFS+REISERfs(*), onde é fascinante ver a ordem das coisas. Livros mexidos que vão para o lugar correcto e um “index” sempre actualizado e pouco alterado proporcionam a todos saber em qualquer momento onde está o livro pretendido obviando o tempo perdido em buscas infrutíferas.
Claro que os maus bibliotecários vem há muito a dar nas vistas do patrão mas em abono da verdade este pouco ou nada faz para alterar a ordem das coisas. No fundo, manter estes maus bibliotecários não lhe custa nada, pura e simplesmente quem se lixa é o utilizador/leitor e desde que não lhe toque na sua rica carteira não vê qualquer necessidade de mudar.
(*) – infelizmente em desuso. O homem é chanfrado de todo e era o único que podia alterar este (bom) sistema de ficheiros.
JocaFerro, essa analogia está soberba. Dava um post.
“anologia”?
“analogia” como é óbvio.
@jocaferro
Perfeito. Só é preciso lembrar que os “maus bibliotecários”, idealizaram um sistema de armazenamento de “livros” em umas “estantes” diminutas, provavelmente num espaço semelhante ao de um banheiro de avião. Os “bons bibliotecários” tinham todo o resto do avião para guardar seus “livros”.
Os males do FAT, herdados do CP/M, e reproduzidos no NTFS por questão de compatibilidade, são que foram feitos para computadores na altura sem discos rígidos, com disquetes de 8” e 5 ¼”, que armazenavam no máximo 64/128/256 KBites.
Os file system dos UNIX, e herdeiros, sempre se imaginaram a correr em mainframes. Quando os UNIXs migraram para o PC já o fizeram em condições diversas. Hoje adaptam-se a espaços minúsculos (como nos PDAs) sem muitas alterações. Mas poderíamos chamar isto de seleção natural.
Isto justifica a besta mas não faz dela nenhum santo. O NTFS é ruim porque nasceu ruim e muito foi investido nesta mediocridade. Hoje é necessário fazer a sagração desta para manter o mercado fiel. Esteja certo que a compra de uma das principais distribuições de UNIX (a que se pensava mesmo que detivesse todos os direitos sobre este, comprados à Novell) chamada Santa Cruz Operation (SCO) e de uma das grandes distribuições de Linux, a Calderia, por intermédio daquela, devem ter ensinado a MS como se faz as coisas, mas o infeliz o compromisso com o passado do PC não permitem que a ela abdique de um fs em prol de um outro muito mais eficiente, mas que não foi ela quem inventou. Agora estão a apaziguar a “guerra” com a Novell para poder utilizar patentes. As patentes que interessam a MS são exactamente do fs, que vão tentar mais uma vez fazer com as mesmas funcionalidades de um fs UNIX, mas sem ser ele, pelo menos no nome. Vamos lá dar uma Vista na Me… que vai dar.
E não podemos esquecer que quem migrou u UNIX para os processadores da Inetl foi a própria Microsoft, com um sistema operativo chamado XENIX. Saber fazer eles sabem, não fazem porque o que vendem é mesmo para ser assim… deles.
Agora posso mesmo ouvir o Marco a dizer:
- “Você está a dizer que a SCO, aquela mesma que fez os processos todos em tribunal tentando ilegalizar o Linux, é da Microsoft”?
No que eu responderia: -”Não é “da” Microsoft! É “a” própria em um de seus muitos braços, este no mundo UNIX”. Parece que afinal o Linux preocupa mais do que aparenta preocupar.
Se tem uma coisa que eles sabem fazer, e isto já foi dito aqui mesmo, é dominar todo o mercado para vender somente aquilo que querem. Viu-se isto na traição a IBM, no caso do OS/2, e em muitas outras acções, cíveis ou não, de e contra eles.
Estou a ler o livro “A Desilusão de Deus”, do Richard Dawkins, ainda por causa daquele outro post do além. Estou exactamente na parte onde o autor compara o amor religioso a paixão sexual. Diz ele lá que o evangelizado chega mesmo a amar o evangelho e o objeto da evangelização, por mais abstracto que ele seja Deus ou software. É impressionante comparar argumentos como “ninguém é obrigado a ter (comprar, aceitar) aquilo que o evangelista «vende»”. Na base do discurso é dito a mesma coisa, e enquanto paixão, os argumentos e avaliações são feitas com os mesmos critérios e áreas específicas do cérebro. Por isto o “sucesso” de “fricções” como a religião, o windows (citado no livro em contraposição ao mac), firefox x ie, mulher bonita x aquela que tenho em casa, etc. e o abandono por vícios menores como a Maria Joana.
Bom post Marco.
Fico abismado com a quantidade de utilizadores que continua de olhos fechados, tanto em relacao ao windows como em relacao as alternativas!
Cheguei a pensar nisso mas com a embalagem que levava esqueci-me logo do assunto.
Que mal educado!
Obrigado, Marco.
@braço.
Que a guerra continue para melho o So que uso. lol
Já usei linux e defendi-o durante alguns anos, mas para mim não dá trabalho com edição video e imagem graficas e o cinelerra que é o melhor software de edição para linux e o GIMP não funciona bem o CMYK ainda tem muito que evoluir e se livrar dos crashes. Linux encrava mais que o meu ex XP e meu atual Vista Home Premium.
Eu uso o que é melhor para mim.
Vocês fazem o memso não adianta ficar falando esse é melhor não existe o melhor, depende para o que vai ser usado. Linux só serve para servidores e quem só navega na net.
acho que este vídeo vale a pena ser visto – é da apresentação da Ginger Coons, no LGM 2009, em Montréal
http://river-valley.tv/media/conferences/lgm2009/0201-Ginger_Coons
http://river-valley.tv/ownership-and-standards-why-designers-are-slow-to-adopt-open-source/
confesso que sou da área gráfica, os 7 anos que usei ms-Windows foram a pior tortura que eu já tive, e com excepção de eventuais utilizações do MacOS-X em dual-boot, utilizo sempre só Linux desde a mais de 2 anos (após aqueles 7 que eu utilizava em dual-boot com ms-Windows) – deixar de utilizar ms-Windows foi das melhores sensações de alívio que tive na minha vida (sem exagero nem brincadeira) – não me imagino a voltar a usar ms-Windows no futuro, e até me sinto bastante incomodado e mal impressionado quando amigos ou conhecidos pedem-me para utilizar o ms-Windows dos computadores deles para coisa ou outra.
É verdadeiramente impressionante o número de pessoas que:
- Trabalham em artes gráficas;
- Fazem “cinema”;
- Prefere “Linux” mas usa e adora Windows;
- Já usou e amou “Linux” durante muitos anos mas não serviu e até “crashava” mais que Windows(!).
Em resumo, Portugal é um país de artistas principalmente em artes gráficas e a fazer umas fitas que gostam/amam “Linux” mas são obrigados a usar Windows!
Não há dúvida que em Portugal descobriram a pólvora. Infelizmente, os outros trabalham com isto:
(chamo a atenção que se trata de um pdf)
Coitados dos gajos de Hollywood. Se viessem a Portugal tinham muito que aprender, principalmente com este “ex linuxer” (seja lá o que isso quer dizer…).
Já agora, para quem :
fica a seguinte informação:
Pois é. Os portugueses, das artes gráficas e fitas, são tecnologicamente muito mais evoluídos que o resto do mundo!
Ah!, esqueci-me do pormenor que nesta área quando não é “Linux” a grande maioria usa Apple…
Pois. E em Hollywood, e não só, usam o que é melhor para eles…
ooopppsss
Não há dúvida que em Portugal descobriram a pólvora. Infelizmente, os outros trabalham com isto.
(chamo a atenção que se trata de um pdf)
(…)
fica a seguinte informação.
por falar em Hollywood, a Dreamworks trabalha maioritariamente ou exclusivamente com Linux… – antes eles trabalhavam com Irix, mas como a própria SGI substituiu o Irix pelo Linux… – li algures numa revista especializada a uns anos atrás uma entrevista sobre a Dreamworks, e eles diziam que não utilizavam ms-Windows porque demoravam o dobro do tempo para fazer o mesmo que faziam com Irix ou Linux, com programas e máquinas semelhantes.
@nitrofurano
Por aqui tem muita informação, inclusivé de programas livres e outros proprietários.
Por lá é que andam atrasados…
@braço.
PS: Foi dirigido a ‘nitrofurano’ mas serve a qualquer um que esteja interessado em desmistificar as pseudo-concepções induzidas por ‘ex linuxer’ (seja lá isso o que for…).
Parece que aqui também temos um igual ao outro lá, que o melhor argumento que arranjou para provar que bom mesmo era ser espírita, era o facto dele ter sido ateu, e defendido isto por anos, e que depois descobriu o mundo do além. Essa conversa tá cada vez mais parecida com aquela. Qualquer semelhança é mera coincidência.
@jocaferro – obrigado, e também pelo reforço e evidenciação da verdade
@exlinuxer – não te assustes se conseguires rodar o Premiere bem mais rápido no Wine do que no Windows Vista…
De nada. Convem referir que o CinePaint e um “fork”/evoluçao do GIMP…
@braço.
PS: Teclado US…
@jocaferro – o CinePaint até fez aquele filme do ScoobyDoo ser capa da LinuxJournal, acho – confesso que nunca gostei muito de filmes de hollywood, e principalmente desse genero (ou como muitos dos que foram listados naquele pdf), mas não deixa de ser um exemplo.
CinePaint foi um programa (fork) que surpreendeu-me bastante, tanto pelo suporte efectivo a uma maior profundidade de cor, formatos de ficheiro como .cin (Cineon), e de podermos trabalhar em directórios com sequencia de imagens em onion-skins (o que é único num programa desses, e faz mesmo muito jeito) – Photoshop já tem dessas coisas? acho que Photoshop nem sequer .xpm suporta (nem por plugins), que é dos formatos mais elementares e práticos que existem…
E por falar em Adobe/Macromedia, não consigo deixar de citar que o editor Flash crasha ao importar sequências de .ai maiores que 1000 frames, quando com o SwfTools conseguimos fazer ficheiros .swf com 16000 frames sem muita dificuldade…