Overclocking é um termo que descreve o conceito de extrair o máximo de todo o tipo de componentes electrónicos. Para algumas pessoas chega mesmo a ser um modo de vida.
Qualquer aparelho eléctrico que possua microprocessadores é passível de sofrer um overclock, até mesmo uma simples calculadora, permitindo assim efectuar cálculos complexos mais rapidamente. No fundo, realizar um overclock é basicamente obter performance extra de um componente limitado pelo seu fabricante – por exemplo, possuir um Intel Pentium4 3.0GHz e colocá-lo a funcionar a 4.0GHz.
Por norma, em grande parte dos fabricantes de hardware, a questão do Overclocking é como um segredo obscuro que necessita de ficar fechado num cofre. De certo modo é compreensível: se for mal executado, poderá diminuir substancialmente a duração de vida dos componentes ou até mesmo derretê-los.
Infelizmente para os fabricantes, a comunidade de overclockers em todo o mundo tem crescido de forma significativa, e como tal, foi essencial para alguns fabricantes aproveitarem esse crescimento e começarem a aceitar o Overclocking como uma “feature” nos seus produtos. Ao efectuarem publicidade às capacidades de overclock dos seus produtos, estão a demonstrar como os mesmos possuem uma qualidade acima da oferecida pelos seus concorrentes.
Basicamente, é possível efectuar overclock nos processadores, motherboards, memórias, placas gráficas, até mesmo placas de som, de forma segura. O problema é que na maioria dos casos, ao efectuar-se o overclock, invalida-se a garantia dos componentes, tornando-se assim o overclock num risco e numa opção só para fanáticos e para quem saiba o que está a fazer.
O Overclocking é algo que já existe há imensos anos, tendo sido essa a razão pelo qual os processadores da Intel, desde os Pentium 133MHz, têm trazido o multiplicador bloqueado.
A razão desta medida deveu-se ao facto de fabricantes de computadores e pequenas lojas na Ásia venderem computadores com processadores em overclock, mas sem os clientes ou os fabricantes dos componentes saberem, obtendo assim um lucro extra.
Em alguns casos, numa altura em que um processador topo de gama poderia custar mais de 100 contos, ao usar-se um processador mais lento, mas que com overclock obtivesse a mesma velocidade e que custasse metade do preço, obter-se-ia assim lucros bastante significativos.
Ao implantar esta medida, a Intel causou de certo modo uma fúria na pequena comunidade de overclockers (na altura) permitindo a um fabricante concorrente, a AMD, começar a destacar-se no mercado, apesar de nunca chegar a ameaçar o monopólio da Intel.
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