Para o júri que escolheu o vencedor da edição 2011 do World Press Photo, a foto do espanhol Samuel Aranda, 33 anos, não é apenas a imagem de um ferido procurando consolo nos braços de uma mulher durante a revolta popular no Iémen: É o símbolo da Primavera Árabe.
«É uma fotografia que fala em nome de toda uma região» – explicou Koyo Kouoh, um dos elementos do júri. «Representa o Iémen, o Egito, a Tunísia, a Líbia, a Síria, por tudo o que aconteceu na Primavera Árabe. Mas mostra um lado privado, íntimo, do que se passou. E mostra o papel que as mulheres tiveram, não apenas como prestadoras de cuidados, mas como pessoas ativas no movimento.»
Aranda vive em Tunes e confessou à AFP a vontade de cobrir uma revolução espanhola semelhante à que aconteceu na Islândia.
Esteve em várias revoluções árabes – Líbia e Egito, por exemplo – e garante que a do Iémen é a mais cívica: «verdadeiros civis a rebelar-se contra a ditadura. Agora o presidente está em Nova Iorque a viver num hotel de cinco estrelas e a transição vai ser um teatro, uma encenação.»
Samuel Aranda fez este trabalho para o New York Times. Vai receber 10 mil euros de prémio e uma máquina fotográfica da Canon, um modelo não especificado de última geração.
Destino é o nome de uma curta de animação, resultado da improvável junção de dois nomes: Walt Disney e Salvador Dali.
Dali e um artista da Disney, John Hench, trabalharam na storyboard durante oito meses, entre 1945 e 1946. As dificuldades financeiras que os estúdios da Disney atravessavam nesse período provocaram o cancelamento do projeto. Hench ainda completou 17 segundos de animação, na tentativa de recuperar o interesse da Disney – sem sucesso.
Em 1999, Roy E. Disney, sobrinho do fundador Walt, decidiu recuperar o projeto, informa-nos a Wikipédia. O francês Dominique Monfréy ficou encarregue da realização. Uma equipa de 25 animadores da Disney atirou-se à tarefa de decifrar as «crípticas storyboards» deixadas por Dali e Hench.
O pintor espanhol morrera em 1989, mas a equipa usou o diário de Gala, viúva de Dali, e as indicações de Hench, para completar a produção desta animação de seis minutos. Hench ainda viveu para ver a estreia, a 2 de junho de 2003. Morreu oito meses depois, com 95 anos.
E chegamos assim ao vídeo: um músico e utilizador do YouTube, Alan Robinson, decidiu incluir na animação o tema Time, do álbum «The Dark Side of the Moon», dos Pink Floyd.
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O mítico The Dark Side of the Moon já foi utilizado como banda sonora alternativa de um clássico do cinema: toda a gente conhece, ou ouviu falar, da versão de O Feiticeiro de Oz ao som desse disco – The Dark Side of the Rainbow ou The Dark Side of the Oz é um milagre de sincronização muito mais impressionante que este.
Estas fotos são do Verão de 2007, um mês antes de começar o meu estágio na Agência Lusa, onde continuo a trabalhar.
Levei a minha Canon 1D Mark II N com uma 50mm F.1.4 e disparei até mais não, com o meu irmão Alexandre. Sinto falta de fotografar assim, de forma livre, sem preocupações excessivas se as linhas estão direitas, o foco está perfeito, o enquadramento é o aceite…
Aqui ainda fotografava sem qualquer condicionamento. Via uma coisa de que gostava e tentava mostrá-la tal e qual a estava a ver.
Acho que com o tempo tenho perdido isso, estou demasiadamente formatado com o estilo de Agência: pouco de meu vejo nas fotos que tiro, hoje em dia. E não gosto. Haja tempo para fazer imagens para as quais, anos depois, ainda me dê gozo olhar.
Todas estas fotos foram retiradas da mesma coleção: «Animal on the News», reunida para a secção In Focus do jornal The Atlantic. Quarenta e dois fabulosos exemplos de fotografia e jornalismo.