Pachecosfera, Pachachosfera, Mulheres, Homens, Bitaites, Fricções, Jornalismo, Futebol, Cromos, Humor.

→ 19/05/2013 @0:16

A pílula do dia seguinte

Minus IQ

Bem sei que pro­va­vel­mente mui­tos de vós já o vi­ram – afi­nal, o ví­deo é um fe­nó­meno vi­ral, já ul­tra­pas­sou um mi­lhão de vi­su­a­li­za­ções no YouTube – mas da­dos os úl­ti­mos acon­te­ci­men­tos e o tipo de idi­o­tas que o post Paneleirossauros ine­vi­ta­vel­mente atrairá, re­solvi dei­xar aqui o link para que essa gente te­nha al­guma coisa com que se en­tre­ter en­quanto tenta per­ce­ber por que ra­zão não con­se­gue co­men­tar no Bitaites.

Esta ver­são foi le­gen­dada em Português do Brasil por José Faccin e pode ser vista cli­cando aqui.

Que mui­tas pes­soas te­nham pen­sado que esta pí­lula para bai­xar o QI de facto exis­tia, só veio dar ra­zão à equipa cri­a­tiva que achou a brin­ca­deira per­ti­nente e atual — Tadas VidmantasRonaldas Buozis, da agên­cia Sleepthinker, ba­se­ada em Londres. A pí­lula não existe, pois, mas mas há gente que pa­rece tomá-la to­dos os dias.

→ 18/05/2013 @0:42

Paneleirossauros

Paneleirossauros

Os ig­nó­beis so­ci­a­lis­tas e blo­quis­tas vão le­var ama­nhã mais uma vez a adop­ção de cri­an­ças por duas pes­soas ho­mos­se­xu­ais do mesmo sexo que vi­vam jun­tas, ao Parlamento. Não se en­ga­nem, to­das as ma­nifs, to­dos os Grandolas Vilas Morenas, to­dos os Galambas e Dragos, to­dos os ac­tos de ter­ro­rismo de in­ter­rup­ção de mem­bros do Governo em ac­tos pú­bli­cos, têm um único ob­jec­tivo “dar cri­an­ças aos homossexuais”.

Maria Teixeira Alves, no Corta-Fitas

 

Graças à jor­na­lista Maria Teixeira Alves, aca­bei de des­co­brir que o 25 de Abril foi obra de gays.

Não acre­di­tem se os vos­sos pro­fes­so­res de História vos dis­se­rem que na­quele fa­tí­dico dia de 1974 o povo saiu à rua – em pri­meiro lu­gar, por­que são com cer­teza la­ri­las in­fil­tra­dos no sis­tema edu­ca­tivo; em se­gundo, por­que não foi o povo quem saiu à rua, fo­ram os paneleiros.

O povo é quem mais or­dena? Isso é grito de sado-masoquistas, de certeza.

As pes­soas acham que foi uma re­vo­lu­ção, mas foi uma pa­rada gay — uma cons­pi­ra­ção com o ob­je­tivo de do­mi­nar ho­mos­se­xu­al­mente este país e le­ga­li­zar a so­do­mi­za­ção de cri­an­ci­nhas recém-adotadas.

E aposto que os mi­li­ta­res que a or­ga­ni­za­ram usa­vam cu­e­cas de fio den­tal sob aque­les uni­for­mes – em cada Salgueiro Maia, não se es­que­çam, há um bai­la­rino dos Village People em po­tên­cia. Em cada re­vo­lu­ci­o­ná­rio, um ho­mo­cons­pi­ra­dor de­se­joso de en­fiar a pa­lhi­nha no rabo da revolução.

Nem quero ima­gi­nar o que a po­bre mu­lher deve ter sen­tido quando al­guém se lem­brou de me­ter um cravo no cano de uma me­tra­lha­dora – por mais que me es­force, não con­sigo ima­gi­nar nada mais gay do que isso. Ainda por cima usa­ram uma cri­ança como sím­bolo, os por­ca­lhões, o que só prova que em cada ma­ri­cas há sem­pre um pe­dó­filo a es­prei­tar por baixo das saias da Anita.

Somos to­dos fi­lhos de uma re­vo­lu­ção de ra­be­tas – isto é mesmo pior do que pen­sá­va­mos. E até Zeca Afonso, revelar-nos-á a Alves um dia, gos­tava de se dis­far­çar de loira dos Abba en­quanto can­tava o Grândola Vila Morena di­ante do espelho.

Um dia a Teixeira Alves che­gará à con­clu­são de que os di­nos­sau­ros não se ex­tin­gui­ram por causa da queda de um as­te­roide; os bi­chos co­me­ça­ram a enrabar-se uns aos ou­tros no pe­ríodo Cretáceo e, pronto, aca­ba­ram por de­sa­pa­re­cer. Qualquer bió­logo vos dirá que uma ex­tin­ção em massa co­meça sem­pre com uma apal­pa­dela no cu e só Deus sabe o que vai ser de nós, po­bres hu­ma­nos, se per­sis­tir­mos neste com­por­ta­mento. A Natureza está atenta e não per­doa os in­di­gen­tes mo­rais, diga lá o que dis­ser o pa­ni­las do Darwin.

É pre­ciso ver que os ca­sais he­te­ros­se­xu­ais tam­bém têm muita culpa no car­tó­rio: afi­nal, quem os man­dou ge­rar fi­lhos gays? Não há uma lei que proíba isso? Se não há, de­via ha­ver. Existirá al­gum ví­rus da pa­ne­lei­rice aguda que os pa­dres ainda não con­se­gui­ram iden­ti­fi­car nos la­bo­ra­tó­rios que mon­ta­ram nas sa­cris­tias? Que ter­rí­vel cons­pi­ra­ção é esta e por que ra­zão mais pes­soas nor­mais não se afli­gem como a Teixeira Alves?

Está de­ci­dido. Como me­dida pro­fi­lá­tica, pro­po­nho que do­ra­vante to­dos os pais se­jam obri­ga­dos a pro­var que não são ma­ri­cas an­tes de se­rem au­to­ri­za­dos a procriar.

→ 15/05/2013 @18:17

Special Two

Virginie CapriceEsta ra­pa­riga chama-se Virginie Caprice, é uma atriz de fil­mes porno e, nas ho­ras va­gas, gosta de con­tra­riar a sa­be­do­ria fu­te­bo­lís­tica que afirma «prog­nós­ti­cos, só de­pois do jogo».

Virginie é es­pe­cial e gosta que os prog­nós­ti­cos se­jam fei­tos an­tes. Parece-me uma op­ção vá­lida, so­bre­tudo tendo em conta que ela co­loca o Benfica a con­quis­tar a Liga Europa.

O Benfica, a glo­ri­osa ma­moca di­reita, marca dois go­los; a da es­querda, um. Um par de ma­mas trans­for­mado em orá­culo – eis o que um adepto de fu­te­bol pre­cisa para ser feliz.

Virginie tam­bém é co­nhe­cida como Vivi La Pieuvre – o que sig­ni­fica, em por­tu­guês, Vivi, o Polvo. Não sei se o nome está re­la­ci­o­nado com o facto de fa­zer prog­nós­ti­cos, como os pol­vos dos mun­di­ais e eu­ro­peus, ou se tem a ver com al­guma ca­rac­te­rís­tica única na arte de re­pre­sen­tar. Seja qual for a ra­zão, gosto.

Só um por­me­nor me pre­o­cupa: a nossa Vivipolvina tro­cou as co­res dos clu­bes: Benfica a azul, Chelsea a vermelho.

Não me lem­bro de uma única vez em que o azul te­nha sido be­né­fico para nós, pelo que es­pero que ela seja me­lhor a pre­ver os re­sul­ta­dos dos clu­bes do que a distinguir-lhes as co­res. E juro pela saúde dos meus egré­gios avós que se ela es­ti­ver certa na pre­vi­são nunca mais vou di­zer mal de pol­vos ar­ma­dos em adi­vi­nhos, te­nham eles ten­tá­cu­los ou mamilos.

→ 09/05/2013 @20:11

A marcha da coruja

Austin Thomas

Foto: Austin Thomas

→ 08/05/2013 @22:42

A mãe de Aline

Aline Smithson vi­veu mui­tos anos a tra­ba­lhar como edi­tora de moda em Nova Iorque, mas de­pois de des­co­brir uma ve­lhi­nha câ­mara fo­to­grá­fica Rolleiflex mu­dou de rumo e nunca mais olhou para trás.

E ainda bem que o fez, digo eu, por­que os seus tra­ba­lhos es­tão cheios de hu­mor, são fo­to­gra­fa­dos com enorme cla­reza e con­tém por ve­zes ele­men­tos ines­pe­ra­dos a par­tir de ima­gens já so­be­ja­mente conhecidas.

Por exem­plo, o cé­le­bre qua­dro de James Whistler, um re­trato da mãe do pin­tor, Arrangement in Grey and Black No.1, pin­tado em 1871…

James Whistler

… ser­viu de pre­texto a Aline Smithson para criar vinte va­ri­a­ções es­tron­do­sa­mente con­tem­po­râ­neas, usando como mo­delo, à se­me­lhança de Whistler mais de 120 anos an­tes, a pró­pria mãe.

A se­nhora ti­nha 85 anos quando ali­nhou na brin­ca­deira e fa­le­ceu an­tes de po­der ver o re­sul­tado fi­nal, mas o seu sen­tido de hu­mor não será ape­nas uma re­cor­da­ção de Aline, fi­cou aqui para to­dos conhecermos.

Seis exem­plos:

Aline Smithson

Aline Smithson

Aline Smithson

Aline Smithson

Aline Smithson

Aline Smithson

«A mi­nha pa­ci­ente mãe sujeitou-se a ser fo­to­gra­fada em 20 com­po­si­ções di­fe­ren­tes», ex­plica ela na pá­gina do pro­jeto. «Agradeço-lhe o sen­tido de hu­mor e o facto de a sé­rie nos ter pos­si­bi­li­tado pas­sar um bom tempo jun­tas».

Página 1 de 1421234510Última »