Sou contra o acordo ortográfico, sim. Por exemplo, o adjectivo Húmido passará a escrever-se úmido? Pensem nas implicações disto. A excitação sexual feminina em Portugal nunca mais voltará a ser a mesma. Se o malfadado acordo ortográfico for implementado, elas poderão ficar húmidas sem o h, o h de Homem. Nunca. Nunca. Alguém que diga a esses linguistas mariconços que Camões era um homem de barba rija. E o olho que perdeu não era cego.
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38 comentários
Não há nada como o Português à moda antiga. Eu nunca escreverei de acordo com o tal acordo ortográfico. Se me quiserem tirar a nacionalidade tirem.
Também não sou favorável ao novo acordo ortográfico.
Mais uma vez vergamo-nos aos interesses de vária ordem.
Admirem- se que cada vez se fale escreva pior.
Pronto, temos o inglês no ensino primário !!!!
Podes crer. Já dizia o meu Avô que lhe perdeu a graça assim que deixou de se escrever com ph mas eu continuo convencido que os 80 anos também não ajudavam.
Por isso Marco, com H ou sem H elas que venham.
E somos 4
Olá! Sou brasileiro e visito este blogue desde 29 de outubro (post recomendado por outro blogue). Tenho gostado muito, sobremaneira os posts sobre o “O mundo sem nós os seres humanos”.
Concordo com você quanto à reforma ortográfica. Não porque queira pôr um “H” em úmido, mas porque as mudanças propostas trazem incômodos brasileiros, lusitanos e demais falantes sem, na minha opinião, aproximar, de fato, a língua…
Mas, mesmo escrevendo úmido sem “H”, achei seu argumento extremamente válido!
Eu já ha tempos tinha comentado isto no meu blog
Como tal, quem quiser ver a minha opinião que lá vá cuscar. Mas sou contra o acordo. :p
Sou a favor do acordo.
Por que razão é que a língua portuguesa tem de ficar parada no meio dos séculos, imutável como um bloco de gelo? O português é uma língua viva e desenvolve-se como todas as coisas vivas. Se os brasileiros ganham mais ou menos, não sei nem quero saber, o que me interessa é que tenho uma bela língua que se articula com a realidade, que faz os possíveis para viver e não fica morta como o latim, por exemplo. Sem estes acordos ou desenvolvimentos ainda escreveríamos com ph e th.
Oculos habent et non videbunt.
Também sou a favor.
Se é para simplificar, venham as mudanças.
Senão qualquer dia isto parece francês, em que metade das letras que se escreve numa palavra não está la a fazer nada.
Ora aqui vão algumas das modificações significativas
1-Eliminação de consoantes mudas
2-o alfabeto aumenta de 23 para 26 letras. o k,w e y passam a fazer parte
3-vai deixar-se de usar o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer,dar,ler e seus decorrentes.Passa a ser: creem,deem,leem e veem
4- o hífen deixa de ser usado entre preposições, advérbios e adjectivos.Deixa de ser recém-chegado, auto-estrada e pré-concebido, passando para recemchegado,autoestrada e preconcebido
5-o “c” e o “p” vão cair nas palavras em que não são pronunciados.Exemplos: acto,baptismo,recepção,objecto
6 o acento deixará de ser usado para distinguir pára(verbo) de para(preposição)
ora… acho muito mal!
usando o pretexto da informática, não vou actualizar os dicionários para esse novo português. prefiro o bom velho português padrão portugal!
gosto da forma como falo e escrevo, apesar de incluir muitas vezes termos e expressões em inglês e de até aportuguesar algumas.
detesto ler brasileiro.. e vou continuar a falar e escrever como me ensinaram na primária: em PORTUGUÊS.
Escrever agora como os brasileiros? :S
Isto vai de mal a pior.
Há muito boa gente que nã sabe escrever Português.. agora com o novo acordo? Pior ainda.
O acordo sobre a nova convenção ortográfica está errado. Não por ser uma afronta à honra nacional – para isso seria preciso que Portugal tivesse, primeiro de tudo, honra – mas porque, e pegando no exemplo do “húmido”, se irá perder o sentido etimológico da palavra.
E para aqueles que dizem que são a favor “porque a língua portuguesa não tem razão para ficar parada e imutável ao longo dos séculos, porque é uma língua viva“, tentem ler a edição original de, por exemplo, Primaveras Românticas. Facilmente perceberão que o português de hoje pouco tem a ver com aquele escrito há pouco mais de cem anos.
Façam o que quiserem à vossa língua, mas tenham ao menos a dignidade de respeitar aquela que a originou.
Caro David,
pois, claro, não sei em que língua devo escrever para me perceberes.
É exactamente por saber que o português tem pouco (será mesmo?) a ver com o português do início do século que acho que se deve ter em atenção estes novos desenvolvimentos.
Eu não faço parte daqueles que pensam que o único português é aquele que se fala em Portugal. Não. O português tem vários desenvolvimentos e gosto de pensar que continuará assim. Em termos práticos até posso concordar que algumas das alterações vão fazer alguma confusão – nomeadamente aquela do “pára” e “para”; será o contexto a distinguir – mas concordo com as outras alterações e vou gostar de as respeitar, não para ser percebido em brasileiro, mas porque gosto de sentir que a língua acompanha os desenvolvimentos de um povo.
E ao contrário do que pensas, meu caro, aceitar os desenvolvimentos da língua é aceitar o sentido da própria palavra “etimologia”. Em italiano “húmido” é “ùmido” – vais-me dizer agora que os italianos respeitam menos a etimologia da palavra do que os portugueses, é?
Sinceramente.
Fernando Pessoa
A nossa magna lingua portugueza
De nobres sons é um thesouro.
Seccou o poente, murcha a luz represa.
Já o horizonte não é oiro: é ouro.
Negrou? Mas das altas syllabas os mastros
Contra o ceu vistos nossa voz affoite.
O claustro negro ceu alva azul de astros,
Já não é noute: é noite.
26-8-1930
Antes de mais, informo que não sou linguista e me limito a refelectir esta questão com os dados que a vida me foi ensinando ao longo destes anos em que por cá ando.
A questão não me parece ser se estamos ou não de acordo com o acordo. Penso que a maioria das pessoas que acima disseram que discordavam, se parassem um pouco para pensar, diriam antes: “Para mim, como ser humano avesso à mudança, é desconfortável ter de me adaptar a uma nova forma de escrever e, como tal, prefiro continuara com a grafia que aprendi, automatizei e sempre utilizei”. Certo? Claro que sim.
A escrita é um código, uma forma de representar gráficamente a linguagem falada. A evolução da linguagem é um facto indesmentível e deve-se a diversos factores, a maioria deles relacionados com a diversidade de falantes dessa língua. Entre ouros factores, as caractrísticas étnicas, anatómicas e culturais condicionam a fonética, a sintaxe e a semântica e direccionam o sentido da evolução da língua. Sendo o portugês falado por tantos milhões, com tamanha diversidade de falantes e, por consequência, com tantos factores de evolução, é normal que continue a evoluir. O acordo ortográfico é não só um acordo entre os falantes como um acordo entre a fonética e a grafia. Quanto maior for a semelhança entre a linguagem falada e a sua reperesentação gráfica (escrita) mais fácil será para todos. Então vamos lá facilitar a vida aos mais novos que estão ainda a aprender a nossa língua, retirar as letras que não se lêem e só lá estão para enfeitar e confundir mesmo que para tal tenhamos que ganhar novos hábitos.
As minhas desculpas pelas inúmeras gralhas ortográficas no texto acima (refelectir; continuara;caractrísticas; gráficamente) indesculpáveis quando o assunto é a própria escrita.
Se a moderação as puder editar, desde já, obrigado.
Sou contra, por N razões, que por ora não interessa justificar.
E os cágados, sempre vão ficar cagados?
Não sou da área das línguas nem pretendo ser, mas isto é demais! A mim, ensinaram-me a escrever português e orgulho-me de o escrever bem. Não me venham dizer que se trata de uma questão de evolução! O português brasileiro não deixa de ser português; é daí que deriva.
O amigo Jorge Feio indicou num comentário acima algumas modificações que, no português do Brasil fazem todo o sentido (devido ao sotaque) mas que para nós são verdadeiras aberrações! Haja alguém que me dê com um jarro na cabeça se recemchegado – novíssima palavra – não é um erro ortográfico crasso! A minha professora primária ensinou-me que só se escreve um “m” entes de um “p” ou de um “b”!
Preocupamo-nos tanto com o ensino da língua portuguesa, até temos um plano nacional de leitura e agora fazeos isto?
Se é para fazer mudanças, façam-nas como deve ser! Faz sentido que o alfabeto seja aumentado mas não entremos no comboio das brasileirices (sem ofensa)! A nossa língua em Portugal não mudou ao ponto de se ter que mudar a pronúncia para que escrevamos como no Brasil.
Se chegarmos a este ponto, prefiro escrever em inglês!
No comentário anterior, quando digo “fazeos” quero dizer “fazemos”… a culpa é do teclado!
A única coisa que não compreendo é palavras como “facto” passarem a ser “fato”, uma vez que, pelo menos nesta, toda a gente ‘lê’ o c antes do t, nem que seja só ‘um bocadinho’
Para que isto não continue a ir “de mal a pior”, aqui fica um texto, Cantiga da Ribeirinha, de Pai Soares de Taveirós , em “bom velho português…”, “à moda antiga” sem a influência de “brasileirices” e acordos ortográficos. Desculpem a “afronta à honra nacional” por não poder apresentar o “bom velho português padrão Portugal” e ter de me contentar com um texto já com muitas mudanças em relação ao latim que o originou que não posso garantir que tenham sido feitas “como deve ser” .
No mundo nom me sei parelha
mentre me for como me vai,
ca ja moiro por vós e ai!
mia senhor branca e vermelha,
queredes que vos retraia
quando vos eu vi em saia.
Mao dia me levantei
que vos entom nom vi fea!
E, mia senhor, des aquelha
me foi a mi mui mal di’ai!
E vós, filha de Dom Paai
Moniz, e bem vos semelha
d’aver eu por vós guarvaia,
pois eu, mia senhor, d’alfaia
nunca de vós ouve nem ei
valia d’ua correa.
Pois eu cá, não percebo nada de português, mas acho que deviamos acabar era logo com os acentos todos; como os ingleses. É muito melhor pós putos da escola aprenderem e talvez assim se agarrem mais aos livros.
Em relação às letras que não se lêem, ora, se não se lêem, não tão lá a fazer nada.
A epistemologia da palavra ganha uma nova ramificação; ninguém precisa ficar ofendido por causa disso. A nossa língua e o nosso país só têm a ganhar: com menos caracteres, utilizamos menos tinta e menos papel, logo, estamos a economizar e a defender o ambiente. Perfect.
E em relação ao úmida ou húmida… …poupa-me
SOu totalmente contra o acordo ortografico. E para mostrar que não somos uma minoria, eu e alguns amigos meus resolvemos fazer uma petição.
Para fazer chegar a quem de direito a nossa opinião, neste caso o sr ministro Luis Amado.
Quem associar-se a ideia por favor subscreva-a e divulgue
http://www.petitiononline.com/naoacord/petition.html
hahahahaha
Muito bom! Eu sou brasileira, tenho vários blogs no sapo, onde a maioria são portugueses, e nunca vi problemas nas pequenas diferenças ortográficas. Amei esse post!
FAVORÁVEL!!!
As idéias são inovadoras, e não são discriminatórias… trata-se de uma grande união linguística que só vem a beneficiar-nos, pensem na facilidade para as gerações fucturas, com a globalização e o crescimento populacional, económico, político entre outros que vem ocorrendo no Brasil, Portugal tem mais vantagem firmando acordos dessa naturaza que o Brasil…
Pensem em uma perspectiva histórica, o Brasil foi colônia de Portugal, portanto a língua nativa é Português, as modificações feitas, são frutos de uma evolução histórica…
Quanto a percas… eles vão fazer as mudanças com ou sem Portugal, são 180 milhões de brasileiros, para pouco mais de 10 milhões de Portugueses. A mudança provavelmente acontecerá, e vai facilitar a comunicação da língua… Já paraste para pensar que um estrangeiro que estuda a língua portuguesa tem muito mais facilidade com o Brasileiro que com o Português?…, pois, acredito no benefício. Sou Favorável!!!
Meu nome é Rafael, sou brasileiro e tenho 21 anos. Eu creio que futuramente será necessário um acordo como esse. O intuito desse acordo é atenuar as diferenças de ortografia da língua portuguesa. Sabemos que é difícil acabar com as diferenças, mesmo porque um oceano nos separa, portanto, as diferenças vão continuar existindo. Contudo, caros irmãos portugueses, a aprendizagem da língua portuguesa para um estrangeiro torna-se complexa com duas regras ortográficas diferentes. Acabemos agora com a inércia, se quisermos que língua portuguesa seja uma língua influente, devemos primeiro unificar nosso vocabulário. Isso é fato, mais cedo ou mais tarde teríamos que passar por uma reforma. Aos que estão criticando o acordo ortográfico, convido-os a ler atentamente esse acordo; gostaria de convidá-los a refletir sobre os aspectos positivos e negativos desse acordo. Pense nisso, caros irmãos. A língua espanhola, por exemplo, apesar de ser falado por milhões de pessoas nos mais diferentes países, só há uma regra ortográfica vigente para a língua espanhola. Maravilham-se agora que é a língua latina mais bem-sucedida? (quero dizer; a língua latina mais falada e estudada). Agora vos pergunto, o que querem fazer com língua portuguesa? Vamos deixá-la como está? Sim, vamos, talvez, assim, depois de séculos ela caía no esquecimento, pois não houve alterações. Lembre-se que a língua é algo vivo, ela muda, independentemente de nossa vontade. Hoje, mesmo sem o acordo eu posso vos entender, mas quem sabe o dia de amanhã. Será que ainda seremos capazes de nos comunicar?
Eu sou totalmente contra o acordo ortográfico. Mas era o que mais faltava começarmos agora a escrever como os brasileiros. Porque é que não hão-de ser eles a escrever como nós. Aquilo é uma aberração à arte da escrita. (dd)
Sou contra. Não vale a pena apresentar argumentos porque seria uma repetição do que já foi dito. Como diz Dora Dinis, porque não serem os brasileiros a escrever como nós?. Mais uma pergunta. Porque é que as consoantes mudas da língua portuguesa têm de sair porque não são faladas no Brasil e as consoantes mudas que são faladas no Brasil mas não são em Portugal se mantêm? É mesmo uma submissão ao Brasil!!!
Dora Dinis e Marcos Leonardo,
Meu deus…
Nunca a metrópole pode se submeter a colônia!!! Morte aos brasileiros! Morte a aqueles que deturpam a língua materna…
Agora eu descobri da onde veio a noção no Brasil, de que se escrever bem é se escrever “difícil”, alterando a ordem correta de que o conteúdo seja mais importante do que a apresentação…
Lembre-se que “Eu te amu” é um ótimo exemplo, que devemos escrever errado para dizer o correto, do que escrever correto para dizer errado.
Não defendo a banalização da escrita, mas para que complicar?
Se facto, o c não é dito, então se tira. Simples assim. Economiza papel e tudo mais…
Isso não vai acabar com a pureza linguística. E nem é uma aberração a arte da escrita…
Caro frunobulax,
aquilo que os italianos respeitam ou deixam de respeitar é-me um pouco indiferente, mas se formos a o sentido etimológico de “facto” esse com certeza ficará perdido. Do ponto de vista da linguística, só se perde. Perde-se a capacidade de entender outras línguas independentemente de as termos estudado ou não, só porque a raíz da palavra é a mesma em várias línguas.
C. Rosa
Olá, português é minha língua materna. Além disso falo inglês e francês. Realmente, entender o sentido etimológico das palavras ajuda na hora de absorver a língua escrita e quem sabe, deduzir alguns significados no aprendizado. Mas, honestamente, isto não basta. Não é nada fácil aprender a falar corretamente (correctamente) uma língua cuja grafia não coincide com a fonética. É o caso do inglês, por exemplo, onde parece não existirem regras. Sobre o francês, alguém já falou acima – é uma língua absurdamente etimológica.
Se assim o fosse, que continuássemos todos a falar latim, visto que vocês não querem enxergar a língua como organismo vivo.
Sou a favor de um acordo ortográfico que torne a língua portuguesa mais fonético e único.
Porém, este que está aí não me serve porque não torna a língua mais fonética ao, por exemplo, retirar o diacrítico trema.
Além do mais, peço mais respeito aos brasileiros. Não sabia que vocês tinham este tipo de pensamento por aí.
Sou contra a refórma ôrtográfica, pois crêio que têmos coisas muito mais prioritárias a tratar.
Agora me dêem liçenca pois estou com sêde.
Calma lá… mas eu li num dos posts mais recentes que… ERAS A FAVOR DO ACORDO! explica lá essa mudança tão repentina de posição
Conheces um recurso linguístico chamado ironia, certo?
Aquele texto cantiga de ribeirinha que se encontra acima, se focemos comparar com a evolução humana pode se dizer que é o homem das cavernas, porque não tem nada á ver com as duas variantes que se fala nos dias de hoje, não dar para entender nada. Alguém acima pergunta porque é Portugal que tem que escrever como os Brasileiros e não o contrário, eu digo que uma das vantagens desse acordo é de facilitar a escrita e não dificultar.http://bitaites.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif
um erro de digitação – fôssemos ao invés de focemos!!!
erro de digitação – fôssemos e não focemos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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um erro de digitação – fôssemos e não focemos!!!!!!!!!!!!!!!!!http://bitaites.org/wp-includes/images/smilies/icon_mrgreen.gif