Caramba, por que razão se dão ao trabalho de fazer aquelas merdas? Será assim tão lucrativo abrir um blogue porno com vÃdeos e fotos de celebridades nacionais e internacionais? Alguns têm tanta publicidade e tanto penduricalho que mais parecem uma lojinha dos trezentos – mas mesmo com tanta publicidade, essa porcaria compensa? Não, não estou interessado em abrir um – apenas curioso no que respeita a este fenómeno.
O dinheiro conseguido depende do número de cliques que um visitante der num anúncio, certo? Que raio de cliques esperam os autores dos visitantes de um blogue porno? Em pouco tempo, muitos já estarão com as mãozinhas ocupadas. E depois, nesse tipo de blogues, não se estabelecem grandes relações: vê-se, escolhe-se, consome-se e vai-se embora. E mesmo que a publicidade seja também porno, que poder de compra têm esses ciberpunheteiros? Muitos têm mais borbulhas do que moedas. Será que é suficiente para um blogue porno receber dinheiro pelo tráfego que consegue direccionar para outros sites porno «patrocinadores»? A sério, estas coisas para mim são um mistério.
Para que um blogue tenha algum sucesso monetário com publicidade, não será mais importante a confiança e a identidade, ou seja, a ligação intelectual e afectuosa que se estabelece entre o blogue, o blogger e os seus visitantes – e vice-versa?































11 comentários
Não faço a mÃnima de quanto será o lucro, mas já deu para perceber que muita gente (embora não em Portugal, diga-se) fez muito dinheiro com esse tipo de blogs. Acho que é uma questão de lógica de mercado: existe audiência, logo fornece-se conteúdos!
Acho um pouco mais misterioso haver quem publicite nesses blogs, exactamente porque o nÃvel de atenção da audiência é, teoricamente, menor.
Discordo com o teu último ponto. Essa é a definição de um blog de sucesso daqueles em que qualquer empresa pode anunciar sem conotações negativas. Para este tipo de blogs confiança, interacção e credibilidade são factos irrelevantes. Ali só contam impressões de páginas. Basicamente podemos ver a coisa como blogs, mas dentro de um nicho de mercado distinto onde as normas a seguir para o sucesso são diferentes.
Portanto poderão existir dois caminhos a seguir quando se trata de rentabilizar um blogue – e o mais difÃcil é o melhor.
Off-topic…
Em vez de blogues porno, os softcore são bem bons. Dá uma vista de olhos ao SexyJack, é das primeiras feeds a ler no inÃcio do dia para estar bem-disposto
Acho que quem visita este tipo de blogs clica na publicidade para ver mais pornografia. Se eles visitam o blog para isso, é legÃtimo pensar que vão clicar nalguma publicidade para exercitar mais o braço.
Olha, talvez os visitantes desse tipo de blogs façam parte da equipa do OpenBSD.
Os blogues porno, softporno, ou de cariz erótico, ou outra merda que lhe queiram chamar, são uma verdadeira
tentação. Norma geral têm objectivos meramente publicitários e daà parecerem árvores de natal, cintilantes de tanta publicidade. Tal como na vida real (supondo que a Internet é um mundo irreal), há uma multidão de gente a tentar levar a vida de forma mais fácil, mesmo que isso implique foder e roubar os outros.
Será, pois, natural que ao nÃvel da Web aconteça o mesmo, sendo que aqui o pessoal “trabalha” sentado e com uma
bejeca ao lado. Deste modo, na hora de se escolher a via de ganhar algum guito com um blogue, a pornografia
aparece como a melhor opção, pelo menos a mais tentadora.
Exemplificando, aqui há tempos, um amigo meu, autor de um fantástico projecto na web, e que para o caso entendo não dever divulgar, sentiu-se como o tÃpico casalinho recém chegado de lua-de-mel, já com vontade de partir para outra (ele) e para outro (ela), dando conta que estava farto de estar a trabalhar de borla para outros, principalmente para os mestres do plágio e das “deselegâncias” e do ciclo promÃscuo de links e favorecimentos mútuos em panelinhas bem à portuguesa. ConcluÃa assim que a partir de então tudo o que
fizesse na Web seria para ganhar dinheiro.”Força”, Incentiveio-o eu, como quem acha que de facto estava mal-casado. Vamos então criar uma lista de assuntos que possam ser rentáveis. “Começo eu ou começas tu?”. “COmeça tu, que tiveste a ideia”. Os tópicos surgiram em catadupa: Putas, mulheres (sim, porque não devemos confundir as duas espécies), gajas, gajas nuas, pornografia, futebol, morangos com açúcar, erotismo, telemóveis, tunning, mp3, etc, etc. Foi uma lista grande, mas creio que a ordem era precisamente esta. O que é certo é que ele lançou-se nessa nova união de facto e passados dois ou três meses estava a facturar. Pouco no inÃcio, é verdade, mas agora em sustentado crescimento, o que nem sempre conseguia com a pila na sua anterior relação.
Moral da história: Exercitando o copy/paste, tirando dali e colando aqui, ideias, testos, imagens e vÃdeo, como uma fábrica de contrafacção multimédia, vai alimentando meia-dúzia de blogues de qualidade mais duvidosa do que a fast-food, mas que lhe asseguram alguns cheques que mensalmente recebe juntamente com o abono de famÃlia dos putos, o que dá jeito pois gasta uma fortuna em fraldas, Maizena e Cerelac.
É, pois, com naturalidade que os blogues explÃcitos ou implÃcitos de pornografia serão sempre rentáveis e visitáveis.
Quem pretender ganhar uns tustos de forma séria e com qualidade tem que se esfarrapar e aguardar a longo prazo por algum retono à sua paciência e sapiência.
Depois outros há, como o Bitaites, que aliando qualidade à quantidade recusa adornar o seu espaço com pisca-piscas, sacrificando assim um apetecÃvel cheque, mesmo que proveniente de Richmond.
Depois, convenhamos, anda por aà muito blogue catalogado como sério e interessante, de cariz erótico ou softporno, mas em muitos casos a roçar um hardcore de fazer inveja à Gina, e que são igualmente muito considerados e visitados e que moram com orgulho nas barras de links de muitos blogues respeitados. A pornografia nos blogues é assim como fazer um molho de francesinha onde o segredo está nos ingredientes, sem dúvida, mas na proporção e quantidades adequada, de modo a não ficar demasiado picante e intragável ou pelo contrário, sensaborão e mixordiqueiro.
Marco e companhia, desculpem alguns termos mais terra-a-terra.
Marco, desculpa-me ainda pela extensão do comentário porque aqui quem faz os posts (e muito bem) és tu.
Marco, ainda, eu. Para evitar essas quebras de linha e algumas gralhas que verifico no meu comentário(post), o antigo plugin de prévia visualização, faria jeito. Ou até mesmo edição. Digo eu.
@a.almeida: O problema é que já tentei instalar esse plugin de pré-visualização e por uma razão qualquer que ainda não consegui perceber, não funciona. Talvez a função de edição de comentários seja uma boa solução.
Marco,
não sei se o caminho mais difÃcil é o “melhor”, porque acho que isso é uma questão subjectiva que depende do que cada um quer para o seu blog. Sei que é o caminho mais credÃvel para quem quer ter um blog respeitado e que não seja só para acumular pageviews.
Bruno,
é uma questão subjectiva, claro, na medida em que eu não posso pegar no meu quadro de referências e valores e impor-te a minha visão de que determinado caminho que possas seguir é «melhor», mas é possÃvel usar-se a experiência e os erros cometidos para se dizer a outro que determinado caminho é mais difÃcil. E não estou a falar de idades: há jovens mais velhos do que muitos velhos que eu conheço.
Quando falo em caminho, obviamente estou a falar de escolhas.
A questão torna-se mais objectiva quando és confrontado com essa questão de ti para ti, enquanto indivÃduo. E tudo o que diga respeito à blogosfera diz respeito ao indivÃduo porque, no fundo, é disso que se trata a blogosfera: milhares de indivÃduos interagindo uns com os outros. E a blogosfera é o resultado das nossas escolhas enquanto indivÃduos.
Saber que as escolhas mais fáceis podem não ser as melhores pode ser uma questão subjectiva na forma, mas é uma questão de base, uma questão fundamental para cada pessoa.
Enfim, é uma conversa que dá pano para mangas, talvez numa futura tertúlia entre meia-dúzia de bloggers enquanto se bebe qualquer coisinha fresca e se vai observando as raparigas bonitas que passam…
Sim, compensa e bem. Não que eu tenha um desses blogs…