
Democracy (1996) e Paredes e Poder (1996), da série Stairway to Heaven
Embora o envolvimento com a fotografia e o design sejam já muito antigos (estudou na Rhode Island School of Design e na Maryland School of Art), David Byrne é conhecido principalmente pela música dos Talking Heads. Tal desconhecimento deve-se ao facto de Byrne só recentemente ter decidido mostrar as suas montagens fotográficas em galerias, revistas e livros.
As crÃticas à s fotos de David Byrne são muito positivas, traçando um paralelo entre o músico e o fotógrafo: à semelhança do que fez nos Talking Heads, onde era vocalista e o autor das letras, Byrne eleva o banal e o mundano ao estatuto de Arte.
Também sobre os Talking Heads se publicaram muitos elogios, entre os quais a (quase) unânime ideia de que no perÃodo em que o grupo existiu – entre 1976 e 1991 – não só era um dos mais influentes como ajudou a expandir os limites do que se julgava ser possÃvel na música popular, elevando a fasquia da qualidade das letras e das próprias composições.
Esta faceta menos conhecida evidenciava-se já nesse perÃodo nos vÃdeos promocionais do grupo, todos concebidos e realizados pelo próprio David Byrne.
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2 comentários
Marco!
E o David Byrne tem importância singular para o Brasil. Foi ele quem "redescobriu" o músico experimentalista Tom Zé. Tom venceu um daqueles famosos festivais de música dos anos 70 e depois, retirou-se magoado com observações pouco elogiosas de Caetano Veloso sobre sua música.
Era ela, o "São Paulo Meu Amor".
Bem, Tom Zé chegou a pensar em abandonar a carreira recém iniciada, sobreviveu até como funcionário em postos de gasolina e, sobretudo, em shows pelos circuitos universitários, naqueles difÃceis anos da ditadura no Brasil.
Davyd Byrne descobriu num sebo seu disco inovador, o "Estudando o Samba" e, literalmente, adotou o músico brasileiro.
É uma linda história a ser contada, mas por um blogue como o Bitaites que tem esse esmero cultural.
Nos primórdios do XP eu costumava dizer, meio a brincar, que a única coisa boa naquele SO era essa faixa do David Byrne e tenho a certeza que muita gente o conhecerá devido a isso.
Quando fui "apresentado" à World Music reencontrei-me com Byrne porém não posso esquecer o tempo das "cabeças falantes".
Julgava eu que conhecia um pouco da sua história e só agora é que fiquei a saber da fotografia.
Bolas, o que se vai aprendendo pelos blogs!
@braço.