

É espantoso o que este fotógrafo já viveu aos 22 anos: o seu primeiro grande trabalho foi cobrir o conflito entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano, em 2006.
Ed tinha 19 anos, estava no segundo ano da Universidade e instalara-se no Médio Oriente para estudar Árabe e Relações Internacionais.
Tão bem se saiu que começou a trabalhar com a Reuters e a Associated Press. Publica regularmente no New York Times, Los Angeles Times, Time Magazine e o Guardian, entre outras grandes publicações.
Foi considerado um dos fotógrafos emergentes de 2008 e é inegável, vendo o seu portefólio, o tremendo repórter fotográfico em que se transformou. Aos 22 anos, já viu e viveu mais do que a maioria de nós.

As fotos na sua página pessoal mostram-nos reportagens feitas quando acompanhou o conflito na Somália, a vida das crianças-soldado no Uganda, os incêndios na Califórnia, a moda em Nova Iorque, as convulsões no Médio Oriente e as vítimas da radiação nuclear no Cazaquistão (esta impressionante série de fotos pode ser vista em alta resolução no sítio The Big Picture).
Este fotógrafo já conhece meio-mundo – o próprio se define como um ser «culturalmente ambíguo», metade canadense, metade tailandês – e leva sempre consigo o passaporte e a câmara fotográfica, seja qual for o sítio onde estiver.
A sua vida é estar preparado, «em poucos segundos», para esperar pelo próximo avião, comboio, autocarro ou barco que o leve a qualquer parte do planeta onde a notícia não seja um mero conjunto de factos. Tornou-se instantaneamente um dos meus repórteres fotográficos preferidos.































6 comentários
paramos
e pensamos como somos privilegiados perante o que a sua câmara viu e sentiu
belíssimo trabalho
impressionante a série do cazaquistão. que atentado.
gosto do novo theme
Brutal!
Grandes trabalhos!
“canadense”?
Canadense ou canadiano, ambas as formas são correctas.
Pois estava convencido que apenas se usava no Brasil.
Da mesma forma que polonês, pelos vistos, também está correcto no nosso Português de cá (ver Priberam).
Israelense é que parece ser exclusivo dos nossos amigos sambistas (segundo a mesma fonte).
Sempre a aprender.