
Faz-me uma certa confusão a relação que algumas mulheres têm com os computadores.
Caras caçadoras de posts machistas: disse algumas mulheres, não todas. Portanto não estou a generalizar, mas a reunir um determinado número de indivÃduos do sexo feminino no mesmo plano existencial e a formar um estereótipo tipicamente machista.
Pronto, apanharam-me, estou a generalizar. Está bem, é um post machista. Raios, não vos escapa nada.
Só quero que compreendam que a generalização que os homens fazem em relação às mulheres tem um carácter mais benigno do que imaginam.
Por exemplo, se considerarmos que determinada mulher conduz mal, não significa que concordemos em absoluto com a popular expressão mulheres ao volante, perigo constante – mesmo assim, não perdemos uma oportunidade para dizê-la. Porquê?
Ora, esta atitude é tão fácil de perceber que da próxima vez que ouvirem esta expressão da boca de um taxista irão sentir-se enternecidas.
Esta é a parte enternecedora do post
Eis a resposta: nós gostamos de generalizar porque tentamos fazer com que as mulheres se sintam mais responsáveis pelo seu próprio género. Os homens têm um sentido de cumplicidade e solidariedade entre si que as mulheres são incapazes de ter. As mulheres têm uma facilidade espantosa em lixar-se umas à s outras; nós sofremos dilemas morais só com a ideia, mas elas sentem gozo – pode até ser um gozo dissimulado ou secreto, mas é sempre do caraças. Quem não acredita nisto nunca trabalhou num sÃtio só com mulheres.
Para vocês, uma mulher que conduz mal é apenas uma cabra que conduz mal; para nós, um homem que conduz mal é um gajo que desprestigia todo o género masculino. Quando dizemos mulheres ao volante, perigo constante a propósito do comportamento de uma condutora, estamos a tentar, de forma rude mas profundamente generosa, que as mulheres adquiram o mesmo sentido apurado de responsabilidade em relação ao género feminino.
No fundo, é mais uma lição de vida do que uma lição de condução. Por isso, em determinadas condições, generalizar é bom.
Se as mulheres tivessem com os computadores a mesma pachorra que têm com os homens, seriam quase todas técnicas de informática altamente especializadas.
Em primeiro lugar, não teria sido um finlandês anafado chamado Linus Torvalds a criar o Linux – isso já é bom. Em vez de gramarmos com as barbas GNU do Richard Stallman terÃamos uma Kate Beckinsale a falar-nos das maravilhas do Software Livre e Aberto – estamos portanto a aproximar-nos de um mundo perfeito, ou seja, um mundo em que a Beckinsale pensa, existe, é Livre e Aberta.
Já repararam no comportamento de algumas mulheres nos primeiros encontros amorosos? Tirando alguns casos irremediáveis, ela esforça-se por falar o menos possÃvel. O gajo fala, fala, fala, enquanto ela sorri, inclinando a cabeça, amorosamente atenta – mas, à s tantas, fica-se com a impressão de que não está realmente a ouvir nada.
A semelhança entre este comportamento em relação ao potencial namorado e ao técnico de informática é óbvia num aspecto crucial: ele também fala, e ela também não ouve.
Na questão dos namoros, estou convencido que fazem bem. Elas não precisam de ouvir o homem porque, nesta fase, sabem que o conhecerão melhor observando-lhe os gestos, o sorriso, a expressão dos olhos, as mãos e todos os pequenos pormenores que nos passam ao lado num primeiro encontro mas que elas consideram relevantes desde o minuto zero. Mulher que preste pouca atenção ao que vocês dizem e que mesmo assim opte por falar pouco é uma mulher apaixonada. Aliás, é impressionante a quantidade de informação que são capazes de captar e reter sobre um tipo sem prestar realmente muita atenção ao que ele está a dizer.
No caso dos computadores, não há qualquer mistério no facto de um Ãcone ser um atalho para qualquer coisa; quem gosta de atalhos somos nós e temos aà a cuequinha dela que não nos deixa mentir. As mulheres, por outro lado, sentem-se mais atraÃdas quando podem percorrer todo o caminho e saborear cada momento.
As janelas que o técnico de informática lhes ensina a abrir podem constituir informação muito útil do nosso ponto de vista, mas para elas não permitem ver nada de especial; logo, não têm pachorra. Esquisitas!
Espero que tenha sido odiosamente machista neste post. Às vezes vocês merecem, porra.






























19 comentários
acho que já ficaram a saber desta: http :// geekfeminism. org/2009/09/23/open-letter-to-mark-shuttleworth/ – parece que alguns comentários pouco felizes do Mark Shuttleworth cairam um bocado mal nas comunidades femininas de Linux…
a frase ‘mulheres ao volante, perigo constante’ está incompleta – falta ‘mulheres ao lado, perigo dobrado’…
e é também um mistério porque as mulheres nunca conseguem ir sozinhas ao quarto de banho, mesmo depois de crescidas…
– é um facto!
Mas essa toda agente sabe porque vão duas, uma conta a anedota e a outra mija-se a rir
Quanto ao Post só te posso gabar a escrita caro Marco. Muito muito bom
NePPEr
Eu ia deixar aqui um comentário, mas já estava demasiada grande. Respondo-te em forma de post
Ainda não li este post. Vou actualizar-me Bitaitamente por ordem cronológica, mas neste momento este é o mais recente e daà a minha escolha para o comentar: Marco, e uma palavrinha sobre o prémio nobel da paz?
Por acaso até escrevi! Agora mesmo!
Linux? Linus Torvalds? Qual Linux?
@Pedro – fogo, este link é mesmo do pior, estou chocado… já não bastava termos de aturar a Microsoft a ser representa cá em Portugal, ainda temos de saber de notÃcias destas.. A próxima directora geral da Microsoft Portugal bem poderia ser a Carolina Salgado, para tentarem manter alguma coerência…
reconheço que não são mesmo solidárias , mas discordo que não falem no primeiro encontro … porque acho que o grande problema das mulheres é falar demais , pois trocam sempre em palavras o que lhes vai na mente e alem dela…
estou por aqui em minoria , bem … seja …
gosto de coisas de computadores , com um MAC OS,
e acho que mulher tem que ter esse ar de sensualidade , o da fotografia
Em minoria mas bem-vinda. Aqui toda a gente se trata bem
Ó esalfer, mas em que é que gostar de computadores e achar que as mulheres têm de ter o ar de sensualidade da foto, são incompatÃveis?
E porque é que está aqui em minoria?
E no entanto, não podem viver sem nós … Ou podem? Era bom se se decidissem! E depois nós é que não sabemos o que queremos …
Não há volta a dar-lhe. Vocês adoram-nos.
Absoletamente machista!
é giro. É uma mistura de obsoleto e absolutamente!
Agora, além de machista, estás a ser paternalista
Eu não tenho emenda
Hum … gostei da recepção …
A associação do conteúdo e da imagem foi perfeita
até breve
Só tenho a dizer que sou administradora de redes e sistemas…. E uso o teclado em vez dos atalhos, é mais rápido.