Às pessoas que me perguntam, Pá, então o Bitaites?, eu tenho respondido O Bitaites está em banho-maria.
De um ponto de vista exclusivamente culinário, este banho-maria blogosférico significa que a substância dos posts está depositada na panela do cérebro do blogger e que a panela do cérebro do blogger se encontra parcialmente submersa em água a ferver. O aquecimento mais ou menos uniforme das palavras – a substância dos posts – é um processo lento, pelo que é necessário tempo até que as actualizações possam ser servidas.
Um blogue, diz-se, reflecte o gosto, personalidade, por aà fora, do seu autor. Um blogue pessoal chega a ser quase uma extensão fÃsica do blogger, na medida em que é possÃvel perceber qual a parte do seu corpo que esteve na origem de um post.
Muitas vezes os posts são escritos só com o cérebro, outras apenas com o coração, outros são escritos a correr ou com muita cera nos ouvidos, uns com as palmas das mãos unidas em sinal de oração, outros com os dois braços a fazer um manguito, alguns porque o cotovelo dói muito.
Este post, devo admiti-lo, está a ser escrito com os testÃculos. De um ponto de vista estritamente blogosférico, ando a coçá-los e estas coisas notam-se. Bem, nos tempos actuais mais vale uma mão nos tomates do que duas na vuvuzela.
Talvez por estar a escrever o post com os testÃculos esteja agora a pensar na origem da expressão banho-maria.
Se eu quisesse escrever este post com o cérebro, dir-vos-ia que a expressão tem origem numa mulher chamada Maria, a Judia, uma filósofa grega e célebre alquimista que viveu no Egipto por volta do ano 273 a.C. Terá sido ela – um génio ao nÃvel de um Aristóteles – a inventar esse processo.
Só uma mulher poderia inventar um processo de elevar a temperatura de forma lenta, mas uniforme e inexorável. É como se estivesse a pensar: eu, Maria filósofa e alquimista, declaro solenemente que, em matéria de quecas, também gosto de ser aquecida pelo método banho-maria. E, já agora, aproveito para dizer à malta do Aristóteles que transformar cobre em ouro é tão importante como transformar desejo em volúpia.
Sim, é verdade, regressei a um ponto de vista mais testicular.
Podemos então esquecer a Maria alquimista e imaginar como teria sido tão maravilhosa uma Maria cujo simples acto de se banhar tivesse dado origem a uma expressão que atravessou séculos de história. Teria olhos verdes? Longos cabelos negros? Que Marias actuais se lhe poderão equiparar em graça, beleza e sensualidade? Espero que todos possam encontrar as vossas respostas e resolver esta quimera perfumada do amor.
Para começar, eu sugiro o Google Images com o SafeSearch desligado.






























4 comentários
Quando o sol aparece e a temperatura sobe, eu tambem fico assim. Só vejo coisas lindas á minha volta. Até parece que as mulheres ficaram todas bonitas e apetitosas….
ate da torcicolos..
Foda-se Marco. Começo a achar que todos os posts geniais que aqui fizeste foram escritos com a tomateira. Quando pensas em demasia a essência do Blogger como que se perde em demasiada informação e sabes que a malta quer é assim uns textos… para se esquecer do resto da miséria. E agora vou é criar um grupo no Facebook com o tÃtulo “Eu aprovo os tomates do Marco”.
@Joca Carvalho estou a 100% de acordo
viva os tomates do Marco.