Andam sempre a arranjar truques para lixar um gajo. Agora um senhor que se auto-intitula sociólogo, Scott Coltrane, veio dizer à Agência France Press o seguinte: “Quanto mais os homens dividem as tarefas domésticas, mais felizes estarão as mulheres” e, logo, “contribuem para a harmonia entre o casal e podem ter uma vida sexual mais satisfatória“. Está aqui.
Ora, isto é uma faca de cozinha espetada no coração do pobre machista. E como o pobre machista geralmente é um bocado grunho, fica desprotegido e sem argumentos perante estas investidas da Ciência ao seu precioso reino de poliéster.
Machista amigo, não desesperes. Em primeiro lugar, deves considerar que a Sociologia está longe de ser uma ciência exacta. É só suposições e supositórios intelectuais. Aconselha a tua companheira a ler os ensinamentos do mestre Neil Postman, que não é tão inteligente como o José Mourinho mas soube denunciar a submissão intelectual do ser humano à tecnologia, aos números, à quantificação em excesso, enfim, ao tipo de correlação que esse senhor sociólogo, esse traidor, acabou de fazer.
Confuso? Treina umas poses mais sexy na zona da casa em que estás mais à vontade, o sofá. Inspira-te nesta célebre fotografia de José Cid para teres uma ideia de como impressioná-la e melhorar a tua vida sexual sem sequer te aproximares da cozinha. E se tiveres mesmo de fazer o frete de lavar a loiça só para mandar uma queca, parte uns pratos de vez em quando para que a tua cara-metade não estabeleça uma relação inquebrável entre o teu poder de atracção e o Sonasol. Faças o que fizeres, não te atrevas a usar avental. Por alguma razão metafÃsica, elas acham que ficamos muito bem quando nos enfiam essas porcarias.
Por último, abre o teu coração e revela as tuas fraquezas. Diz-lhe que as mulheres são muito mais resistentes que os homens. Que partilhar as tarefas da casa é canja para elas, mas uma missão extenuante para um pobre velocista dos 100 metros. Diz-lhe que se passares muito tempo a lavar a loiça vais começar a tremer muito dos bracinhos quando fizeres amor.
Se nada disto der resultado, impressiona-a com a poesia. Recita-lhe as palavras imortais de Zaratustra, poeta e filósofo persa do século VII a.C: «A mulher deve adorar o homem como a um Deus. Todas as manhãs, por nove vezes consecutivas, deve ajoelhar-se aos pés do marido e, de braços cruzados sobre o peito, perguntar-lhe: ‘Senhor, que desejais que eu faça?’»
Que laves a loiça, rapariga, que laves a loiça.































3 comentários
Acho que estás a precisar de ver isto!
http://www.hostessblog.com/2009/04/kitchen-gadgets-love-therapy-both-ways/
No mÃnimo, genial
Obrigado.
Eu farto-me de lavar louça e estou sozinho. Será que isso quer dizer que recorro a SaaS (Sex as a Service) ou faço muito exercÃcio? LOLOL!!!