O rapper MC Snake cometeu um erro: não acatou uma ordem policial. Não quis parar. Ninguém sabe ao certo porquê. Diz-se que não devia ser um anjinho por ter decidido fugir e é até pode ser verdade, mas a mim interessa-me também medir as consequências do erro que cometeu.
MC Snake cometeu um erro porque, ao recusar-se a parar o carro, às tantas da madrugada, enviou uma mensagem clara aos polícias: é um ladrão, um traficante, está a esconder qualquer coisa – ou pior. Até pode ser um terrorista da ETA, os tipos andam por cá, não é? Por todas estas razões, nunca chegou a ser o Nuno Rodrigues, cidadão português com 30 anos, pai e cantor de hip-hop. O acto de fugir teve como primeira consequência transformar-se num boneco genérico para qualquer crime que lhe pudesse ser imputado, renegando a identidade que agora os familiares e amigos recuperam, em nome da justiça.
Pode este criminoso genérico em fuga, sobre quem os polícias nada sabem de concreto, ser mesmo assim morto a tiro? O que se passou a seguir demonstra-nos que é uma situação plausível em Portugal porque o polícia, um jovem de 28 anos, quase da mesma idade do homem que viria a matar, cometeu um erro ainda mais grave que a desobediência às autoridades: disparou, violando os regulamentos internos da própria PSP no que respeita ao uso de armas de fogo em perseguições deste tipo; por azar, aselhice ou de propósito – as versões variam consoante as pessoas – em vez de acertar nos pneus do carro, o agente da PSP matou o condutor. O rapper condenou-se à morte pelo erro que cometeu – só isto seria suficiente para nos fazer pensar.
O polícia, dizem as notícias, está em casa, em estado de choque, de baixa. Diz que não teve intenção de matar e eu acredito nele. O passo seguinte para a sua reabilitação será pensar: eu nem sequer devia ter disparado, não naquelas circunstâncias.
Não gosto de traficantes de droga; não tenho qualquer simpatia por criminosos, muito menos por terroristas da ETA; não gosto de gente alcoolizada a conduzir de forma irresponsável; seja qual for o tipo de bandido que os polícias supostamente pensaram estar a perseguir, não gosto – só para responder à acusação do costume, ou seja, a de que a minha intenção é defender os criminosos e condenar os polícias.
O que eu também não gosto é ver que, no primeiro país da Europa e do Mundo a abolir a pena de morte, fugir à polícia implica o risco de uma execução sem julgamento. O caminho que o rapper escolheu – não obedecer a uma ordem policial – afecta-o a ele, à família e aos amigos; o tiro mortal do polícia afecta todos, pois pergunta-nos afinal o que queremos ser como país.































64 comentários
Ora aqui está uma analise do caso tal e qual como eu a vejo…
quem nao deve nao teme
Pois, José, e com essa frase acabaste de arrumar a questão, é isso?
Pai de família e bom moço… right.
Lembram-se do Brasileiro que resolveu correr em frente à polícia depois dos atentados no Metro de Londres?
Há alturas em que fazemos uma má escolha na vida, algumas vezes as consequências são mais graves que noutras.
Talvez mal pensadas…
Já aconteceram casos em que quem foi a vítima foi a polícia.
E se enquanto fugia à polícia batesse noutro carro ou mesmo em algum peão e matasse uma série de pessoas que não estavam a fazer nada de mal? Seria uma execução sem crime e sem julgamento para essas pessoas…
E nesse caso se calhar a culpa também seria da polícia porque nada fez para parar o condutor.
Se foge à polícia, seja por que motivo for, tem que saber que existe o risco deste tipo de coisa acontecer.
Ouviu disparos e continuou? Seria suficiente para pensar que talvez fosse melhor encostar e aceitar as consequências dos seus actos.
Isto aplica-se a qualquer pessoa, não é por ser este ou aquele. A autoridade é para respeitar.
Marco é o seguinte: um cidadão que tenha o mínimo senso de decência e que não deva nada a ninguém, e não tenha que esconder nada de ninguém, PÁRA numa OPERAÇÃO STOP. O que não aconteceu. Ainda por cima percorre 8 kms pela 2ª circular (uma das vias mais movimentadas de Lisboa) envolvendo-se numa perseguição policial. Agiu mal. Provavelmente tinha algo a esconder. Tinha bebido ? Tinha alguma arma consigo ? Tinha droga ? Não sei. O inquérito da PSP, com a devida rusga ao carro e os resultados da autópsia serão mais conclusivos. E estamos a falar dum cidadão que tinha anteriormente sido condenado a 4 anos de prisão por tráfico. Afinal não era tão bom rapaz como o pintam. Um tipo que sai das dokas a um domingo, depois duma noitada não é propriamente o tipo que se levanta de madrugada para trabalhar.
Sam the kid: este rapazinho e o snake são todos uns fixes pá. Senão vejamos: musica perfeitamente copiada de influências americanas que têm como referências: Snoop dog (várias condenações por tráfico), TUPAC (morto a tiro), NOTORIOUS BIG (morto a tiro), ICE CUBE (antes de actor de cinema, gansgsta rap). O único gajo que ainda se aproveita é o MC SOLAAR. As letras das músicas: bem, o Snake até tinha escrito uma letra sobre a PSP. Aliás, todas as letras de SAM the KId, com aquela lengalenga dos ghettos e dos desfavorecidos e a bófia é que são uns malandros, epa não me venham com essas histórias.
A Polícia: o meio deve ser adequado à acção. Em Espanha, por causa da ETA usam-se lagartas. E a guarda civil não andam com pistolas. Andam com AK´s ou M60´s. Aqui em Portugal não se usam lagartas. A sua autorização está em cima de uma secretária algures no MAI. Relativamente aos treinos de tiro, andamos a brincar ? Os polícias mal têm tempo para estar com as famílias quanto mais para treinar. Em resumo existe pouca preparação.
Concluindo não sabemos o motivo pelo qual aconteceu o que aconteceu. Na minha opinião existem 50% de responsabilidades: dum tipo que não parou numa Operação STOP. E num policia que queria mostrar serviço. Mas acabou por fazer merda.
De acordo com o post .
Todavia, eu diria que condenar sem julgamento reenvia para a “barbarie “. Executar nunca ! O crime não se combate com o crime.
Uma só observação : O primeiro país a abolir a pena de morte foi a Venezuela. Portugal será o segundo. Em França, será preciso esperar 1981.
Nuno
Uma das primeiras análises com que concordo. Marco uma vez que és jornalista, penso eu, o que achas de notícias a revelar hora e local do funeral entre outras coisas desse género?
PortoMaravilha:
É uma citação da Wikipedia, que cita outras fontes:
morreu e já se enterrou. isto para mim é muito simples de analisar, existem leis, isto não é uma anarquia, uma lei não cumprida tem as suas consequências, a consequência de não ter parado foi esta, um tiro, convem ainda dizer que as armas utilizadas pela policia portuguesa não são as melhores, deste modo, pode o jovem policia ter disparado para dos pneus e a bala não ter ido para onde estava programado, além de mais o carro estava em movimento.
só mais uma coisa, será que se fosse o zé da esquina se teria falado tanto?
Nem sei quem é o homem… mas rip
A Lei, é para cumprir. Sim, a morte não era merecida. Mas não se pode jamais olvidar toda a pressão que reside sobre os polícias. E é claro que, quem foge tanto quilómetro da autoridade, sabe o que está a tentar evitar. Partiu foi do princípio que os “maricas” de farda não tinham coragem para disparar. Enganou-se…
Pois isso é tudo muito bonito mas e a formação dos polícias onde está??Segundo consta ele tinha acabado o curso há 4 anos e desde então nuca mais tinha praticado , e a arma que utilizou parece que nunca a tinha utilizado…pois a formçao nao é importante.è essencial
neox, é engraçado que fugir à polícia é incumprimento da lei, mas o disparo do polícia já não é. Depende do que dá mais jeito na altura não é?
O tipo que morreu fez uma escolha errada como é óbvio, o porquê não sabemos e suspeito que nunca venhamos a saber… uma coisa garanto, alguma coisa vai ser encontrada no carro, mesmo que não exista lá nada. Agora não me lixem, que ninguém merece morrer por desrespeitar uma ordem de paragem de carro, caso contrário existiria prisão perpétua e pena de morte para coisas mais graves certo?
Também é nestas ocasiões que vê a real opinião das pessoas. Um ex-preso é e será sempre um criminoso.
Quanto ao polícia, também não o condeno, não sei quais as suas intenções, muito sinceramente custa-me a acreditar que um polícia atire a matar por causa de uma perseguição proveniente de uma operação stop, mas como é óbvio se assim foi também nunca o iremos saber. Tal como os médicos, os polícias nunca fazem merda.
Não quero defender o snake, até porque não o conheço, nunca vi mais gordo, e pelos vistos não vou ver, só não atino com a mania de muita gente de que a polícia tem sempre razão, são sempre os bonzinhos… pelo menos até passarem a multa de estacionamento, aqueles cabrões.
pois é Marco, arrumei a questão, pelo menos da parte do tipo que morreu, acho que resume tudo de uma maneira simples sobre algo muito complexo
José, desculpa lá mas não concordo contigo. O teu resumo até pode explicar o erro do rapper, mas não explica o erro do polícia. A não ser que não tenhas considerado um erro.
Marco :
Antes houve a Venezuela ( em 1863 ) .
Penso que estamos de acordo quanto à barbaridade da pena de morte , um crime legalizado.
Mais interessante é a escolha de fontes . Tu optas pela wikipedia . Eu pelas encicolpedias e o relatorio do Senado Francês , aquando a abolição da pena de morte em França. O relatório do senado Francês está em linha. Já as encicolpedias não.
Num outro plano, não deixa de ser curioso que as ideias ou concepções Francesas de Humanismo tivessem sido aplicadas fora em primeiro lugar e só , em França , muito tardiamente.
Estou a pensar em Portugal , mas sobretudo no que gerou os ideais da revolução Boliveriana .
Nuno
Politicamente correcto, portanto.
A ETA não é, nem devia ser, para aqui chamada. Nem a título demonstrativo. A complexidade da questão depende do ângulo em que a observamos. Mas parece-me óbvio que a questão vai mais além, num clima de insegurança, ou numa escalada de… alguém poderá dizer que agia de forma diferente da que agiu o polícia? E “tu”? Podes garantir que paravas naquele momento?
Eu também já fugi à polícia. Ía a sair da via do infante quando um carro da GNR ligou as luzes de emergência, como condutor consciente que sou encostei à direita para os deixar passar e não é que os marafados me ultrapassam e travam mesmo a minha frente ”
Bolas! Então estes malandros fazem uma manobra destas em plena curva no meio do trânsito, não fosse eu alerta e já tinha dado um beijo na traseira do carro destes nui nobre e excelsos senhores. Quem lhes terá dado a carta?” pensei eu enquanto retomava o meu caminho no centro da faixa. Para meu grande espanto nem 200 metros tinha percorrido quando os vejo outra vez ao meu lado a apitar e a mandarem-me encostar foi quando abria a janela do meu carro lhes mostrei o dedo do meio e lhes gritei ”
Oh meus grandessíssimos baldes de cocó então não vêem que estamos numa curva de uma estrada cheia de movimento? Querem que eu pare o carro exactamente onde e provoque um acidente com exactamente quantas vítimas?” Até que tomaram consciência do erro que estavam a cometer e me mandaram segui-los até um parque de estacionamento ali perto. Levaram-me logo 400€ por não ter a inspecção em dia mas também não me deram troco em chumbo. Tivesse sido por estes dias que correm já não sei se não teria tido um desfecho semelhante ao do mui nobilissimo MC Snake.
Hoje em dia uma das profissões mais dificeis em portugal é ser gnr ou policia. Um policia dá de caras com um ladrão, qual é a linha de acção que deve seguir? Perseguir o ladrão e arriscar-se a levar um tiro?; Sacar da pistola matar o ladrão e ter a opinião publica à perna, e ter um inquerito interno que o vai mandar para a jarra? Tentar apanhar o ladrão deixa-lo fugir e ser criticado pela comunicação socia e ter um inquerito interno e ir para a jarra? É por isso que os ladões hoje em dia fazem o que querem, assaltam ourivesarias, fogem à policia, gamam carros, porque têm consciencia que têm maior probabilidade de conseguirem os seus intentos, do que ser apanhados ou levarem um tiro.
É essa, exactamente, a minha opinião. Nem um devia ter continuado depois de lhe terem mandado parar nem o polícia devia ter feito o disparo.
Há quem diga, nos comentários, que o falecido poderia ter morto também ele uns quantos enquanto fugia de carro, e o polícia? Não podia ter também morto outros tantos a disparar ao calhas? Sem ter prática nisso?
Gostava de saber quais são os procedimentos internos da PSP aquando de uma fuga de carro, mal há algo que me diz que disparar uma arma não faça parte deles.
Outro dos argumentos que também já li por aqui é de que se a história fosse de um outro comum mortal que ninguém falaria sobre o assunto, mas a verdade é que este cantor era desconhecido para a maioria, pelo que, no meu ver, também ele é um comum mortal.
E lá pelo rapaz ter sido preso uma vez não quer dizer que seja um bicho papão para o resto da vida. Quem daqui não tenha feito uma ilegalidade em toda a vida que mande a primeira pedra.
No fim de contas perdeu-se uma vida, e essa é que é a parte pior da história.
Com o treino que a psp tem, com as armas que têm, com o carro em movimento é óbvio que o rapaz ou é muito bom a disparar ou não teve intenção de acertar no sr em questão.
Quanto ao uso da arma, acho muito bem que não tenham que levar um tiro 1º para poderem ripostarem, ou que tenham que esperar que o sr pusesse a vida de outras pessoas em perigo.
Na nossa sociedade entregamos a responsabilidade da nossa segurança a estes srs da policia. Não é uma profissão fácil (não falo daqueles gnrs com barriga enorme – não seria suposto um militar ter uma condição fisica mínima?).
Quando se têm que tomar rapidamente decisões e se tem uma arma de fogo, é muito provável que venha a acontecer um acidente mais cedo ou mais tarde. Para evitar esses acidentes hà regras.
Nos casos em que a vida de outras pessoas não está directamente em risco, ficar provado que o agente não teve intenção de matar deveria ser suficiente para o inocentar.
Nos outros casos, uso de força letal parece-me uma escolha razoável.
Nas aldeolas do país pode ser fácil evitar-se o uso da arma,mas, infelizmente, nas grandes cidades a polícia está sujeito a uma pressão e responsabilidade enorme.
Concluindo, deixem os polícias, que ainda fazem o trabalho deles, trabalhar.
E já agora, se os pais acabassem com a cena do “come a sopa ou chamo a polícia” tambem seria um contributo importante =)
Aqui bem perto de mim, perto demais, morreram duas pessoas recentemente, fruto de desobediência à ordem de paragem da polícia.
A primeira foi um agente de serviço, pai de família, intencionalmente atropelado por quem não parou; quem não parou, continua a monte. A segunda foi uma mulher, mãe de família, que seguia a pé, no passeio e foi colhida pelo despiste do veículo que nem estava a ser perseguido de forma directa; o condutor foi condenado a…, meia dúzia de anos de prisão, e talvez cumpra metade da pena – causou ainda vários feridos, e avultados danos materiais.
Sobre estas duas vítimas não se fizeram posts em blogs, nem dezenas de comentários.
Não acho «justo» o que aconteceu com este senhor, mas…, é tudo muito relativo.
Acho que se devia fuzilar todos os que também fogem ao fisco e a pagar os seus impostos à sociedade.
Como alguém já aqui disse, quem não deve não teme.
Para quem justifica o disparo contra um carro em fuga com a necessidade de acabar com o perigo para peões e outros condutores, devia pensar no que pode acontecer quando o carro passa a seguir completamente desgovernado sem ninguém ao volante (no caso do condutor ser alvejado)…. Se calhar não seria só o fugitivo a morrer ou a ser ferido. Depois queria ver onde é que metiam esse argumento, o único que a meu ver o polícia podia alegar para justificar o disparo… É por isto é que o disparo contra veículos em fuga só deve ser feito em último recurso, depois de tentativas de abalroamento, etc…
A pergunta que me surge na cabeça é o que seria feito ao rapaz que pôs em risco toda a gente que circulava com ele na estrada caso a perseguição tivesse terminado “bem” e ele capturado. Passava a noite na esquadra porque tinha se tinha portado mal?
Este post está em destaque no Radar do SAPO.
Parabéns ao polícia.
Se todos fizessem o mesmo, o pais estaria muito melhor.
Marco,
eu não quero tomar posição neste assunto, porque ambos tiveram a culpa: quem fugiu e quem disparou.
Mas leio o teu texto e acho que em certa medida tomas o partido da vítima «O que eu também não gosto é ver que, no primeiro país da Europa e do Mundo a abolir a pena de morte, fugir à polícia implica o risco de uma execução sem julgamento». Porquê? Uma execução? «por azar, aselhice ou de propósito – as versões variam consoante as pessoas – em vez de acertar nos pneus do carro, o agente da PSP matou o condutor». Tu sabes o que realmente sucedeu? Azar é a bala fazer ricochete numa parede e acertar em alguém. Aselhice é falta de treino para o uso da arma. De propósito? Isso é obviamente fazer uma execução de alguém, não lhe dando a hipótese de se defender em Tribunal. Mas achas que o polícia ficou farto da perseguição e decidiu gastar a sua raiva acumulada ou extravasar as suas frustrações, fazendo pontaria à cabeça (não sei onde foi o tiro) do condutor que ele nunca tinha visto na vida e que nada tinha contra ele?
Dois casos
«Mas este GNR poderá ter-se lembrado do que aconteceu em 11 de Novembro de 2003 na ponte do Guadiana. Foi montada uma barreira de carros para tentar deter um veículo que vinha em fuga na Via do Infante. Perante o obstáculo, o veículo não se deteve, continuou a sua marcha e atropelou o Chefe da PSP, Armando Lopes. Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP), António Ramos, lamentou a morte do agente e criticou a “cobardia do poder político”, por impedir a utilização de “lagartas de pregos” nas barreiras, pondo em risco a vida dos polícias. Por causa dessas afirmações hereges, António Cartaxo foi reformado compulsivamente. Quanto ao autor do atropelamento, foi condenado a 17 anos de prisão»
e
«Ou muito provavelmente lembrou-se do que aconteceu em 11 de Dezembro de 2005, em Lagos. O chefe da PSP de Lagos, Sérgio Martins, juntamente com mais quatro elementos da PSP de Lagos, tinha colocado duas viaturas de serviço para bloquear uma estrada junto a Lagos. O objectivo era tentar deter, por curiosidade, uma viatura Ford Transit, a qual tinha como ocupantes, por curiosidade, um grupo de etnia cigana, os quais, por curiosidade, eram suspeitos de terem tentado roubar uma caixa de multibanco. Ao aperceber-se do bloqueio, um dos ocupantes da viatura em fuga, começou a disparar uma arma de fogo, tendo um dos disparos atingido Sérgio Martins na cabeça, de forma mortal. Também neste bloqueio não foram usadas as famosas “lagartas de pregos”.»
Escrevi isto no texto I shot the Ford, But I didn’t shoot no Cigano”, onde, após uma perseguição, a polícia matou um cigano de 13 anos. Não era um cantor, nem um Rapper. Era um cigano. E não se falou de execuções.
E muitos outros casos poderiam ser referidos. Isto para um país de brandos costumes, que cada vez começam a ser menos brandos e onde o crime violento começa a ser cada vez maior. Basta recordar que os crimes violentos de carjaking nunca tiveram culpados, mesmo com a criação de brigadas especiais para combater esse crime.
Sobre a polícia, eu cito duas situações que escrevi em tempos neste texto “PSP, Imagine…”
«“Disparar? Só a 0Km/h” – Julho de 2008 – A Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) emitiu uma recomendação para as Forças de Segurança que as proíbe de disparar em perseguições»
«”Cuidadinho com a viatura” – Outubro de 2008 – Há dezenas de profissionais da PSP que estão a pagar do próprio bolso o arranjo dos estragos provocados em viaturas policiais na sequência de acidentes ocorridos em serviço»
Isto não corrige a morte de um ser humano, nem justifica o que aconteceu. Mas antes de se falar em execuções ou em Pena de Morte, devia-se ver o lado da polícia, o lado dos profissionais que têm de lidar com o crime, repito, cada vez mais violento.
E até poderíamos falar dos EUA e da forma de actuar da polícia. Aliás, sugestão a um qualquer português que lá vá conduzir: se for mandado parar, cumpra escrupulosamente aquilo que a polícia lhe, saliento, ordenar fazer, sob pena das coisas poderem correr muito mal. Mas esses têm Pena de Morte e vou deixá-los fora desta discussão.
Se tu estivesses naquela operação Stop e visses alguém a fugir, tu não saberias se o condutor seria um pacato Rapper, que só vivia para a música e que poderia ser uma excelente pessoa, a qual não quis parar por motivos que nunca saberemos quais foram, assim como não saberias se estavas perante um criminoso violento, o qual, à primeira oportunidade poderia sacar de uma arma e dar cabo de ti ou de um colega teu.
Se nos devemos questionar sobre aquilo que queremos ser como país, também deveríamos parar para pensar sobre as condições da nossa polícia e sobre leis que cada vez defendem mais os criminosos. Esta história, como muitas outras, tem sempre dois lados.
Esqueci-me de referir este link “PSP, Imagine…” sobre as condições profissionais da polícia
A avaliar pelos posts existem muitas pessoas sem telhados de vidro em Portugal. É engraçado é a forma como vejo o português comum (eu também estou incluindo) a conduzir na estrada bem depressa e a pôr “em risco toda a gente que circulava com ele na estrada” ou porque um pneu pode rebentar ou porque uma rótula da direcção se pode partir e depois o que pode acontecer… Se “andassemos” dentro dos limites de velocidade as probabilidade de danos físicos nos casos que referi não seriam menores? Sendo assim não andamos “todos” a por “todos ” em perigo? Falar é fácil!
Até parece que só devemos cumprir os limites de velocidade quando a polícia está por perto… Ou até parece que podemos infrigir os limites mas na eventualidade de sermos mandados parar (e pararmos) e pagarmos uma coima, os nossos pecados ficam absolvidos…
Comparar o alguém exagerar no código de estrada a fugir da policia é um bocado exagerado…
E não, nunca fugi a policia, e tu já?
Se sim para mim és um criminoso.
Filipe, um pneu rebentar ou rótula da direcção partir é de facto um unfortúnio que pode acontecer a qualquer um, não entendo porque tentas comparar com perseguições policiais na segunda circular lisboeta. Se tens também por hábito conduzir em excesso de velocidade não digas que é típico do “português comum”, logo desculpável.
Almeno,
Nunca fugi à polícia. Se já infrigiste um limite de velocidade és criminoso (especialmente acima dos +50km/h ou 60 não estou certo), só não foste apanhado. Se já conduziste com uma taxa de álcool superior a 1.2g/l és mesmo criminoso ainda que não tenhas sido apanhado. Na medida em que já fiz pelo menos uma das duas sou criminoso pelo menos tenho coragem de o admitir. Se estou arrependido, vou ficando cada vez mais. Se vou voltar a cometer um destes actos criminosos talvez. Mas tomar consciência é o primeiro passo…
Nuno,
Nunca o tentei desculpar com a expressão “português comum”. Mas será que temos uma das taxas de acidentes mais elevada da Europa? Deve ser porque o “português comum” cumpre as regras do jogo…
Na maioria das vezes eu culpo as próprias estradas. A forma belíssima como são feitas as famosas curvas dos IC e IP espalhados por Portugal bem como a manutenção/materiais usados. Um exemplo claro são as saídas/entradas das auto-estradas com quem sai e entra a ter obrigatoriamente de se cruzar na própria auto-estrada. Isto para não falar das estradas “novas” que ao fim de um par de meses ficam com autênticas crateras boas para fazer jantes custom made. Às vezes acho que até é estranho não haver ainda mais acidentes.
Claro que em última análise a culpa é sempre do excesso de velocidade, é mais fácil meter um sinal de velocidade máxima 20 ou 30km/h e atribuir a responsabilidade ao condutor do que corrigir o que de facto está errado.
Dito isto, continuo sem perceber a comparação de falhas mecânicas com perseguições policiais.
Mais uma para o problema
quem anda á chuva …molha-se….
ele fugiu por algum motivo, tenho pena que o policia esteja de baixa, provavelmnente nem salário recebe, quando devia ser condecorado por ter tirado da rua alguém que ao fugir da policia colocou em risco outras vidas…quem está em fuga pode perfeitamente matar um inocente que se atravesse na frente…parabéns á Policia ! o meu obrigado…continuem assim !
abraço de solidariedade para com este agente da autoridade, o meu Louvor
Não sei se realmente o rapzinho era de facto um “bom rapaz”, deduzo que para a familia o era de facto como todos somos.
Mas o facto que na minha opinião tem que ser analisado a frio é que ele não parou a uma operação Stop e deve ter tido alguma razão para não o fazer.
Penso (e sou eu), que se por vezes os policias podessem ser “mais independentes”, não tinhamos a taxa de criminalidade que temos, não que ache que se deva atirar a matar, mas também não acho que um policia tenha que ser penalizado porque no exercicio da sua função utilizou um meio que tem à sua disposição e que na minha opinião deve ser usado.
Ora vejamos o casop dos assaltos aos bancos, desde que o tal Sr. foi baleado este tipo de assaltos diminu ou não é verdade?!
Por vezes temos que ser duros no presente para podermos apreciar o futuro, De facto não sei se quero que os meus filhos vivam num mundo em que são os desordeiros que governam a nação enquanto os policias se deixar ficar…
Muito haveria para dizer, mas não me quero alargar mais.
@bluewater68 concordo em grande parte com a tua argumentação.
A verdade é que de um lado se perdeu uma vida do outro se destruiu uma… Certamente pelo que conheço dos factos ( que é apenas o que leio), não me parece que possa haver dolo do policia, e como tal, quando muito poderá ser condenado por homicídio por negligência, isto se, não conseguir provar que a sua acção (de disparar) era absolutamente necessária face ás circunstancias.
As conjunturas que todos aqui fazem revelam como é difícil determinar a razão de tal ocorrência.
Podem por exemplo verificar
aqui:
Que apesar de se referir ao sistema penal brasileiro, a verdade é que esse sistema tem grande parte da sua vertente doutrinária ao Direito Penal Português e Europeu.
Por tudo isto, já li aqui sobre o apontar de culpas a tudo e mais alguma coisa, mas ninguém referiu a qualidade de merda do carro onde ele circulava.
Na verdade pelas imagens, verifica-se que a bala entrou pela mala( Junto aos faróis traseiros esquerdos), passou dois assentos e foi atingir o rapaz.
Será culpa do construtor por fazer carros, pouco resistentes? Ou será da sociedade que não lhe permitiu ter dinheiro para ter um Hummer?
Alguém aqui falou nos médicos, eu pergunto se alguém honestamente consegue dizer se é pior o comportamento do policia ou de um médico que receita um analgésico a alguém que lhe doí a cabeça sem o mandar fazer exames (que sai muito caro) e a pessoa morre poucas horas depois.
Se calhar vale mais dizer que foi o destino…
Para mim é tão criminoso ele que não parou, como os que seguem nas estradas em grande excesso de velocidade e não são mandados parar…. ou mesmo os que pagam a coima e/ou cumprem pena suspensa…
Nuno,
Eu não fiz uma comparação. Por isso é que não percebeste.
Eu estava a tentar dizer que os limites de velocidade não são calculados apenas com base na velocidade máxima da estrada. Há outros factores como a formação que recebes durante a frequência das aulas de condução, a aptidão do cidadão médio para a condução, e os infurtúnios mecânicos que podem ocorrer, por exemplo. Os condutores de veículos de emergência, por exemplo, recebem formação complementar, e os veículos de emergência são (suponho, se assim não é devia ser) alvo de manutenção mais periódica, mas em Portugal existe muitos autodidatas sem emergência…
Em conclusão, no meio da tanta afectação, o que é que o autor do blogue acha que devia ter sido a actuação do policia?
Pela minha parte, acho que agiu muito bem, e apesar de lamentar a morte ocorrida, para mim a vitima é o policia que ficou com a vida estragada por defender os cidadãos que agora ainda o acusam!
Tenham vergonha! Para viver em comunidade tem de haver regras que tem de ser respeitadas, quem não as respeitar arrisca-se a imponderáveis!
Tenham vergonha, “aqueles” que atiram as pedras mas também violam as regras.
Bom, isto é um caso extremamente problemático! Em primeiro lugar, Marco, não penso que a polícia o tenha tomado por um elemento da ETA apenas porque fugiu de uma “operação STOP”, essas fugas são bastante frequentes. Em segundo lugar vejo este caso todo como uma série más decisões tomadas pelos dois lados intervenientes, digamos que foi uma espécie de “efeito bola-de-neve” a descer pela montanha. Após a decisão do jovem rapper tentar ludibriar a polícia(se é que foi o caso), tudo pode acontecer. É nisto que todos nós temos de reflectir antes de cometer burrices, arriscando a nossa vida à toa.
Quanto à acção do agente policial em causa, é minha opinião que não estivesse nas suas melhores capacidades psicológicas frente à situação. Qualquer agente tem de ser capaz de seguir as regras à risca pois trata-se de uma profissão bastante responsável. Não há cá filmes hollywoodescos onde tudo se resolve com tiros e tudo acaba bem. A polícia é o reflexo da sociedade, e portanto tem de agir no melhor interesse de todos os cidadãos, até no que vai ao volante a ser perseguido.
Lamento profundamente que tudo isto tenha culminado com a perda de uma vida
. Podia ser um de nós, um amigo nosso, um familiar nosso.
Agora resta esperar que seja feita justiça. É imperativo que seja rápida e limpa.
Vestrum, Nuno Vale.
@Filipe, acho que todos já percebemos o teu ponto de vista. Mas eu não tenho de ter vergonha de nada. Nem eu nem os restantes que aqui deram a sua opinião.
Ricardo,inspirado na tua enorme sabedoria e humanismo, resolvi seguir o teu exemplo e matar o teu comentário.
E não vale a pena insistires……………….. vou matá-los a todos.
pois pois, eu sou policia á 16 anos, j+a fui atriopelado em serviço, já vi colegas a serem baleados e nunca li essas noticias em jornais, até já tive um processo disciplinar por me recusar a conduzir uma viatura policial sem inspecção.
Certo é que preservar a vida humana é o 1º direito que pode ser lido na nossa querida constituição, mas que eu, PORTUGÊS, acho uma verdadeira balela e treta pegada…
Deveriamos ter estado de espirito e poder para trabalhar, usar e dotar de meios necessa´rio para efectuar o serviço como deve de ser, as coimas para quem não pára deveriam ser consideradas cirme, mas sabem para iso os amigos, filhos, melhures e familiares, entre outros, dos Sr.ºs ministros da treta estavam lixados, e como se diz, se existe lei, existe tb a contra lei, ou a forma de a controlar, com os ingredientes certos se faz um bolo, e na nossa justiça é a mesma terat, com as pessoas certas, colectivo de juizes ou mm só e apenas um e um advogado conhecido ou de renome e a coisa está safa……
Mário Machado é um bom exemplo disso, está preso por defender o nacionalismo e a pátria, PORTUGAL é nosso, ou já foi………..
Senhor polícia, o Mário Machado, o skinhead, não está preso por defender a pátria, está preso por oito crimes, entre os quais, discriminação racial, ofensas à integridade física e posse ilegal de armas.
O meu país NUNCA, mas NUNCA será de pessoas que pensam como ele.
Nestes últimos dias tenho lido e ouvido muitos comentários e opiniões sobre este caso e muito sinceramente o que retiro de tudo isto é que quando os média emitem uma notícia deviam ter a consciência do que estão a provocar.Da forma como falam do coitadinho do rapper ou do infeliz do policia, de dizerem que não parou, que existiu perseguição, que dispararam tiros para o ar, que o policia ia no carro, ou ia a pé, que o rapper esteve preso aos 18 anos, que o policia não tinha prática, que a arma não tinha patilha…enfim um rol de coisas que no fundo ninguém sabe se são verdade ou não, e que toda a gente opina sobre quem teve a culpa, quem devia ou não morrer, e no fundo desconhece-se a verdade, e penso que talvez nunca se venha a saber (ou pelo menos a ser tornado público como é normal os média só lançam a confusão quando as coisas ficarem esclarecidas ninguém de todos os que andam a opinar vai saber, e cada um vai ficar com a sua ideia pré-concebida, a partir do que ouviu, para sempre. os meus sentimentos para as famílias dos dois.e não julguem ninguém sem se saber a verdade, o que realmente aconteceu.
Uma besta chamada “Mário Machado”
Acusados de crucificar e serrar corpo da vítima
João A. queria realizar um negócio com Mário Machado, relacionado com o tráfico de droga, e combinou com ele um encontro na casa de um conhecido. À chegada, João A. foi surpreendido. Mário Machado é acusado de lhe ter pulverizado a cara com um spray que o deitou por terra. A partir desse momento, segundo consta da acusação do Ministério Público (MP), a vítima começou a ser agredida, foi pendurada numa cruz de madeira e posteriormente deitado numa banheira onde foi queimado com cera quente.
O outro suspeito, também arguido neste processo, que acompanharia Mário Machado naquela situação, vem acusado ainda de ter pegado num serrote e ter cortado a vítima em diversas partes do corpo, incluindo o pénis.
Para terminarem as agressões os dois indivíduos são acusados de terem obrigado João A. a assinar um papel onde ele se comprometia a entregar quinze mil euros.
Lembram-se daquele rapaz que morreu na Bela Vista com uma bala de borracha? Ficou em nada.
Lembram-se daquele rapaz que matou uma pessoa na recta da Lear, na altura em que o hype dos “picanços” estava em altas? O advogado de defesa defendeu o seu cliente com unhas e dentes alegando que tinha problemas psicológicos, o seu cliente mostrou-se arrependido e hoje continua a passear de carro pelas ruas de Setúbal como se nada fosse sem qualquer tipo de arrependimento.
A dualidade de critérios é sempre estranha nesta nossa justiça, torna-se um bocado difícil viver num pais em que não sabemos se realmente podemos confiar no sistema judicial, enfim.
Isto chama-se abuso da autoridade snake não fez nada q pusesse em causa a integridade fisica de alguem a partir daí o policia nunca deveria ter disparada, esse porco havia de ir dentro…fodace os bófias cada vez mais têm a mania q são autoritários e q mandam e q podem, havendo excepçoes claro.
Só me resta dizer REST IN PEACE SNAKE PROP’S ERAS GANDA MC
Excelente análise do caso, infelizmente, ele desrespeito as leis, e tal como tu dizes, nada impedia que aquele homem fosse um terrorista pronto a deixar os seus ideais provocarem a morte. O Policia pode nao ter tido o objectivo de o matar, e acredito que nao, mas de qualquer forma, se nao existir respeito pela policia só porque uns quantos acham que os jogos de gta são a realidade que eles têm de viver…Então qual é o estado de direito? quem vai manter a ordem se cada um se der ao luxo de puder infringi-la por segundos de adrenalina?
Marco, tens todo o direito e i dever de discordar da minah opiniao, e o contrario tambem. Felizmente podemos e sabemos exercer a nossa opiniao de um modo livre e educado.
Quando morre alguem não sendo por causas naturais, (velhice, doença, catastrofes, etc) e por mão de outro, acho sempre um erro ou errado.
Se o que o policia fez foi um erro, ou se o que fez foi errado, nao tenho conhecimentos suficientes para julgar, alem do mais eu nao estava la, nao sei exatamente o que aconteceu. So ele, e talvez os seus superiores, na qualidade de profissional da lei e da ordem o poderá dizer, enquanto ser humano vou querer acreditar que estará bastante arrependido e estará para o resto da vida. Não digo que os policias estejam sempre certos, tambem eu tenho historias para contar sobre a policia, umas boas outras más.
quanto ao que o mcsnake fez nao tenho duvidas que o que fez foi errado, o erro dele levou ao “erro” do policia, se ele tivesse parado, independentemente de tudo o que pudesse ter acontecido (continuar em paz, ou ser multado ou ate ser preso), de certeza que nao tinha levado um tiro, e de certeza que agora nao havia duas familias em Portugal devastadas, a dele e a do policia.
porque é que ele não parou? posso arriscar adivinhar muitas possibilidades, o que é certo e o que nós sabemos é que nao parou. e tambem sabemos ao que isso levou.
Sabemos tambem que o mcsnake nao era estranho a dialogos com a policia e a justiça, direi mesmo que tinha uma experiencia nesse campo que a grande maioria da populaçao nao tem nem deseja vir a ter, ate por isso lhe seria aconselhavel ter um pouco mais de cautela, prudencia e responsabilidade numa situaçao deste tipo ou outra em que tivesse que lidar com a policia, lembrando outro ditado popular: gato escaldado de agua fria tem medo.
Ora ai esta uma boa analise,ja alguem procurou saber a verdade…entre as varias versoes incluindo o da policia que a meu ver n tem fundamentos nenhum?
Os resultados da autopsia revelaram que o condutor n tinha alcool no sangue por isso n percebo o porque de n ter parado.
Segundo tentemunho de uma pessoa num dos jornais, essa pessoa que habita perto do local da fatalidade tera ouvido mais do que 3 tiros,cerca de 6 ou 7
entre outros factos que foi relatado por terceiros e pela comunicaçao social,existe muita coisa por
explicar neste incidente a minha questao e ate que ponto a nossa policia esta
a dizer a verdade?
1º Senhores policias ,Portugal não é ou não deveria ser, um pais de Cowboys.É precisamente para isso que os senhores tem emprego.Então, vejam menos filmes e portem-se à altura! @Mário Machado é MERDA!!
2ºDESOBEDECER ÀS AUTORIDADES ,NÃO PODE NUNCA, SIGNIFICAR PENA DE MORTE!
3º Andei com o Samuel (Sam) na escola na altura em que ele tinha o cabelo à foda-se e era um perfeito betinho, o percurso de vida que seguiu (Hip-Hop) surpreendeu-me! Não curto essa onda nem vejo nele qualquer piada , mas gostos são gostos.No entanto o rapazinho disse uma coisa muito acertada “Se fosse uma mulher que estivesse a conduzir o carro , a policia não tinha disparado”
3 ideias:
A polícia funciona como uma equipa protegendo os seus elementos do julgamento externo. O agente apesar de poder ser sancionado internamente, para fora, será sempre ilibado.
O desfecho deste caso por ser tão extremo, distrai da discussão pertinente que é a conduta própria da polícia em determinadas situações, seja neste caso seja no outro da carga policial do corpo de intervenção em manifestações não-violentas, etc…
Mais constato que os portugueses no geral, não estão preparados para viver democracia ainda por cima têm uma adoração doentia por esta ditadura disfarçada, convencidos que estão pelo mito da não-revolução que foi o 25 de Abril. Sendo assim percebe-se porque não exigem melhores políticos, melhores tribunais, melhor ensino, melhor saúde ou melhor polícia. Chegamos até a ver pessoal com leviandade cruel e desumana a aceitar esta situação como algo inerente ao funcionamento de um “estado de direito”… é legítimo defender a tese “atira primeiro, pergunta depois” nesse vosso “estado de direito”? Ora se é preciso morrer para se viver nele, vós andais é todos tortos. Se achasse que valesse a pena dizia para terem juízo, mas… Portugal é simplesmente país de atrasados mentais que se dão a ares de doutores, não chegam a ser pessoas, não chegam a ser nada. Ao menos vergonha na cara, não?
(o meu comentário tem destinatários bem identificados, e não alveja a totalidade das pessoas/comentários aqui inseridos)
Uma coisa é evitar a polícia… outra é fugir.
Só foge quem tem algo a esconder, é uma velha máxima, e já está mais que provado!
se não parou…parasse. Era tão bom rapaz que até era traficante.
Amigos li aqui muita coisa acertada em relaçao a muita coisa e ,uma coisa é uma coisa outra coisa e uma outra coisa, confusos ?? claro que ficam mas eu desmitifico a minha filosofia de rua :
Do lado da historia estao dois individuos com diferentes historias ate aqui tudo certo mas depois vem a profudenza das historias na qual do mc a atitude dele nada teve haver com o passado moral ´, idiologico sentido de responsabilidade ,sitio onde nasceu etc… tem simplesmente o facto de ter cometido ou estar a cometer algum acto ilicito no qual no exercicio da sua funçao (ilicito ou nao) esbarrou com alguem cuja historia se unio nessa noite fatal !!! onde ainda nao vi ninguem escrever que o policia se calhar ( e eu nao o conheço) tambem possa ter um passado idiologico moral etc ate identico ao do mc em certos aspectos… mas na altura de escolher o caminho escolheu o caminho licito e ali estava ele numa noite onde podia estar na cama a curtir um som rap a curtir com amigos e quem sabe filhos mulher familia em geral mas nao estava ali a mandar parar para controlar os cidadaos (peco desculpa a ver quem queria parar ou nao !!!) e veio alguem que nao queria parar fez inversao de marcha pos se em fuga nao acatou ordens de paragem nada porque simplesmente nao queria parar mas ele teve escolha sobre a sua vida parar ou nao parar sofrer consequencias ou nao pensou ele no filho na familia em tudo nao nao pensou , mas depois temos o autor do disparo que ate tem autorisaçao para andar armado para arma fazer peso na cintura e dicidiu em prol da segurança de todos agir e agiu em conformidade e com os meios que encontrava ao seu alcance para imobilizar o veiculo suspeito qual foi^? a arma !! o que ela fez atingiu mortalmente um suspeito em fuga apos uma desobediencia a autoridade policial quem disparou um agente da autoridade em cumprimento do seu dever enquanto tal e agora esta em casa a receber cerca de 80 % do salario e com menos dinheiro para pagar contas honestas alimentar-se a si e se caso disso aos seus e pior com o sentimento de ter em cima de si as acusacoes de ele ter julgado e ter executado a pena ?Q?Q? mas que pessoas sao estas que dizem isso sem sequer se meterem na pele de quem estava a cumprir a sua profissao sim porque por muito dura que seja nao passa disso de duas pessoas que exerciam as suas profissoes se pensarem assim chegam a uma conclusao melhor de quem e culpa do que!!!
NOTÍCIA DO CORREIO DA MANHÃ DE DIA 26/04/10:
Rapper não bebeu nem passou pelo auto-stop
Investigação diz que ‘MC Snake’, músico morto a tiro durante perseguição policial, inverteu marcha a cerca de 100 metros da operação da PSP.
O rapper ‘MC Snake’, Nuno Rodrigues, não bebeu nem consumiu droga na madrugada em que foi perseguido e morto a tiro por um agente da PSP, junto à Radial de Benfica, Lisboa, ao volante do Lancia Y10 da mãe. A conclusão é do Instituto de Medicina Legal, na autópsia cujo relatório já foi entregue ao Departamento de Investigação e Acção Penal. E a investigação tem mais uma resposta sobre o incidente: ‘MC Snake’ não foi mandado parar na operação stop da PSP junto às Docas de Santo Amaro, porque nem sequer passou por ela.
Segundo testemunhos, o cantor de 30 anos, que jantara com o irmão e passara parte da madrugada de 15 de Março com amigos numa discoteca, terá sido visto pela PSP, a uma distância inferior a cem metros da operação stop, a inverter a marcha no viaduto à saída das Docas: é transgressão, mas o tracejado contínuo está apagado.
Voltou até à rotunda das Docas, entrando depois na avenida de Brasília, até Algés, com uma carrinha da Equipa de Intervenção Rápida sempre atrás. Levavam o pirilampo ligado, mas não o mandaram parar. Perderam-no e voltaram a cruzar-se já na Radial de Benfica. Aí, ‘MC Snake’ tentou fugir e morreu com um tiro nas costas.
PORMENORES
DIAP E IGAI INVESTIGAM
A investigação criminal é coordenada pelo DIAP de Lisboa e a Inspecção Geral da Administração Interna também apura responsabilidades no âmbito de processos disciplinares.
DIZ QUE NUNCA DISPAROU
O agente Moreira diz que nunca tinha disparado com uma pistola Walther 9 mm antes da perseguição ao músico de Chelas.
DOCUMENTOS EM ORDEM
‘MC Snake’ tinha carta de condução e os documentos do Y10 da mãe estavam todos em dia.
By: http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&contentid=531288E7-D9E8-44E1-8919-69256F640F27&h=7
Pois é, meus meninos de coro…pela boca morre o peixe!!!
Afinal, o Nuno Rodrigues não tinha álcool nem substâncias ilícitas no sangue! Relativamente a “artigos” ilícitos na sua viatura, estava igualmente limpinho! Os seus documentos, assim como os da viatura estavam todos em dia. E segundo as últimas notícias quanto à operação stop, o Nuno nem sequer passou pela mesma!!! E então, como é que ficamos meus meninos de coro?? O que vão agora argumentar para promover mais ódio????
“Não parou, devia ter parado…” então da próxima vez que fizerem downloads ilegais, que estacionarem mal o carro, que andarem sem cinto de segurança, que forem na auto-estrada a mais de 120 km/h, ou que fumarem num estabelecimento público fechado, não se preocupem com as multas ou com o facto de poderem ir presos! Preocupem-se sim, em levar colete anti-balas, porque pelos vistos a mínima ilegalidade justifica a morte de 1 pessoa! E para quem disse que durante a fuga ele poderia ter morto pessoas (peões e não só), eu somente lanço a seguinte questão: visto o Nuno ter morrido e não ter controlo sobre o carro, este não poderia ter ido embater noutras viaturas, ou até mesmo em peões??????
Desinformação não é o problema! O problema é a desinformação mais a convicção de saber do que se está falando! E nisso, vocês (meninos de coro) são o supra-sumo! Enfim…
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=531288E7-D9E8-44E1-8919-69256F640F27&channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181
Para marcio canelas.
Discriminaçao é uns terem que parar e cumprir a lei e outros que acham que podem fazer o quiserem.
Mandaram-o parar, se não parou ao fim de 8km e tiros de aviso não sei o que estava a espera… que a policia lhe tirasse a matricula para ele poder fugir e encostar o carro para depois ligar a policia a dizer que lho roubaram.
Isto não tem nada a ver com raças, tem a ver com respeito pelas regras do pais onde vivemos, e esse gajo pôs em risco um sem numero de outras vidas quando decidiu fugir dentro de uma cidade (de certeza que a 50km/h…)
Se ele tivesse atropelado o filho ou o pai de alguem? de certeza que vinha toda a gente pedir explicações à policia como deixou este gajo fugir…
Há criminosos pretos, brancos, amarelos, etc… Por ser negro a policia já não pode fazer nada porque senão temos uma explosão racial?
Então mais vale nao se fazer operações STOP, pois só vai parar quem tiver tudo legal, quem não tiver é so ir à sua vidinha na boa que a policia não pode fazer nada…
Quis-se armar em heroi para contar aos amigos que fugiu a bofia…e teve azar…………sofreu uma das consequençias, que pode acontecer numa perseguiçao policial, e que infelizmente nao correu bem para o Sr. Agente .
“Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele”