Hoje entrei no elevador normalmente reservado aos administradores. O elevador estava vazio. Subi até ao quinto andar. A meio caminho, estava eu a chegar ao terceiro piso, soltei uma bufa.
Não pensem que me descuidei. Foi uma bufa expelida pelas entranhas das minhas entranhas e concebida com um único e derradeiro propósito: espalhar-se pela atmosfera do elevador como perfume negro.
A minha bufa proletária permanecerá no elevador dos ricos e não se deixará influenciar por falinhas mansas ou ares condicionados. Ficará em hibernação gaseificada até se esmagar em cheio na penca do primeiro privilegiado inútil que ganhe o quádruplo do que eu ganho e trabalhe quatro vezes menos do que eu trabalho. Lancei portanto uma bufa que talvez não seja bem uma bufa mas um peido que optou pelo silêncio para se vingar melhor.































8 comentários
007, ordem para empestar.
É impressão minha, ou este post está assim com um , não sei como diga;hmmm…
Um cheiro um pouco esquisito !
Sim, Rúben, este post não é flor que se cheire, não
Pode ser altamente porco, mas as bufas são uma verdadeira arte! Existem bufas que nos momentos certos valem mais do que mil palavras!
Marco! Continua a extravasar as tuas bufas oprimidas
Toda a bufa é subversiva e todo o peido é revolucionário. Aspergir(aspergere) em leque todos os gases das entranhas,que nos amesquinham a esta estranha condição,é a nossa obrigação.
Nem mais um copo para esta mesa.hics
Não foi propriamente uma bufarada de ar fresco:oops:
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Seria resultado de uma ranchada clássica à tropa, ou de uma feijoada à transmontana? …porque, diga-se, não estou a ver-te como consumidor daquelas coisas que aviam nos qualquer coisa Donalds…
Parece que já estou a ouvir o Zé Mário Branco cantar "A bufa é uma arma", LOL