Começaram a aparecer os primeiros joguinhos no Google+.
Depois de alguns meses durante os quais a comunidade de early adopters se sentiu muito bem por pertencer a uma rede social «diferente», sem o granel do Facebook, o Google+ dá o primeiro (e esperado) grande passo para ter exatamente as mesmas porcarias dispensáveis que o outro oferece, variando apenas a intensidade com que os utilizadores serão importunados — sim, ainda tenho uma réstia de otimismo em relação ao G+.
Jogos, aplicações — nada que já não tivesse antecipado neste post.
Se eu, que estou longe de ser um especialista e não tirei um curso de futurologia, já esperava esta farmvilliação do Google+, então esta introdução dos primeiros jogos já não deve ser surpresa para ninguém. Contudo, o entusiasmo tem sido enorme — porquê tanto entusiasmo, se o destino do Google+ é tornar-se apelativo aos milhões que jogam Farmville e se estão borrifando para subtilezas geek?
Claro que posso estar enganado – para bem das pessoas que investiram tempo e energia no Google+, espero que haja pelo menos a possibilidade de «limpar» a timeline de todo o lixo que lhes será imposto. No Facebook isso também é possível, embora o processo não seja muito transparente ou facilmente acessível.
Ainda assim — desculpem-me as pessoas que andam pelo G+ — não vejo nada de fundamentalmente diferente no conteúdo do que ali é partilhado: vídeos, piadas, citações, links, opiniões, conversas, é mais do mesmo. As pessoas são as mesmas, por que razão haveria de ser diferente? O Hélio Imaginário também andou de skate no Google+.
Reconheço uma velha questão pessoal que pode subverter o meu julgamento: as redes sociais têm uma importância tão secundária para mim que as melhorias de organização e funcionamento em relação ao Facebook não são suficientes para que eu reveja esta relação sempre muito descomprometida e distante com estes fenómenos.
Continuo a achar que a melhor ferramenta de uma rede social é o botão back do browser, ou seja, back to blogging.







Marco, então porque vejo botões de partilha de redes sociais, logo abaixo do post? Como o G+, Facebook e Twitter?
Será… “Eu não gosto, mas os leitores podem publicitar o meu conteúdo.”? Maybe.
Shame on me!
Disparate de argumento.
Os botões estão aqui porque o blogue não vive numa redoma de vidro nem está isolado na Internet. E eu escrevo para pessoas, não para redes sociais. Se essas pessoas estão lá e partilham lá, ter aqui os botões é sinal de que respeito a sua forma de estar. Facilito-lhes a vida. Mais: foram os leitores do Bitaites que me pediram para os colocar. E mesmo que não tivessem pedido, eu colocava. Onde é que está a contradição, explica lá.
Mas pronto, como eu não sou um entusiasta das redes sociais, então já não tenho o direito de as usar, é isso?
Outra coisa: eu não estava a fazer um julgamento do conteúdo do que as pessoas partilham — estava a dizer que fundamentalmente é o mesmo.
Admitindo que não sou culto o suficiente para entender o teu comentário, tens razão. Estava apenas a picar contigo, para ver a tua resposta! E aliás, partilho da tua opinião. Bela imaginação para a última frase, citei.
Deixo um reparo off-topic:
[i]“O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *“[/i]
O * não se vê, uma vez que está branco (cor do fundo).
Abraço,
Nelson.
De que serve picar-me para ver a minha resposta se depois escreves…
«Admitindo que não sou culto o suficiente para entender o teu comentário»
Não dizes coisa com coisa. Aliás, não dizes nada.
P.S. — Obrigado pela dica.
Na realidade entendi, estava a ironizar.
Interessante o facto de mudares de computador (ou de S.O. e browser).
Já agora, e por curiosidade.. Chromium? Isso é um browser com S.O.?
Abraço,
Nelson.
Em relação aos jogos do Google+ há que salientar uma coisa: vão estar numa stream separada, como os Sparks ou os Círculos. Ou seja, quem quer jogar e ver actualizações de quem joga vai para lá. Quem não quer saber de jogos, tem lá o botão mas não tem mais nada sobre o assunto. O objectivo deles é mesmo não fazer spam do stream dos utilizadores. Aconselho-o a colocar Christian Oestlien nos seus círculos (um dos desenvolvidores do G+), ele tem sido muito esclarecedor em relação a essas questões.
Pelo que percebi das notícias, a timeline dos jogos vai estar separada da timeline “normal”. O que me parece uma boa solução. Quem quer jogos vai à zona dos jogos, quem não quer, segundo as palavras da Google, serão “fáceis de ignorar”.
@Nelson
O meu PC/Desktop tem Windows, o meu portátil tem Linux.
Uso o Google Chrome em Linux, o Firefox em Windows.
(Embora desta vez esteja a usar o Chrome em Windows)
Certo, certo.
Keep up!
Eu vou agora abrir todas as minhas redes sociais e… espera! O que são redes sociais?
Boas discussões!
És um brincalhão
O ‘meu’ FB continua na mesma, com as mesmas conversas, com a mesma forma de publicar, com as mesmas distracções e, já a notar-se a invasão de vários Trolls. Mas no fim, não tenhas qualquer dúvida: «a melhor ferramenta de uma rede social é o botão back do browser, ou seja, back to blogging». Uma das melhores redes sociais chama-se Bitaites, totalmente imune a qualquer processo de farmvilliação
Nunca dei grande importância ao Facebook, mas acho interessante o Google+, pelo menos até ver.
Mas a grande verdade é a tua alusão à blogo. Eu continuo a ser um dos resistentes e foi aí que conheci o Bitaites e não numa rede social.
Olá Marco.
Talvez isto mantenha a tua centelha de esperança no G+.
“But if you’re the type who hates seeing Farmville updates in your friends’ Facebook feeds or you cannot stand to get another invitation to Mafia Wars, you’re in luck: Google says the games will be kept to a special area and “won’t clutter the streams of those who aren’t as enthusiastic.”
Retirado daqui http://arstechnica.com/gaming/news/2011/08/games–…
Não estás sozinho no ignorar da BS das “redes sociais”… só a pomposa etiqueta faz-me rolar os olhos.
Uma “rede”? São relacionamentos fingidos, cujos símios reais são ordens de grandeza mais complexos do que o partilhar gratuíto de fotografias/comentários/links com javadas isométricas aditivas para que o desinteresse não se instalade no minuto 4, aliado a uma exposição quasi pronográfica de informação pessoal que doutro modo, imaginando um saudável conviver diário, demoraria uns meses a revelar.
“É que é já, a seguir!”
Jorge, eu não ignoro, sobretudo o Twitter. Simplesmente são secundárias para mim. Vou lá mandar umas larachas de vez em quando e pouco mais.
@Bluewater
Trolls? Não dei por nada, a sério.
Marco, o FB tem uma vantagem sobre os blogues: se não quiseres ter o blogue no modo restrito de comentários, então, o FB será mais versátil no que toca a bloquear os indesejados. Um clique apenas e A ou B deixa de ter acesso ao Mural, ou, se necessário ou conveniente, deixa mesmo de saber que tu existes. Mas aquilo que eu noto, em algumas contas mais movimentadas, é que já começa a haver o hábito da criação da conta X apenas para chatear. Essa conta é bloqueada e cria-se a conta Y. Isto acontece sobretudo nas contas que aceitam contactos sem se preocupar com quem lá venha.
bluewater68,
Muito bem observado.
Eu conheço um caso desses.
Uma adolescente criou uma conta com uma identidade falsa (escolheu a foto de um miudo bonitinho para a foto de perfil) e inventada e convidou imensos colegas.
Ora, como infelizmente muitos dos nossos adolescentes aceitam convites à parva, este falso adolescente (que era uma miúda de 14 anos) começou a criar intrigas e a injuriar os respectivos colegas.
Cá está uma pequena versão troll das redes socias.
Hélder, obrigado.
NelsonPRSousa,
Tive quase, quase, quase uma paragem cardio-respiratória!
Já nem consegui ler mais nada nestes comentários depois de ter lido a tua pergunta: “Já agora, e por curiosidade.. Chromium? Isso é um browser com S.O.?”
1º Percebo que não saibas… Mas essa pergunta costuma-se fazer a uma entidade supra humana que se chama: Google
http://www.google.pt — Motor de Pesquisa
2º Há um dito popular que se aplica a esta situação: A curiosidade matou o gato.
NelsonPRSousa,
Eu outra vez: no mesmo SO, num browser diferente…
E ainda tenho de ir a casa usar o XP com Chrome!
Maldito sejas!
Eu conheci o Bitaites no FB.
Na minha opinião: se não os podes vencer, junta-te a eles.
Quero dizer: é importante não ficar 100% out.
Sou fã do FB. Foi através do FB que conheci o Bitaites.
É através do FB que vou sabendo notícias ou notícias daquelas: “Ah e tal, então e que é feito de ti?”
O G+ na minha modesta opinião é uma cópia fraquinha do FB.
Não tenho nem aspiro (a casa às vezes) ter um blog.
Percebo a diferença entre redes socais e blogosfera (no meu caso Bitaites) e se me derem a escolher respondo:
–Quero ambos!
Considero que na internet há espaço para tudo.