
No túnel que dá acesso à estação de metro de Cantagalo, Copacabana, Rio de Janeiro, um poster de promoção do filme simula uma inundação [visto no Cineblog]
E pronto, começou a panca do 2012. Refiro-me ao filme-catástrofe de Roland Emmerich, um realizador alemão radicado em Hollywood, responsável por vários espectáculos pirotécnicos CGI como O Dia da Independência (1996), Godzilla (1998) ou O Dia Depois de Amanhã (2004).
Os trailers são óptimos para decidir os filmes que não vou ver – saber o nome do realizador também ajuda, claro. Fico com a ideia de que, em criança, Emmerich fazia longas construções de Lego só para depois ter o prazer de as destruir.
Desta vez e depois de algumas tentativas, prometem o trailer e toneladas de marketing, Emmerich conseguiu finalmente rebentar o mundo todo a partir de interpretações apocalÃpticas de um dos três calendários da civilização Maia, o da Contagem Longa. Tendo tido um orçamento de 200 milhões de dólares para gastar em efeitos especiais e pelas amostras caÃdas na Web, imaginem o espectáculo CGI de emoção zero que Emmerich montou.
Dizem que o filme tem duas horas e meia e que a primeira é dedicada ao build-up das personagens e da história. Faço ideia a sensação de alÃvio quando finalmente o filme se deixa dessas mariquices com personagens e diálogos, e passa ao que interessa, ou seja, varre o mundo electrónico que Emmerich construiu com tantos milhões.
Como não vi o filme, fico-me pela suspeitas e desconfianças. Não devo estar enganado.































21 comentários
Este é daqueles filmes-pastilha que não me seduz nem um bocadinho…
Agora o novo de Guy Ritchie que aà vem, já me faz salivar um bocadinho
Marco, além do filme, existe a ‘história’ em que ele se baseia, que poderá num extremo conduzir a muitos actos estúpidos com a proximidade da data. Eu não me posso esquecer daqueles que se suicidaram porque acreditavam que seriam levados na cauda do cometa que na altura passava nas proximidades da Terra. Neste caso, existe muita documentação disponÃvel sobre estas profecias, é apenas uma questão de pesquisar e ler. David Morrison, um cientista da NASA, já identificou 200 tÃtulos diferentes de livros que abordam as profecias de 21/12/2012. Será assim de esperar que apareçam aqueles que acreditam e defendem essas teorias.
Sobre o filme, eu acho piada a estes tÃtulos que abordam o fim de mundo, com muita destruição à mistura. Se neste, pelo que dizes, a acção vem toda na 2ª metade, no caso do “O Dia Depois de Amanhã” eu só tenho pena que as garndes cenas de destruição tenham acontecido todas na 1ª metade, ou nem isso.
No caso deste, não sei se ver o trailer é boa ideia. Dá para perceber que a destruição é total. Que eles fogem para um convento lá nos Himalaias, e que um Tsunami gigante chega lá. Depois disso, não sei se resta história para ver
Ainda sobre estes filmes, vi há dias o “Knowing” com o Nicolas Cage. Que grande merda. Além de fazer lembrar o The Mothman Prophecies, com o Richard Gere (um filme bem interessante), ainda se presta a copiar na parte final o “Signs“. E a última cena é um vómito.
Bluewater, sobre as profecias Maias e as teorias apocalÃpticas, estou a ver se escrevo um post. A ver se tenho tempo…
Também vi esse filme. Concordo contigo.
Já tive oportunidade de ver e… é aquilo que já se suspeitava – no seguimento de filmes como Deep Impact e Armaggedon.
As cenas de destruição estão actualizadas para as tecnologias atuais, e com uma dimensão superior ao que se fez anteriormente – mas basicamente é a mesma coisa de sempre: cenas de cortar a respiração, seguidas de cenas para “descansar”… repete e volta a dar…
Mas vale a pena ver no grande ecrã para apreciar cada pixel dos efeitos especiais.
Carlos Martins, por alguma razão que desconheço o parvo do Akismet tomou-te de ponta. Comentário que escreves é comentário que ele bloqueia. Já é a segunda vez seguida que acontece. Desculpa lá.
Deixa lá.
(Espero que não tenha sido por me ter enganado a deixar o raio do link do “blog” que aparece nos comentários… só agora vi que lá estava um qualquer link auto-preenchido pelo Firefox para um qualquer post de um blog meu – costumo confiar no auto-preenchimento, mas parece que de vez em quando ele se passa um pouco)
Marco, é como costumo dizer: mostrem-me os 20 minutos de destruição, é tudo o que quero ver! Que gozo deve ser ver cidades inteiras arrasadas, em filme. Foram cenas que me divertiram bastante nos outros filmes que referes e que, de resto, não valem meio euro.
Este vê-lo-ei, daqui a uns meses, no conforto do meu sofá e provavelmente farei fast forward para a parte catastrófica da questão
Ah, eu adoro filme-catrástrofe! Quando eu tinha problemas de falta de inspiração pra escrever a tese de mestrado, pensava: se o mundo acabar, vou precisar escrever esta tese? Era um alÃvio…
Ainda não tive oportunidade para ver o filme, no entanto é filme que pretendo ir ver. Não é o género de filmes que me cativam de imediato, no entanto parece-me que seja um daqueles filmes que dá para passar um bom bocado.
mas quando lançarem uma versão Tollywood, não vou perder por nada!
Uma obra prima dos creative graphics, uma porcaria de filme.
Mas é essa a fórmula para gerar milhões na sociedade.
Fui vê-lo agora. Uma bela xaropada com divórcios, padrastos, reconciliações, filhos heróis e fraldas à mistura. Mais um filme-catástrofe quase igual a todos os outros da era do 3D.
Acabei de chegar do cinema e estou desolado pelos 6€ que perdi.
É que se o mundo acaba nessa altura é uma verdadeira chatice!
Então, os Jogos OlÃmpicos 2012 serão em Londres, e eu não gostava nada que tanta obra e tanto melhoramento fosse feito para nada!
Ao fim de semana quase não temos metro, e durante a semana temos de nos certificar se o autocarro não vai desviar da rota habitual!
E depois vem esta gente dizer que o mundo acaba em 2012, não pode ser!!!
somemarbles, o mundo só acaba em dezembro, ainda podemos todos usufruir dos jogos das olÃmpiadas de londres à vontade…
Como sempre Hollywood tenta arrancar mais uns milhoes de dolares à custa de conversas fiadas da treta, e no seguimento, meia centena de livros lançados sobre o mesmo tema. Estes dividem-se em 2 categorias:
- Os que realmente confirmam que o mundo acaba em 2012.
- Os que nos tranqulizam e dizem que tudo não passa dum grande embuste. Recordam-se quando em 1999 se dizia que o mundo ia acabar ? Nada aconteceu.
O que acredito que aconteça é a extinção da espécie humana. E isso inevitavelmente vai acontecer sem ou com profecia. Os seres humanos tal como os dinossauros extinguir-se-ão. A Terra permancerá a mesma. E as alterações climáticas perguntam vocês ? Até parece que nunca existiram épocas glaciares, degelos… Tudo se regenerá e a vida voltará ao Planeta Terra. Felizmente sem seres humanos.
Reparem nas nossas vidas: tudo já foi inventado, tudo já foi feito. Já não ha sitios para descobrir. Querem visitar sitios verdes, sitios inexplorados ? Onde há ? Não existem, turisticamente já tudo foi explorado. Estao nas vossas cidades. Querem desanuviar, mas em todo o lado existem construções, o raio do shopping, malditos carros, as multidões de pessoas. Vao para dentro das vossas casas. Trancam-se dentro delas com as malditas box´s, a madlita internet, horas a vaguear, quantidade gigantesca de informação, é tanta que não conseguem prestar atenção a uma historia, a um evento interessante. Talvez na vida antiga, nos anos 80, falavam com a vossa mulher, com o vosso filho, prestavam atenção a pormenores tais como ir lá fora à varanda e ir ver o luar… Epa mas isto é o fim dos tempos. O progresso ? Nao creio. Entretanto vou ali e já venho…
Assisti ao filme ontem. Confirmo: catástrofe de filme. Frustrou minhas expectativas, que já não eram muitas. O de sempre: um show de efeitos especiais aliado ao draminha pessoal das personagens, salvo um ou outro detalhe que mais chamou a atenção. Teoria Maia? Só por citação.
Como disse um amigo, por msn: em 2012, as chances de não vermos o dia seguinte são as mesmas que temos hoje. Nada mais além.
Muito bom filme…. aguardamos 2012
Enquanto história, romance, acontecimento o filme de facto não vale muito. É mais do mesmo. No entanto, não deixa consegui ficar indiferente aos efeitos especiais. Há muito que não via um filme de destruição maciça e , de facto, evolui-se muito… Há que dar crédito aos artistas por detrás daqueles efeitos computorizados.
Mas tamanha destruição, mesmo que hipotética, não pode deixar ninguém indiferente. Ver a destruição do mundo e pensar essa possibilidade implica estômago . Mas, a acontecer, ao menos que seja para dar lugar a uma futura civilização mais justa, mais livre, mais fraterna.
O filme peca é, sobretudo, pela estrelinha que acompanha os protagonistas! nada lhes acontece, safam-se sempre na última, mesmo a tempo de evitar o sufoco à audiência do cinema!
Relativamente aos factos teóricos que supostamente fundamentam o filme…bem, há que esperar 3 anos
Com ctz catástrofe de filme, mto ruim.
Adorei o filme, ficava tenso o tempo todo esperando uma hora de alÃvio!!!
gostei muito da cena do metrô saindo da terra e passando por cima do avião!!!
também gostei da cena onde o USS John F. Kennedy destroi a Casa Branca ainda mais sabendo que quando a ancoragem do USS JFK foi decidida, Washington foi escolhido por que não tinha altas maré, o que evitaria que o navio detruisse o porto militar – irônico não?
desde pequeno construia coisas de lego e as destruia depois hahahahah acredito que a pessoa que escreveu tb hahahah
abs a todos