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Avatar custou 387 milhões de dólares – 237 em Produção e 150 em Marketing. Estes são os números oficiais.
O orçamento do filme foi superior ao Orçamento de Estado para a Cultura em 2008. Portugal gastou 245,5 milhões de euros na Cultura, a Fox gastou 270 milhões em Avatar.
A gastar tanto dinheiro não admira que a dada altura tenha sido necessário poupar. Como era vital que Avatar permanecesse visualmente deslumbrante, decidiram poupar em elementos mais secundários como, por exemplo, a história.
Alguém sabe dizer-me quanto custa um cliché hoje em dia? Em Hollywood são tão baratos que já se devem vender aos quilos. Se calhar até são oferecidos como promoção: gastas 200 milhões em efeitos especiais e levas como brinde um pacote de clichés para criares uma história. Cameron deve ter ficado com um saco de clichés e foi-se servindo consoante as necessidades.
Eu queria gostar de Avatar, a sério. Adoro ficção científica. Gosto da ideia de criar um mundo alienígena semelhante ao que os astrónomos sonham encontrar. Sou um apaixonado pelo tema da vida extraterrestre, inteligente ou não. Adoro filmes que usam a ficção científica como pretexto para contar uma história mais abrangente e sobretudo humana, como 2001: Odisseia no Espaço.
Tendo em conta que este é um projecto que o realizador James Cameron andou a germinar durante mais de 14 anos (em 1994 já escrevera uma sinopse de 80 páginas), esperava que Avatar tivesse como ponto de partida um fabuloso espectáculo visual mas que existisse arrojo e talento para muito mais.
Quando li que Cameron se inspirara em «todos os livros de ficção científica que li quando era miúdo», ainda pensei que ao longo destes anos tivesse incluído nas suas leituras um livro magnífico de uma das maiores escritoras de ficção científica da actualidade, Ursula K. Le Guin.
Tal como em Avatar, o livro A Floresta é o nome do Mundo, publicado em 1976, também nos conta a história do encontro entre seres humanos de tecnologia superior dominados pela ganância, crueldade e racismo, e uma raça alienígena pacífica e tecnologicamente atrasada que acaba por revoltar-se. Não quero dizer que esperava que Avatar fosse uma adaptação desse livro, como é óbvio, mas que pelo menos Cameron tivesse aprendido que se pode contar uma história emocionante sem recorrer a tantos clichés.
Alguns clichés, para começar
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Rapaz humano incorporado num avatar alienígena apaixona-se por guerreira alienígena, que também é uma princesa por ser filha do chefe? Sim. O amor é correspondido? Sim. Cliché número 1, variação da história da Pocahontas. (Sobre estas semelhanças, consultar esta página, cortesia do João Almeida)
Por amor à princesa guerreira, o rapaz humano vai assimilar a pouco e pouco os costumes eco-religiosos da tribo alienígena até se tornar em um deles, de alma e coração e avatar? Sim. Cliché número 2.
O rapaz humano acabará por tornar-se num grande guerreiro que irá liderar a tribo alienígena contra a ganância e o militarismo dos humanos maus? Sim. Cliché número 3.
O chefe dos humanos maus é mesmo mau, ou seja, não tem nem uma única qualidade que se aproveite? Sim. Cliché número 4.
O guerreiro humano/alienígena conseguirá finalmente defrontar o chefe dos humanos maus num duelo final repleto de efeitos especiais? Sim. Cliché número 5.
O guerreiro e a princesa ficam juntos no fim, e felizes para sempre ou pelo menos até à sequela? Sim. Cliché número 6.
O que dizem que Avatar é, mas não é
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Avatar até pode ser uma parábola ao Vietname, ao Iraque ou mesmo à colonização europeia da América, uma parábola ambientalista, uma denúncia ao capitalismo selvagem e militarista, uma reminiscência dos sombrios anos Bush, mas a consistência dessas parábolas termina assim que verificamos que não pode fugir ao facto de ser o típico produto do sistema que pretende criticar: os maus sacrificam a dignidade e o respeito pela Natureza e outras culturas em nome do lucro e da ganância, o filme sacrifica a riqueza e consistência do argumento em nome do lucro e de uma ideia de sucesso que pouco tem de artística.
O filme não contém nenhuma mensagem ecológica ou política consistente porque no maravilhoso e luxuriante mundo para onde somos transportados os bons ganham, os maus perdem e o «Bush» da história é morto com duas setas certeiras.
No mundo real que Avatar supostamente denuncia, os bons lixam-se, os maus ganham e o «Bush» desvia-se de sapatos com grande agilidade. No mundo real, a Natureza ignora as acções humanas; no mundo de Avatar, a Natureza tem uma energia proto-consciente e unificadora, uma «força» à maneira de Star Wars, capaz até de lançar animais selvagens contra os maus para «ajudar» os nativos no seu combate desigual contra as forças militares, uma cena montada ao som de uma orquestra tipicamente épico-triunfante mas que, reduzida ao osso, é para levar tão a sério como a luta dos Ewoks imaginada pelo George Lucas. Este tipo de tretas new-age não denuncia nem consciencializa nada, pelo contrário: é uma forma de alienação que achei tão ridícula que me fez revirar na cadeira, à procura de uma posição mais confortável – sem sucesso.
Num argumento destes a ideia é sermos deixados a flutuar no aquário deste «novo» cinema 3D – um maravilhoso aquário, não digo que não, repleto de efeitos e encantamentos tecnológicos, mas onde a emoção não se transmite porque assenta em soluções pré-fabricadas que me fizeram adivinhar o tipo de cena que iria ver a seguir.
A tecnologia de Avatar é realmente espantosa. Uma maravilha. Não sou daqueles que pensam que o futuro da representação no cinema esteja a ser posto em causa com a utilização de duplos digitais. O Gollum de O Senhor dos Anéis foi um trabalho incrível que tinha como base o actor e não uma dúzia de computadores. Neste filme, a tecnologia que captura os rostos e expressões reais dos actores, transformando-os em alienígenas, tem a função de substituir a maquilhagem. Não vejo mal nenhum nisso, pelo contrário: o resultado é magnífico e convincente.
Também não é pela criação de um mundo inteiro usando computadores que vou dizer que o filme é menos bom: adoro aquele mundo, uma lua em órbita de um planeta gigante – um pormenor delicioso para um leigo que gosta de Astronomia como eu. O computador é apenas uma ferramenta colocada ao serviço da criatividade humana, pelo que não é por aí que Avatar me irrita.
O cinema em si é uma ilusão – ilusão de movimento, em primeiro lugar – e não são técnicas cada vez mais sofisticadas para criar ilusões tridimensionais que vão matar o cinema. Não foram os próprios irmãos Lumière que nas primeiras digressões de apresentação do cinematógrafo mostraram, entre outros filmes, a Chegada de um Comboio à Estação da Ciotat, que fazia fugir o público, com medo de ser atropelado? Mais de 110 anos depois, dei comigo a fazer o gesto de afastar as pétalas que pareciam voar à minha volta em Avatar.
O que mata o Cinema não são os efeitos especiais ou a noção de espectáculo que lhe é associada – 2001: Odisseia no Espaço foi revolucionário nos efeitos especiais que usou, mas estes estavam ao serviço das ideias do argumento.
O que o mata o Cinema é a ausência de uma história, e a ausência de história conduz a fórmulas narrativas artificiais, e as fórmulas narrativas artificiais acabam com a capacidade de me sentir emocionalmente envolvido com o que estou a ver – é o caso de Avatar.
Cinema sem emoção, para mim, não é cinema – é outra coisa qualquer. Que Avatar tenha revolucionado essa «outra coisa qualquer», aceito perfeitamente; não façam é confusão com o Cinema. O Cinema pode ter começado como um feito tecnológico, mas não se reduz à tecnologia.































112 comentários
Também não gostei do filme mas já fui para lá com a ideia que era ‘Pocahontas’ e ‘Danças com Lobos’ no espaço e com smurfs 3D.
O que mais me desiludiu foi mesmo o 3D. Tanto hype à volta do assunto e, no final, é como estar a ver um filme bêbado e com a luminosidade do monitor no mínimo.
Se o problema é da sala não sei, nem me interessa. Qualquer filme que me faz preferir ter ido ver o Twilight é péssimo.
Se tivesse demorado 2 anos a fazer, e se não tivesse sido anunciado com pompa e circunstância (alimentando expectativas), até passava.
O problema é que isto foi anunciado como o supra sumo da farinha amparo, e vai-se a ver, e não tem história. Mistura-se pocahontas com matrix, um cheirinho de star wars, e a cola são os efeitos especiais. Safa-se a cola e, vá, algumas interpretações, e não se safa mais nada.
Felizmente fui vê-lo depois de ler algumas críticas de pessoas em quem confio, e que me acalmaram as expectativas, senão, teria de lá saído muitíssimo desiludida. Abençoados blogs.
Estou a ver que tem um argumento de merda,mas é uma formula de sucesso quando se quer atingir um leque mais vasto de publico,sem qualquer tipo de pretensão, não fosse ele um filme puramente e claramente comercial tendo em vista o máximo lucro,apostando para isso,não na história,mas nos efeitos e nessa coisa nova que ainda está a dar os primeiros passos.
Há 150 milhões de razões¹ para se ter todo este burburinho à volta deste filme…
¹= leia-se Dollars em marketing
Tijó….depende um bocadinho da tua definição de sucesso
Caramba… já me spoilaste toda.
Eu acho que vou ver, principalmente pelo facto de nunca ter visto um filme em 3D… se bem que esses clichés todos me soam bastante aborrecidos.
Bolas… fiquei sem vontade de ir ver o filme. :s
Damn it!
Globalmente concordo contigo. Aliás, também já expressei a minha análise no meu blogue e apontei aspectos que tu apontaste. O cinema é mais do que montanhas de tecnologia digital. Mas o filme impressiona neste capítulo, e a história é uma nódoa. Assim como nódoa é a cançoneta lamechas que surge logo quando arrancam os créditos finais!
Já agora, só um conselho: não seria meçlhor colocares um aviso de “spoiler” no teu texto? É que fazes referência concreta a uma série de episódios narrativos do filme que poderão estragar a expectativa de quem ainda não viu.
já não tinha vontade de ver , perdi de vez.
será que pelo menos um orçamento deste valor criou empregos ? poucos … é a diferença dos ‘old movies’, os épicos que moviam multidões. os seus elevados orçamentos criavam emprego e valor por vários intervenientes. actualmente , tal como em todos os negócios, a tecnologia mantém alguns , poucos , interesses.
Eu até ia dizer que apesar de tudo,
.
…
até gostei bastante do filmeMas depois de ler isto tudo até me assustei, ainda sou aqui apedrejado
O que pensava, acabou por se confirmar.
Afinal aquilo é muita parra, pouca uma, como agora é costume.
A única coisinhas que me puxa a ver isso, é mesmo pelo 3D, fora isso, nada mesmo.
O Cameron merecia uns açoites valentes. Sacana!
Concordo com a maioria das opiniões aqui deixadas, também acho que Avatar não passa de uma mistura de várias histórias e fórmulas de sucesso passadas, saí com uma sensação brutal de dejá-vu…
mas apesar de tudo é um bom filme pipoca, sempre deu para descansar o cérebro.
O que me chateia é que tinha tudo para ser um filme porreiro e acaba por deixar um gosto a vulgar.
Bem, estou como o outro, eu até gostei do filme mas tenho a vaga sensação que vou ser apedrejado quando o disser.
Aqueles que não viram o filme e ficaram sem vontade de ver pela crítica que o Marco fez aconselho a irem ver mesmo o filme, nunca se fiem em críticas, principalmente as que não são produzidas por vós.
Eu gostei do filme sou sincero, foi dinheiro bem gasto, quantos €€€ já não gastei a ver merda…enfim. É um filme sem história é verdade, ou melhor com uma história igual a tantos outros, um pedaço daqui um pedaço de acolá, mas tudo junto e conjugado com as técnicas inovadoras que Cameron congeminou durante 10 anos consegue entreter e fazer sonhar o espectador. Não acredito que alguém vá ver o filme e não goste dos efeitos gráficos e sonoros.
A história não é melhor mas não vai ser por isso que vamos dizer que o filme não é nada de especial, porque pelo contrário é mesmo especial.
A meu ver está ao nível de LOTR, Pirata das Caraíbas, etc…para quem gosta desse tipo de filmes, vá ver.
Para quem goste de Padrinhos, etc, fique em casa e espere até as TV em 3D virem para o mercado e que a TVI daqui a uns anos passe o filme
algures no século passado jean luc godard afirmou que o Cinema estava morto…
cada vez mais me convenço que ele tinha razão…
por onde é que hei-de começar…
amei o filme!!! já o vi duas vezes e não me canso dele. está nos meus 3 favoritos
nao me venham dizer que é um filme sem historia porque nao é de todo. tem drama, romance, comédia, ficção cíentifica, alertas ambientalistas e acima de tudo obriga-nos a fazer uma introspectiva daquilo que nós somos e deveríamos ser (não estou a dizer que somos todos insensíveis como os que são retratados no filme).
nao concordo com o que dizem. não acho que este filme tenha clichés de maneira nenhuma e não acho que seja de todo um filme em que estás a vê-lo e sabes o que vai acontecer a seguir. e nao concordo definitivamente que este filme esteja relacionado com a nossa História mundial, principalmente quando dizem que este filme é sobre a guerra no Iraque. este filme é simplesmente uma história. até porque a ideia deste filme nasceu há 15 anos atrás. só nao foi feito nessa altura porque nao havia tecnologias suficientes. e além disso como é k podem dizer que nao tem história quando nos é apresentado um mundo tão diferente com um modo de vida tão diferente e belo?! existem imensas personagens, tanto humanas como Na’vi e várias “mini-histórias”. e mais uma vez: este filme nao tem clichés. como é que se pode comparar este filme à Pocahontas e dizer “que isto vais acontecer a seguir àquilo”?!
os efeitos especias são espectaculares. os melhores que já vi até hoje. e a banda sonora nem vale a pena dizer nada. é a melhor que já ouvi (e também a do Titanic). claro! foi o james horner que compôs as músicas.
so concordo com duas coisas ditas até agora. que deveriam todos ir ver o filme para formarem a vossa própria opinião e não se guiarem pelas críticas dos outros e que definitivamente deveria haver um aviso ao príncipio a dizer “spoilers”. não tem graça nenhuma querer ver um filme e de repente alguém conta-te as coisas (e sim, eu sei que quem não quiser ler não lê mas mesmo assim…).
só espero que haja uma sequela passada em Pandora e com as mesmas personagens. explorar o mundo de maneira melhor e ver a evolução da relação entre as várias personagens seria a decisão mais acertada e não um filme que se passe noutro planeta como james cameron disse. seria uma desilusão.
fiquem bem
Penso que o que a história teria que ser assim. Nenhuma companhia ia investir tanto dinheiro se o resultado não fosse uma história comercial, acessivel, directa, etc. Tem clichés sim, mas também não é horrível. Mas que marca o cinema marca. A qualidade técnica é fabulosa.
e sim. ja reparei que disse a palavra “filme” algumas quinhentas vezes
simplesmente adorei este filme.magnifico mesmo…historia banal ? talvez…mas fui para me divertir e sem duvida que sai maravilhado pelo espectaculo visual que me foi dado a ver.tao simples como isso
Para quem diz que assim não vale e tal, que agora e, dito isto, pelo bitaites, já nem querem ver: não se precepitem! VEJAM com os vossos OLHOS, canudo!
Compreendo a critica do Marco, comungo em muitos, dos aspectos por ele salientados, mas o Marco (desculpa lá) nestas coisas já é por demais previsivel: sabia que iria arrasar com este filme em concreto.
E não me enganei, nem me desiludi.
Assim como o Cameron nunca me desiludiu.
Mas o que é que voces podem esperar de um realizador cujo argumento que lhe trouxe maior sucesso (e notariedade, arrisco eu) foi transpor para a grande tela uma das mais badaladas e gastas histórias (uma true history! que isto de argumentos com originalidade dão um trabalhão do caraças) como Titanic?
É pegar no exemplo da Maria João nos primeiros comments, consultem alguma critica sobre o filme antes do irem ver, não ponham o filme na fasquia em que o marketing o vende. Mas também não alinhem no antídoto: Já sabemos que o Marco para estas coisas tem o coração ao pé da boca – tzsss venêno!
Se levarem a fasquia “a meio-pau” quando forem ver o filme, talvez venham como, eu satisfeitos. A história é uma merda, mas aquilo tem uns efeitos do caralho!!
E o post tá muita bem esgalhado.
“A meu ver está ao nível de LOTR..”
Eu até gostei do filme principalmente pelo ambiente fantástico que Cameron desenvolveu, mas por favor não vamos comparar um filme pipoca destes com a obra inigualável que é Lord of the Rings.
O que o Ricardo V disse é importante: nenhuma produtora de cinema do mundo, por mais dinheiro que tivesse, iria arriscar aprovar uma história ousada e sem clichés (nos quais se inclui o habitual happy end). Mais: o compositor do filme, James Horner, disse numa entrevista que o grande público está preparado para inovações formais e técnicas mas não está para inovações ao nível do argumento. E é verdade. Aliás, qual é o blockbuster comercial que não desilude a nível estético e que tem um argumento surpreendente e totalmente original?
Se o James Cameron quiser um dia surpreender a esse nível tem de fazer como fez recentemente o Francis Ford Coppola com o magnífico “Tetro”: desligar-se dos grandes estúdios e fazer um filme independente e com total liberdade criativa (coisa que eu duvido que o Cameron faça algum dia…).
@carmen:
Quais são os outros 2?
@Marco: offtopic, de vez em quando sinto falta de uns threaded comments…
A sério?
Mas se calhar alguns desses clichés não existiam há 15 anos atrás.
Porque não comparar este filme ao LOTR? O que é que o LOTR tem de tão diferente além do argumento? As batalhas não foram épicas nos dois filmes? A nível gráfico foram dois filmes que revolucionaram cada um a seu tempo, mas se Peter J não tivesse como base a história de Tolkien duvido que pudesse ter feito um filme ao nível de AVATAR que é 100% (quer se goste quer não) de Cameron.
Epah o Marco é um gajo das letras é normal que quisesse um argumento melhor, ainda para mais ele é do contra, e ser do contra rende visitas, apesar de não perceber para que é que ele quer visitas visto que não rentabiliza o blog…mas ainda estou a tentar decifrar esta parte.
Se forem perguntar a um gajo que estude em multimédia, design, e afins, ele vai dizer que o filme é uma obra de arte e está-se literalmente a cagar para o argumento pois ficou de boca aberta o tempo todo que nem se apercebeu que havia um enredo…
Se calhar exagerei…se calhar não.
Se ele não tivesse visitas, para quem escreveria?
Não fiquei desiludido, mas também não fui com grandes expectativas. O ponto importante do Avatar, não é a história que nos é contada, mas sim a maneira como é contada.
em 6 palavras: To Tal Mente de A Cor Do.
Eu peço imensa desculpa, mas adorei o filme!
Quando vejo um filme eu entro nele, não estou a pensar se isto é matrix, pocahontas ou whatever… estou ali para entrar nele, para viver o filme e enriquecer-me pessoalmente.
O filme trata daquilo que deveria ser importante, e não é por o Bush andar a fugir do sapato que vou passar a deixar de gostar de ver um filme como Avatar. A protecção do Mundo é importante, o Bush e Afins que odeiem o filme, eu Adoro.
O efeito 3D é o melhor que vi até hoje, lindo, fantástico. A qualidade é de tal forma surpreendente que, mesmo quem não goste de ficção (ex. a minha mãe), vai adorar o filme.
Resumo: Altamente Recomendado – Está no meu Top 10
Depois de amigos me tecerem inúmeros elogios e de já o terem visto 5 vezes lá fui eu com o meu pai ao cinema.
A nível visual está excelente, a nível de história, não chegarei ao ponto de dizer “sofrível”, mas não tem nada de mais.
Pontos positivos:
1- Voltei ao cinema Nun´Alvares no Porto, onde já não ia desde 1996, recentemente reaberto e equipado com projecção 3D (óculos com receptor de infravermelhos, ao invés dos polarizados passivos da Lusomundo). Se querem ver o Avatar numa sala ainda com factor humano, sem pipocas, com pessoas que nos atendem de forma espectacular, bom som e rodeados de gente que vai pelo cinema e não para falar ao telemóvel, pôr a conversa em dia ou comer, este é o lugar onde ir na zona do Porto; (dica: a sala não é enorme, por isso para o melhor efeito 3D tentem sentar-se ao centro, entre a 2ª e 4ª filas)
2-Efeitos visuais e sonoros;
3-.Fui ao cinema com o meu pai.
@Carmen: A Guerra do Iraque (ou do Golfo) foi começada em 1990 pelo papá Bush, a mais recente (começada em 2003) é já a 2ª Guerra do Golfo.
Quanto custa cada cliché não sei mas sei quanto rendem.
Segundo o que li nos EUA, apenas na 6ª feira dia 1 de Janeiro 2010 o filme rendeu $25 milhões de dólares ultrapassando a marca dos $300 milhões só nos EUA.
A nível mundial na 6ª feira de ano novo o filme rendeu mais de $60 milhões apenas no dia 1 de Janeiro 2010 ultrapassando a marca dos $800 milhões de dólares.
Concordo plenamente e já tive discussões acesas por isso. O argumento e os diálogos são tão fracos que ao fim de 1h30 só queremos que acabe, mas ele continua e continua…
Gostei da tua crítica, a qual vai ao encontro das minhas reservas.
De facto, por muitos efeitos especiais que tenha, Avatar não deixa de ser um filme mainstream.
Pessoalmente não me entusiasma nada vê-lo. Ainda não me decidi…
A história realmente é uma chacha mas até voltava a ver o filme para ver mais detalhes da 3D, que me impressionou.
@GonçaloMarcos: Não queiras comparar um filme que foi a adaptação de um dos grandes clássicos da literatura fantástica, escrito por um autor de renome com esta chachada de história do Avatar. As semelhanças que podes encontrar a nível gráfico são simples de explicar, é que Avatar não é 100% Cameron como tu dizes, os efeitos foram feitos pelos estúdios de Peter Jackson, o que explica muita coisa não achas?
Eu gostei, toda a gente que conheço e foi ver gostou, está com uma pontuação de 8.8/10 no imdb, etc. São gostos
Muitos que me conhecem sabem perfeitamente que não vou em “grupos” e no caso desta sétima arte sou um exigente dos diabos. De tal forma que a minha lista dos melhores 10 filmes que vi até hoje apenas deve englobar 1 ou 2 dois que também encabeçam muitas outras listas por esse mundo fora.
Porém, o cinema não é apenas uma narrativa extremamente elaborada e pode (iria mais .longe e diria deve) apresentar apenas “magia”. Não fosse um mágico a tirar partido da invenção dos irmãos Lumiére, apenas teríamos o cinema como documentário!
Ora, ainda não vi Avatar e não o vou fazer aqui nos Açores já que não tenho a opção de ver o filme em 3D mas no próximo fim-de-semana, aproveitando a minha breve estadia pelo continente, irei sem qualquer sombra de dúvida ver este filme colocando de lado tudo aquilo que ouvi e li sobre o assunto. Sim, irei assistir a este filme sem qualquer preconceito infligido seja por quem seja, mereça-me ou não o máximo respeito que possa ter pela opinião – é precisamente este o caso. Apesar de todo o respeito pela opinião do Marco, fico estupefacto perante alguns comentários que, após a leitura desta crítica, cujos autores automaticamente recusam qualquer hipótese de terem a sua própria opinião, facto aliás muito normal nos dias de hoje onde o carneirismo impera!
Em resumo, esta crítica do Marco apenas contribuiu para a ampliação da minha vontade de ver este filme e ver/ouvir pelos meus próprios olhos e ouvidos para, de seguida, dar a minha própria opinião se tal me convier ou se alguém se mostrar interessado.
@braço.
PS1: As minhas grandes “lutas” com os meus putos tem precisamente a ver com comer algo que não “gostam”:
- “não gostas porque?
Já provaste?
Não!?
Então porque dizes que não gostas!?”
Mas, ainda são putos, para além do mais velho que já é completamente autónomo, com 9 e 10 anos de idade…
PS2: Obrigado a André Henriques pela dica do Nun’Álvares. Lá vou eu matar saudades dos tempos em que era bem mais novo…
@Tiago: O IMDB não costuma ser grande barómetro de qualidade, pelo menos para mim. Já vi lá filmes com elevada pontuação que depois me desiludiram enormemente, outros de baixa pontuação que considerei serem bem melhores.
Mas tens razão, são gostos.
@Jocaferro: Concordo plenamente que cada um deve ir e tirar as suas conclusões. Embora me tivessem falado muito bem do factor história, à saída do cinema a minha opinião foi contrária à das pessoas que me tinham aconselhado o filme. Como explosão visual é sem dúvida um marco (como o foi o Final Fantasy: The Spirits Within em 2001), como história, achei um longo bocejo.
No entanto ainda hoje aconselhei mais duas pessoas a ir ver o filme.
Izzy nesse caso muita coisa está explicada…Para mim são dois filmes ao mesmo nível, mais uma vez digo prefiro os livros de Tolkien do que o filme de Peter Jackson, e prefiro o filme de Avatar ao argumento de Cameron lol.
Imagino sempre, ao ver este tipo de filme, a seguinte situação: os jovenzinhos que chegaram há relativamente pouco tempo no nosso planeta, e que não conhecem as histórias anteriores, acharão o Avatar maravilhoso.
Com uma história tantas vezes testada com sucesso, nas infinitas histórias do bem contra o mal, nos milhares de filmes de cowboys, de National Kid ao Batman, da Ilíada ao Amor em Tempo de Cólera, nossa vida se conta sempre com as mesmas palavras. Não temos outras, nem vidas nem palavras.
Assumir, isento de preconceitos, esta premissa me parece ter sido o grande mérito de James Cameron neste filme, aquele mesmo que quando quis criar uma grande história em Titanic, meteu os pés pelas mãos perdendo-se entre o apoteótico das imagens e a poesia. Desta vez não. Foi prudente e contou a mesma história de sempre sem complicações e de uma forma soberba, como eu nunca tinha visto antes.
Mudei de posição na cadeira por diversas vezes também, na maioria delas de emoção. Aplaudi o filme no final, junto com muitos outros no cinema, mas em meu caso por ter cumprido de forma brilhante o objetivo pelo qual gastei o meu dinheiro: fui realmente entretido naquelas duas horas e meia que nem vi passar.
Ele, James Cameron, sabe que não é um génio ao contar histórias com imagens como o foi um Chaplin, um Capra, um Bergman ou um Spielberg e, ao que me parece, optou por não arriscar, com muito mérito.
A própria palavra cliché é um cliché dela própria. Nossa vida é um cliché de todas as vidas vividas anteriormente onde, entre o nascimento e a morte, não fazemos coisas tão diferentes assim do que os outros que por aqui passaram antes fizeram.
Mas se o objetivo do filme seria o de “revolucionar” no campo das imagens, nada melhor que não correr muitos riscos com a história. Achei a opção perfeita.
Mas… voltando aos jovenzinhos. Tente então mostrar a um jovem que tenha conhecido esta história agora, entusiasmá-los com Pocahontas ou Dança com Lobos. Ou, melhor ainda, com a verdadeira base epistemológica desta história, que é contada num filme chamado A Man Called Horse. Estes filmes parecerão saloios aos jovens que conhecerem esta história somente agora com o Avatar.
Marco, ao criticar a história desta forma não está a dar o seu contributo a intelectualidade mediana. Está só a declarar a tua própria velhice. Já estamos cá há tempo demais para nos surpreendermos. O surpreendente entusiasmo parece ser uma sensação exclusiva dos jovens.
Limpe sua cabeça antes de ver este filme e critique-o em função de si próprio e de seu tempo antes de compará-lo com outros que já viu no passado. Veja o filme olhando daqui, do presente, para lá, no passado, com os olhos de tua prole. Verá outro filme, um grande filme, indiscutivelmente.
Edgard, dizeres que perdi a capacidade de me surpreender e espantar porque não me surpreendi ou espantei com Avatar é, desculpa-me, um disparate pegado.
Confesso que me surpreendi, com o que havia para surpreender. Não te surpreendes-te? Vimos filmes diferentes então.
Talvez você tenha buscado uma nova história, como quem buscaria isto numa refilmagem do King Kong. Todas me surpreenderam, desde os bonecos de sabão da primeira versão ao Maya da última. Sempre houve valor, apesar de contar a mesma história. Não viste isto no Avatar. Talvez tenha usado os óculos errados, pá.
E eu não disse que perdeste a capacidade de se surpreender por não te-lo feito no Avatar. Disse sim que com o tempo nós perdemos esta capacidade, pelo tanto que vemos. Pelo fato de transformar-se em cliché até o fato de escovarmos os dentes. Disse, sim que ver clichés é uma atividade de velhos com cultura a mais.
Edgard, a sensação que eu tenho é que não leste o meu post com atenção, pá
Porque eu fiquei deslumbrado com a tecnologia e os efeitos especiais, e refiro-o no texto várias vezes. Agora isso não faz um filme excelente, para mim, tem de ter muito mais.
Acontece o mesmo com os jogos… Mas a fórmula resulta, continuam a sair jogos/filmes de treta, e continuam a vender, para isto, basta um bom Marketing.
Edgard, responde-me então, se tiveres tempo: afinal que filme é que viste?
@joão pinto: os outros dois sao o Titanic e a saga twilight (eu sei k só na saga sao dois filmes mas como sao a continuaçao um do outro vou categorizá-los cm sendo “um só” percebes?). e por favor não me contem o k se passa no 3º e 4º livros porque simplesmente nao quero saber a história antes de ver o filme. simplesmente nao é a mesma coisa quando já sabes o que vai acontecer na história.
@andré henriques: tenho que admitir que talvez nao seja a maior perita no que toca a História de Guerras mas em todos os comentários que já li até hoje as pessoas referiam-se também à guerra de 2003 (e esses comentários foram feitos por americanos). por isso não leves a mal a minha falta de informação mas também grande parte das pessoas desconhece que a guerra começou em 1990. certo?
(ou se calhar tou errada)
@jocaferro: fico satisfeita por saber que queres formar uma opinião própria e nao ir pelos comentários dos outros. gostaria de saber a tua opinião depois
@goncaloMarcos e @izzy: (nao me apedrejem) parece-me que vocês sao grandes fãs do LOTR e até fizeram comparações entre este e o avatar. a verdade é que não posso dizer grande coisa acerca do LOTR. só vi um filme e simplesmente detestei (mais uma vez nao me apedrejem). nao achei nada interessante. se calhar até nem foi o primeiro filme e deve ser por isso que nao gostei. foi um que acabou com o principal a subir uma montanha de noite ou qualquer coisa assim parecida. qual dos filmes foi este? mas de qualquer das maneiras nao me parece ser uma saga da qual eu gostaria. mas quem sabe…
@edgard costa: não concordo nada com o facto de dizer que james cameron meteu os pés pelas mãos com o Titanic. mas pronto
parece-me que vai uma conversa acesa entre o Marco Santos e o Edgard Costa. paz
Li, li Marco. Só estou a te sugerir que esqueça as histórias que viste antes e veja este filme como se a tivesse visto pela primeira vez. Verá um filme brilhante. Se não há o que te surpreender na história a culpa é tua que conhece as anteriores. Esqueça-as, como tentei fazer ao imaginar a seguinte questão constantemente: “como ele dirá isto agora?” E gostei muito do que vi. Brilhante o filme. fazia tempos que não via um filme tão bom. Desde Sarabande.
Normalmente só me lembro de filmes que tiveram algo de especial, seja humor, uma história diferente e/ou uma maneira diferente de contar a história, não me parece que avatar esteja em nenhum destes. Um filme que seja tecnicamente muito bom (que é o caso) não vai ser lembrado por muito tempo porque irá ser rapidamente ultrapassado por outro… acho que existe um marketing muito forte à volta deste filme que, pelo menos para mim, levou-me à desilusão…
Vi uma história bonita, que já fora contada até no À Noite no Museu, contada desta vez de uma forma tecnologicamente brilhante. Percebi que houve muita criatividade ao juntar pedaços de Second Life com Argonautas e Pocahontas e ainda terminar com uma história credível. Consegui ver beleza estética naquela enorme e colorida colcha de retalhos. Se o objetivo foi este (e acredito ter sido) o resultado foi brilhante. O que faria esta história ficar ruim seria se o realizador em algum momento tivesse declarado a pretensão de contar uma história original. Não foi o caso e ele assumiu escancaradamente o valor de diversas histórias anteriores. Consegui me lembrar até mesmo dos baobás do Exupéry. Muito de minha memória filmográfica e literária passeou por aquela sala e isto, a meu ver, foi intencional.
Adorei o fato da história ser de fácil assimilação, por que se o Cameron tentasse contar a história do Minority Report se atrapalharia, criaria futuros clichés como a cena dos braços abertos na frente do barco, tantas vezes vista depois, mas que ninguém já se lembra de onde ele copiou.
@carmen
Gostei muito pouco de Titanic.
@edgard costa: a sério? assim tao pouco? mas porquê?
Txiiiiiii…
o que vejo por aqui é só mais uns quantos realizadores e artistas de composição CGI…uaaauuuu…
que filme e que já fizeram?
Nenhum?
Óptimo…
áparte da historinha…este filme é um espéctaculo visual.PONTO.Dassseeee…
é só intelectuais que não descontraiem a virilha…mas que também não produzem nada de jeito!
@editor69: acho sempre engraçada essa teoria do “se nunca fizeram não têm autoridade para falar”. Espero então que nunca fale do governo, porque nunca ocupou um cargo político ou de substituições de futebol porque não é treinador…
@carmen
Lá está: já conhecia a História, de documentários da National Geographic, e a ficção me pareceu frágil, vazia. A história, tantas vezes contadas desde Luzes da Cidade, do rapaz pobre que se apaixona pela menina rica, me soube a pouco num evento tão marcante quanto o afundamento do Titanic. Até a música acho piegas. Prefiro a interpretação do Limp Biskit do tema do Missão Impossível.
Concordo inteiramente. Não são só os efeitos que fazem um filme ser ficção científica. Na verdade, os efeitos e essa irrealidade, na “verdadeira” ficção científica, podem-se limitar a servir um função de receptáculo, de aparência.
O essencial à ficção científica é sempre a história. Tanto é que existem inúmeros filmes antigos (leia-se, com efeitos visuais e cenários desactualizados) que, mesmo vistos hoje, permanecem como grandes filmes de ficção científica.
O Avatar irá, provavelmente, ter o maior lucro de sempre, mas não será o primeiro filme a ser recordado, dentro de 10 ou 20 anos, meramente pelos seus avanços tecnológicos. Com uma história tão pouco original, sem qualquer espécie de inovação ou surpresa, contrasta plenamente com o impacto visual que consegue. Ou seja, decidiram condená-lo, logo à partida, a essa ténue memória de um filme que, a dada altura, significou um avanço tecnológico.
@edgard costa
Se o objetivo foi este (e acredito ter sido) o resultado foi brilhante. O que faria esta história ficar ruim seria se o realizador em algum momento tivesse declarado a pretensão de contar uma história original. Não foi o caso e ele assumiu escancaradamente o valor de diversas histórias anteriores.
Concordo com o objectivo, mas por razões diferentes. O filme era para maior de 6 anos. A história foi dumbed down até esta coisa que nos apresentou. Ou seja, sendo esta história é intencional, o objectivo é levar o maior número de pessoas à sala de cinema e fazer do filme um sucesso comercial. É (como se fosse) um filme Disney.
@tiago
Eu gostei, toda a gente que conheço e foi ver gostou, está com uma pontuação de 8.8/10 no imdb
É natural. Tem sido sempre assim, nos últimos anos, sempre que um grande blockbuster sai. O Batman/Dark Knight até esteve no top 3 durante muito tempo. Acho que entretanto desceu para o top 5. Os filmes recentes (muito mais os blockbusters) estão, geralmente, muito inflacionados no imdb. Para esses, não é muito de fiar.
@JLS
Consegue me dizer alguma ação de entretenimento que tenha um objetivo diferente? O Avatar atingiu a este objetivo? Já bateu todos alguns records? Então… continua a ser brilhante.
@edgard costa
Um filme que é um sucesso comercial não faz dele um filme brilhante. O Cinema é arte. No Avatar, a arte resume-se ao aspecto visual. Como disse o Marco, isto não é Cinema, com C grande.
Pede-me exemplos de acção de entretenimento com objectivo diferente e acho que é logo aí que está equivocado. Não discuto o sucesso comercial e a existência desse tipo de filmes e desse tipo de objectivos. Mas nem tudo o que é filmado é “Cinema”.
PS: Mais alguém reparou que os humanos e a generalidade dos seus equipamentos são basicamente cópia do Aliens (II) realizado pelo próprio James Cameron? Têm na mesma o burocrata, a natureza dos militares é semelhante, os helicópteros são claramente inspirados mas mais e maiores, o corpo mecânico é também idêntico àquele com a Ripley luta com o Alien, as pods/criogenia, enfim.
Quase só faltou dizer que estes eram os mesmos humanos do Aliens e que a Ripley tinha uma irmã gémea.
Pois é. Diz “O Sol” que James Cameron tem dois dos cinco filmes com maiores receitas de bilheteira: Titanic (em 1.º, que fez 1,2 mil milhões de euros) e o 4.º, por enquanto, que já fez 700 milhões – o Avatar.
O 2.º e o 3.º são O Senhor dos Anéis: Regresso do Rei e Piratas das Caraíbas: O Cofre do Homem Morto. O 5.º é Batman: O Cavaleiro das Trevas.
No Avatar 2 (com odores, vento, etc., etc.) as coisas vão melhorar.
Ao menos o Marco teve o cuidado de realçar que era uma opinião pessoal!
AH!, e já agora, apesar do seu comentário ter apenas umas poucas palavras já reparou que usou quase tantos clichés quantos os apontados ao filme!?
Como já disse no comentário anterior, porque será que não falam pela sua própria cabeça em vez de andarem armados em portadores da mensagem divina e universal!?
E já agora sem clichés, sim?
@edgard costa: pois. mas que outra história de amor seria possível em Titanic de modo a marcar? naquele navio ou era tudo pobre ou era tudo rico. e além disso se nao fosse a história da menina rica e do menino pobre nao haveriam diferenças socio-económicas que impedissem a relação deles. nao seria a mesma história de amor com o mesmo impacto. e a banda sonora acho fabulosa. sempre a ouvi e continuo a ouvir. mas pronto. opiniões sao opiniões.
@jocaferro: como já disse antes fico à espera da tua crítica ao filme. estou interessada
@jocaferro
Haverá um grau de subjectividade, filme a filme, claro. O facto de ser uma opinião e a minha perspectiva está implícito, logicamente.
Mas a observação que fiz não deixa de estar correcta e de ser factual. Há muitos (demasiados?) filmes que são sucessos comerciais e que não nada brilhantes. Tem outro exemplo ainda nas salas de cinema: Paranormal Activity. Seguramente um filme que angaria praticamente 80000% do seu custo é um exemplo de sucesso comercial. Todos os anos há inúmeros exemplos. Também dentro do sci-fi, um óptimo exemplo é o War of the Worlds.
Do mesmo modo, há filmes brilhantes (ou, se quiser, com qualidade) que não são ou não foram sucessos comerciais. O melhor exemplo de todos é o Apocalipse Now ou, mais recentemente, Donnie Darko e Oldboy.
E ainda, a título de comparação com o Avatar, tem o 10,000 B.C., que, como o Avatar, tem uma história muito àquem do que se esperava, mas, ao contrário do Avatar, não tem 3D e recebeu um orçamento muito menor, que pagou ao Avatar todas estas inovações tecnológicas. O resultado foi um fracasso a todos os níveis. Não havia esse impulso tecnológico a salvar e, como referi, creio que no primeiro comentário, dentro de 20 anos o Avatar há de ser recordado meramente como um filme que, no seu tempo, significou um avanço tecnológico.
apesar do seu comentário ter apenas umas poucas palavras já reparou que usou quase tantos clichés quantos os apontados ao filme!? [...] porque será que não falam pela sua própria cabeça em vez de andarem armados em portadores da mensagem divina e universal!?
Eu fiz dois comentários e três respostas. Veja acima e na página anterior. Nessa resposta apenas são poucas porque o Marco já postou um comentário sobre isso. Era escusado estar a repetir uma opinião com a qual concordo. De qualquer forma, poucas palavras bastam para dizer que nem tudo o que é filmado é Cinema, enquanto arte. O mesmo vale para qualquer arte.
Quanto a pensar pela própria cabeça, como referi acima, você, aparentemente, leu apenas uma resposta minha. Há outras duas e há ainda dois comentários.
Viva a todos.
(segue a minha opinião pessoal)
Do ponto de vista do Cinema (com C grande), da Arte e essas coisas, concordo com o Marco. Acho que tens um post excelente.
Do ponto de vista do cinema (aquele que o comum mortal vê) o filme é simplesmente brutal.
-Tem clichés.. E depois?
-Não tem mensagem ambientalista e humanista quando podia ter… E qual é o mal nisso?
-Não mostra a realidade dos factos que tenta mimicar onde os maus ganham e o lucro vence… Mas alguém acredita mesmo que fossem fazer isso num filme que tem como objectivo único o lucro?
-O argumento é fraquinho/inexistente… Aqui admito que esperava muito mais… mas mesmo assim, entretenimento acéfalo também é bom para descansar a cabeça.
Faço o paralelismo com a Musica e musica. Eu vou a um concerto dos pearl jam e eles podem dar-me as musicas todas ao contrário cheias de erros. Desde que eu saia de lá satisfeito com o concerto não há qualquer tipo de problema. Se calhar se estiver um entendido de Musica (Arte) lá, vem embora a meio porque está a ser um assassinato constante de tudo o que é regra musical que ele conhece.
Respeito-o, mas o povo também gosta de desligar o cerebro de vez em quando e apreciar uma história conhecida com cara lavada.
Pedro Silva
PS: Fiquei mesmo triste do argumento ser tão fraco… era filme para 9+ com uma boa história…
@carmen
Mas por que necessariamente teria que ser uma história de amor? A esperança daqueles que ali estavam a caminho do “novo mundo” já não seria um sentimento por si só suficientemente forte para criar o paradoxo com a tragédia? Por que a diferença sócio-económica deveria ser aquela a privilegiar? Não haveriam negros e brancos o suficiente dentro do navio para gerar diferenças ainda maiores, que transformariam amores em crimes? Ou estes seriam assuntos inconvenientes de serem tratados, por serem politicamente incorretos, o que é o mesmo que um cliché?
Enfim… clichés… vivemos disso, “um dia após o outro”.
@JLS
O fato de não gostarmos de alguma coisa não retira daquilo a sua classificação. Até mesmo um filme pornográfico é Cinema, e há quem os consuma, muito por sinal. Cinema é tudo o que vemos numa sala escura, fotograma à fotograma, 24 deles por segundo. Se é de qualidade ou não, isto já é outra discussão. Acredito que o que se discuta aqui não é o que é ou não Cinema, mas aquilo que é ou não Cinema na opinião do Marco. Se alguns dos maiores sucessos de bilheteria da História do Cinema não forem Cinema certamente haverá alguém muito enganado algures. Ou nos que o fazem ou nos que o classificam. Que o Avatar é Cinema disso não tenho a menor dúvida e classificá-lo com c ou C não passa de um cliché.
Eu poderia ainda ir mais longe ao ver enormes clichés nos postais que encontram clichés nalguns dos maiores sucessos de sempre do Cinema, Depois de todo o grande sucesso de bilheteria encontramos opiniões assim. É típico.. Nada que já não houvesse sido feito antes, com as mesmas palavras e ideias. Poderia ver mesmo um cliché nas críticas contraproducentes da transformação da arte em negócio feita num país cuja a constituição é capitalista, apesar dos salpicos de tinta vermelha aqui e ali.
Que a arte também é um negócio, disso ninguém tem dúvida. O que se critica aqui, a meu ver, é o incómodo provocado pelo sucesso de um filme que, segundo opiniões, não é lá grande coisa pois tem defeitos, como todos os outros. Mas a verdade é que é simplesmente um filme fenomenal, daqueles que não vemos todos os dias, cheio de qualidades, daqueles os quais não se consegue ser indiferente, que fazem dele um estupendo sucesso e pronto, pouco mais há que acrescentar goste-se ou não dele. Se rendeu milhões de dólares… esta é a própria essência do Cinema, que não vive de outra coisa senão de bilheteria (apesar do merchandising idiota de alguns filmes provenientes de histórias do Dan Brown). Isto não é um problema, mas uma virtude. Se foi feito para vender? Diga-me lá… o que não o é, desde a Revolução Industrial?
Edgard, eu ainda estou para perceber o que vês tu de tão excepcional no filme, para além da tecnologia…
E o que mais haveria para ver, Marco? Que história ainda pode ser contada que antes já alguém não a tenha contado?
Achei excepcional a própria profusão de referências. Gostei muito da ausência de preconceitos em referenciar, e reverenciar, outras histórias, de livros e filmes. Muitas outras (Alien, Jurasic Park, 2001, Guerra nas Estrelas, Starship Trooper, Pocahontas, Dança com Lobos, Um Homem Chamado Cavalo, Planeta dos Macacos, Fantasia, etc. etc, etc…). Se depois de Titanic tive a certeza que o Cameron tinha assistidos aos filmes de Chaplin, depois deste consegui perceber que assistira a muitos outros. E é sempre um prazer ver de forma tão clara o pensamento do realizador.
Já viste aqui nos comentários lembrarem de muitos filmes. Sim é verdade faz muitas referências e são intencionais. A cada uma delas, conforme as percebi, senti uma emoção e mantive a curiosidade de ver a plástica (também essência do Cinema) que o realizador utilizaria para contar aquela ocorrência em particular, e foi sempre brilhante, inovadora, surpreendente.
Por acaso, o único limite que percebi, e que nem foi falado por aqui, foi na quantidade de animais animados durante o filme e que chegaram na hora da chegada dos yankees (apesar de estarem do outro lado), pois deu para perceber que eram cobrados por criação, dai o limite. Na época dos índios dava para juntar mais gente por causa dos figurantes. Hoje, apesar do copy & paste, não dá pra criar muitos “índios” diferentes, custam caro. Mesmo para um orçamento astronómico, há limites. Mas os que foram criados foram magníficos. (o mesmo se passou com Jurasic Park). De resto só prazer, e é para isto que vou ao cinema. Senti-me satisfeito. Já posso ficar mais uns anos sem lá ir.
Tenho estado a ler atentamente os argumentos aqui deixados pela Carmen e pelo Edgard acerca da “Obra-Prima” que foi o Titanic (não lhe toco nem com um pau de 3 metros) e não posso deixar de “sorrir” quando os defeitos que o Edgard acha no Titanic são muito parecidos àqueles que precisamente o Marco enumerou no Avatar…
De resto cada filme é um filme, mas que um filme sem estória deixa de ser um filme para passar a ser um aglomerado de imagens… isso ninguem pode negar o contrário!
Estou a ver que ninguém viu o «Princesa Mononoke»…?
Se fosse escrever sobre o «Avatar», acho que o texto sairia mais longo que o do Marco. Mas depois, ponho-me a pensar se vale a pena desenvolver tanto sobre o filme.
Também me surpreende sempre que se vêem estas discussões sobre “opiniões” versus “filme bom, filme mau” e se é “cinema” ou não é “cinema”. É preciso dizer “é a minha opinião” quando se faz uma análise crítica?
Talvez fosse demasiado forte dizer que o «Avatar» me “insulta”, pois é “apenas” um filme. Mas o catálogo de clichés não se reduz às situações ao guião. O meu maior problema, e isso começou logo no início, quando eu me estava a tentar “divertir” (pois também aprecio cinema “comercial”, incluindo alguns do Cameron), foi que CADA LINHA DE DIÁLOGO me pareceu saída de outro filme. E o mesmo se aplica, e aí entramos nos “clichés”, nas situações, personagens e até nas reacções e no “humor”.
Uma das coisas mais desonestas do filme é a pseudo-harmonia e equilíbrio daquele mundo “perfeito”, em que todas as criaturas se ligam quais computadores, mas por via orgânica. O a humanóide parecem respeitar o meio onde vivem e as outras criaturas, mas, afinal, usam-nas para seu proveito próprio. Para caçar, para guerrear, como meios de transporte. Tal e qual como os terrestres “maus”. Com aquele conceito tão bonito, não faria mais sentido que fossem vegetarianos, em vez de termos aquele momento tão “budista”, em que se “respeita” o animal que “dá” a carne? Naquele mundo tão perfeito não há vitamina B12?
Bom… a sério, ninguém viu o «Princesa Mononoke». É japonês. Desenhos animados. A mesma história, mas com alma. Parece-me claro que Cameron se inspirou nesse filme mais do que na maioria das referências citadas.
@Peter Gunn
A diferênça está no tamanho do H quando me refiro aos fatos de que eu tinha conhecimento.
@Luis Canau
Vimos, vimos, eu e meu filho mais novo, e também nos lembramos dele. Tantas foram as referências.
Dar uma olhadinha aqui: http://www.buzzfeed.com/reddit/james-camerons-pocohontas-err-avatar
Ah! Pois, realmente LOL.
@João Almeida
E um gajo faz montanhas de dinheiro (1,000,000,000.00 $, mais ou menos ) só com este pequeno trabalho! Genial! Brilhante! E ainda deve ter se divertido a brava…
Eu, por exemplo, rabisco papelinhos todas as semanas no euromilhões, mas até agora só gastei dinheiro. Um gajo dá uns rabiscos uma folha de papel, troca uns nomes e fica rico. Tem outros que escrevem, escrevem, escrevem, escrevem ,,, e nada …
@edgard costa
@JLS
Mas nem tudo o que é filmado é “Cinema”.
O fato de não gostarmos de alguma coisa não retira daquilo a sua classificação.
Claro. E a classificação do Avatar é a de um Blockbuster por excelência. O melhor exemplo disso dos últimos tempos. Um sucesso de bilheteira relativamente oco e em que é preciso fazer um grande esforço para encontrar laivos de originalidade.
Essa observação, de que nem tudo o que é filmado é Cinema, refere-se a cinema enquanto arte. Cinema não é só efeitos especiais, como não é só argumento, realização, representação, maquilhagem ou banda sonora. O que nada interessa para o cinema enquanto arte é a quantidade de dinheiro que o filme gera.
É que não se trata apenas de uma história de clichés. Sendo fã de sci-fi, questiono mesmo a ausência de originalidade na parte das ideias de tecnologia e seu design. Em nada inovador (e até a falta de tentativa, sequer de dar ou ter uma diferente perspectiva, é rara). E não é um aspecto a desprezar. Muita tecnologia actual é inspirada em ideias ou diferentes perspectivas dessas ideias, com originalidade, de antigos filmes e séries de sci-fi.
Marco,
não sei se já viste isto ou se alguém já deixou nos comentários (não tive paciência para os correr a todos
) mas acho que vais achar piada:
http://spaceghetto.org/images/poca2u.jpg
Abraço!
@Ricardo
Desconfiava da sobreposição, mas isto é… wow…
Isto não roça o plágio?
Eu penso que Avatar é um grande filme.
Quer se queira ou não , o realizador mergulha o espectador na ficcão. Este já não sabe se a estória se passa na Terra ou não.
Quem pensou na Terra durante o filme ? Ou terão confundido o planeta Terra com o planeta azul ?
Talvez o segundo volume mostre a Terra em paralelo da acção que se passa no planeta azul.
Avatar é um palimpseste do cinema . A começar pelo nome do planeta “Pandora ”
Quem se lembra deste filme com Ava Gardner ?
Creio que Avatar puja a sua força num inconsciente colectivo.
Esse inconsciente colectivo que Rousseau criou com o mito do Bom Selvagem após ter tido conhecimento da Carta de Pero Vaz de Caminha ( descobrimento do Brasil ).
No fundo , Avatar é uma releitura dos relatos da “História Trágico-Marítima” e de outros relatos do mesmo género.
Nuno
Oh bolas, já vi dois ou três comentários acima… Bem, valeu a intenção
acho que vais achar piada a isto Marco http://www.cynical-c.com/images/avatarjc.jpg
Já foi mostrado aqui nos comentários várias vezes.
sim vi e a «Princesa Mononoke» vou rever, pois foi um filme k vi como dizer? tava a passar no telecine, tava no pc e ja nao me lembro bem da historia, mas vou comfirmar.
tenho pena dos intelectuais que não conseguem encontrar beleza em algo apenas porque existem outros semelhantes… coitadas das rosas. Algo banal pode ser muito belo e algo raro uma monstruosidade.
O 2001-odisseia no espaço é um grande filme, mas aborrecido de se ver…este vê-se (sem livro de explicações, sem queimar neurónios-para isso basta a realidade) e dura menos de 1 hora (tempo é relativo)…e não venham com a “treta” de falta de cultura ou conhecimento
3 novidades curiosas sobre “Avatar” (uma inclui sexo!):
http://ohomemquesabiademasiado.blogspot.com/2010/01/3-novidades-sobre-avatar.html
@edgard costa:
é verdade que poderiam ter feito uma história diferente para o Titanic, como por ex, o que disse. mas admitamos: teria mesmo tido tanto sucesso quando teve o filme que fizeram? sinceramente, na minha opinião, digo que não.
josé:
um dos melhores comentários que já vi aqui (só não posso comentar quanto ao 2001 – odisseia no espaço porque não vi)
estão quase todos fartos de dizer que o avatar tem imensas semelhanças com a pocahontas. mas a verdade é que, durante as duas vezes que o vi no cinema, nao me ocorreu nada sobre a pocahontas à cabeça e nem nunca me ocorreria se vocês não o tivessem dito. e continuo a negar que seja praticamente “plágio” como já vi aqui escrito. sim tem semelhanças mas não comparem estes dois filmes porque nem tem sentido nenhum fazê-lo. digam-me lá então que outra história poderia ser feita para o avatar e que tivesse tanto sucesso ou mais quanto está a ter o filme?!
como já disse antes este filme está no meu top 3 de favoritos
Como me divirto a ler artigos de pessoas que são tão ignorantes ao ponto de criticarem negativamente, de forma sucessiva, algo que tenha o mínimo cheiro, carimbo, vislumbre, de comercialidade! Sim, porque gostar de algo comercial é fazer parte das massas… e as massas não são para os intelectuais da pesada!! O engraçado é que quando leio tais críticas dá-me ganas de rir, de forma descontrolada, à medida que imagino o pedestal em que vivem essas pessoas… o pedestal intelectual que só as faz parecer ridículas e limitadas, já que o saber apreciar não se limita a algumas coisas, mas sim abrange todas, pois todas têm o seu ramo e, como dizia o outro, “cada macaco no seu galho”. Concordo plenamente com a afirmação de que cinema sem emoção não é cinema! No entanto, o cinema é de todos e a emoção de cada um!
Agora… que passei um bom bocado a ver este filme, passei! Pode não ser intelectualmente fascinante… cerebralmente estimulante… como os filmes das nossas vidas costumam ser, mas não deixa de proporcionar um bom bocado a quem, obviamente (!) não se sentar nas cadeiras com a postura de pseudo intelectual e decidir, apenas… sei lá… divertir-se!
A história não me diz nada… prefiro a Pocahontas
E se o Cameron está a ganhar toneladas de dólares com ele… Melhor! Quem me dera ter essa sorte!
Ana, para dizer disparates mais valia estar calada. Em primeiro lugar, você acha que por se criticar um filme que muitos gostaram é porque se tem a mania que é intelectual ou porque o filme é comercial. Eu disse as minhas razões pelas quais não gostei do filme, se você não leu ou não soube ler…
E gostava de saber se você é alguma imperatriz do divertimento alheio para estar a dizer aos outros como é que se devem divertir. O que é divertimento para si pode ser diferente para mim e não é por isso que eu a vou considerar burrinha tal como você não me deve considerar pseudo-intelectual. Haja pachorra.
«a emoção de cada um!» E as opiniões também. Cada um tem a sua e se vão contra a sua… ao menos ainda lhe proporcionamos umas gargalhadas. Diz-se que rir faz bem.
Marco, tem toda a razão no que acabou de dizer… Só tenho pena que não pense nisso quando faz os seus comentários. O comentário que fiz não se baseia apenas no comentário ao Avatar, mas a tantos outros que já li… Além disso, com certeza que os faz com o intuito de lançar discussão… certo?
É a minha opinião. “Imperatriz do divertimento”? Nice
ignorantes?? realmente mais valia estar calada…
Ana, as minhas desculpas se fui demasiado brusco, mas o que você disse aplica-se a quem escreveu o artigo.
Mesmo assim, sinceramente o que li aqui foram opiniões, não vi ninguém a armar-se em intelectual. E discutir é para discutir à vontade, mas reajo mal quando se parte da discussão sobre o filme para julgamentos sobre os outros só porque não se gostou de um filme. No fundo quem assumiu uma posição de superioridade sobre os outros foi a Ana, quando sugeriu que se sabe divertir e os outros não…
É como lhe disse, eu não acho que alguém é burro só porque gostou do Avatar e eu não.
Seja como for, beijinhos, não vale a pena zangarmo-nos.
Nunca sugeri que me sei divertir e os outros não… sugeri sim que algumas críticas para mim não fazem sentido quando se vê tudo apenas de um prisma, quando há tantos…
Afinal… qual a piada do bitaites sem tudo isto?
Hey! No hard feelings
Não creio que o filme AVATAR seja tão ruim ao ponto de ser campeão de bilheteria, mas sei que se a pessoa sair de casa de mau humor e tentar recobrar a serenidade perdida numa noite mal dormida, numa sessão de cinema, vai ser dificil.
ah! me desculpem todos vocês que são contra o que agrada, que são contra a fantasia estampada na tela de cinema. alguém aí assistiu KPAX? ou a esfuziante lenda do zorro?
o amor à sétima arte não se prende a imagens catastróficas ou biográficas. A ficção preconiza a realidade: vinte mil léguas submarinas que o diga.
alguém aí de cima já assistiu Deus o diabo na terra do sol? um clássico no cinema novo, naquela época. Pois AVATAR pode preconizar um novo rumo para o cinema, assim como MATRIX o fez.
Não se desfaçam em ironia, o crítico radical pode ser aquele que tentou realizar alguma coisa e não tinha talento: frustrou-se.
Depois de ter lido o post sobre o que aconteceu em Haiti a motivação para escrever este comentário torna-se praticamente nula mas o prometido é devido e aí vai de modo resumido:
1. Realmente o enredo parece ter saído de uns rabiscos num qualquer guardanapo. Parece-me que Cameron escreve uma historieta mais que vista e revista e durante a realização do filme pouco mais terá desenvolvido após a “ideia” inicial. É notório que algumas “personagens” apenas aparecem por lá sem qualquer pretensões de pertencer a este filme. Pelo menos para já…
2. Como vi o filme com uns óculos todos XPTO, infelizmente não foi no cinema a que me propus fazê-lo devido ao cancelamento de todos os voos o que se traduziria numa chegada ao Porto apenas pelas 22H00 de Sábado, talvez tenha visto mais alguma coisa do que aqueles que foram a cinemas onde lhes forneceram uns óculos de soldador. Assim, através destes óculos pude ver um espectáculo arrebatador, de tal forma que na minha opinião pessoal este é um o mais fantástico filme que me foi dar ver até ao momento. Quem se importa com a história quando estamos perante um momento destes!?
Eu não e enquanto me embrenhava na profundidade deste espectáculo não pude deixar de rir acerca de alguns dos comentários que por aqui foram espalhados. Indubitavelmente, estive perante uma magia indescritível que no global traduz exactamente aquilo a que o cinema se propôs!
De tal forma este efeito é conseguido que imediatamente após a visualização pensei com os meus botões – “esta coisa torna completamente obsoleto tudo o que foi feito até hoje no que diz respeito à arte cinematográfica”.
Em resumo, pareceu-me a mim que este filme foi apenas uma breve introdução ao que se seguirá, onde um Cameron, mais de$can$ado e com mais tempo para desenvolver o potencial desta saga, provará ao mundo que o cinema não é apenas uma história bem “esgalhada”. (esta é a minha esperança, como é óbvio)
Assim, apenas fica um conselho a todos – vão ver este filme num cinema perto de si mas que tenha as condições ideais para retirar todo o “sumo” da técnica inventada por Cameron com especial ênfase para os pequenos pormenores que muitas vezes ficam perdidos por detrás da legendagem. Não leiam o filme, apenas ouçam-no e muitos dos pormenores invadirão o espaço onde o espectador se encontra envolvido.
@braço.
PS: Espero um dia conseguir ver este filme nas condições ideais mas sem qualquer legendagem.
Jocaferro: penso que viste com os óculos activos com receptor de infravermelhos ( http://www.digitalcinemareport.com/files/leadimages/exhibition144de_1.jpg ).
Esse é o mesmo sistema que e usado no cinema Nun’Álvares.
Exacto. Não eram bem assim mas penso que o efeito é o mesmo. Ou seja, uma profundidade de campo que até dói e que ao contrário dos filmes 3D feitos até agora não tem por finalidade espetar-nos com uma pizza na cara mas sim mostrar-nos o mundo onde se insere. Até a fauna e flora me fizeram pasmar!
Pasmar – é isso mesmo que este filme me fez!
@braço.
Ah, não fui ao Nun’Álvares apenas por manifesta falta de tempo. Só conseguiria ir se não tivessem cancelado todos os voos de Sexta- Feira devido a um inexplicável nevoeiro que se abateu todo o dia sobre Ponta Delgada, coisa inóspita por estas paragens. Com a chegada prevista para as 17H00 tinha Sexta e Sábado para tentar mas assim, com a chegada prevista para as 22H00 de Sábado não deu.
e não me apercebi de todos os pormenores deste fantástico espectáculo cinematográfico!
Fica para a próxima mas uma coisa é certa – ver este Avatar apenas uma vez não me chegou – de certo modo desperdicei algum tempo com o enredo
@braço.
mas sim embrenhar-nos no mundo onde se insere…
Assim traduz um pouco melhor o que esta tecnologia nos faz.
jocaferro exprimiu bem o que muitos pensam. Fui ver o filme por recomendação de um amigo e já o recomendei a várias pessoas; esta é a melhor publicidade que um filme pode ter.
Também senti a necessidade de rever o filme para ver melhor as coisas pequenas e aparentemente acessórias.
Para quando poder ver este filme em 3D na nossa casa?, fico à espera.
Não sei o que estás para aì a dizer. Se não te sentis-te emocionalmente envolvido é porque não és normal. Este filme está à frente do titanic.
Tem tudo o que filme precisa, queres guerra, queres romance, queres paz, queres explosões, queres religião, queres armas ou setas, queres monstros. Já fui ver este filme 4 vezes e tem tudo o que é preciso num filme. Ou então fazemos o seguinte: Fazes um filme melhor, depois é só sujeitares-te a pessoas com essa frontalidade de argumentos baseados numa opinião inútil.
Estás a falar de um filme ou de uma receita culinária?
Marco: há receitas culinárias que são obras de arte! Há receitas culinárias complexas, com muitos ingredientes que são sujeitos a manipulações várias e … no final resultam num prato bonito e saboroso; mas alguns não gostam…
Fui ver novamente o AVATAR e vê-lo-ia outra vez se tivesse oportunidade. Agora apercebo-me que não vale a pena discutir com argumentos lógicos se o filme é ou não é bom. Sei que eu e muitos outros, “sentimos” o filme, no seu conjunto de uma forma emocionalmete diferente de todos os outros que já vi. Porquê? não sei.
Uma amiga licenciada em matemática aplicada chorou de forma inesperada em cenas aparentemente “pacíficas” como o primeiro vôo do Jakesully e a sua criatura…porquê? porque era bonito de se ver, porque irradiava liberdade e alegria,…
Também conheço uma pessoa bem formada e muito culta que fez birra, viu o filme 3D sem usar óculos polarizados e no fim disse que não tinha gostado…Porque é que esta pessoa fez isto? teria Medo de gostar? teria Medo de ser mais uma a gostar?
Também conheço pessoas que já viram o filme 3 e 4 vezes…
Em conclusão: o filme toca algumas pessoas de uma forma especial, pelo seu conjunto, pela beleza simples e complexa, pelos sentimentos expressos de forma directa e com veemência, pelos muitos “clichês” usados de forma magistral e que se entrelaçam com naturalidade com os sentimentos simples das pessoas banais e daquelas que conseguem tirar a farda da intelectualidade e apreciar simplesmente…
Pois é, José. Agora é você a usar clichés.
Eu explico: eu não gostei de Avatar porque não soube tirar a farda da intelectualidade e apreciar simplesmente… É o que o José diz. E isso para mim é um cliché.
Só porque aquilo que me emociona a mim é diferente do que o emociona a si, arranja-se uma explicação: é porque não tirei a farda da intelectualidade. Se eu não me armasse em intelectual, já gostaria do filme, já o apreciaria com os sentimentos simples das pessoas banais. É essa a sua mensagem: eu não inferiorizo ninguém por não ter os mesmos gostos que eu; nem preciso, porque pelos vistos o José fez isso por mim. Não posso concordar, e acho um bocadinho injusto.
Acontece que o José não ligou patavina ao que eu escrevi – se tivesse ligado, teria lido que o tema me é muito querido, que adoro ficção científica e que adoraria ter gostado de Avatar. E justifiquei por que razão não gostei, da forma mais completa e honesta que consegui, não me limitei a atirar postas de pescada para o ar.
Quanto às receitas, estamos completamente de acordo. Mas que queria o José que eu respondesse a alguém que diz que eu não devo ser normal só porque não gostei do Avatar? Muito diplomata ainda sou eu, para aturar estas coisas…
Concordo inteiramente com a sua última frase.
Apenas quero esclarecer o seguinte: banal e simples não significa inferioridade; li com atenção tudo o que escreveu e até concordo com muitas delas, mesmo as apreciações negativas. No entanto volto a dizer e não o sobrecarregarei mais com este assunto: não foi pela análise crítica e racional que gostei do filme e não penso que quem “aprecie simplesmente” gostará obrigatoriamente do filme. O que quero dizer é que o filme vale essencialmete pelas emoções e sensações que cria no espectador e nem todas as pessoas são receptivas a esse género de estímulos (isto não é uma crítica, é uma constatação (cerca de 20% das pessoas não são capazes de processar o 3D, por ex.).
Em relação aos clichés: é dificílimo ou quase impossível qualquer um fugir-lhes; até tentar fugir -lhes já é um…
Cumps
Si vamos al argumento trillado entonces no lean la biblia… porque se nos desmoronan TODAS LAS HISTORIAS, YA TODO HÁ SIDO CONTADO, SOLO QUE DE DIFERENTE MODO O EN DIFERNTE ORDEN.
El 3d, me pareció alucinante…………. niños, recuerden que ya lo dijo Nietsche…. TENEMOS EL ARTE PARA QUE LA REALIDAD NO NOS MATE……. y no se metan en discusiones sobre cuanto costó o cuanto se podía hacer con ese dinero, cada vez que yo recuerdo que mis 2 hijos gastan en la escuela al año lo que una de mis amigas en dos jeans me dan ganas de agarrar el mundo a patadas…….aso es el capital, el que lo tiene se lo gasta como le dá su santa gana.
Por mi parte cada que vea Avatar recordaré que fué una película que ví en compañía de cuatro de las personas que más amo en el mundo.
Sem história, sem criatividade e sem roteiro… existem partes do filme em que você tem que adivinhar como aquilo aconteceu simplismente pela falta de criação a outor…
Se eles consseguiram gastar tanto dinheiro fazendo o filme, porque é que eles não gastaram conhecimento criando uma historia de verdade??
Você disse TUDO. Concordo em completamente tudo. O filme é tão previsível, mas tão previsível que chega a dar enjoo. E até sono! Mesmo com todos aqueles efeitos maravilhosos… O que acaba não transmitindo tal emoção, justamente por ter uma história tão fraca. E o pior e ver tanta gente afirmando: “Foi o melhor filme que já assisti na minha vida”. Eu sei que gosto é gosto, mas isso chega a dar raiva. Avatar é tão óbvio, tão…
já vi o Avatar há uns tempos e aproveitei uma sessão especial do cinema Nun’Álvares a 2€ para levar a minha namorada.
Não lhe tinha contado nada sobre o filme e no fim ela disse-me 2 frases que resumem a questão: “mas isto é a história da Pocahontas” e “a única parte que não foi previsível foi quando ele caiu da nave e pensei que ia aparecer o Toruk a amparar-lhe a queda”
Após a leitura de uma dúzia de comentários, achei, num primeiro instante, não apresentar o meu.
Contudo, se o não fizesse não ficaria bem comigo.
E isto, porquê?
Porque nunca na vida li tanto disparate junto sobre um tema, Cinema de Qualidade, nos seus múltiplos aspectos.
Será que estamos a viver noutro planeta e não aqui na Terra e em Portugal?
Algum dos comentaristas fez alguma coisa na vida relacionada com o Cinema?
Diga-mos, Estudo, Pesquisa, Coisa Técnica, Acto de Filmar e Dirigir?
Estamos a brincar, é?
O filme “Avatar” exige de todos nós, no mínimo, uma boa dose de Respeito.
É que Realizadores de bancada está o nosso pobre Cinema cheio.
Quem faça alguma coisa de útil por ele “népia”.
Um dos argumentos prende-se com o custo.
Bom, para não ir mais longe, sabe qual a média de espectadores por filme português nas nossas salas de Cinema?
Caso queira saber é só ir ao site do ICA, e só lhe peço que não ria porque é feio gozar com o trabalho dos outros, especialmente quando os gastos com a energia eléctrica na rodagem não são cobertos com as entradas pagantes.
Pois é, o ICA paga, ou seja, o Zé pagode.
Por favor, deixe de fazer críticas, no mínimo, disparatadas, e lance mãos à Obra.
Faça filmes.
Para além de chamar a quem não concorda consigo “realizadores de bancada” e de mandar fazer filmes, tem algum argumento a apresentar?
Caro Marco Santos,
Eu não apresento Argumentos, porque não os escrevo, mas ensino os meus Alunos, no mínimo, a respeitarem o trabalho dos outros e a não desfazerem, sistematicamente, o que é feito em Cinema.
No bom Cinema.
O filme “Avatar” está para a história do Cinema como a escrita está para o fim da Pré-História.
É óbvio que o que acabo de escrever só daqui a 50 anos é que vai ser reconhecido pela grande sociedade de “intelectuais” que por aí abunda, mas é a vida, caro Amigo.
Foi esta a razão que me levou a recomendar a quem escreve “coisas” não recomendáveis, porque feias e falsas, o irem filmar.
Depois de o fazerem, cá estaremos para conversar.
Daqui a 50 anos? Está bem, já percebi, você é um visionário. Continuo sem perceber o que faz de Avatar um grande filme, mas pronto, você não apresenta argumentos, só apresenta acusações. Esclarecido.
“Diga-mos” que não é professor de Português, ou pelo menos “espere-mos” que não.
Mais uma vez voltamos à falácia do “quem não fez não pode comentar” e assim se terá de calar toda a gente que não é político e que por mais que ache que o nosso país vai mal, não poderá apontar o que acha que vai mal com ele e com a classe governante.
Espero que nunca cometa a desfaçatez de falar mal dos nossos políticos ou sequer de comentar futebol com os amigos, já viu que ia deitar por terra toda essa sua teoria?
Existem milhares de filmes que são cópias de cópias já copiadas. Como não obtiveram muito sucesso, ninguém sequer se digna a comentar o caso. Avatar é um desses filmes, mas com uma pequena diferença. Teve um sucesso descomunal! Logo torna-se um crime.
Há pessoas que gostam. Há pessoas que não gostam. O Marco tem uma opinião como tantas outras pessoas têm. Eu não concordo com ela. Mas não vou lançar-me ao pescoço do Marco com uma faca só porque temos opiniões contrárias.
Tenho apenas de dizer que os clichés que o Marco aponta e que são o principal motivo de não ter gostado do filme, são exactamente o que fizeram do filme o sucesso que foi!
Este filme teve/tem este sucesso tudo exactamente porque é um filme familiar e bonito. E no final os bons ganham, a liberdade ganha, ele fica com a princesa e fica tudo bem. É simples e eficaz.
Pessoalmente adorei o filme. Concordo que a história deixa muito a desejar para algo planeado por 14 anos, mas não me importo.
Pedro Silva
Obrigada,gostei muito do texto.
Assisti Avatar e sai do cinema dizendo que tinha amado o filme, e continuo pretendendo revê-lo várias vezes. Mas esse texto esclareceu a sensação que tive mas que foi soterrada por efeitos digitais poderosos.
Então se vale a admiração de uma adolescente que se vende pela expectativa e milhões em computação… Pretendo fazer em breve críticas honestas como essa. Realmente gostei.
Para iniciar, não achei Titanic lá essas coisas. E não esperei tanto de Avatar. Senti-me jogando um game de Playstation 3 com gráficos de última geração com uma estória realmente sem graça.
Acho que James apela na simplicidade de roteiro e grandiosidade de tecnologia, e isso o faz arrecadar bilhões, pois assim consegue fazer um filme para toda a família.
Mas… não dá para continuar assim. Ele está indicado ao Oscar 2010 como melhor filme e eu realmente ESPERO que ele perca. Quem sabe assim o James aprende a escrever coisas melhores?
Sério, até agora não entendi nenhum ser sair fascinado de Avatar. O roteiro dele me decepcionou tanto que todo o resto me foi frustrante.
E lá se vai a época de filmes como The Godfather terem roteiros respeitáveis…
Respeito quem goste, mas sejamos sinceros: peguem os últimos ganhadores de melhor filme/roteiro e compare-os com os de antiguamente. Aí sim tivemos coisas boas no passado. (Y)
Pois… Na minha adolescência NÃO existia net… Mas a Editora Europa-América tinha uma colecção de ficção ciêntifica F-a-n-t-á-s-t-i-c-a… Procurem seus papalvos: Phillip K. Dick escreveu e inventou o mundo de Pandora… J. Cameron é apenas um Caga-Milhões auxiliado pelas novas tecnologias…(o resultado é incrível quem me dera em puto ter visto coisas destas…
já agora: Nascemos carecas, desdentados e… a chorar
Daí para a frente… é sempre a ganhar !