

«Sonhos romanticamente apocalÃpticos da vigésima primeira hora ao romper do século XXII». Eis como o ilustrador russo Vitaly S. Alexius, 24 anos, nascido e criado na Sibéria, descreve as suas criações de mundos em decomposição, evocando o notável trabalho do jornalista americano Alan Weisman, autor do livro «O Mundo Sem Nós» (Consultar Um Mundo sem os Seres Humanos I e II. Weisman andou durante anos a consultar especialistas de muitas áreas do conhecimento com o objectivo de encontrar respostas à seguinte pergunta: o que aconteceria na Terra se os seres humanos deixassem de existir?
As visões apocalÃpticas de Vitaly S. Alexius colocam a Humanidade à beira da extinção, perdida num futuro caótico onde tanto o poder destrutivo do Homem como o da Natureza entraram em acção de forma irreversÃvel.
«Testemunhei a queda de uma nação e dos seus grandes e nobres ideais. Vi cidades russas devastadas pela insensibilidade humana, industrialização, depressão, opressão, crime e guerra. Vi a Ciência falhar e libertar a Morte nos ‘acidentes’ de Chernobyl [Wikipédia: considerado o pior acidente da história da energia nuclear, produzindo uma nuvem de radioactividade atingiu a União Soviética, Europa Oriental, Escandinávia e Reino Unido] e no Mar de Aral» [Wikipédia: a diminuição do volume de água no Mar de Aral é tida como um dos maiores desastres ambientais e humanos da História].


A influência da ilustração associada à indústria dos videojogos nota-se na forma como Vitaly desenha os sobreviventes que deambulam pelas cidades destruÃdas, mas em certos trabalhos a influência de ilustradores como Boris Vallejo, Luis Royo ou Rowena Morril também se faz notar. De Rowena Morril partilha o misticismo remanescente do imaginário de Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis; de Royo retirou as musas; de Vallejo o sentido profético, ainda que Vitaly seja mais abstracto e menos incisivo: quatro anos antes do 11 de Setembro, já Vallejo desenhava uma das torres do World Trade Center a desmoronar-se, consumida pelas chamas. Mas a grande influência assumida por Vitaly não é qualquer um destes ilustradores, tão-pouco mestres da BD como Enki Bilal ou Moebius, que influenciam quase toda a gente nesta área, mas um pintor romântico russo, Ivan Aivazovsky, que para Vitaly retratava a luta do Homem com o Oceano. «Eu pinto a luta do Homem contra eventos à escala global e contra si próprio».
Colecção de ilustrações de Vitaly S. Alexius, em tamanho razoável | 3D Total: site dedicado à arte 3D publicou uma entrevista ao ilustrador russo | Página pessoal de Vitaly S. Alexius | Página de Vitaly S. Alexius no DeviantArt































5 comentários
Acredito mais em ovnis.
Rui
A primeira ilustração é brutal!
Certamente que duraria mais tempo…
Olha que por acaso… bem fatelas estas pinturas, pá!
@Tapy, também és do que acham que o ser humano está a destruir o planeta? Não te apoquentes, o planeta está porreiro. Nós é que estamos lixados.
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