
O jornal I publicou hoje uma crónica do jornalista do New York Times, Nicholas Kristof, onde se conta a história de Tererai Trent.
Trent, nascida provavelmente em 1965, era uma pastora pobre e semianalfabeta do Zimbabué rural. O pai casara-a aos 11 anos com um homem obsoleto e violento e, durante doze anos, viveu uma existência miserável com o marido.
A visita à aldeia de um responsável de um grupo de assistência chamado Heifer International transformou a sua vida. Joe Luck – e que apelido tão apropriado – falou às mulheres sobre a importância de mudar de vida, alimentar sonhos, afirmar-se.
Trent sentiu-se tão inspirada pelo discurso que, mal sabendo ler nem escrever, definiu quatro objectivos: estudar no estrangeiro, tirar a licenciatura, fazer um mestrado e um doutoramento.
Podem ler o resto da história aqui.































3 comentários
Tenho um boacdo asco a estas supostas histórias de esperança na desgraça… Então uma senhora conseguiu um futuro que aos europeus é quase tido como garantido. Ok, devo passar as próximas duas semanas com sentimentos de culpa por ter nascido num país com escolha livre a acesso ao ensino, ficar semi-feliz por 1 em 100 milhões de africanos iletrados ter conseguido fazer alguma coisa da sua vida, ou profundamente deprimido pelos 99.999.999?
E a Ms. Trent ? vai voltar e tentar fazer alguma coisa da gente que a ajudou, ou vai ficar pelos EUA a gozar o American Dream?
ou seja, parece-me estamos todos demasiado longe, em várias dimensões, desta história para a sentirmos verdadeiramente.
Ela está a preparar uma tese de doutoramento sobre o problema da SIDA em África, portanto não me parece que a sua escolha de vida vá ser gozar o American Dream.