O caso Geyse Arruda – a aluna de 20 anos forçada a abandonar a Universidade escoltada pela polícia por usar saia curta – teve um novo desenvolvimento: a Universidade Bandeirante decidiu expulsar a aluna.
A Universidade tomou a decisão após uma «sindicância interna constatar que a aluna teve uma postura incompatível com o ambiente da universidade, frequentando as dependências da unidade em trajes inadequados». Segundo o comunicado da Uniban, Geisy «provocou» os colegas ao fazer «um percurso maior que o habitual, desrespeitando princípios éticos, a dignidade académica e a moralidade».
Geyse tem 20 anos e cometeu um erro: usar aquele vestido na Universidade. Não sabemos a história toda. Geyse podia até não ser muito popular entre os colegas. Talvez fosse até uma convencida insuportável. Não sabemos.
Geyse cometeu um erro de avaliação e a Universidade não lhe deu oportunidade de aprender com o erro. A Universidade podia ter visto no caso uma oportunidade de transmitir aos alunos (e a Geyse) algumas lições sobre bom senso, sexualidade, postura e respeito.
Em vez disso, juntou-se à multidão velhaca e preconceituosa que a cercou aos gritos de «vagabunda» e «puta». Apoiou o apedrejamento moral de uma aluna de 20 anos porque considera que a exibição da sexualidade por parte de uma mulher – ainda que insensata e imatura, por ser na Universidade – só pode ter como objectivo «provocar» os colegas. A vagabunda. A puta. E os alunos, coitados, só defenderam o bom ambiente da Universidade.
Este caso não é apenas brasileiro, é uma vergonha universal. Envergonha e revolta todos aqueles que acreditam que o grande mal deste mundo é existir demasiada informação para tão pouca formação. No fim, como escreve Marcos Guterman, foi castigada a vítima.

Inscrição num dos muros da Universidade Bandeirante: 10 alunos foram suspensos, mas é a expulsão de Geyse Arruda que divide neste momento os universitários: segundo uma reportagem do G1, alguns concordam com a decisão da Faculdade, outros consideram-na ridícula. [Foto: Juliana Cardilli/G1]
Sobre este caso, ler: O caso da agressão a Geyse Arruda na Uniban, e a hipocrisia conservadora [Valorização do Professor] | Inacreditável: Uniban expulsa aluna [Escreva, Lola, Escreva] | Unitaliban: o total fracasso da Educação [Desemburrecendo] | Uniban expulsa Geyse! [Apoiadores da Loira da Uniban] | Ecos da expulsão que inaugurou uma ‘época despida’ [Josias de Souza] | Mais uma aluna é hostilizada em Universidade [Fiapo de Jaca]
Actualização: a Universidade já não vai expulsar a aluna (Escreva Lola Escreva)
Adenda: esta «notícia» do Diário de Barrelas – Geyse Arruda negoceia sessão fotográfica com a Playboy – já enganou algumas pessoas, mas é falsa: o jornal Diário de Barrelas é um projecto online com notícias deliberadamente mentirosas, humorísticas, como no caso do americano The Onion. Os boatos de que tanto oiço falar devem ter nascido aqui.
Um pequeno exercício especulativo: vamos supor que a Playboy morde o isco e acena à jovem uma fortuna para posar nua. Se ela for insensata a ponto de aceitar fazer o ensaio, todos aqueles que a consideraram vagabunda irão pensar: Eu bem dizia. Na verdade, não se limitarão a pensar – vão gritar novamente.
Convém não esquecer que este caso não depende de uma pessoa chamada Geyse e dos erros que poderá vir a cometer ou dos defeitos que lhe apontarem. O que está em causa é um princípio que transcende nacionalidades ou julgamentos de carácter: não aceitar linchamentos públicos, muito menos quando são baseados no preconceito, intolerância, sexismo, inveja, hipocrisia ou estupidez. Tão simples como isto.































60 comentários
Pergunto-me se por lá também serão costume as praxes degradantes que infligem aos novos alunos… Isso é que seria o cúmulo.
É impressionante a atitude da universidade, porque ela se pôs frontalmente contra a opinião pública. Ainda que muita gente culpe Geyse nos comentários, não li nenhum artigo publicado em jornal ou revista ou blog que a ataque. Todos consideram que os alunos e a universidade erraram.
O lado bom é que fica fácil pra Geyse processar a Uniban. Sem essa atitude absurda da universidade, os advogados de Geyse teriam que provar que houve conivência da Uniban no seu linchamento moral. Com a expulsão e o anúncio publicado, a universidade assumiu sua total conivência.
É vergonhosa a atitude da UNIBAN.
Isso demonstra que algumas universidades brasileiras em vez de serem um reduto do progresso, na realidade são meios obscurantistas.
Ainda bem que cá estas coisas não acontecem!
Oxalá que a vítima consiga processar a UNIBAN.
O fato é que as Universidades particulares brasileiras são meros comércios de diplomas. Não há interesse interesse em ensinar e, muito menos, em aprender. O nível cultural dos diplomados é deprimente, há (muitíssimos) casos de alunos se formarem sem ler um único livro sequer.
Mas é assim que as coisas funcionam no Brasil, a terra do fingimento. Aqui todos fingem. Os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem, só não se pode fingir o pagamento das mensalidades, ou são pagas de verdade ou a brincadeira acaba.
Ainda falta ao brasileiro médio a capacidade de pensar. Falta abandonar a inércia destruidora da preguiça mental, e colocar os neurônios para trabalhar. Aqui, pensar é feio, e discordar é ser rebelde. Quem pensa ou age diferentemente da manada é imediatamente marginalizado, sem que haja sequer apreciação de seus atos ou pensamentos.
E assim o País caminha, rumo à uma Copa do Mundo e uma Olimpíada que servirão, principalmente para manter o Povo alienado por pelo menos mais uma década.
… é difícil acreditar/conceber que a UNIBAN decidiu apenas com base no que é sabido deste lado. A sê-lo é insuportavelmente hipócrita, até porque vem do país que nos deu a sunga e o fio-dental.
Nestas coisas devemos criar opiniões, mas frisando que são condicionadas aquilo que nos é dado a conhecer… i.e., sim senhor, se a história é mesmo esta, raia a filha-da-putiçe por parte da UNIBAN; mas não saberão esses senhores da cobertura que o caso está a ter? terão tomado essa decisão de expulsar sem outras informações que deconheçemos (que a própria Uniban poderá ter escolhido sonegar para evitar, quiçá, a super-sobre-exposição da Geyse)?
Acho mesmo que Geyse devia procurar outra universidade, visto que as condições à aprendizagem não estão reunidas (para ela, e provavelmente para muito outros que lá andam). Se ela fôr esperta saberá re-traçar a fronteira entre estar bem integrada na sociedade e ter a sua individualidade (e isso muda com o local).
+1 bitaite: não é nada claro, para mim, que exista, como dizes no teu último parágrafo, . O que existe em muita quantidade, parece-me, são dados, opiniões e, claro, muitos-muitos bitaites. ‘A’ informação, que poderia suportar a formação individual e colectiva, essa, não é abundante — Miguel
É verdade que não sabemos os factos todos. Mas da informação que me foi dada a conhecer, a minha reacção/percepção da coisa é que temos uma universidade que defende publicamente aquela alarvidade por detrás do “se uma mulher é violada é porque estava a merecer, provoca com aquele sorriso e depois não quer brincadeira, hã?”
Da próxima vez que um brasileiro me disser que os portugueses são chatos, cinzentos e reprimidos e que no Brasil é que é bom, festa, descontracção e sexualidade desinibida vou-me rir na cara dele até me doer a barriga.
E não estou a dizer isto “só porque sim”. É uma conversa que, pelo menos, dois colegas brasileiros já tiveram comigo pessoalmente.
Se eu for para a escola de cu de fora, não me acontece nada. Esta vai de saias, é “morta” com tudo o que aparece à frente. Cada vez o mundo me mete mais nojo.
Depois de ler o artigo e de reflectir sobre o assunto,mt sinceramente,o q se discute aqui é,acima de tudo,a postura q cada um deve ter em determinados locais.Ou seja,adequar a nossa conduta c o espaço em q nos movemos.
Como é óbvio,quando s evai a um casamento,usamos roupas de acordo c a ocasião,né?Então pq é que a menina Geyse,foi para um espaço em que se quer “clean” vestida como se fosse p nigth??Cada veste o que quer e de acordo c a personalidade de cada um,tudo bem,mas ir para faculdade ou p um funeral de cueca a mostra vai la vai looL
Tenha maneiras,menina GEYSE
Ana: O que se discute aqui, acima de tudo, é se a “menina” Geyse merece ser chamada de vagabunda, puta e ser expulsa da escola só porque “não teve maneiras”.
Marco,não acredito que as coisas se tenham passado dessa forma.
recuso-me a acreditar q tanto professores como reitor se tenham prestado a esse papel.
A Universidade viu-se forçada, leia-se, entendeu que era no seu melhor interesse (enquanto negócio ? enquanto instituição ?) fazer um anúncio pago nos jornais a dizer que a aluna foi expulsa e os alunos que provocaram a confusão foram temporariamente suspensos.
Isso quer dizer que a repercussão do caso nos meios de comunicação social foi grande, senão teria tratado do assunto discretamente. Isso também quer dizer que a Universidade agiu sob pressão e não decidiu serenamente segundo critérios estritamente pedagógicos. Estão reunidas todas as condições para ter feito asneira.
Por outro lado compreendo o que diz a Ana. É difícil de acreditar. Mas é possível.
Como já sugeriu a Cris acima, quando se trata do feminino facilmente a vítima passa a ré. Por isso mesmo é que quaisquer estatísticas sobre violação estão sempre muito longe da realidade -a mulher já sabe que se apresentar queixa, toda a sua vida, intimidade e comportamento vai ser questionado de maneira a sugerir que foi ela quem provocou (o homem é sempre aquele animalzinho que não consegue controlar os instintos -vide Polanski).
Este será mais um caso.
Mas… eu vou esperar para ver quanto tempo vai demorar para ela aparecer na Playboy brasileira…. rs
A Universidade assumiu uma posição oficial, i.e., uma posição reflectida, ponderada e registrada, e que é impossível de ser tomada no calor do momento, no meio da multidão. É irrelevante que possam existir mais factos para além dos registados em vídeo, porque é o próprio reitor que assume uma razão velhaca e mesquinha para a expulsão. Já agora, um colega meu de S. Paulo referiu-me que a UniBan está situada numa daquelas zonas da cidade bem “barra pesada”, como se para nós estivesse no meio da Brandoa, Damaia e Massamá. Disse que a reacção dos estudantes nem achava “tão estranha assim, não”.
“Demasiada informação para tão pouca formação.”
Genial, e diz tudo.
Nossa, que título é esse “Não há segundas oportunidades para as putas”? Mesmo que seja em tom de crítica ainda assim acho muito agressivo, ofensivo. Mesmo que o assessor jurídico, a reitoria, e o conselho superior da UNIBAN tenham dito justamente isso. Pediria que trocassem o título. Já há tanta gente querendo imputa-la desse adjetivo. Tentaram “provar” que ela seria uma atriz pornográfica, ou que estava mostrando “as partes íntimas” e outros absurdos.
Caro Daniel, a intenção é ser ofensivo
Precisamente porque o disseram, usando outras palavras.
Mas para que não haja dúvidas em relação à minha intenção, vou colocar a palavra entre aspas.
Sim.
Cordialmente,
Daniel
Gostei do teu comentário Amarino França. Hoje em dia vêem-se muitos rapazes com as cuecas à mostra e as calças descaídas e nunca vi nenhum ser alvo de apedrejamento verbal por “alunos preocupados com a decência”.
O Povo É Sereno: Bem, pelo menos os alunos foram suspensos. Tinha ficado com a ideia de que não lhes tinha sido aplicado nenhum castigo
A UNE (União Nacional dos Estudantes) planeja realizar nesta segunda-feira um protesto em frente à Uniban de São Bernardo do Campo (Grande São Paulo) contra a expulsão da aluna Geisy Arruda, 20, após o episódio em que ela foi humilhada por outros alunos por usar um vestido curto.
“A ONG SOF – SempreViva Organização feminista, convocou um ato público para dia 09/11, às 18h, em frente à UNiBAN ”
Mais detalhes sobre o caso:
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1371575-5605,00-ALUNA+LEVANTOU+A+SAIA+DIZ+ADVOGADO+DA+UNIBAN+SOBRE+JOVEM+HOSTILIZADA.html
Que a atitude “provocadora” dela justifica a expulsão ? NUNCA !
Até parece que não há mais mulheres (e homens !) “provocadores” dentro de uma Universidade… quantos provocaram o tumulto ?!
Que acredito que daqui a pouco ela vai “botar peitinho” (pôr silicone), posar nua e os rapazes da Uniban vão comprar a revista e gabar-se que a conheceram pessoalmente ? Acredito… rs
Caro,
Para nós brasileiros é uma vergonha o que ocorreu. Entretanto uma correção deve ser feita. A jovem não foi expulsa da universidade, porque aquilo definitivamente não é uma Universidade, uma universitas, e sim mais um dos milhares de cursos pretenciosamente ditos ‘superiores’ e ‘universitários’ que prosperam em terras brasileiras, visando única e exclusivamente o lucro. E é ainda pior do que diz o final do seu post (existir demasiada informação para tão pouca formação), pois nem informação de qualidade se tem.
um abraço,
Olho para a imagem – belos universitários que escrevem “precoceito”…
Mas não espera, mais adiante, ver-te escrever “merece ser chamada de”.
“Chamada de” é algo que não existe na língua portuguesa.
Eu sei, sou uma chata…
Olho para a imagem – belos universitários que escrevem “precoceito”…
Mas não espera, mais adiante, ver-te escrever “merece ser chamada de”.
“Chamada de” é algo que não existe na língua portuguesa.
Eu sei, sou uma chata…
Viu que a Uniban voltou atrás e revogou a expulsão? A pressão contra a universidade é enorme. Eu pessoalmente não conheço ninguém que a defenda.
http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2009/11/uniban-volta-atras.html
Por muitas explicações que se tem feito para justificar o sucedido,continuo a achar que foram atitudes puramente animalescas que os impeliram a fazer aquilo.
Ate aceito que um individuo para se integrar na sociedade tem que actuar de acordo,ou em parte com ela,mas… e isto é importante,ter direito à sua individualidade e afirmação desde que não haja prejuízo dos que a rodeiam…e que me perdoem mas “prejuízo visual” é coisa que associo a uma doutrina puramente machista.
Depois, que para ir para a universidade é obrigada a ir com uma espécie de “burka”,porque só assim é que os “putos”ficam todos calminhos e já não precisam de ir à casa de banho “explodir”….coitadinhos,será isto o tal prejuizo de que falei?
A Uniban que deveria dar o exemplo….não,apenas engrossou mais o bando de trogloditas
@Pedro Couto e Santos,
Sugiro que faça isto no Brasil, no Rio de Janeiro, no meio da torcida do Flamengo, vestido com uma camisa do Vasco.
Quanto as torcidas, lembro que depois do jogo, descem lado a lado numa rampa comum, sem separação nem policiamento especial. Nada de caminharem escoltados de Alvalade até a Luz. A civilização tem destas coisas…
Caro Marco,
esta tua frase parece-me enfermar de preconceito similar ao que acusas estes trogloditas. Porque razão a rapariga seria “insensata” por aceitar dinheiro e fama em troca da exposição do seu corpo? Não é isso que tu aqui celebras regularmente nalguns dos teus postes? Estarás tu a imputar-lhe uma responsabilidade que ela não pediu? Não será demasiado pedir-lhe que sirva de bandeira a uma causa que ela não pediu para si?
A miúda quer viver a sua vida e tem direito a fazê-lo como bem entender. Se ela quer ganhar algum está no seu direito e, enquanto pessoa independente e dotada de autonomia, não me parece que haja nisso nada de insensato.
No filme da torcida do Vasco, para quem quer saber o que eles cantam:
Domingo, eu vou ao Maracanã
Vou torcer pro time que sou fã.
Vou levar foguetes e bandeiras
Não vai ser brincadeira, ele vai ser campeão.
Não vou de cadeira numerada
Vou sentar na arquibancada pra sentir mais emoção.
Porque meu time, bota pra fuder…
E a Força Jovem dá porrada pra valer
oooo, ooooooooo Vascooo!!!
Como veem, é como se fosse uma “claque” de 50K pessoas. Todos cantam.
Da próxima a Geyse poderia ir vestida com um vestidinho daquele tamanho, com as cores do Flamengo, lá pro meio da torcida do Vasco.
Por curiosidade fui procurar “claques do Benfica” no Google Vídeos e encontrei coisas assim e assim. Talvez seja por isto que falem lá em festa e em cores cinzas. Talvez, afinal, tenham alguma razão.
Jogos de risco no Rio, não são jogos com 50K adeptos, 45 de um e 5 de outro. São jogos com 100K, 50K de cada lado. Já fui a muitos, e não me lembro de mais que escaramuças normais até na Igreja.
Agora, por curiosidade, procure “torcida do Vasco” no mesmo Google Vídeo. O resultado distingue o estado de espírito das pessoas? Acho que sim.
E o Pedro, lá no Brasil, quando rimos muito, dizemos que rimos até nos mijarmos, que é, sem dúvida um prazer. Rir até sofrer com dores na barriga, já por si só demostra a tonalidade e a proporção das pessoas.
*demonstra
AJ: o que eu acho que o Marco queria dizer é que a rapariga poderá trasnmitir a ideia errada se aceitar posar nua.
Por um lado é verdade que nada justifica a atitude dos alunos que abusaram verbalmente dela. Mas por outro, se ela aceitar pousar nua no seguimento do que aconteceu, vai dar razão a todos os que dizem que ela no fundo só queria publicidade.
@Aj
Vamos então pôr as coisas nestes termos: se a rapariga te pedisse opinião sobre a hipótese de posar nua para a Playboy, que lhe dirias?
Eu dir-lhe-ia que seria uma coisa insensata de se fazer porque iria dar mais armas ao adversário e poderia por em risco o futuro dela como estudante. Não vejo sinceramente que pensar assim possa ser interpretado como sinónimo de preconceito.
Marco, posar nua no Brasil é a coisa mais natural que existe, é visto como uma promoção, o convite para posar é considerado um elogio, apesar de estar muitas vezes mais ligado à notoriedade instantânea do que ao próprio mérito físico (ou… ? e precisa do ou ?! rs) da mulher.
No caso da Geyse, por exemplo, o mérito físico é bastante discutível… rs
Não penses que o brasileiro comum vai condená-la por fazer essa opção, vai é celebrar e como disse, gabar-se se a conhecer.
Lembro-me do caso de um foguete (?) que foi lançado num jogo de futebol e atingiu, salvo erro, o “goleiro”. No mês seguinte a mulher que o lançou estava nua na Playboy (e como li depois, já andava a hospedar-se em hotéis de 5 estrelas e a sair deles sem pagar, porque achava-se uma celebridade ! rs)
Aí vai entrar a tolerância que se reconhece ao Brasil e que o Aj personifica. A menina pode, a menina tem este ou aquele “talento”, a menina está a agarrar uma oportunidade com que sonham quase todas as “meninas” do Brasil !
E o brasileiro celebra porque ama as suas meninas e a sua carninha ! rs
BrancaINPura: Celebridade instantânea já ela tem. A Playboy iria acrescentar mais celebridade? Duvido, sinceramente. E mesmo que acrescentasse, pergunto como seria a vida dessa rapariga quando voltasse à Faculdade. Porque o problema dela não é com “o brasileiro comum”, é com os idiotas que a insultaram.
Não, Marco, a Playboy ou outra revista vai dar “consistência” a essa celebridade instantânea.
Quando -e se !- ela voltasse à faculdade, ela seria uma “celebridade” admirada e invejada no ambiente da faculdade. Os idiotas que insultam a mulher comum, são idiotas o bastante para passar a cortejá-la só porque se tornou “famosa”. Ela passa a ser “currículo”, percebes ? rs
(já te disse que cresci no Brasil, não disse ?)
E Cris, sinceramente, não me parece que o seu futuro no mundo empresarial esteja em causa. Ou ela já teria outras preocupações com a imagem…
No Brasil (e não só) ser famosa é uma carreira. Há centenas (milhares ?!) de mulheres que vivem disso. Posar nua é o pontapé inicial. Depois surgem os programas de televisão, os desfiles de Carnaval, os eventos… o tirar aqui e botar ali no corpinho que justificam outros ensaios nus… e disso vivem.
Uns escândalozinhos de vez em quando (oops, deixei minha calcinha aparecer !http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1373052-9798,00-OPS+GRACYANNE+BARBOSA+POSA+PARA+MARCA+CARIOCA+E+DEIXA+CALCINHA+APARECENDO.html ou http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1371519-9798,00-E+BRANCA+NANA+GOUVEA+DEIXA+CALCINHA+A+MOSTRA+EM+INAUGURACAO+DE+BAR.html), com sorte engravidam de um famoso com algum talento rentável e garantem uma pensão… e assim corre a vida !
Num país com tanta disparidade económica e social, ter a hipótese de conseguir, através do corpo, ascender socialmente… é um jackpot. Uma oportunidade de ouro.
É condenável e não é, dentro das circunstâncias.
Mais tarde, mais velhas e experientes, aprenderão ou não outros valores “mais nobres”… até a intelectual e escritora mundialmente famosa Maité Proença, começou assim ! rs
Mas atenção que o Brasil não é só isto e os brasileiros e brasileiras não pensam todos assim. Lá como cá, há todo o tipo de pessoas.
Marco, é claro que ela tem uma segunda oportunidade
Aluna expulsa por usar mini-saia foi readmitida
Resta saber se terá bom gosto (bom senso?) da próxima vez que for às aulas.
@Cris, o meu comentário pode parecer fora do contexto e ninguém tem aqui 10 anos. por isso, repito o que disse no texto anterior do Marco
Ela não merece de facto ser humilhada ou abusada verbalmente. Colocando de parte esses actos incomprensíveis, isto é de facto uma questão de bom gosto ou bom senso da principal protagonista desta infeliz e já mal cheirosa história. Eu, se fosse professor, não a deixaria assistir às aulas com aquela roupa.
@Blue Water 68:
Se fosses prof e tivesses que dar uma aula num anfiteatro de dezenas de alunos, garanto-te que nem terias tempo nem oportunidade para reparar no que cada aluna vestia…
Blue, olha que alunas provocantes, professores susceptíveis e orais na mesma frase, dá para várias interpretações… lol
@Maldonado
Realmente, isso é verdade, mas se estiverem todas com roupa padrão, tipo t-shirt e jeans. Por isto que elas, quando querem ser notadas, vão com vestidos cor de rosa e muito curtos. Todos percebem isso, não só o professor. Se for muito declarado as pessoas até mostram que notaram. Alguns passam bem perto e sussurram um “gostosa” no ouvido da “vítima”, outros gritam em coro: “Puta, puta”. Depende só das circustâncias e das réplicas que a vítima der as provocações que naturalmente estimula vestida daquela forma.
@Cris
Aqui em Portugal, já perguntaram a minha ex-esposa, na rua, num dia chuvoso de inverno já passam uns 19 anos, um grupo de homens extranhos que passavam sorridentes embora vestidos de casacos de cores escuras, em Benfica, um bairro de classe média de Lisboa, se era carnaval, por ela estar vestida com um casaco com faixas brancas, azuis claras e laranjas. Ela nunca mais usou o dito casaco, aqui em Portugal, mas no Brasil sim.
Continuo a dizer que é tudo uma questão de conjugação de circustâncias que combinadas geram o que tiver que gerar, independente do grau de educação, civilidade ou riqueza das pessoas. Nos EUA, ou na Alemanha, os alunos, se calhar, fuzilariam a menina dentro da sala, junto com umas 3 ou 4 amigas. Já na Nigéria cortariam-lhe o clitóris fora.
Sabedoras disso, aqui assim elas não aparecem na sala de aula. Mas no Brasil não, elas são mais ousadas. Algumas se machucam, outras enriquecem.
*estranhos
*circunstâncias
@Branca
desculpa, alunas sem bom senso ou falta de gosto, professores a dizerem para si mesmos “Eu não vou olhar, eu não vou olhar…Olhei! Raios! Eu não vou olhar outra vez…” e provas onde se apresentam as respostas de forma verbal
@Cris
Só estou a dizer, e você deve concordar com isto, que a normalidade é relativa. Depende de muitas circunstâncias e pontos de vista.
O que me entristece, e também acredito que de acordo contigo, é a ignorância que impulsiona ações gratuitas de agressão, pois nos aproxima do animal que nunca deixaremos de ser. Mas o conceito de normalidade é envolvido pela sociedade que o determina, sem dúvida.
Sou ainda de um tempo em que o galanteio, principalmente se poético, era bem vindo pelas mulheres. Estou ainda para compreender como ele se transformou em crime de assédio sexual. Mudam, as coisas mudam e a normalidade vai junto com as coisas.
@Marco
Dir-lhe-ia que deve olhar para os seus interesses a médio e longo prazo e decidir o que é melhor para ela. Continuar o curso nesta Uni é apenas uma dessas possibilidades (não sei se lá têm possibilidade de transferência ou, como dizem, o factor celebridade a pudesse ajudar.)
A universidade é apenas uma das alternativas para a sua educação/o seu progresso e pelo que dizem desta, tem muito pouco de intelectual.
Dir-lhe-ia que ela é apenas responsável pelo que faz na sua vida e que não tem, nem pode ter, qualquer controlo sobre aquilo que outros pensam ou fazem. Da mesma forma ela também não é responsável pelas conclusões e preconceitos de outras pessoas.
Tenho quase a certeza que quando ela vestiu aquele vestido não lhe passava pela cabeça ser alvo da multidão ou figura pública.
Ela não pediu esta cruzada nem pediu para ser o símbolo de qualquer movimento. Não lhe imponham essa cruz, por favor.
Não sei se serei apenas eu, mas noto aqui um paralelismo com a história dos cartunes do profeta.
Sabemos que determinada acção vai provocar determinadas reacções desconfortáveis e possivelmente violentas até. Deveremos abdicar da nossa liberdade para acomodar os impulsos totalitários de outros?
Por um lado a racionalidade o ser humano é reduzida: num determinado contexto as pessoas vão agir de determinada forma e não há muito a fazer a curto prazo.
Por outro lado somos bastante flexíveis. Há não muito tempo uma simples blasfémia pública contra a igreja ou Cristo era suficiente para condenar um infeliz. Hoje colocamos crucifixos em excrementos, chama-mo-lhe arte e colocá-mo-los em museus.
Não aconselho ninguém ao martírio ou a tornar-se o rosto da defesa destas liberdades mas não me parece que o “bom senso” seja a solução de bom senso
outros gritam em coro: “Puta, puta”
seja considerado galanteio seja em época fôr.
@Cris
Acho que está a confundir argumentos.
Não vá assim o Diabo tecer os pobres rapazes.LOL
Ridículo.
A história da Playboy é verdadeira: http://www.abril.com.br/noticias/diversao/playboy-tem-interesse-aluna-hostilizada-uniban-511459.shtml
E ela não vai pensar a longo prazo, vai aceitar. Porque é assim que agora as pessoas conquistam a notoriedade…
Infelizmente os média, seja no Brasil, seja em qualquer parte do mundo, têm valorizado cada vez mais aqueles que chamam atenção por comportamentos inadequados. Basta ver os canais internacionais distribuídos pelas TVs por assinatura.
Ainda no outro dia eu lamentava todo o destaque que estavam dando às prostitutas que teriam servido ao Berlusconni… convidadas para festas como grandes celebridades… E a foto do Obama que parecia estar olhando para os “dotes” de uma adolescente brasileira, mas na verdade estava apenas virando-se para dar à mão a outra estudante, para ajuda-la a descer as escadarias… Apesar do mau comportamento de Sarkozy (este efectivamente olhava a adolescente com visível desejo), tudo perdeu interesse para os média quando perceberam que, na verdade, não tinham em mãos um “podre” do presidente americano, que tem mostrado uma vida pessoal pacata.
E aqui em Portugal o João Kleber é tratado como um queridinho, por um programa que é um verdadeiro lixo, originado numa emissora brasileira que prima por apresentar o pior do ser humano como se fosse a nova moral da sociedade. Lá no Brasil o programa dele passa tardíssimo porque é mesmo uma porcaria, ninguém nem dá mais atenção a esse cara.
O pior é que quanto mais podre o comportamento das pessoas, mais a imprensa e a TV valorizam… as revistas cor-de-rosa estão aí para provar. Esmiúçam todas as mazelas possíveis e imagináveis.
Sou mulher, sou brasileira e acho que TODOS erraram nesta história: a mocinha, os demais alunos e, mais ainda, a direção da universidade que, acima de todos, deveria ter demonstrado a postura mais equilibrada. E por mais que se especule agora sobre o assunto, ninguém mais saberá a verdade, tamanha a confusão.
Mas não sejamos sexistas… se fosse um homem, um rapaz a vestir-se inadequadamente, de forma que as colegas considerassem ofensiva, provavelmente ele também sofreria represálias, tanto da parte de mulheres quanto de homens.
A verdade é que precisamos “saber estar” em sociedade e, nesse caso, ninguém soube.
@Ana
Oscar Wilde (a propósito da inveja)
HAHAHA FEMINISTAS FORAM FEITAS DE OTÁRIAS.
eLA FEZ TUDO DE CASO PENSADO, ELA AGORA ESTÁ CONSEGUINDO TUDO O QUE NAO CONSEGUIA ANTES. Vai posar NUA nuam revista, vai sair pelada em carro alegórico em escola de samba, depois um filme porno, ou engravidar d eum jogador de futebol.Mulher OBJETO, tudo aquilo que as mulheres desse naipe conseguem ser. Se promove pela BUNDA e não pelo cérebro. PARABÉNS FEMINISTAS, voces me fizeram rir novamente.
MACHISMO é simplesmente o termo usado pelas mulheres quando sua fútil cabecinha é contrariada.