
Geyse Arruda, 20 anos,
estudante do curso de Turismo da unidade de São Bernardo do Campo, da Uniban (Universidade Bandeirantes), foi expulsa do campus por cerca de 700 alunos em fúria.
Motivo: usava um vestido demasiado curto. Geyse estava vestida assim, como nesta foto.
A confusão e o clima ameaçador que se gerou – alguns alunos cercaram-na, chamando-lhe «vagabunda» e «puta» – levou à intervenção da Polícia Militar. Só protegida pelos polícias – forçados a usar spray de gás pimenta contra os estudantes mais excitados – a aluna conseguiu abandonar as instalações da Universidade.
A cena passou-se a 22 de Outubro de 2009, século XXI, mas a exibição do vídeo dos acontecimentos no YouTube transformou o episódio num evento à escala global.
Devido à repercussão do caso, Geyse foi ao programa Geraldo Brasil, da TV Record, para se mostrar com o vestido rosa curto que despertou o furor inquisidor dos estudantes e contar a sua versão dos acontecimentos. O apresentador comparou o seu caso a Maria Madalena, a prostituta apedrejada do Novo Testamento.
Na entrevista, a jovem culpou também os professores e funcionários, acusando-os de participar no tumulto. «Os seguranças da faculdade, ao princípio, estavam a rir. Como é que um aluno vai ter uma atitude decente se os próprios professores e funcionários apoiam as hostilidades?»
Os seguranças da Uniban contam que um grupo de estudantes «do sexo masculino» começou a provocar a jovem assim que ela entrou no prédio. A aluna, ainda segundo os seguranças, teria respondido às provocações levantando parte do vestido, dando início à discussão.
O portal de informação online «O Último Segundo» esteve no campus da Uniban para ouvir a opinião dos estudantes que testemunharam – e participaram – das agressões verbais contra a aluna. O consenso entre os jovens ouvidos pela reportagem é o de que Geyse «conseguiu o que queria».
Um estudante de Educação Física afirmou que, de início, Geyse estava a gostar da atenção: «Quando gritavam ‘gostosa’, ela ria e desfilava», diz. «Depois começaram a ‘xingar’. Um grupinho começou e logo em seguida estava todo mundo gritando. Quem estava ali gritou. Não teve um que não gritou».
A agitação foi tanta que os colegas da turma de Geyse colaram papéis nas janelas da sala para que o professor pudesse prosseguir a aula, pois, lá fora, encostados ao vidro, alunos com telemóveis na mão aglomeravam-se para filmar a rapariga.
No intervalo, uma funcionária da escola ofereceu-lhe umas calças de ganga, mas a aluna recusou. «Acho que um vestido numa mulher é extremamente feminino. A minha roupa só a mim me diz respeito, respeito todo o mundo e quero ser respeitada», afirmou no programa de televisão.
Uma das alunas entrevistadas para a reportagem de «O Último Segundo» interpreta a escolha das roupas de forma diferente: «Se ela está vindo vestida desse jeito, alguma coisa ela quer». E outra: «Se eu vou vestida de palhaça, tenho consequências. Ela conseguiu o que queria: chamar a atenção».
Os argumentos destes estudantes brasileiros lembram as tristemente célebres declarações de um clérigo muçulmano, Sheikh al-Hilali.
Em Outubro de 2006, o clérigo acusou as mulheres australianas de serem as culpadas pelas violações de que são vítimas por «usaram vestidos curtos e caminharem nas ruas sem modéstia». O clérigo comparou-as a «carne destapada», deixada na rua. «Se os gatos vierem e comerem a carne, de quem é a culpa? Dos gatos ou da carne?»
Mas também temos destes problemas neste nosso mundo civilizado, não é? Quantas vezes uma mulher, vítima de violação, foi sub-repticiamente responsabilizada de ter «provocado» o violador? Existe até um caso clássico no meio jurídico português, conhecido como o Acórdão da Coutada do Macho Ibérico.
Nem todos os alunos pensam com esta mentalidade. Rafael Bruno, 22 anos, do curso de administração da Uniban, diz que os tumultos lhe fizeram lembrar «uma igreja evangélica cheia de fanáticos. A hipocrisia era igual». Thaiza Andreone, do mesmo curso e da mesma idade, diz que Geyse não é a única a usar «roupas ousadas» na faculdade. «Sempre tem umas meninas de top. Eu uso mini-saia e vestido curto, então isso tudo é uma tremenda hipocrisia».
«Posso ter errado por ter ido com o vestido», afirmou Geyse na entrevista à TV Record. «Mas o acto de vandalismo que fizeram comigo não se faz com ninguém».































62 comentários
A “pequena” diferença é que o ser humano pode tomar decisões com recurso à razão.
Juro que gostava de comentar o acontecimento, mas não consigo. Não me sai nada.
Bom post.
…
E o Benfica no sábado, Marco?
Marco,
eu já conhecia o caso do blog do Maldonado, e faço esta pergunta: E qual é a tua opinião acerca desta história?
Vamos esquecer toda a selvajaria incompreensível que se sucedeu, e focar apenas nisto «usava um vestido demasiado curto»
Bluewater, desta vez optei por dar a informação da forma mais neutral que me foi possível. Mas se leres este parágrafo
vês bem o que para mim é a base disto tudo: machismo e preconceito. Às tantas já estou como o PL: nem sei o que dizer.
Marco, aquilo tornou-se muito mais que machismo ou preconceito. De facto, só faltou mesmo enterrá-la, deixando-lhe a cabeça de fora, e apedrejando-a até à morte. Sobre isso, eu junto-me ao «é tão mau que nem sei o que dizer».
A minha questão prende-se com o que ela própria disse «Posso ter errado por ter ido com o vestido». Eu tenho medo de ser interpretado como o retrógrado ou bota-de-elástico, mas, não deverá haver um limite para tudo? Ou pelo menos, haver um pouco de bom-senso?
Eu recordo-me de um polémica quando abriu a Loja do Cidadão em Faro. A imposição de diversas regras de vestuário fez logo aparecer algumas vozes de discórdia, que era censura, que parecia a tropa, etc. Seria preferível que se optasse pela bandalheira para não ferir as liberdades de quem vai à Loja do Cidadão?
«Geyse não é a única a usar «roupas ousadas» na faculdade» e devem ser aceites?
Bluewater, por isso mesmo é que acabo o post com a citação dela:
«Posso ter errado por ter ido com o vestido» (…) «Mas o acto de vandalismo que fizeram comigo não se faz com ninguém».
É uma miúda de 20 anos, porra. Agora quem veste vestido curto é puta, mesmo tendo em conta que, por uma questão de bom senso, não devia estar assim vestida numa Universidade?
Esta mentalidade é muito perigosa, muito mais do que a questão do bom senso, porque em última análise leva a julgamentos semelhantes ao do tal clérigo muçulmano referido no post.
Só tenho a dizer que fiquei absolutamente desiludido com o vestido, é curto, mas feio como o caraças desculpem lá, e a miuda apesar de gira, é gorda. Não olhava segunda vez muito sinceramente.
Não entendo como aquilo pode chocar uma faculdade ao ponto de acontecer o que aconteceu. Acho que no final de contas, este é o efeito da demagogia religiosa que naquele pais vai.
É um exemplo clássico de como o ser humano é extremamente influenciável e que o caos só existe quando há multidões. Duvido que todos aqueles que aparecem no vídeo sintam tal ódio pela rapariga, mas como estavam lá os amigos na palhaçada, e ela nem era grande flor, entraram pelo caminho mais fácil e estúpido. Acontece a mesma coisa nos estádios de futebol, nos cafés em dia de jogo, nas paragens de taxistas (sem querer generalizar). Natureza humana no seu melhor.
eu até a convidava a ir até minha casa, será que já não há cavalheiros para meninas de mini saia?
É o típico Efeito Manada, em que o individuo simplesmente abandona qualquer sentido crítico e passa a agir como a multidão. Serve para mostrar que, por mais que tenhamos evoluído em questões tecnológicas, em questões sociais e morais estamos no mesmo patamar de mil anos atrás.
Quando vi o video que postaste no facebook lembrei-me da canção magnifica (como todas) do Chico Buarque “Geni e o Zepelim”, quem não se recordar da letra é só ouvir de novo… diz tudo sobre a intolerância e a hipocrisia em Português (do Brasil)!
PS: Não que eu ache que a Jovem seja a “Puta” que lhe chamaram… se for… é só com ela.
A rapariga tem 20 anos, se não usar vestidos com esta idade, quando é que os vai usar? Quando estiver com os pés para a cova?
Ela que use vestidos que faz muito bem. Só não sei se ela acertou na escolha da universidade para estudar!
O que é curto não é o vestido, é a mentalidade de quem gritou com ela.
Isto faz-me lembrar um documentário sobre terrorismo que passou à um tempo atrás na RTP2.
Nesse documentário havia dois estudos.
No primeiro, colocavam um pessoa num grupo de actores (sem ela saber). Faziam perguntas às quais os actores respondiam deliberadamente errado. A partir de um certo números de perguntas, cerca de 60% das pessoas respondia em concordância com o grupo apesar das respostas serem por vezes completamente estúpidas.
No segundo, colocavam as pessoas a premir um botão com a desculpa de que estavam a fazer um estudo sobre movimento da mão.
Mas sempre que tocavam no botão ouvia-se uma voz a gritar do outro lado da parede.
Cerca de 40% das pessoas, continuava a premir o botão quando lhe pediam.
A conclusão do documentário é a de que no ambiente propicio, qualquer um pode-se tornar terrorista. Fiquei arrepiado.
Grande parte destes jovens devem ser considerados modelos por todos os que os rodeiam mas são capazes de atitudes assim.
Salvo erro baseia-se nos estudos do psicólogo Stanley Milgram. Escrevi sobre isso a propósito do livro As Benevolentes.
Mais um exemplo inequívoco do que somos realmente e que poucos tem a coragem de admitir:
uns animais primitivos,pouco evoluídos,em que somos dominados por uma “salada” de químicos com preconceito à mistura.
…e só uma boa educação/formação suaviza as coisas
….coisa rara,pelo que se tem visto
Nem sei o que dizer,tudo por causa de uma mini-saia,num país que anda,na boa,todo carnavalesco e despido supostamente de preconceitos…não entendo
Três “urras” à nossa grande civilização…
A história contada pela própria. O que posso dizer é que esta coisa dos grupos/massas é uma coisa estranha e às vezes descontrola-se, o que não me pareceu ser o caso. Está longe de ser a Matança da Páscoa de 1506, em Lisboa – “uma multidão movida pelo fanatismo religioso perseguiu, violou, torturou e matou centenas de pessoas, acusadas de serem judias” (Wikipedia)
Esse link já estava no post, mas obrigado na mesma.
Podes crer Tijó, logo no Brasil que tem aquela tradição toda do carnaval, nao faz mesmo sentido nenhum.
Dizer que estas coisas acontecem por causa de uma mini-saia no fundo é dizer que o ser humano não tem poder sobre as suas acções e é refém, como disseste, das hormonas. É simplesmente estúpido
Vejam a altura das saias das jovens adolescentes numa foto tirada numa escola pública de Copacabana, Rio de Janeiro, numa turma do secundário, no início da década de 70. Estão todas vivas e saudáveis até hoje, pelo que sei. Notem que há outras meninas de calça, o que mostra que a saia não era obrigatória, mas sim opção das jovens.
No colégio que minha enteada estuda hoje, no século XXI, em Cascais, saias desta altura são proibidas, bem como os decotes.
Confesso que não li todos os comentários antes de lançar este, mas vou arriscar repetir alguém.
Noutro dia recebi uma triste notícia que o pai e o tio de uma colega de escola de minha “filha”, tinham sido assassinados ali mesmo no Bairro da Torre (Cascais). Chegou a dar nos jornais, não sei se viram.
Quando ela me contou a versão da sua amiga, disse-me que fora simplesmente um “louco” que lhes aparecera na frente e esfaqueara o pai e o tio.
Bem… um gajo tem mesmo que ser muito louco para andar por aí a esfaquear outros homens, principalmente quando eles estão em maior número. O louco tem que ter muita convicção daquilo que fará pois, em desvantagem corre o sério risco de ser ele o morto. Ok, ok, ele é louco, não pensou nisso. Mas também não o foi louco para continuar a matar os outros transeuntes. O que me faz presumir, e foi este o comentário que fiz na altura, que isto tem toda a aparência de alguma espécie de vingança. Na maior parte das vezes este tipo de desejo é o responsável por ações tão violentas.
E, neste caso desta jovem, me parece que a motivação dos outros a praticarem o “apedrejamento” não anda muito longe disso, vingança. Pois se víssemos, e eu vi (estudei lá em faculdades no Rio e em Curitiba por 6 anos) como as jovens brasileiras vão para as aulas na faculdade, e mesmo nas escolas secundárias, acharíamos este caso no mínimo absurdo. Alguma coisa esta jovem deve ter feito a alguém para ter provocado este tipo de reação. Não pode ser só o conservadorismo a justificar esta ação. Há mais motivos, certamente. Talvez não tenha “dado” para alguém que, por vingança, tenha incitado amigos a lançarem o “ataque”. Outros seguiram por brincadeira e deu no que deu.
Absolutamente não foi somente a mini-saia da jovem. Se assim o fosse, não haveriam aulas nas faculdades brasileiras de classe média como é o caso desta, numa cidade industrial situada no riquíssimo ABC paulista.
Em ambos os casos faltam elementos antes de concluir as motivações.
Pois… nem o vídeo dela eu tinha visto. E só uma palavra para explicar o fato, depois de visto o vídeo: testosterona.
E ainda ficou famosa! Se deu bem com a história desenvolvida por um imbecil qualquer.
Costumo a dizer que os humanos que são impelidos a ação pela ID são idiotas! Mais dois exemplos disso.
Na minha opinião ela pode usar o que quiser. A falta de feeling pode, no entanto, fazê-la usar a roupa menos adequada das que possui em seu guarda-roupas, para um ambiente ou outro. Possivelmente ela tenha roupas que causassem menos problemas na universidade e tenha optado por essa que usou por não pensar que pudesse causar tanto alvoroço ou pensando em causar, já planejando uma participação em algum vídeo de alguma produtora brasileirinha. Ela deve ter seus motivos. Respeitá-la é necessário para que sejamos também respeitados.
Marco,
Não partilho da hipocrisia dos que dizem que “ela pode usar o que quiser” porque sabemos que isso é mentira. Há limites que todos nós temos e que impomos aos outros (e.g. imaginas o professor da tua filha aparecer a dar aulas apenas vestido com uma tanga fio dental?
)
Quanto ao acto em si, é impressionante o que a psicologia de massas é capaz. A maior parte dos que a ofenderam nem sequer conseguiram ver como ela estava vestida e provavelmente nem se incomodariam minimamente com isso. Foram embalados pelo evento, pela excitação do momento.
Para eles, ela era o menos importante, o importante era participar num evento colectivo, chamando nomes e ofendendo. Acto muito semelhante com o que acontece em algumas manifestações em que para alguns mais importante do que o motivo pelo qual se manifesta, é a manifestação em si mesma.
ISTO NAO TERÁ TUDO SIDO INVENTADO PARA SE FALAR SOBRE …??
Maria, isso parece-me um bocadinho teoria da conspiração. Mas ainda bem que gerou polémica. Era mau sinal para a “saúde social” se ninguém considerasse isto um comportamento anormal.
que hipocrisia!
a pessoa agora tem de usar veu como no irão para não deixar ver nada. lembro-me perfeitamente que nos anos 1990 toda a gente usava mini-saia desde as adolescentes às sessentonas.
há sempre que se nmeta com uma mulher de aspecto agradável e feminino mesmo que use calças de ganga.
o vestido poderia não ser apropriado para a ocasião, mas a opção de vestir mini é só dela.
aliás nada impede de ir para as aulas preparada para o encontro com o namorado ou um casamento logo a seguir ao toque de saída.
no entanto devo frisar que toda e qualquer provocação deve ser ignorada com o maior sangue frio.
o que me preocupa, na realidade, é o fenómeno de grupo.
que estupidez.
csd
Essa garota realmente mereceu todos os xingamentos que fizeram a ela, se ela tivesse ficado abalada ou qualquer outra coisa do tipo, ela nao teria se exposto em programas de televisao usando o vestido, tampouco cogitando posar nua. Quem sofre um dano, nao se divulga dessa maneira, ela curtiu oq aconteceu, pq ela realmente é uma p***
Fulana: Realmente é possivel que não tenhamos os factos todos sobre o que aconteceu. Ainda assim, o que se condena é a atitude dos alunos (e posteriormente da universidade). A rapariga até pode ser promíscua e ser isto e aquilo, mas na minha opinião isso não justifica o linchamento público que sofreu. Como já disse, isso é defender o argumento de “se as mulheres são violadas é porque se metem a jeito”. Sinceramente, acho que esse tipo de comportamento tem que ser reprovado publicamente, que foi precisamente o contrário da postura da Universidade.
Leiam, vejam, leiam….
Queria chamar a atenção sim se não o por que dos e-mails que recebi de alunos e alunas da UNIBAN a verdade é que era tudo o que ela queria mesmo entrou na faculdade com “vestido” que mostrava a bunda e pior quando subia a rampa mostrou a calcinha para os alunos incitando-os. Até por que logo depois do episódio a “estudante” já tinha até assessor. Afinal de contas essa história é bem simples alguém querendo utilizar a mídia para se auto promover e infelizmente os jornalistas abrem espaço para esse absurdo. Daqui a pouco ela pode até posar na Playboy participar de programas de TV e reality shows. Enquanto eles gastam tempo noticiando e fazendo essa “estudante” de vítima deixam de noticiar muitos problemas em nosso país.
Geyse utilizou e armou tudo para se dar bem e está conseguindo a faculdade se livrou dela antes que provavelmente uma capa da Playboy pudesse ser assim “A garota da UNIBAN sem vestido rosa só pra você”.
O problema é e nem foi o vestido e é isso que a mídia quer que nós acreditemos. O fato é que foi tudo arquitetado e o motivo dos segurança e funcionários terem repudiado a “estudante” durante a confusão revela que no momento alguém viu algo e/ou sabia de algo.
Vamos para de ser hipócritas mesmo! O que aconteceu não foi por conta do vestido foi um ato arquitetado e programado para autopromoção. Até porque os “culpados” que aparecem nos vídeos tem como identificá-los e por que não foi feito até agora? Outro ponto é no vídeo só aparecem poucos “alunos” cerca de 15 no máximo tentando entrar na sala e não a faculdade todo como ela mesmo está afirmando. Será mesmo que aqueles que aparecem no vídeo em cima da janela da sala são alunos da faculdade mesmo?
Uma coisa é verdade se os alunos quisessem ter feito algo teriam conseguido sim não seria uma porta que teria impedido. E por fim para completar esse comentário. Uma pessoas que disse ter sido humilhada daquele jeito que aparece no video e disse que não quer se expor assim está indo em todos os programas de televisão possíveis e vocês acham que ela faz isso de graça?! Isso sem contar que em nenhum momento ela se emociona e fica muito, mas muito revoltada mesmo com o que aconteceu. E para acabar de piorar a TV só mostra a versão dela como se ela fosse a dona da verdade.
Bem como Boris Casoy sempre diz ” Isso é uma vergonha “.
É uma vagaba!!! P U T A quer aparecer, mostrar o rabicó e depois fica bravinha pq todo mundo achou que ela era uma P U T I N H A!!!
Quanto voce ta cobrando? hahahahah
É programa completo?
Por isso ta cursando turismo! Claro, turismo na zona do baixo meretricio!
Qualquer mulher que se vista dessa forma e não estiver indo pro Motel ou indo pra dar pra alguem, tem que ser V A G A B U N D A!!!
Nao existe mulher direita e com moral que va a uma universidade vestida desta maneira.
Existem duas hipoteses:
1- Ela tava querendo dar, por isso foi vestida como “profissional”
2- Ela tava querendo reforçar o orçamento, por isso tava vestida de profissional!
Conclusão:
É -V A C A! -P U T O N A!!!
Por razões antropológicas, deixo passar este comentário. Mas já chega. Não aceito mais insultos rasteiros.
Percebo o que queres dizer Marco, mas a verdade é que se alguém que condena o que aconteceu pode dizer “acho mal que a tratem como uma puta”, também deve haver espaço para que alguém com uma opinião contrária diga “eu acho que ela é uma puta”. Percebo que aches insultuoso, eu também acho, mas é a tal história, é um pau de dois bicos.
Cris, compreendo o que queres dizer mas este não é um site institucional – é um blogue pessoal. Não tenho nada de levar com o lixo dos outros. Vês algum argumento a justificar uma opinião? Eu cá só vejo insinuações maldosas e insultos baixos. Mais um linchamento.
Tens razão. No fundo em tua casa não tens que deixar entrar toda a gente, não tinha visto isso nessa perspectiva
Faculdade é para estudar e não ficar desfilando. Isto mostra que ela tem cabeça vazia, quem se garante com mulher não precisa ficar andando nua para chamar à atenção. Roupa curta, dependendo da ocasião é muito vulgar.
Ela só queria chamar atenção, e agora diz que vai pedir idenização, depois de provocar passa-se por vítima. Se esta modo pega!
Isso não é razão para 700 alunos se juntarem e chamarem vagabunda e puta a uma mulher desprotegida, não acha?
Houveram alguns que citaram o Brasil como país carnavalesco. Esta é a visão que se tem, de tão longe?
É carnavalesco, é terra de ninguém? É carnavalesco , tudo pode?
O Carnaval, basicamente ocorre em 4 dias, de 365 vividos.
Em cidades como Recife E Olinda (PE), Salvador (BA), pode durar mais tempo.
Este rótulo de “país carnavalesco” , parece estar tentando “JUSTIFICAR” a horda.
Não estava lá, vi por fotos o vestido. Era de mau gosto. A menina quis, com certeza chamar a atenção. Ser alguém por algum tempo. Ter os 30 minutos de fama.
Foi algo perigoso. Alguém lá em cima falou sobre manada….mais ou menos ocorre isto… Pessoas em grupo, tendem a ter uma “força” mais primitiva e fazem merda. Vemos isto muito em estádios de futebol e grandes eventos musicais.
Sempre acontece algo forte.
Que a justiça intervenha. Ela não terá mais ambiente para continuar os estudos por lá, tampouco em sua cidade, estado.
Terapia será necessário. Abraço a todos.
Joe – Porto Alegre / RS
Marco seu moralista, o que você acha se algum fosse a um casamento vestido em um uniforme escolar? Ou se fosse a um motel vestido de papai noel?, Ou se alguem aparecesse nessa mesma faculdade vestido em roupa de gala? No mínimo chamaria a atenção, cada coisa no seu lugar. O fim foi justificado pelo meio. A raposa caiu no meio do galinheiro, mas tinha um galo bravo lá.
Eu, como bom moralista que sou, desatava a insultar, cercar e a ameaçar cada uma dessas pessoas que se atrevessem a usar “roupa fora do lugar”. Adeus.
Eu não usaria um vestido como o da tal Geyse por questão de gosto, mas nem por isso vou sair agredindo quem usa esse tipo de roupa. Se ela queria ou não chamar a atenção pouco importa, isso não dá a ninguém o direito de humilha-la.
Gosto, religião e futebol não se discute, mas como as torcidas saem se matando nos estádios e pelas ruas, religiosos se matam no mundo afora por divergirem em sua crenças, o que tem de mais em xingar, agredir e linchar alguém que usar uma roupa que nos desagrade não é mesmo minha gente??? Vamos levar o pior tipo de atitude para as escolas e universidades! Queimem a bruxa!
Pensei que a idade das trevas havia acabado… Temos que tomar cuidado, se mais pessoas adotarem essa postura de julgar as pessoas e puni-las, vamos acabar tomando uma surra na rua por não gostarem da cor dos nossos sapatos.
Acredito que os “moralistas” que começaram toda a confusão devem ter algum problema sexual, eles sim precisam de terapia pra tentar entender tanta revolta contra um reles vestidinho.
Não passa de uma ordinaria… de rosto é um canhão de corpo um bagulho… só esta querendo mesmo é aparecer…. Nem a minha mãe na época da mini saia usava um vestido desses… Ela só queria chamar a atenção de alguns playboys pra ver no q ia dar… QUE PAIS É ESTE!!!
Éu axo ki ngm tem nada a ver com isso a vida é dela i ela ta mais do que certa..
a faculdade é paga e ela paga como qualquer outra aluna entao mereçe o mesmo respeito…
nAO É A ROUPA DELA QUE VAI DIZER QUE ELA REALMENTE É…
e EU AXO Q ELA TAH MAIS KI CERTA EM POUSAR PARA A PLAYBOY OS MININOS NAUM ESTAVAM LOUCOS AGORA VAMOS VER SE A ERRADA EH ELA OU A FACULDADE..
qUERIDA PROCESSA ELES
meu amigo o seu texto é até interessante. Só quero observar que, quem escreve um texto público a fim de ser reconhecido como um bom redator se expõe muito quando usa de palavras parciais.Rapariga é um termo nada imparcial.
Rapariga não é imparcial? Em que sentido?
Aqui em Portugal significa «jovem mulher». E no Brasil?
È impressionante o que aconteceu aqui no Brasil. Sou brasileira e fiquei assustada com isso, nem parece que aconteceu aqui. Mas há realmente diferenças de um estado para ou outro, principalmente quando é interior. Aqui no Rio, vestidos curtos (até mais curtos que os dela) são muito comuns e os homens já se acostumaram, mas em São Paulo, as pessoas são conservadoras. Mesmo assim, fiquei chocada. Coitada da menina, ela sofreu a pior violência que existe. Eu já passei por isso tb. Acho que muitas mulheres já passaram por este tipo de coisa. E o pior é que sei que não vai dar em nada, aqueles rapazes vão continuar com seus preconceitos e uma hora ou outra quando tudo estiver esquecido pela imprensa, vão fazer algo com ela. Ela deveria sair da faculdade, ir para outra menos estúpida.
Tem mais…Essas garotas que ficam falando que ela era uma puta, são umas recalcadas. Cada um anda do jeito que quer e merece ser respeitado por isso. O que falta aqui é o ser humano respeitar o outro, seja por religião, ideologia, cor da pele, modo de se vestir.
Volto a dizer, o vestido dela nem era tão curto, um vestido normal, que já vi muitos por aí…E mesmo se fosse, isso era motivo para ser tratada assim? É motivo para ser estuprada? Que homens são esses que não podem ver uma mulher mostras as coxas que já querem estuprar? E eles nem tinham desejo por ela, tinham ódio mesmo, pq se um homem quer estuprar, tem ódio da mulher, não desejo.
Gente, meu país não é assim, isso é coisa do mundo. Sou carioca, tb dizem que as cariocas são putas, assim como todas as brasileiras. Nós não somos, usamos roupas ousadas, decotadas, curtas, mas somos mulheres dignas, trabalhadoras. O que usamos de roupa não nos diz quem somos. Minha irmã usa tatuagens e não usa drogas, como alguns pensam, por exemplo. É tudo preconceito.
Gostei muito do texto do rapaz. Ainda bem que existem homens com você no mundo.
Essa garota é a típica garota de faculdade do 1° ano, aqui no Brasil.
Elas não têm matérias muito interessantes para aprender então elas vão para o bar da faculdade e vão justamente vestidas com roupas provocantes para conseguirem chamar a atenção.
Ela é mais uma, com a diferença que a faculdade fez a fama dela e ela não precisou de nenhum esforço pra isso, só se vestir daquele jeito.
Achei ridículo a atitude das pessoas da faculdade – afinal de contas, o Brasil é um país machista, e só uma imbecil pra não saber o que uma roupa curta causa na reação masculina – mas mais absurdo e hipócrita foi a atitude desta jovem que está se promovendo em cima de tudo isso, recebendo propostas de revistas masculinas e MAIS, se ela aceitar qualquer proposta dessas ela só vai afirmar os xingamentos pronunciados pelos alunos da faculdade.
Graças a Deus teve o apagão e epero que
essa garota horrorosasuma da mídia!Aff, qe coisa I D I O T A, nada a ver com igreja envagélicaa seu Trouxa, A guria tem culpa sim, quer se MOSTRAR conseguiu, mas a os alunos tevee uma reação de ANIMAIS….
@ a sociedade é machista!
Aqui é Portugal, rapariga é o feminino de rapaz. A palavra em si não denota qualquer tipo de juízo ou opinião.
Triste! Ela simplesmente conseguio o q qria, chamar atenção.
Nada justifica a atitude da multidão.
Mas não se preocupem, quem sai ganhando com isso tdo, é ela mesmo.
Acho que a única coisa que ela poderia ganhar com essa confusão, seria uma surra dos animais que frequentam a mesma faculdade que ela.
O que é isso gente? Vcs continuam apedrejando a menina, certeza que se estivessem lá na hora tb estariam gritando todos os palavrões que conhecem. A mãe de vcs não lhes ensinou boas maneiras? nem mesmo compaixão? Se ela é um canhão e bagulho, como mencionado, isso é um problema só dela, todos têm direito de vestir a roupa que quiserem, chega desse papo de “roupa fora do lugar”, não vou ser hipócrita, posso muito bem olhar pra uma garota e achar ela vulgar…mas e daí? Isso não me prejudica em nada, por isso não tenho motivo de sair ofendendo, é simples assim!
Concordo com a Yasmin, exceto referente as pessoas em São Paulo serem conservadoras, não é bem assim, Paulistas também usam roupas curtas, e esse tipo de atitude tb nos chocou! Na universidade que estudei várias meninas usavam mini saia e isso nunca foi motivo de ódio e reprovação.
Quanto as pessoas que continuam xingando, lembrem-se, um dia a agressão poderá ser contra seu filho, e quando ele chegar em casa chorando porque foi agredido pelo modo de se vestir, vc vai saber no seu íntimo que um dia plantou essa sementinha do mal! Esse tipo de preconceito não é só com mulher de roupa curta, os emos tb são agredidos gratuitamente, bem como outras tribos que sofrem preconceito! Isso é democracia?
Acho que a única coisa que ela poderia ganhar com essa confusão, seria uma surra dos animais que frequentam a mesma universidade que ela.
O que é isso gente? Vcs continuam apedrejando a menina, certeza que se estivessem lá na hora tb estariam gritando todos os palavrões que conhecem, lamentável. A mãe de vcs não lhes ensinou boas maneiras? nem mesmo compaixão? Se ela é um canhão e bagulho, como mencionado, isso é um problema só dela, todos têm direito de vestir a roupa que quiserem, chega desse papo de “roupa fora do lugar”, não vou ser hipócrita, posso muito bem olhar pra uma garota e achar ela vulgar (as vezes nem pela roupa e sim pelo comportamento)…mas e daí? Isso não me prejudica em nada, por isso não tenho motivo pra sair ofendendo, é simples assim!
Concordo com a Yasmin, exceto referente as pessoas em São Paulo serem conservadoras, Paulistas também usam roupas curtas, e esse tipo de atitude tb nos chocou! Na universidade que estudei várias meninas usavam mini saia e isso nunca foi motivo de ódio e reprovação.
Quanto as pessoas que continuam xingando, lembrem-se, um dia a agressão poderá ser contra seu filho, e quando ele chegar em casa chorando porque foi agredido pelo modo de se vestir, vc vai saber no seu íntimo que um dia plantou essa sementinha do mal! Esse tipo de preconceito não é só com mulher de roupa curta, os emos tb são agredidos gratuitamente, bem como outras tribos que sofrem preconceito! Isso é democracia?
A questão não é a intenção que alguém tem ao usar um determinado tipo de roupa e sim usarmos a consciência e agirmos de forma civilizada. Quando eu era criança minha mãe sempre dizia: “não faça com os outros aquilo que vc não gostaria que fizessem com vc!” Pensem nisso…