
Obesidade não é formosura. Uma mulher com excesso de peso visita a Feira Agrícola de Montgomery, em Maryland (EUA). O sistema médico americano gasta cerca de 150 mil milhões de dólares (104, 6 mil milhões de euros) no tratamento de problemas de saúde causados pela obesidade – o dobro do que gasta com o cancro, segundo números revelados pela secretária de Saúde Kathleen Sebelius. Dois terços dos adultos (e uma em cada cinco crianças) são obesos e potenciais candidatos a ter problemas de coração, cancro e diabetes.































71 comentários
Mas por outro lado, sempre tem um outro lado, ela gorda assim não vai à praia em Albufeira. Quem deveria pagar esta conta do sistema médico americano era os fabricantes e anunciantes de fast food, pizzas e outras coisas…
Enquanto os alimentos enviados para os países africanos só engordarem as contas bancárias de uns poucos gajos, no mundo ocidental, caminharemos todos para este destino: consumir mais calorias do que nescessitamos que é para manter o sistema saudável, sem problemas nem de cancro, nem de diabetes. Muito menos de coração.
Isto é um efeito colateral da sociedade industrial, previsto por Marcuse no século passado.
Esta foto, vá-se lá saber porquê, fez-me lembrar uma outra que vi por aqui, de uma tal jogadora de vólei de praia.
E como disse @Edgard «no mundo ocidental, caminharemos todos para este destino», qual é a percentagem de portugueses que sofre de obesidade? p.e., aquela cujo perímetro abdominal é igual ou superior a 102cm?
Eu, p.ex.
Só come Fast Food quem quer. Quem come é que é o/a responsável.
Pela foto parece
A obesidade é epidémica nos países desenvolvidos. Devia ser considerada um problema de saúde pública e combatida como tal. Penso eu de que!
Continua a custar-me aceitar as pessoas como vítimas da indústria alimentar. Só come quem quer… e para se ficar *deste* tamanho, não é com um big mac por dia… é com DEZ. E se isso é ceder ao marketing, então estamos a falar de mentes muito fracas.
Já o Obi Wan dizia, a Força é especialmente eficaz nos fracos de espírito.
não é para publicar, é apenas para alertar. manias de gaja, está-se mesmo a ver. FormOsura. E sim, estás perdoado.
@ Pedro Couto e Santos
Perfeito, por isto justifica-se o gasto dos governos na correção deste desvio social a que você chama de fraqueza de espírito. Mas que na realidade é derivada de fatores sociais mais complexos tais como educação, oportunidades de relacionamentos sociais, religião, meio social, etc. etc.
A obesidade, assim como qualquer outra doença social como a anorexia, toxicomania, alcoolismo, stress, vicio em anabolizantes e todos os outros vícios causados pelo exagero das atitudes tomadas em função da necessidade básica humana de afirmação social, alimentação, sexo, etc, são, indiscutivelmente, um problema de toda a sociedade que cria e proporciona aos mais fracos meios acessíveis de auto destruição. Portanto os gastos dos governos com este tipo de problema são perfeitamente justificados por que a nossa sociedade, belo bem da chamada justiça social, é de todos e não só dos fortes.
O último Dart Vader que vi tentar formar seu grupo social baseado na doutrina eugenista de seleção artificial do indivíduo social, criou uma merda do cacete e até hoje é mostrado como exemplo do que não se deve fazer.
Em minha opinião, qualquer meio de discriminação seja ela feita pela cor, credo, religião ou, pior ainda, padrões sociais de comportamento e/ou estéticos, seguem, a meu ver, a mesma lógica de raciocínio animal que faz com que se tenha a tendência de matar a fome o irmãozinho mais fraco para ter acesso a melhor teta.
Pior que o dinheiro gasto com os obesos, ou outro fraco de espírito qualquer, é o dinheiro gasto com armamentos, que matam sobretudo os fortes de espírito, enquanto outros seres humanos, fracos de espírito, mas que por azar se reúnem na África, morrem a fome todos os dias.
Atenção que a informação do post é clara: dois terços dos adultos são obesos! Portanto a maioria das pessoas no mundo ocidental, é assim, embora o que vejamos na TV sejam somente corpos maravilhosos em pessoas fortes e saudáveis. Neste frio verão façam um exercício básico (não, não é correr): contem o número de pessoas gordas que encontram na praia e verão que os fortes de espírito são minoria. Aliais, e novamente em minha opinião, são uma miragem. Se procurarmos bem, todos nós temos nossos vícios sociais que de alguma forma serão também responsáveis por nossa morte. Nem que seja o de ficar a frente do computador comentando… Como sabem não acredito em espíritos.
@Edgard Costa
pois eu também, e não é por falta de ir fazendo exercício e de nunca optar por comidas “fast” (exeistem sempre outras tentações). Os tais 102cm vêm daqui
«Um estudo envolvendo quase 360 mil pessoas de nove países europeus e publicado na revista académica New England Journal of Medicine, divulgado pela edição online da BBC, descobriu que o tamanho da cintura é um “indicador poderoso” de risco. A gordura ao redor da cintura pode aumentar o risco de morte mais jovem, mesmo que o peso total da pessoa seja normal.»
@bluewater68
Pois…
O espírito deve ser um coisa qualquer que em função de sua força permite ou não que se ganhe uns centímetros no abdomen. Nós, de espírito fraco, idade avançada e maus hábitos a mesa, somos fatidicamente levados aos 102. Fazer oq?
A imagem mais próxima que encontrei de um espírito é esta aqui:
http://www.colter.com.br/imagess/cinta_photon_548px.jpg
Levando em conta que photon é uma partícula de energia, bem podia ser uma manifestação do espírito e com a força!
http://en.wikipedia.org/wiki/Photon
Se repararem bem a rapariga até tem uma cinturinha de vespa! A dimensão da bilha é que ultrapassa todos os limites!
Há que saciar as necessidades básicas da população! É a estabilidade do regime que está em causa!
Abraços.
Como disse a Serena Williams: Tenho um bundão e uns peitões, mas tenho uma conturinha de miss!
(o bocadinho de humor a algo que não tem piada nenhuma)
Quando via foto, parecia-me a Jennifer Lopez.
http://notasaocafe.files.wordpress.com/2007/10/kodenko_obesity01.jpg
Claro que a correcção é para publicar. Já se fizeram tantas, aqui! O que envergonha é não aprender. Obrigado.
E se todas as manias de gaja fossem essas!
@Edgard Costa, de acordo, eu apenas comentei que não creio que possamos simplesmente culpar o marketing das empresas de alimentos, que as pessoas são as principais responsáveis: não apenas quem sofre de obesidade (e outras coisas que tais), claro; também as famílias, os pais que deixam os filhos engordar, o grupo social em que se inserem como os amigos que insistem em mais uma saída para comer e beber, mais um pacote de cheetos, mais um gelado.
E… Edgard, somos todos amigos, mas tenho que dizer que não apreciei absolutamente nada o comentário que me faz passar por nazi… tenhamos calma.
Oh Edgard, agora que li mais comentários… sinceramente, ficámos um bocado presos à brincadeira que fiz com o Star Wars, não?
O meu comentário é claro: quem come 10 Big Macs por dia por ver um poster da McDonald’s tem que ser muito sugestionável.
Não quis implicar absolutamente mais nada, nem que a sua barriga é devida a fraqueza de personalidade, nem que a minha barriguinha se justifica com falta de inteligência nem tão pouco nada que se relacione com a existência ou não de espíritos (xiça, essa então!)
Já viram que os obesos americanos são diferentes dos portugueses?
Por cá temos muito as mulheres-tanque e os homens de ventre dilatadíssimo, lá é mais aquela disformidade entre o estômago e os joelhos, extremamente celulítica.
Apesar de tudo, acho que prefiro engordar em Portugal.
@Pedro Couto e Santos
Se te custa aceitar que estas pessoas são vítimas da indústria alimentar, então estude a História moderna da China e verifique o aumento significativo dos casos, antes quase inexistentes, de obesidade a partir do processo de abertura comercial daquele país e da adoção do modelo ocidental de industrialização. Avalie também o processo de poluição daquele país e verá que o problema está mesmo na indústria, como Herbert Marcuse previu em meados do século passado quando dava como exemplo, na década de 40/50, a própria China como exemplo de sucesso. Lá, apontava ele, antes da adoção do modelo industrial ocidental, quase não existia obesidade, nem poluição. Nestes aspectos somos mesmo os maiores exportadores de lixo da humanidade.
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1100396-EI298,00.html
A senhora estava a entrar numa feira agrícola. Se calhar é vegetariana e nunca nem entrou no McDonald’s. O que ela tem mesmo é dificuldade em controlar o apetite e isto é uma doença social e, portanto, de responsabilidade de todos nós, em qualquer parte do mundo, bem como deveria ser o contrário, o controle da fome, em qualquer parte do mundo.
Chamar aquilo de fraqueza de espírito é no mínimo descriminatório, em minha opinião. Eu compreendo o problema dela e sei da dificuldade em resolve-lo. Não tens este problema? Sorte tua. Mas isto não faz ninguém forte nem fraco, independente do que coma, somente diferentes.
Idealista, comunista, ingenuidade… Sou mesmo assim e não desisto de acreditar que um dia poderemos ter uma efetiva sociedade plural e justa. Porém muito distante da perfeição eugenista e oligárquica do modelo Star Wars de sociedade clonada. Causa-me comichões sempre que alguém aplica um pensamento “filosófico” do George Lucas.
*discriminatório
@Pedro Couto e Santos
Fui rever os comentários anteriores e esta já é a segunda vez, aqui nestes comentários, que deteto,e comento sobre, algum aspecto comum na expressão da tua opinião e na orientação do comportamento dos nazistas.
Será isto coincidência, ou estarei eu a ter alguma espécie de má vontade exatamente contigo? Vejamos pois, os dois, o que é que me leva a este tipo de engano. Não te ofendas com a minha opinião. Ela não passa disso, minha sincera opinião. E se não fossemos todos amigos, nem a te dava.
Eu tenho 1,73 de altura e peso 150 kilos.
Os médicos consideram-me obeso mórbido, tenho diabetes, hipertensão, apneia de sono, sofro imenso das costas e pernas, acordo com dores e adormeço sempre com dores.
Não quero que tenham pena de mim.
Dia 1 de Setembro vou tentar pela milésima vez a última dieta rigorosa antes da solução final.
Já fiz mil e muitas dietas, herbalife por exemplo, emagreci 17 kilos e de seguida engordei 38 kilos.
Em 1992 fui operado 4 vezes num espaço de tempo de 3 meses, tudo anestesia geral, operações grandes e complicadas. Durante 6 meses tomei doses industriais de cortisona entre outros remédios e inchei, muito mesmo.
Sinto-me bem? Não, posso parecer mas não sou feliz nem me sinto bem. Mal consigo andar a pé, mas esforço-me por andar, como aquela rapariga da foto. Como ela, sempre que vou à rua sinto-me “olhado” e “gozado” pelos outros, nem que seja pelos “olhares discriminatórios”.
O ano passado o INEM veio buscar-me 8 vezes de urgência, numa delas sofri um ataque de asma e pensei que tinha chegado a minha hora, senti-me flutuar na sala. Sensação muito esquisita que nunca mais irei esquecer.
Já fiz ginástica, mas fazendo-a corro o risco de sofrer um enfarte por causa da falta de oxigénio que costumo ter. Tenho que ficar ligado a uma máquina de oxigénio todas as noites, 8 horas ligado.
O meu crime é ser gordo, o meu mal é nunca ter tido um médico que me ajudasse realmente, porque os que ajudam levam muito dinheiro e eu não tenho dinheiro para lhes dar por isso recorro ao nosso sistema de saúde.
O meu outro crime é nunca ter conseguido levar uma dieta em frente, parece fácil, mas hoje em dia torna-se caro, muito caro mesmo em pequena quantidades.
Dia 1 de Setembro vou começar uma nova etapa. Nada de carne vermelha, muita fruta e saladas, yougurtes magros, sopas e essencialmente comida macrobiótica. É caro mas é a minha última oportunidade, porque hoje estou vivo, amanhã posso não estar.
Para terminar, nos EUA o Mcdonalds é considerado a comida dos pobres, é barato e existe em todas as esquinas. Não é para eles um estilo mas sim uma necessidade, porque muitos nem sequer têm um tecto para dormir, muitos dormem na rua e comem no local mais barato (quando comem) que encontram.
Não gozem com os gordos, nem os tratem com pena porque não precisamos. Tratem-nos como seres vivos que precisam de ajuda, não de gozo.
Como nutricionista não posso aceitar que seja apenas causa da industria. Em tempos, foi hoje… hoje em dia existem muitos outros problemas que vão desde a disponibilidade de alimentos até à condição social.
Empresas de fast food, como por exemplo, MC’s e Burguer King, caso o cliente faça essa escolha, tem opções mais saudáveis que a grande maioria dos outros restaurantes.
Sempre que vou às compras e vejo os cabazes dos clientes fico maluco. Basta ver a luta que é quando o óleo está em promoção.
Existe algo muito preocupante. Apesar de as pessoas continuaram a não se sentirem bem com o peso que tem e muitas vezes serem infelizes, hoje em dia a vergonha ficou posta de lado. Antigamente, existia um ou dois alunos gordos numa aula. Hoje, são tantos como os outros. As pessoas perderam a vergonha porque basta olhar para o lado e há sempre uma, duas, três pessoas em pior estado.
Se nos adultos é preocupante nas crianças ainda é mais.
Só outra coisa. Antes de cortar na ração e merdas tipo Herbalife existe algo que é preciso fazer. É aprender a comer. Como as pessoas querem soluções rápidas, estamos onde estamos… E ainda vamos piorar muito…
Kodiak
O problema, e falo no meu caso, até hoje não houve um nutricionista que me ensinasse a comer, a escolher os alimentos e a dizer quais os alimentos que posso comer.
Neste país, não existe nenhuma forma de nós os que precisamos de facto, de sabermos talvez coisas simples mas que para nós são complicadas de entender.
Os que existe pedem dinheiro, muito dinheiro, no sistema de saúde apenas falam connosco, pesam, medem e pouco mais… ahhh fazem uma lista estúpida que geralmente é ignorada por nós.
Porque é fácil dizer “olha come sopas e saladas!” mas e que ingredientes devemos comprar? Como devemos fazer? E se continuarmos com uma fome descomunal o que devemos comer? Podemos mesmo comer?
E eu não perdi a minha vergonha, eu tenho vergonha de sair à rua, isso tenho e muita!
@Kodiak
Bom dia a todos!
Mas porque quando se fala em indústria vocês se lembram do fast food? O que isto tem a ver com toda a indústria alimentar e com os mal hábitos alimentares cultivados no ocidente? Como nutricionista conhece o trabalho que o Jamie Oliver desenvolve junto ao governo inglês afim de modificar o hábito alimentar das crianças de Inglaterra? Conhece a dificuldade que há em modificar o processo de produção industrial, por exemplo, da indústria dos refrescos que usava toneladas de açúcar afim de dar sabor aos seus “alimentos”? Conhece a dificuldade que se tem em controlar as dosagens de sal e gordura na indústria dos pães, biscoitos, dos diversos “cheetos” que existem?
Quando falo no processo industrial ocidental nem me passa pela cabeça o McDonalds, mas na indústria que faz do carbohidrato o alimento de eleição porque é mais fácil e barato de produzir do que os vegetais, já que estes dão “dores nas costas” para se retirar do solo.
Quando falo na indústria penso na massificação do consumo de pizza que começou, nos EUA, como o Andrade descreveu, com uma comida para pobres e para se comer em pé, na rua, no intervalo do trabalho. Quando penso em indústria alimentar penso naquele processo de industrialização descendente de 1929 a 1945, anos de maior pobreza no mundo, quando em Portugal comia-se pão e água (açorda, migas, sopas). E que é herdeiro da Revolução Industrial.
Penso nos dias de trabalho onde as pessoas comem muito mal, de pé nos diversos cafés espalhados na urbe, um prato de sopa, um pão e um rissol! Ou uma sandes de sei lá o que? E engordam, claro que engordam.
Absolutamente: quando falo em indústria alimentar penso que o fast food é apenas um dos intervenientes em um processo que está todo errado e que finalmente começa a ser modificado com a adoção de medidas governamentais que efetivamente tragam qualidade aquilo que se come.
Por favor, pelo menos, assistam a duas série definitivas que passam na Odisseia e canal de História: Toda a verdade sobre comidas e A comida Americana, respetivamente.
Num dos episódios da série da BBC Toda a verdade sobre comidas, mostraram porque as crianças não gostam de legumes e como fazê-las gostar. Foi simples a solução: chamaram três jovens e bonitos heróis daqueles que a garotada via naquelas séries ridículas do Disney Channel e os puseram a visitar as escolas e a almoçar com as crianças. Mas com uma condição: os heróis só comeriam legumes e frutas! Foi uma festa. Todos comeram legumes sem reclamar. Agora vejam o que a juventude “Morangos com Açúcar (!!!)” come todos os dias nos episódios da TV. Querem o que? Que as crianças emagreçam e se alimentem bem? E isto não é marketing? Os hábitos sociais ocidentais não são pasteurizados? E o que dizer do tabaco? vejam todos os filmes dos anos 60/70 que verão os heróis a fumarem. O que queriam? Que depois as pessoas não fumassem?
Boas
@Andrade.
Neste país existe sempre o SNS. O problema é que existem muitas lacunas. Eu não trabalho para o SNS mas a minha mulher trabalha. Na área do Centro de Saúde que ela trabalha, o rácio de utentes para nutricionistas diz que deveriam estar a trabalhar 5 para cumprir as necessidades da população. Ela faz mais de 60000 pessoas sozinha. Como é óbvio não dá para toda a gente e faz com que o tempo entro consultas às vezes seja demasiado elevado (em muitos casos é preciso no mínimo um acompanhamento mensal). Apesar deste grande problema ela tem utentes que perdem 20kg apenas com modificação de hábitos e corte de quantidade de alimentos ingeridos. E acabam por manter esta perda de peso que é o mais importante. Mas existem outros que não querem saber. Vão às consultas fazerem o frete e depois espantam-se que não perdem peso. A Força está sempre presente e tal como decidir que se quer deixar de fumar, a cabeça é das coisas principais. É preciso ter a mente forte.
O norte do país está melhor apetrechado de nutricionistas visto que a uníca faculdade onde durante muito tempos se formaram nutricionistas é de lá. No centro e sul ainda falta muita gente.
É preciso também destingir de entre quem realmente sabe o que fala, de outros que apenas, porque está na moda ou para proveito próprio, usam o título e só fazem merdas. É que tanto o Póvoas como o Tallon em tempos eram médicos mas hoje em dia são nutricionistas.
@Edgard
Quando falei do fastfood foi apenas como exemplo. Esta não é a única culpada. Basta ter como exemplo os produtores de cereais de pequenos almoços que não só carregam em açúcar o produto como colocam sempre brindes do que está na moda para atrair e “prender” as crianças ao seu produto.
Conheço pouco do Jamie Olivier para estar a falar mas a ideia que tenho dos cozinheiros que falam sobre alimentação saudável não é a melhor. Antes pelo contrário. Não só vão à televisão mostrar confecções muito más em termos de saúde como só dizem bacoradas.
É fácil lembrar do problema da redução do sal provocou na AR com o Bernardido a gozar com os “pãozinhos sem sal” esquecendo-se ele dos problemas existentes em PT derivados da HTA e os custos que isso representa para o País.
Por ex, onde moro, Figueira da Foz, existe um projecto já à mais de ano, onde a grande maioria das padarias reduziram, em muito, a quantidade de sal que incorporam nos seus produtos. Quantidade esta verificável através de análises. Basta é vontade. As pessoas a principio estranham mas depois entranham.
Um dos problemas é que é mais barato comer merda do que comer saudável.
Os alimentos mais calóricos são mais baratos. É um grande problema.
O facto das pessoas comerem em snack e derivado o famoso rissol/folhado, a sopa carregada de sal e mal confeccionada e ainda a bebida com toneladas de açucar e gás, é um problema de escolhas. Cada vez mais existem melhores escolhas nós é que não as fazemos. Outra coisa. Se o sítio onde vou comer não tem determinados alimentos saudáveis (por ex um peça de fruta para acabar a refeição) passa por pedir para eles terem. É impressionante como cada vez mais os proprietários dos estabelecimentos compram este tipo de coisas porque os clientes pediram.
E a publicidade. Que fala da maravilha de determinados produtos, por ex bebidas para diminuir o colesterol, e só no fim, em letras muito pequenas e a passar rapidíssimo, que apenas funciona com uma alimentação saudável e um estilo de vida saudável?
Bebo uma dessas bebidas e depois posso comer um cabrito
Para a maioria das pessoas é esta a mensagem que passa.
Em termos de alimentação não existe um pílula milagrosa. As coisas demoram tempo e é preciso muito esforço para as levar a bom porto. Mas consegue-se. Eu próprio perdi 16kg só modificando os meus hábitos alimentares.
A série da BBC é 5*. Deu e repetiu na 2
A da Odisseia não conheço.
Kodiak
@Edgard:
A minha citação do Star Wars foi uma piada, eu gosto muito dos filmes, mas não me parece que o George Lucas seja o mais profundo dos filósofos.
Quando me sento a ver o stand-up do Ricky Gervais e ele diz que foi contactado para fazer uma actuação de caridade a favor dos doentes de obesidade e se vira para o público e diz: “it’s not a disease.. is it? Just stop eating.”, eu rio-me.
E não é por me rir que acredite que o problema é assim tão simples; se fosse só parar de comer não haveriam tantos obesos. Peço desculpa se tenho tendência para mandar umas bocas, não queria ferir susceptibilidades.
Eu vou olhando para a minha barriga e vou tentando mantê-la de um diâmetro aceitável (a minha medida é ter uma linha de visão directa para, pelo menos, os pés. Quando a barriga aumenta, corto algumas coisas – batatas fritas, snacks, gelados, refrigerantes – até ela voltar “ao sítio”. E vou fazendo exercício, mais porque gosto do que por outra coisa.
Mas mesmo assim eu compreendo o desejo de comer. O meu vício são batatas fritas de pacote (uma marca específica), cada pacote tem cerca de mil kcal e tenho que fazer um esforço sobre-humano para não comer um todos os dias.
Porquê? Certamente não é porque tenho fome… é porque… me apetece, porque tenho esse desejo.
Também não tenho dúvidas que o marketing seja nocivo. Costumo dizer que a publicidade é um cancro – exagero, claro, mas compreendo que se eu tento fazer as minhas escolhas baseadas em critérios meus e não em anúncios e posters brilhantes, haja muita gente que não o faça. Caso contrário, a nossa economia não precisaria de publicidade para nada e as empresas gastariam o dinheiro noutro lado.
Quando ao nazismo, não fico ofendido porque tenho mais que fazer. Eu abomino o nazismo e ideologias semelhantes, aliás, sinto muito mais simpatia pelo anarquismo do que por seja o que for minimamente de extrema direita (ou esquerda, já agora, porque acabam por se tocar).
Tenho asco de ideias sobre humanos superiores, raças supremas ou pureza da espécie; acredito que é quando os humanos se misturam que a espécie evolui e não quando estes se separam em grupos fechados (isto é da ciência, mas pronto, também pode ser da ideologia, se o quisermos), gosto de países com fronteiras abertas, de pessoas que circulam livremente, que falam livremente, que cantam, escrevem, pintam livremente.
Sou também pouco amigo das ideias de militarismo. Fazem-me sempre um pouco de comichão os grandes exércitos, todos os mísseis e tanques em parada, os uniformes e as bandeiras e todo o nacionalismo que lhe está inerente. Nacionalismo até faz pouco sentido, para mim… se estamos num país, foi porque, por acaso, nascemos ali. E não significa que não amemos o nosso país – os afectos são mesmo assim, coisas humanas.
No entanto e no final de um comentário que mais valia ser um post, devo acrescentar que não sou grande amigo de uma sociedade de dependência que muitas pessoas parecem defender. A culpa de tudo é da sociedade e a obrigação de resolver todos os problemas é, portanto, dessa sociedade.
Mas depois vamos ver e não é a “sociedade” (coisa genérica que ninguém sabe bem o que é), é o Estado, muito mais palpável. Odiamos o Estado, mas queremos ser suportados por ele. Amparados.
Coitadinhos, coitadinhos daqueles, o Estado tem que ajudar.
Eu preferia que todos aprendessemos a responsabilizarmo-nos por nós próprios e pelos que nos rodeiam. Uma sociedade que desse mais valor ao indivíduo, que ensinasse os miúdos a ter confiança, que transmitisse a todos a noção simples de que o mundo é bonito, de que a humanidade é capaz de coisas fascinantes e de que a vida vale a pena.
Afinal, aquilo que nos é transmitido constantemente, pelo media (por exemplo), é que o Estado precisa de apoiar. Diz um que o Estado falhou o apoio, o outro pergunta onde estão os subsídios do Estado, o seguinte acusa o Estado de falta de condições.
Crescemos e vivemos à espera da muleta e nunca nos ensinam que podemos ser nós, independentes e responsáveis e que podemos apoiar os outros.
Entregamo-nos à misericórdia do Estado como os crentes à misericórdia do Senhor.
E chega por agora.
Já estive para comentar esta posta (*) mas ao ler os comentários fui assaltado pelo bicho da fome e só agora, aproveitando o período da manhã e de uma apaziguadora noite no travesseiro (*) tive o apetite (*) de comentar.
Eu sou daquelas pessoas que se podem considerar obesas, senão todo o ano pelo menos durante uma boa parte do ano. Tenho uma enorme amplitude “calorífica” durante o ano e se no Verão, tal como agora, me aproximo dos 80 kg já nos primeiros dias de Janeiro ” mando-me para perto dos 100 o que para um bípede que mede 1,78 já é um pouco de exagero. Felizmente, esta variação acontece de forma perfeitamente natural pelo que não faço qualquer esforço nem para engordar em para emagrecer. Pensando bem, isto de falar em emagrecer tem o seu quê de humorístico – faz-me lembrar os bons tempos em que, armado em queque(*), fazia queda-livre e sinalizava “vou subir” quando um gajo vem por ali abaixo a abrir que nem um toucinho
do céu(*). Infelizmente um problema na tíbia (*) impediu-me de continuar. Portanto, repondo a realidade dos factos, eu efectivamente não emagreço, apenas fico menos gordo.Ora, depois de todo este testamento para aí de mil folhas(*) vou directamente ao prato principal (*)
- A publicidade uma ova! (*)
Essa é de partir o côco (*) a rir!
Tem cada uma. Agora a publicidade é a culpada de um gajo andar por aí feito numa bola-de-berlim!? (*)
A melhor publicidade que alguém pode fazer à comida não vem pela televisão fora mas sim pelo facto de termos nariz, boca com especial ênfase para o palato e olhos – “até os olhos comem…”.
Nem os Jesuítas (*) resistiam – não venham agora para cá com a conspiração da publicidade…
Em abono da verdade o que a publicidade tem feito ao longo dos tempos é precisamente o contrário contribuindo em muito para um modelo de humano (principalmente a mulher) que está completamente fora da normalidade!
Efectivamente, a publicidade não obriga ninguém a comer mas, de uma forma deveras perniciosa, realmente obriga as pessoas a ficarem magras e quando me refiro a este obrigar não o faço em vão – ninguém tenha dúvidas que existe uma enorme pressão para que as pessoas sigam um modelo que é completamente anti-natural!
É que até pode haver pessoal que seja iludido pela propaganda da “comida” (*). Pessoalmente, posso contar pelos dedos de uma mão as vezes que comi num McDonalds. É a mais pura das verdades e até posso enumerar onde e quando o fiz:
- Bomba de gasolina à saída do viaduto da 2ª circular (tenho um irmão que vive ali perto na Quinta do Lambert) – 2x, uma para aí há uns 6 ou 7 anos e outra neste ano, em Junho;
- 1x Aeroporto de Lisboa, para aí há uns 10 anos;
- 1x Ponta Delgada para acompanhar os filhotes que felizmente também não gostam destas coisas com a excepção de uma fatias de Pizza hate (*) por ano
E quem diz este diz qualquer outra “tasca” do tipo fast-food. Sou mais do tipo cozinha tradicional e grelhados e não penso que esta “cuisine” esteja lá muito difundida na propaganda…
Ah!, a cereja em cima do bolo: (*)
- Fico atónito quando alguém escreve ou fala acerca dos graves problemas monetários que a gordura pode provocar no actual sistema social e que, pura e simplesmente, se esquece que o mesmo acontece com o oposto ou seja, com a moda do “magro”. E, note-se, de uma forma cada vez mais galopante!
Não existe forma de (eu) conseguir perceber esta “memória” selectiva…
@braço.
(*) – Desculpem-me a publicidade e de estar a contribuir para um mundo cada vez mais obeso…
PS: Apesar das referências a algumas guloseimas bem conhecidas no panorama nacional, devo esclarecer que não gosto de comer coisas doces excepto quando, pontualmente, o organismo a isso me obriga o que acontece para aí uma ou duas vezes por ano.
@Andrade, não sei se o Kodiak, nutricionista, concordará comigo ou não e como eu não sou especialista vou falar “sem saber”: parece-me que em vez de enfrentar modificações na alimentação como “uma dieta”, há que dizer simplesmente que se vai mudar a alimentação, para sempre.
No fundo, corrijam-me se estiver errado, ‘dieta’ todos temos: aquilo que comemos é a nossa dieta; entretanto deu-se outro significado a dieta: ‘fazer dieta’, como sendo um período de alimentação diferente do habitual, que acaba por terminar.
Passar a comer melhor é como deixar de fumar. Um fumador que deixa de fumar, não pode dizer a si mesmo que vai não fumar durante 3 meses e depois volta a fumar outra vez. Não ganha nada com isso.
E digo isto sabendo muito bem que devia comer menos fritos e bolos.
Achei o teu comentário fantástico e desejo que consigas atingir o teu objectivo e que a tua saúde melhore.
@Pedro Couto e Santos
NEM MAIS.
Bolas!
Esqueci-me das bebidas!
Complemento:
- No rol das coisas doces encontram-se os “refrigerantes”. O meu dicionário parou no tempo e apenas se podem encontrar referências a:
- Vinho;
- Água;
- Chá;
- Café.
Esta, devo considerar a melhor bebida do mundo e arredores. Pessoalmente, para além do efeito, adoro aqueles sabores!
E mais uma vez – considero o Nespresso a maior banhada de sempre. Não, não é por ser do contra mas apenas devido ao simples facto de gostar do café tal como ele é e na grande maioria das vezes preferir o de “saco” ao “cimbalino 8). Só de pensar naquela espuma que dá para colar peças de madeira a andar cá pela minha tripalhada…
Ah!, e a falta daquela mocada que só o verdadeiro café proporciona…
PS: Quanto ao Nespresso devo esclarecer que já seriam precisas muitas mãos para enumerar as vezes que bebi um “café” daqueles. Também não chegariam as duas (mesmo recorrendo aos dedos dos pés) para contar as qualidades já provadas. Em todas elas a posterior reacção foi – “onde existe por aí um café digno deste nome?”
Esclarecimento:
A referência ao nespresso, como já devem ter percebido, “nasceu” apenas devido ao pernicioso efeito da publicidade nas mudanças dos hábitos alimentares da sociedade contemporânea…
@jocaferro.
Quanto ao Nespresso não sei mas, apesar de não concordares/não compreenderes, a publicidade/marketing é muito importante. Sugestiona. Não é por acaso que a comida está exposta de determinado modo e em determinado sítio nos hipermercados.
Há manuais a dizer como se deve dispor os produtos nestas superfícies para “obrigar”o consumidor a comprar.
Kodiak
@jocaferro, desculpa mas não compreendo como é que “café tal como ele é” e “de saco” são coisas compatíveis.
Sou grande apreciador de café e bebo-o de muitas formas, até Nescafé mas nada bate uma bica bem tirada. E o Nespresso é muito, muito bom, especialmente as variedades mais intensas.
@Andrade,
eu li esta parte «Já fiz ginástica, mas fazendo-a corro o risco de sofrer um enfarte por causa da falta de oxigénio que costumo ter.», mas também li a parte onde menciona a tentativa de uma nova dieta. Por isso, espero sinceramente que essa possa trazer significativas melhoras no seu estado de saúde, sobretudo, que lhe permita caminhar sem sofrimento. O peso desta pessoa é inferior ao seu, mas se puder, espreite este blogue. Cito «Hoje, 13.08.2009 atingi a bonita fasquia dos 99,4 Kg, ou seja menos 15 Kg (114,4Kg) do peso inicial, recorrendo apenas a algum controlo alimentar e a alguma actividade fisica moderada, muito concretamente, um passeio diário de 1 hora.». Um passo de cada vez, o tal nutricionista que seja realmente capaz de ajudar, e força de vontade, três factores que vão garantir o sucesso da próxima etapa.
@Pedro Couto e Santos @jocaferro
Nesse ponto eu subscrevo «E o Nespresso é muito, muito bom, especialmente as variedades mais intensas.». Isso e o facto de não sujar. Foi uma das grandes invenções dos últimos anos, logo a seguir à Bimby, esse objecto do Demo que ia gerando o divórcio cá por casa.
«Só de pensar naquela espuma que dá para colar peças de madeira a andar cá pela minha tripalhada…» bem…por momentos essa imagem conseguiu perturbar, de forma muito ligeira, o intenso prazer que obtenho em saborear 2 Nespresso por dia
@bluewater68
Isto é um grande erro. Não existem duas pessoas iguais. Apesar do peso ser “semelhante” existem n factores que intervêm no processo, sejam eles a idade, sexo, actividade física, profissão, metabolismo basal ou hábitos alimentares.
Os planos alimentares têm de ser individualizados e personalizados.
A única coisa que todos têm em comum são:
- Fazer todas as refeições recomendadas (PA/MM/Almoço/MT/Jantar/Ceia);
- Cozinhar de uma forma mais saudável (retirar sal e diminuir quantidade de gordura);
- Escolher melhor o tipo de alimentos (carnes gordurosas, alimentos muito processados e ricos em gordura ou açúcar, produtos de pastelaria, etc…)
- Fazer algum tipo de actividade física nem que seja 1 hora a andar (mas a andar e não a pastelar);
- Compreender desde logo que os resultados podem não ser imediatos e o que se pretende é algo a longo tempo. Perder peso sim senhor mas que seja algo controlado, de uma forma gradual e que se mantenha por um grande período de tempo. Não adianta perder, como é muito habitual, 10 kg para o verão e assim que este acaba começar a “enfardar”. Isto é a morte do artista…
- etc…
Kodiak
Concordo em muito com o que o Pedro Couto Santos diz.
O que a publicidade faz é com que nos sintamos infelizes por não sermos tão magros, tão belos, tão ricos, por não termos tantas coisas como as que eles tentam nos impingir.
Não acredito também que a obesidade seja uma doença do mundo ocidental. Em Paris ou em Manhattan, só para citar dois exemplos extremos, as mais caras lojas de roupas não vendem tamanhos acima do 40. Ser magro é chic.
Ser gordo é visto como sinal de pobreza, sim. Porque o fast food é barato e porque não há dinheiro para fazer tratamentos topo de gama e intervenções cirúrgicas que façam desaparecer os quilos a mais que quase todos nós temos tendência a acumular.
Andrade
Não me parece que o que você precise seja de um nutricionista que o ensine a comer.
Aposto que você sabe muito bem o que engorda e o que não e saberá muito bem o que comprar e como fazer -cozido em vez de frito, por exemplo, sabe não sabe ?
Isso tudo são manobras de distracção e desculpas que usamos para nós e para os outros e você sabe disso.
O seu problema está dentro de si e não fora. É da sua vergonha, da sua falta de amor próprio, da sua falta de motivação que você tem que tratar…
É claro que o seu problema está num estágio muito avançado, a minha experiência é só a de uma gordinha em potencial que fez todas as dietas e tomou de tudo para parecer-se com as modelos da publicidade… mas…
Aprendi que salada de alface + peixe cozido para mim não funcionam. (Ao sétimo dia das dietas já estava tão farta daquela comida sem sabor que caía de boca numa -ou mais- pizza e nos meus adorados gelados.) O que funciona é: comer aquilo de que eu gosto, mas MENOS.
Meia pizza em vez de uma inteira, meio pote de gelado em vez de um inteiro.
Não repetir, não exagerar, e meter uns legumes, frutas e saladas pelo meio.
E depois de descobrir uma Terapeuta com quem senti afinidade e começar a tratar da minha cabecinha e do meu amor próprio, descobri que o meu peso estabilizou porque parei de usar a comida para preencher vazios e passei a comer apenas por prazer. Sem excessos que levassem do prazer à culpa…
O que não quer dizer que tenha que ser tudo muito natural. Se puder recorrer à cirurgia, força ! Mas conheço pessoas que fizeram redução de estômago e passados 2 anos estavam obesas outravez. Faltou tratar da cabecinha…
Boa sorte
@BrancaINPura
Na grande maioria destes casos, isto são soluções a médio prazo pois as pessoas fazem os ditos tratamentos mas não aprendem realmente a comer. Resultado:
Mais cedo ou mais tarde voltam ao mesmo ou pior
Outro absurdo corrente. O excesso de Hidratos de Carbonos faz mal mas são sempre necessários pois são o nosso principal fornecedor de energia. Têm de estar presentes em todas as refeições. Dependendo de pessoa para pessoa a quantidade pode ser mais ou menos mas nunca é ZERO.
Apesar de comer meia pizza, meio gelado etc… continua a comer.
Se eu de um momento para o outro deixar de fumar os meus 10 cigarros habituais e passar só a 5 estou a fazer uma boa redução. Mas os malefícios desses 5 continuam lá…
Comer pizza, gelado, etc sim senhor pois a comida também tem de nos dar prazer mas temos que restringir este tipos de alimentos. Reduzir quantidade (peso de comida) mas também ao número de vezes que as como.
Tudo dito
Kodiak
@Kodiac
Eu referi-me à diferença de peso apenas para salientar que ambos estão em etapas diferentes. Neste momento, @Andrade, tal como diz, não conseguirá fazer 1h de caminhada por dia. Mas depois da tal dieta, talvez já seja capaz de o fazer. A sugestão de leitura daquele blogue foi apenas e somente para mostrar que a força de vontade e outros factores, são capazes de fazer a diferença de forma positiva. Espero que não tenha lido essa sugestão, como um guia para @Andrade seguir os mesmos passos, pois isso não faria qualquer sentido. Cada caso é um caso e «não existem duas pessoas iguais»
@bluewater68
Eu entendi. Apenas escrevi aquilo porque a grande maioria das pessoas não entende e tende a fazer a “dieta” da amiga, do filho, etc…
Kodiak
@Kodiak, não é só nisso. Então e a receita que foi passada ao amigo? “Ai tiveste borbulhas? E o que foi que te receitaram? Dá-me lá o nome da pomada para eu ir à Farmácia”
No que diz respeito a informática e saúde, nós costumamos ser um país de ‘especialistas’.
Se falarmos de força de vontade, há 4 anos atrás, eu não conseguia imaginar passar sem 2 maços por dia. Houve um conjunto de acontecimentos que se juntaram e que fizeram com que nunca mais tocasse num cigarro. Na altura eu tinha preocupações deste tipo «E se eu fumo apenas porque tenho um tique de mão? O que farei depois? Ponho a mão no bolso? Procuro uma caneta para brincar?». Agora, só tenho vontade de rir disso. Mas uma coisa é certa, a vontade de fumar um cigarro nunca vai desaparecer e só depende de mim resistir a isso
@bluewater68
Lol.
Foi o que disse com a dieta da amiga, filho, etc…
Também há muito o “eu como menos do que tu como é que não emagreço/ tu não engordas?”
Também sou ex-fumador e tenho sempre vontade de fumar e adoro o sabor do tabaco mas como sei que não vale a pena ceder a este desejo… Aqui é que entra a vontade/a força de resistir
Kodiak
Eu li o blogue de que o Bluewater fala e achei uma boa ideia o autor fazer um diário virtual, é uma maneira de manter a motivação.
…e fiquei sinceramente feliz quando li o nome do último post, “Objectivo atingido”.
Kodiac
Sabe, eu morei no Brasil e lá há não só planos de empréstimos mas também consórcios para fazer cirurgias plásticas. O que eu acho muito bem, o sonho de um corpo (quase) perfeito pode ser considerado um desejo fútil, superficial ou materialista, mas deve estar ao alcance de todos mesmo assim.
“Fútil” mas não elitista ! rs
Claro está, se só se faz a cirurgia e não se mudam outros factores na vida, o melhor é começar a poupar para o próximo empréstimo logo que se sai da clínica… o que muitos devem fazer aliás ! rs
Eu não como meia pizza todos os dias, foi só um exemplo, há tantas outras comidas que eu acho deliciosas ! E algumas até são muito saudáveis… rs
Descobri é que para mim a privação levava à compulsão.
O que me levou a uma negociação comigo mesma.
Como menos -e a verdade é que o estômago acostuma-se, é preciso ter paciência mas acontece.
Como devagar e assim consigo ouvir o corpo a dizer: “já estou satisfeito, a partir de agora estás por tua conta e risco !” lol
E não me enfardo de entradas+sopa+almoço+sobremesa. (salvo raríssississimas excepções)
Um prazer de cada vez, ao longo do dia.
Ahhh, e raramente como “qualquer” coisa só porque são “horas de comer”.
Como ADORO comer e sei que não posso abusar, procuro comer só aquilo que me dá mesmo muito prazer. Porque sabe bem ou porque me faz bem.
Andrade, eu sou só eu, mas já aprendi algumas coisinhas nesta minha vida.
(neste caso até trabalhando com mulheres e com beleza)
Espero ter ajudado de alguma maneira…
Ah, e peço desculpa ao dono da casa por ter entrado e dirigido o meu comentário a um dos comentadores.
Mas a história do Andrade comoveu-me…
BrancaINPura, o comentário é seu e dirige-o a quem quiser!
Fui brincar um bocado com a minha filha para a praia para recuperar forças
Eu também dei só um exemplo.
Se eu comer na segunda meia pizza, na terça meio gelado, na quarta meia nata, na quinta meio folhado, na sexta meio rissol e sábado meio dose de batatas fritas, ao domingo posso comer qualquer coisas pois “portei-me” bem durante toda a semana.
Não estou a falar de entradas mas ambas as refeições principais têm de ser sopa+prato+sobremesa (fruta).
O nosso corpo trabalha 24 horas por dia. Assim sendo necessita de um fornecimento constante de energia (durante as 24 horas) apenas diminuindo um pouco esse consumo quando estamos a dormir. Mas como é óbvio, continua a gastar e a precisar de energia (razão porque muitos idosos e diabéticos morrem a dormir). Desta forma, para ter energia diz ao “dono” que tem de comer. Normalmente, quando diz ao dono que tem de comer (ou seja, estamos com fome) já está em carência. Por norma, damos comida ao corpo de uma forma sôfrega e em excesso. “Comida” essa que ultrapassa as reais necessidades do organismo e fica depositada sob a forma de excesso.
Comer porque são horas de comer, ou seja, às refeições pré-estabelecidas (Pequeno Almoço – Meio da Manhã – Almoço – Meio da Tarde – Jantar – Ceia) é o ideal. No final faz com que apesar de comermos mais vezes, estamos a dar energia de uma forma mais constante ao nosso organismo nunca este entrando em período de carência. Nunca entrando em carência faz com que nós, por exemplo, ao almoço e jantar não comamos demasiado nem andemos a petiscar entre refeições.
Kodiak
E eu a pensar que era gordo…
Rui
@Andrade
De uma olhada nestes aqui. Temos seguido, eu e minha esposa, com algum cuidado e já conseguimos perder cerca de 12 kilos em 5 meses. Pode-se, e deve-se, comer o que quiser, com diz Kodiak. O que há é um controle da quantidade das calorias. São atribuidos pontos aos alimentos e você não pode passar de um determinado valor diário, em função de sua situação. Funciona e dá a nós o controle sobre o que comemos.
Importante que se você sai da orientação deles, engorda mesmo e se segue emagresse. Não é difícil, Tem é que ter disciplina. Mas posso te garantir que funciona.
Trata-se de uma empresa muito grande, norte-americana, que tem filiais em muitos lugares, inclusive em Espanha, mas infelizmente não em Portugal. Comprei os meus livros no Brasil.
http://www.vigilantesdopeso.com.br/como_funciona.aspx
Marco
Bem, agora que você me pôs à vontade, sou capaz de me esticaaaaaaaaaaaaaar… rs
Branca
Kodiac
Ah, eu já sei isso tudo ! Anos de megahiperconsciência corporal e muita informação -sem no entanto “ouvir” o próprio corpo, só o que era suposto fazer.
A minha actual “fórmula de sucesso” é fruto de tudo o que fiz (erros e acertos) e aprendi, e principalmente do facto de não aceitar o remédio do vizinho como o adequado ao meu problema. Afinal, o mesmo que você defendeu acima.
Não acho que o almoço deva incluir todos esses componentes nem que eu tenha que tomar 3 ou 6 refeições ao dia. Nem petisco entre refeições porque eu considero que faço apenas uma refeição ao dia -almoço/jantar- e petisco antes e depois ! rs
(e os petiscos são entradas, sopa, sobremesa, etc, mas não tudo junto)
O meu estômago não gosta de refeições pesadas e eu respeito-o -se não o respeitar ele dá-me uma soneira e tira-me a energia para o resto do dia.
(e se abuso do que lhe faz mal ele não têm pudor em atirar-me… ao corpo ! lol)
Repito, não como só porque é hora de comer -de acordo com padrões alheios- ou porque alguém me diz que devo.
O “pré-estabelecido” só tem valor para mim quando eu o provei, aprovei e pré-estabeleci.
O meu corpo é que sabe se devo ou não, quando e o quê. Às vezes ele manda-me uns apetites por espinafres ! rs
Não sou perfeita, não sigo rigorosas disciplinas, não tenho sempre o peso que gostaria de ter, não sou imune a doenças, não como de maneira exemplar… mas finalmente tenho uma boa relação e convivo bem com o meu corpo.
Eu gosto da companhia dele e sei que ele gosta da minha… porque eu mereço ! lol
@Edgard
Os vigilantes do peso é porreiro. Vem dos Weight Watchers.
Infelizmente não há em Portugal.
A minha mulher já teve um grupo de doentes nestes moldes e a coisa funciona bem.
Ultrapassando a timidez/vergonha, e nisso os brasileiros são excepcionais pois falam de tudo sem complexos nenhuns, a coisa corre bem. É é preciso ultrapassar esta fase.
É tipo aa. Uns puxam pelos outros, dão força, acompanham as alegrias e tristezas, etc…
Kodiak
@Kodiak
Eu não vou as reuniões, pois estou aqui em Portugal. Mas sigo as orientações do método deles e estou a me dar bem. Realmente pena não haver em Portugal.
Eles para além dos livros de receitas tb têm refeições prontas não têm.
Este () é giro e já começou em Portugal.
Kodiak
@Pedro Couto e Santos
“Café tal como ele é”
Procurando uma analogia para ilustrar a diferença entre café e Nespresso ou equivalentes:
- Exactamente a mesma coisa que considerar Pringles como batatas fritas!
Realmente há quem considere.
“Café de saco” é usualmente usado em casa. Fora de casa o recurso ao cimbalino é obrigatório excepto no caso do Majestic. Mesmo assim, quando estou em território conhecido escolho onde vou “tomar” esta tão apetitosa bebida.
Para além de quente, também gosto de café fresco/gelado com água.
Em suma, adoro café!
Ok, não tenho qualquer problema em aceitar que exista muita gente que goste de Nespresso. Pessoalmente, não gosto e se puder evito o que nem sempre é possível.
Quanto ao café, tenho um amigo brasileiro que vai pelo menos duas vezes por ano ao Brasil e na vinda vem sempre acompanhado com um café sublime. Há tempos trouxe um ilustre desconhecido que quando nas devidas proporções passado por água a ferver e saco dava cá uma coisa que a minha mulher evitava. Segundo ela, parecia que o seu corpo estava a sofrer um sismo de grau VII na escala de Mercalli. Pelo meu lado, ficava pronto para trepar paredes. Uma coisa é certa – depois de uma dose daquelas ninguém precisará alguma vez de um ele[c]trocardiograma e ou cai fulminado ou tem ainda alguns anos pela frente.
Mas nem sequer vou falar neste e vindo cá para baixo, entrando numa gama do tipo “Bicafé/Diamante” proponho que alguém me indique algo parecido com o sabor (e moca) final na gama Nespresso.
Para mim é comparar uma Bohemia/Guinness com uma Sagres Zero mas pode ser que mude de opinião.
@braço.
@kodiak
É. Mas, quem come até atingir o grau de obesidade está-se pura e simplesmente a marimbar para a publicidade/marketing. Come porque come e não porque foi sugestionado pelos anúncios.
Isso é dourar a pílula.
Provar?
Já que por aqui se falou no tabaco, alguém acredita que o número de fumadores baixou apenas porque proibiram a respectiva publicidade!?
A mesma questão se pode colocar quanto às bebidas alcoólicas.
O que disse acerca da publicidade/marketing aplica-se exactamente da mesma forma à colocação estratégica dos produtos nos super/hiper.
No fundo, apesar de alguma forma poder contribuir para algo, é uma forma simplista de olhar para o fenómeno.
Já quanto a inverter os papeis, aí sim. Ser-se magro é o que está a dar e a publicidade/marketing tem aqui o seu terreno de eleição pois contrinbui, e de que forma, para uma enorme pressão social por quem não segue o padrão. Ora, se a publicidade/marketing usa e abusa de todas as formas para promover a magreza, como é que, ao mesmo tempo, pode influenciar alguém a comer!?
É que é precisamente o contrário e nos últimos tempos tem sido tão notório que o gordo/gorda já começa a ser segregado na actual “sociedade”.
Dúvidas?
Fico assustado quando alguém é apologista que a obesidade por si só deveria ser considerada uma doença. Vamos lá separar o trigo do joio e apenas considerar doença quando efectivamente é doença o que, neste caso, acontece numa grande minoria dos casos!
@braço.
@brancaINpura:
Nem mais. 110% de acordo.
@braço.
@Jocaferro.
A obesidade não é só esta imagem/este estado. Como é óbvio, neste caso, há muito que a publicidade possa ter deixado de influenciar. Ou não. Eu não sei quem é esta pessoa e se ela é capaz de ser sugestionada ou não.
Fazes ideia da quantidade de pessoas que vai à consulta e pergunta coisas sobre publicidade a produtos alimentares ou afins?
O facto de tu não seres sugestionado e a publicidade não te dizer nada, não quer dizer que não faça efeito noutros. Olha que faz e muito. Principalmente às crianças. Tal e qual como em Portugal os anúncios HOT passaram obrigatoriamente para um horário mais tardio para as crianças não verem, em alguns países, a publicidade alimentar que passa na TV ou passou para o horário mais tardio ou chegou mesmo a ser proibida. É para veres a mossa que faz. Outra evidência são os balúrdios de dinheiro que as empresas gastam.
A obesidade não só é uma doença como é uma doença crónica. E não acontece numa grande minoria de casos.
E para já não falar nas outras doenças associadas com que a obesidade costuma ser acompanhada que chega a ser ainda pior do que ser “somente” obeso.
E sinceramente acho que ser magro já esteve mais na moda do que hoje devido a todos os problemas que ser magro pode levantar.
Agradeço a todos quanto responderam e ao Marco por este artigo que devia chamar mais à atenção pelo grave problema da obesidade.
Hoje é daqueles dias que se tivesse possibilidades de desistir de tudo provavelmente o faria. Acordei cheio de dores e tem sido um dia muito intensamente doloroso. Só quem passou ou passa por isto é que sabe.
Mentalizei-me que a partir do dia 1 de Setembro terei de mudar radicalmente a minha forma de comer.
Culpa do capitalismo??? Do comsumismo exagerado ou a falta de tempo para pensar na própria saúde??? O pior são as pessoas que acham que é de responsabilidade do governo quanta hipocrisia! cuida-las para que não engordem mas, isso, com toda certeza, deve partir da vontade própria de cada pessoa em mudar porque, cá entre nós, deve ser ridículo uma mulher como essa nua?!?!?!
Deve ser ridículo, Thiago ?!
Mas ela não posou nua para você e não se prestou a esse “ridículo”, pois não ?
E já agora, nem a propósito, hoje li isto:
Brasileiras reclamam da dificuldade de ereção dos parceiros
http://yahoo.minhavida.com.br/materias/alimentacao/45+das+brasileiras+reclamam+da+dificuldade+de+erecao+dos+parceiros.mv
Parece que num país de bundas não ridículas -ainda que à custa de Photoshop- talvez sejam mais os homens a fazer esse papel… rs
Andrade
Não desanime. Use a publicidade a seu favor.
Venda-se como um gordinho bem-humorado, amoroso, fofo, sexy, o que melhor se coadunar com o seu perfil.
E depois sinta-se assim: um produto atraente, útil, cheio de vantagens para o/a consumidor/a, cheio de amor para dar ! rs
Acredite nisso, acredite em si, muito bom humor à mistura… e vai ver que alguma mudança acontece…
boa sorte
Desculpe cara amiga BrancaINPura, acho que você deve ter entendido errado. O “ridículo” que eu quis dizer é que, como uma pessoa se deixa chegar à este estado??? Com certeza é “rídiculo” uma pessoa que não trata da própria saúde.
O que leva você a pensar que quase todas as mulheres só tem bunda através do photoshop??? Não estou negando que aqui não tenha magras ou gordas, pelo contrário, em determinadas cidades é o que mais encontra. Mas não pense que elas são únicas e exclusivamente “bunda de photoshop” e não acredite no que a mídia mostra (principalmente revista especializadas em mulheres), porque também tem a nossa “beleza natural”!!!
«deve ser ridículo uma mulher como essa nua?!?!?!» quer dizer então «é “rídiculo” uma pessoa que não trata da própria saúde.»
Pois, fui eu que entendi errado, então.
Eu já morei no Brasil e conheço-lhe as bundas !
As mulheres melancia, melão, jaca… as BBBundas, essas que posam nuas e levam tau tau de Photoshop.
E as outras belezas naturais… curiosamente muitas tanajuras* como essa da foto aí em cima.
Sobre o ridículo cito o grande brasileiro Luis Fernando Veríssimo:
” Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.”
ps- Somos amigos ?! É que eu não me lembro do seu nome… lol
Fique bem.
* http://caideboca.wordpress.com/2007/12/04/tanajura-vai-uma-bundinha-ai/
Lógico que somos amigos!!!! Se isso não for um blogue de discussões, então não sei o que é!! rsrsrs…
Lembrando que o meu nome é Thiago, conforme cabeçalho do comentário! rsrs
Não, não somos amigos, Thiago.
Sim, eu gosto muito de discutir ideias até com quem não é meu amigo.
Gastam mais $ na guerra do Iraque e Afeganistão do que no total do programa de saúde.
Deixem de beneficiar as farmacêuticas e apostem em programas de prevenção e na responsabilização social.
Não li todos os comentários, mas pegando na questão do sistema americano gastar uma pipa de massa no tratamento de problemas de saúde causados pela obesidade:
Estaremos a ir pelo mesmo caminho???
Tenho uma filha com 9 anos que almoça na escola, à semelhança de muitas, senão a maioria, das crianças. Desde o jardim de infância que travo algumas lutas em relação à alimentação proporcionada pelas empresas de catering que fornecem a escola.
No Jardim de Infância que a minha filha frequentou houve uma situação no mínimo absurda (além de muitas outras que davam para escrever um livro).
Ela não queria sobremesas doces ao almoço, mas sim fruta (coisa rara na maior parte das crianças, mas ainda bem que assim é).
Na dita escola a sobremesa era doce pelo menos 3 vezes por semana , e assim nesses dias ou lhe mandava fruta para sobremesa, ou eram incapazes de lhe dar fruta. Não bastasse o ridículo da situação, ainda gozavam com ela ( algumas educadoras) por ela preferir fruta
Podia obviamente optar por “mandar” o almoço feito de casa … mas o problema que se coloca nem é esse.
A escola é para muitas crianças o único local em que podem ter acesso a uma alimentação saudável, sem fritos, sem açucar em demasia, sem promoção da fast-food e praticarem de facto o que aprendem na sala de aula sobre o que é uma alimentação saudável.
- Como é possível uma escola aceitar uma “animação” com o palhaço da McDonalds num infantário??? Só porque é oferecido? e por arrasto também são oferecidos balões e pequenos presentes com o logotipo da marca …
-
Haverá alguns pais com tempo, informação e formação para o poderem fazer em casa (e devem), mas sendo a escola o local onde as crianças passam a maior parte do tempo e onde fazem muitas vezes 3 refeições num dia (almoço e 2 lanches) seria também o local previligiado para se educar a alimentação desde cedo.
É claro que é mais caro para quem subsidia os almoços para que os pais possam pagar um valor baixo por essas mesmas refeições.
É claro dá mais trabalho aos educadores
Não deveria ser investido muito mais dinheiro na prevenção, que mais tarde no tratamento dos ditos problemas de saúde? Coordenação entre ministérios da educação e da saúde é fundamental !!!
E teremos de ser nós pais a fazer algo para que isso aconteça, mesmo que sejamos vistos como “aves raras” por directores de escolas, como já me aconteceu.