
Bem podem aproximar-se do carro dele com a intenção de escrever Lava-me, porco nos vidros cheios de pó. Se o fizerem, não estarão apenas na brincadeira – é bem possÃvel que alguns considerem que estarão a estragar uma obra de arte. Pelo menos é o que dizem as muitas dezenas de pessoas que passam pelo carro cheio de pó e se deixam ficar a admirar os desenhos de Scott Wade.
Wade pinta a partir do pó que se acumula no vidro do carro. Ele vive em San Marcos, no Texas, à beira de uma auto-estrada movimentada e muito poeirenta. Um dia – farto de estar sempre a lavar o carro – começou a fazer os primeiros desenhos e até descobrir que, usando os dedos como pincel e o pó acumulado como tela, podia realmente fazer qualquer coisa de novo. E fez.
Este é apenas um passatempo para Wade, que desenha interfaces para a Pixel Magic Imaging. De qualquer modo, nunca lhe passou pela cabeça fazer dinheiro com esta obras de arte feitas de pó. Do pó para o pó – afirmou Wade ao jornalista John Kelso, o primeiro a apresentá-lo ao mundo – A minha é a arte da Impermanência.






























