Um post de Frank Wentzel no blogue City Noise reúne uma impressionante colecção de fotografias do inÃcio do século XX. O que tem de especial é o facto de serem coloridas – à época, a única forma de se ter fotografia a cores era utilizando um processo patenteado pelos próprios irmãos Lumière denominado Autocromo ou, oficialmente, Autochrome Lumière. O processo só foi comercializado a partir de 1907.
Esta enorme colecção – composta por um total de 72 mil placas de autocromo, não contando com os 180 quilómetros de filme a preto e branco – resulta da dedicação de um milionário, Albert Kahn, que se dispôs a reunir um registo fotográfico do mundo.
Estas fotos são mil vezes mais assombrosas do que qualquer foto de fantasmas, pois o que na verdade observamos é o retrato vÃvido de pessoas que há muito desapareceram. Por nos sentirmos tão vivos, perturbam.































6 comentários
Que fotografias geniais.
Fiquei com uma sensação estranha por vê-las. Não conseguia “imaginar cor” naquelas datas. Não sei, mas acho que você entende o que estou a tentar explicar.
O que eu achei mais incrÃvel é a profundidade de campo obtida nalgumas fotos, sem perder o foco no tema principal, tendo em consideração o limitado equipamento da altura.
Será que a profundidade de campo foi “inserida” posteriormente, na revelação?
Fogo, espectacular! Obrigado pela partilha, Marco.
Não percebi como é que funcionava a tal técnica do Autochrome… Alguém sabe explicar?
Marco, se vires bem as fotos com maior Profundidade, não têm pessoas (propositado?), o que peovavelmente indica que foram feitas com uma abertura menor e maior tempo de exposição…
António, eu estava a falar do efeito contrário. Algumas fotografias tem um profundidade de campo de pouco mais de um metro, e ainda assim o motivo principal está perfeitamente focado.
Não consigo encontrar essa informação, mas não me parece que as máquinas Autochrome fossem SLR. Daà o meu “espanto” com o acerto da focagem com uma profundidade de campo tão curta.