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História ilustrada do biquíni

Ava Gardner

Há que prestar-lhe justiça: a página tem uma colecção enorme (e crescente) de fatos de banho – iniciamos o percurso nos anos 20 e só paramos para respirar na década de 60. O autor quer contar uma história mas não precisa de palavras, o malandro: vai buscar fotos de belíssimas mulheres (actrizes de Hollywood, sobretudo) e depois tem a lata de pedir ao visitante para prestar atenção aos biquínis.

Ainda pensei que a ideia fosse a de fazer com o biquíni o que o grande Stephen Hawking fez com o Tempo – contar uma breve história, meu. Ficou-se pelas fotos.

Por mim tudo bem. Mas inventar desculpas para publicar posts com mulheres semi-descascadas às vezes possibilita boas surpresas – ficamos a saber coisas que desconhecíamos e podemos então criar um momento Selecções do Reader’s Digest no blogue.

Por exemplo, vocês sabiam que a palavra biquíni foi criada por causa do atol de Bikini, uma pequena ilha do Pacífico onde, a 5 de Julho de 1946, se deu uma explosão atómica experimental? Queria dizer-se com isto que uma mulher de biquíni provocava, na época, um efeito de bomba atómica.

A bomba aqui chama-se Ava Gardner e recuso-me a pensar no passado e no futuro e muito menos num divino conjunto de átomos que se desintegra. Ela existe, bela e intemporal. Obrigado, Wikipédia, por mais uma boa desculpa.

Um comentário

  • 1
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    20 de Outubro de 2009 - 10:20 | Link permamente

    Marco, fica o meu agradecimento pela divulgação destes links, os quais, mais tarde ou mais cedo, acabam por ser úteis para incluir num post.
    Conhecia a história do Bikini, à qual importa acrescentar que foi tudo menos pacífica ou inocente. O atol de Bikini foi escolhido por Harry S. Truman para efectuar todos os testes necessários para determinar os efeitos de explosões nucleares sobre os navios americanos. E para que isso fosse possível, meteram os 167 habitantes de Bikini num navioe levaram-nos para bem longe, colocando-os num ilha bem pequena, sem as necessárias condições de água potável ou alimentos, tudo isto dando-lhes a justificação que seria algo temporário (esta é demais), mas sobretudo para “o bem da humanidade e o fim de todas as guerras”.
    Já com esses habitantes bem longe, onde acabaram por passar muita sede e fome, os EUA moveram para Bikini o seguinte: 242 navios, 156 aviões, 25.000 dispositivos de medição de radiação, uns 5400 ratos, cabras e porcos, além de 42.000 militares e pessoal civil, todos reunidos em torno dos testes nucleares. Depois disso, entre 46 e 58, foram lançadas 20 bombas de hidrogénio e nucleares.
    Eu não encontrei dados sobre isso, mas creio que no primeiro teste aproximaram demasiado alguns navios, e foram vários os que afundaram de imediato.

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