A sério que não compreendo a masturbação mental de alguns bloggers pelo facto de terem sido os primeiros a falar na morte de Arthur C. Clarke. Uau. Impressionante. Parece que andamos todos aqui a fazer corridas de caricas. Levem a taça.
Um blogue pode ser o que o seu autor quiser e ninguém tem nada a ver com isso, é verdade, mas no dia em que a principal preocupação for a de funcionarem como meros papagaios de agências noticiosas, deixarão de ser blogues – pelo menos da forma como eu entendo os blogues. Talvez seja eu que estou a ficar antiquado. Nesse caso, vivam as coisas antigas que algumas das modernas andam com problemas de saúde mental.
E tendo em conta a pobreza dos textos de quem se preocupou em postar primeiro do que os outros, teria sido preferÃvel trabalhar o tema algumas horas só para dar aos visitantes algo mais elaborado do que a habitual fórmula RIP + inserir-nome-do-gajo-que-morreu ou dois ou três parágrafos de circunstância que qualquer um com memória e cinco minutos de Google pode fazer. Na blogosfera, os exercÃcios de auto-satisfação são iniciados demasiadas vezes pelas razões erradas.
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19 comentários
=) ainda bem que tocas-te neste assunto..
eu subscrevo vários blogues nos meus feeds, quando o Sr. Arthur C. Clarke faleceu, era tudo a falar dele.. mas não me disseram nada demais.. uma pequena homenagem, nada..
Eu sei que ao fim de ler 3 bloges já estava enjoado da conversa..
Foi a pressa de serem os primeiros a falar de algo que todos já sabiam.
Passados alguns dias quando aparece no teu blogue a falar da morte do Sr. Arthur C. Clarke, pensei “olha mais 1 a falar”, enganei-me completamente, apesar de tudo falas-te do Sr. e ainda me ensinas-te qualquer coisa, viu-se que ouve pesquisa e trabalho.
Continua com o excelente trabalho.
Ena, ena!
Eu também quero, eu também quero…
6 “masturbações mentais”, faxabor!
Já agora essa revolta toda é fruto das masturbações ou é mesmo uma coisa antiquada, hum?

Concordo com o que se aqui diz a 90%. Passo a explicar, se conseguir, claro (até estou com taquicardia)
Há momentos que não tenho paciência para ler textos muito longos. Prefiro algo mais sucinto e depois divertir-me a investigar o tema por minha conta e risco.
A meu ver, isto explica 5% do desacordo. Os outros 5 já não me lembro…mas asseguro que era pertinente…
Estou em acreditar que esta falta de memória está relacionada com aquelas coisas mentais que mandei vir há pouco…
Concordo contigo Marco. Embora os papagaios também tenham direito à vida parece-me. E num ecosistema até os papagaios são necessários e cumprem uma função. No caso uma função de ampliação. Provavelmente redundante mas necessária diria eu. Por isso eu não me preocuparia muito. Os papagaios terão o seu público e tu teu. Acho que ficas a ganhar com os teus leitores ou não fosse eu um deles. E sim também falei do Clarke no caso apenas chamando a atenção para aquilo em que ele se relacionava com o tema do meu blog. Fico agora a pensar: Terei sido um papagaio ? Hum não sei … Sou verde, repito sempre que gosto de música clássica, credo … sou mesmo um papagaio. Tragam-me amendoins depressa.
c0nflict,
reparo que você também tem assim umas “masturbações”…o seu comentário está replecto delas…
De quando em vez, também tenho dessas…é mesmo tramado, é!
Onde se lê a masturbação “replecto” deve ler-se “repleto”…glup!
não, a taça não é para mim. (mas sei do que falas e também concordo)
a punheta, confesso, também não. (mas sei do que falas e também concordo)
o que vem depois, no terceiro parágrafo, aà sim, confesso, mea culpa.
aqui estou pois, para levar nas orelhas! Olha, falei do que pude, pronto!
(comment o menos irónico possÃvel. aquele abraço. sempre!)
Falar de liberdade de expressão no contexto deste post não faz sentido. É mesma coisa que dizer: «Olha, quando saÃres de casa não te esqueças de respirar.» Dar uma opinião negativa não coloca em causa a liberdade de expressão de ninguém.
O facto de não ter dado exemplos concretos não prejudicou o post. Só prejudica aos olhos de quem gosta de peixeirada. Podia dá-los, é verdade, mas isso não daria mais sentido ao que escrevi. E o que eu escrevi foi claro como água: privilegia-se o fácil e o imediato. Estas auto-estradas da informação andam cheias de corredores de caricas que se acham pilotos de fórmula 1.
“Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros.”
Esta máxima aplica-se a N situações.
A blogosfera está repleta de Marias que vão com as outras, é certo, mas isso nem sempre é negativo. Ninguém nasce ensinado. Logo, alguém aprendeu com alguém.
Pois, para masturbar é preciso tocar. Mas na mente? Por que não na Dina? És um fenómeno, Marco!
Falta o pisca..
Sir Marco, não estava a falar de exemplos concretos! concordo que não são relevantes para o post. nota que terminas a dizer: os exercÃcios de auto-satisfação são iniciados demasiadas vezes pelas razões erradas. era destas “razões” que estava a falar. desculpa mas terminas com uma frase “fácil e imediata”. o meu comentário era sobre a tua opinião sobre o que pensas que é “certo”.
falar de liberdade de expressão no contexto deste post faz todo o sentido! a partir do momento em que defendes que há um “certo” e um “errado” estás a dizer que há limites para a liberdade de cada um se exprimir. dar uma opinião negativa não põe em causa. dizer que há “razões erradas” sim.
”
Bem, só escrevi um comentário e não escrevi “RIP”… Vá lá ter escrito o nome e as tÃpicas datas de nascimento e de falecimento. De resto a carapuça enfia-se-me completamente. No entanto fazer posts elaborados é um paus de dois gumes, falando por mim, é claro: se perder demasiado tempo a pesquisar (e neste caso tive que pesquisar apesar de não ter aproveitado nada para o texto) e ordenar o textinho todo bonito acabo por perder a “pica” e não o publico. E quando tratando-se da morte de alguém, achei por bem assinalar o acontecimento com palavras simpáticas. Mas, claro, isso sou eu e como é óbvio não tenho as tuas audiências. Ainda assim concordo contigo em tudo.
Avé grande Marco por derramares a divina luz dos sapientes sobre as nossas enfezadinhas cabeças.
Abracinho
Já agora… Há aqui no comentário de cima um “quando” a mais. Um rebuçado a quem o descobrir. É um Penha de limão que tenho no bolso do casaco desde um aniversário no Verão passado. Uma relÃquia, portanto. É aproveitar.
Sempre às ordens.
L. Romudas: a tua homenagem estava bonita. Não sei porque insistem tanto em enfiar carapuças que não são para as vossas cabeças. Eu critiquei quem faz posts de merda e ao mesmo tempo se gaba de ter sido dos primeiros a falar no assunto.
Apoiado.
E as minorias, pá?
Aqueles que gostam tanto do homem que nem tiveram coragem de lhe anunciar o fim (terreno, que um gajo daquele calibre não morre, transita), não merecem uma palavrinha, uma bordoada?
Além disso, pode estar aqui uma estratificação potencial da blogosfera.
Os jornais também têm uma página para o obituário, não é?
Abraço, continuo a ser um teu indefectÃvel (o que quer que isso queira dizer).
“O que quer que isso queira” é uma exibição de muito querer.
(Não vá ser alvo de um copy paste por parte da atenta plateia desta ilustre sala de espectáculo)
qual é o problema de falarem que morreu o homem? não me digas que andaste a averiguar as horas os minutos e os segundos em que as pessoas colocaram essa noticia no blogue?
ou por acaso depois de postarem o Clark sublinharam em seguida que foram os primeiros a fazê-lo?
Que texto estranho este teu.
Nenhum.
Não, não andei. Isso seria fazer o contrário do que afirmei no post, não?
Ora aà está. Este post é uma crÃtica a essa mentalidade do «quanto mais depressa melhor».
Não é estranho, é apenas pouco benevolente.