Ao que se supõe, os portugueses aquando da colonização da ilha Maurícia, uma das ilhas Mascarenhas na costa leste de África, terão tido contacto com uma ave cujo aspecto desajeitado levou a que se baptizasse de «doudos» (doidos). Uma outra característica desta ave era a ausência de medo das pessoas e o facto de ter asas, mas tal como as galinhas não tinham a capacidade de voar. Este animal é dado como extinto desde 1681.
Quando se fala da história dos descobrimentos, há sempre aquele lado da marmelada onde os portugueses iam para a selva papar as nativas. Mas quando me ponho a pensar naquele ar tolo que o dodó aparenta, semelhante a muitos dos comportamentos que assisto na actualidade tanto por via da televisão, como na rua, como aqui na Internet; começo por acreditar que alguns dos portugueses envolvidos nos descobrimentos e que chegaram àquela ilha inabitada, dada a ausência de nativas, optaram antes por realizarem cruzamentos com dodós.
O tuga-dodó já não tem asas, mas apesar disso os braços que agora possui têm tanta utilidade como as asas do seu antepassado. Já não tem as penas do bicho, mas o cérebro manteve-se.Daniel Marques, Os Descendentes do Dodó

De cima para baixo, da esquerda para a direita: Pinto da Costa (variante Apito Dodórado), José Castelo Branco (variante Até Metes Dodó), Luís Filipe Vieira (Variante em vias de extinção, espero), o Presidente em amena cavaqueira Silva com o baluarte da Democracia Dodó, Alberto João Jardim; Valentim Loureiro (Variante dói-dói) e Ricardo Costa (Adorei ter saído do dodónimato, pois adorei, adorei, adorei). E parabéns ao Daniel Marques pela acutilância da ideia.
































5 comentários
Não percebo como fazes rir com textos tão sérios…
Obrigado Marco!
1.-Jr; 3.-Capacete,bigode e orelhas. 4.-marretas. 5.-Folclórico-dramático. 6.-"Soindes" todos, UM ZERO. 2.-Esta é mesmo boa. 7.-SOCORRO!
João, o texto original está cheio de humor, embora subtil.
Daniel, não foi obrigado, foi conquistado!