→ 27/08/2006 @15:20

4 mulheres, 4 músicas

Foi violada aos doze anos quando regressava da escola. Problemas graves de socialização (e ter confessado à irmã que queria suicidar-se) levaram os pais a submetê-la a terapia psiquiátrica. Esta terapia – e a música, o seu refúgio – devolveram Fiona Apple à vida. No estilo nota-se a influência do Jazz absorvido na adolescência. Limp

Patricia Barber é a cantora jazz mais entusiasmante que descobri nos últimos tempos. A sua arte nada tem a ver com Diana Krall (jazz e salões de cabeleireiro não combinam, desculpem-me os fãs da menina). Não só é uma excelente vocalista e pianista, como também escreve óptimas letras. Oiçam-na, ela tem mesmo muita pinta. Touch of Trash

Beth Orton namora com a electrónica mas não se compromete. Até pode colaborar com os Chemical Brothers, mas na intimidade prefere a guitarra, batidas mais suaves e, de vez em quando, um naipe de cordas a fazer de lareira. A suavidade da voz contrasta com o passado: morte prematura do pai e excesso de exctasy nas noites londrinas. Mount Washington

Anja Garbarek é filha de Jan Garbarek. O som dela é completamente diferente do pai, excepto num pormenor: é quase tão bom. Anja é muito mais pop e electrónica, mais virada para influências de Bjork ou Portishead, mas o dedinho do papá nota-se no extremo bom gosto dos arranjos. Pop alternativa da melhor e uma belíssima voz. You Know

Dizer NÃO à taxa