→ 14/02/2006 @0:07

Da Noruega aos bares de Nova Iorque

Jan GarbarekJan Garbarek. I Took Up The Runes. Passei horas a ouvir este CD. E ainda continua a ser um dos meus preferidos. São músicas de um viajante: somos transportados para o norte da Noruega, levados pelos mistério das suas paisagens, das histórias, do folclore, mas também para as ruas de Nova Iorque e os bares onde John Coltrane tocava. Está tudo lá, misturado.

Garbarek é o pai de Anja Garbarek, belíssima cantora cujo trabalho pode ser avaliado seguindo pela secção Músicas. É dele o saxofone que se ouve no disco My Song, de Keith Jarrett. E foi precisamente ao lado do pianista que Garbarek irrompeu na cena jazzística norte-americana.

Garbarek decidiu estudar saxofone quando ouviu Coltrane tocar, em 1961. Um ano depois, conquistou o primeiro prémio num concurso para músicos amadores. Nos anos 70, ganhou uma bolsa de estudo do governo norueguês para estudar jazz nos Estados Unidos. No ano seguinte já gravava para a editora ECM, a mesma de Keith Jarrett. Mais tarde explorou outros ritmos e melodias com os brasileiros Egberto Gismonti e Naná Vasconcellos.

O que vos proponho ouvir é um excerto de Molde Canticle – um longo tema dividido em cinco partes. Este não é o tipo de música que se possa ouvir distraidamente: é preciso estar concentrado para nos deixarmos levar. Se isso suceder, vão querer ouvi-lo muitas vezes. Pelo menos foi isso que aconteceu comigo. Jan Garbarek: saxofones soprano e tenor, Rainer Brüninghaus: piano, Eberhard Weber: baixo, Nana Vasconcelos: percussão, Manu Katché: bateria, Bugge Wesseltoft: sintetizador, Ingor Ántte Áilu Gaup: voz. Download

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