A carinha laroca de Norah Jones lembra-me as conclusões de um estudo publicado pelo jornal Psychological Science e sobre as quais já fiz um post: se as proporções do rosto forem matematicamente medianas, a informação é mais rápida de processar, sendo assim considerado mais atraente pelos outros.
A música dela é assim: meio folk, meio jazz, meio miúda, meio mulher, bonita e sempre nas proporções certas. Se eu pudesse, arranjava uma Norah só para mim: punha-a a cantar aos meus ouvidos e adormecia convencido de que o mundo é perfeito e amanhã o Sol vai brilhar para todos. A rapariga até já foi comparada a Billie Holiday e Nina Simone – disparate pegado, sobretudo no caso da primeira, pois Billie foi absolutamente única.
O pai é o músico indiano Ravir Shankar, um dos grandes de Woodstock – concerto-zénite do movimento Flower Power e de todos os happenings dos anos 60 -, cúmplice musical de Janis Joplin, Jefferson Airplane ou George Harrison (Beatles).
De Shankar no festival de Woodstock é memorável o momento em que tentou abafar, apenas com o som da sitar – instrumento musical de origem árabe, tibetana e principalmente indiana – o som de um avião a jacto que passava ali perto.
O pai mandava calar os aviões, Norah prefere adormecer os pilotos. E adormecer ao som de música não significa que esta não preste. Seria incapaz de adormecer a ouvir Britney Spears, por exemplo.
A faixa que vos proponho ouvir – Thinking About You – é uma das mais fortes do novo disco da rapariga, Not Too Late, lançado a 29 de Janeiro deste ano. Oiçam-na.






























