
Mark Sandman, a voz, o baixo e a alma dos Morphine
Na música pouco importa que instrumentos são usados, interessa-me mais como é feita a combinação entre eles, as letras, se existirem, a capacidade de ser surpreendido ou de me fazer bater o pé.
Tenho instrumentos preferidos – saxofone barÃtono, violoncelo, piano, contrabaixo, guitarra eléctrica –, mas por mim a música pode ser feita toda à base de sintetizadores, samples e gira-discos. Se me agradar aos ouvidos, é boa música para mim. Varèse até sirenes de ambulância usou, e o resultado foi empolgante.
Serve esta introdução para apresentar os temas e os músicos que escolhi para esta tertúlia das terças-feiras como sendo muito diferentes – em estilo e em género – ao que oiço a maior parte das vezes: Zappa e muito jazz. Mas é excelente.
Morphine (The Night/Rope on Fire)
Com o desaparecimento do compositor e vocalista Mark Sandman, que morreu com um ataque cardÃaco em pleno palco, o grupo perdeu o seu sentido de existência. Mas foi maravilhoso enquanto durou: as linhas de baixo, o saxofone barÃtono, as letras e a voz anasalada de Sandman são suficientes para os imortalizar. Pelo menos na minha casa.
Soul Coughing (Blueyed Devil/Screenwriter’s Blues)
Adorei os Soul Coughing assim que ouvi o CD Ruby Vroom pela primeira vez. É de 1994 mas tem mais frescura do que muita coisa que se ouve agora. Como descrevê-los? Imensa confusão de sons e palavras, mistura de jazz, hardcore, hip-hop, spoken word e pop. Sons eclécticos como eu gosto.






























