Há sete anos que Peter Gabriel, ex-Genesis, grande músico, belÃssima voz, não lançava um álbum. O que vai finalmente ser lançado, provavelmente só depois de Fevereiro, decepcionou os fãs, pois não será um disco de originais, mas de covers.
Em Scratch My Back, Peter Gabriel interpreta versões dos temas Heroes (David Bowie), The Boy in the Bubble (Paul Simon), Mirrorball (Elbow), Flume (Bon Iver), Listening Wind (Talking Heads), The Power of the Heart (Lou Reed), My Body is a Cage (Arcade Fire), The Book of Love (The Magnetic Fields), I Think it’s Going to Rain Today (Randy Newman), Après Moi (Regina Spektor), Philadelphia (Neil Young) e Street Spirit (Radiohead).
Não é apenas um mero disco de covers, mas também um convite aos autores das canções recriadas por Peter Gabriel para fazerem o mesmo. O vocalista dos Radiohead já aceitou o desafio e prepara-se para gravar a cover do tema Wallflower, lançado em 1982.
A notÃcia foi dada pelo próprio Peter Gabriel: «Thom está a preparar uma versão de Wallflower e estou bastante curioso em ouvi-la. Creio que foi uma canção importante para ele quando tinha 14 anos». Esta citação foi retirada do seu podcast neste site.
Já ouvi o álbum e tem alguns momentos portentosos. Não é um disco fácil, pois afasta-se muito dos originais, não só na forma como Peter Gabriel os assume e interpreta, mas sobretudo nos arranjos: nada de bateria ou guitarras, apenas piano, orquestra e voz, uma completa apropriação que resulta na maioria das vezes muito bem. Afinal, estamos a falar do Peter Gabriel.
Não quero acabar o post sem vos mostrar duas versões: a do tema My Body is a Cage, dos Arcade Fire, de que gostei bastante, e o maravilhoso Street Spirit, dos Radiohead (claro!), que depois de três audições seguidas é a única que ainda não me entrou. Assim, sem mais delongas…































5 comentários
Não gostei. O original dos Radiohead está incomparável. A versão do Peter Gabriel [hummm] não gostei. Vou ouvir o Scratch My Back e opinarei oportunamente
. Mas parece um bocado monótono.
Cuidado, isto é música para ouvir sozinho, no escuro ou de olhos fechados e se possÃvel com auscultadores, ou seja: desligado do mundo. Também não recomendo ouvi-lo todo de uma assentada no primeiro embate. É natural que não entre à primeira, todos os bons discos (aqueles que se tornam eternos) são assim.
tenham medo. tenham muito medo.
Já ouvi o álbum todo. Divinal de princÃpio a fim. Uma voz lindÃssima extrapolada por uma riqueza musical fantástica. Flume de Great Northern e Philadelphia de Neil Young são as covers que mais destaco apesar de ainda estar na fase de deixar o álbum entranhar-se em mim. Aconselho sem reservas.
Não é dos great northern, é do Bon Iver.
Já não fui a tempo de corrigir.