
Uma viagem a Marte levanta problemas médicos e psicológicos
Uma tripulação de seis pessoas vai ser enviada numa missão de 500 dias a Marte – com a diferença de que estarão alojados em instalações isoladas localizadas em Moscovo, na Rússia. Tudo isto faz parte de uma simulação destinada a investigar um dos maiores problemas que uma hipotética missão a Marte acarretaria: as consequências médicas e psicológicas de uma viagem de tão longa duração.
Durante esta missão simulada, baptizada de Mars500, a tripulação será sujeita a todo o tipo de cenários – como se, de facto, estivessem numa missão em direcção ao planeta vermelho. Estes cenários incluem uma simulação de lançamento, 250 dias de viagem, chegada a Marte, um passeio pela superfÃcie do planeta e, finalmente, a longa viagem de regresso.
A tripulação viverá numa série de tanques de metal ligadas por passagens estreitas. Um tanque funciona como área médica, de investigação, compartimento para a tripulação, cozinha, por aà fora, numa área total de apenas 200 metros quadrados. Um dos tanques servirá para simular o veÃculo de descida que levará os astronautas à superfÃcie de Marte.
Este estudo é organizado pelo Instituto Russo para Problemas Biomédicos e nele participa a Agência Espacial Europeia (ESA). O objectivo é aprendermos o máximo que conseguirmos sobre as implicações de uma futura missão a Marte. A ESA procura agora integrar um conjunto de experiências cientÃficas na Mars500.
NotÃcia original e entrevista a Marc Heppener, cientista da ESA






























