→ 19/09/2008 @3:34

Primeira imagem de um planeta exosolar

A estrela e o planeta

Já os tínhamos detectado de forma indirecta, mas é a primeira vez que um telescópio consegue captar a imagem de um planeta a orbitar uma outra estrela mais ou menos semelhante à nossa. Trata-se de uma estrela do tipo espectral K7, com cerca de 85 por cento da massa do Sol, e está situada a 500 anos/luz: em termos astronómicos, fica do outro lado da rua.

O planeta é um gigante de gás como Júpiter, mas oito vezes maior e muito mais quente. Está a uma distância da sua estrela equivalente a 350 vezes a distância que separa a Terra do Sol. Será este um sistema mais vasto com planetas do tipo terrestre? Será este Sol demasiado jovem? Conseguiremos descobrir algum planeta à distância adequada para ter um clima ameno? E se esse planeta existir, haverá vida? Questões fascinantes.

A propósito desta busca por planetas exosolares, quem se interessa por estes assuntos e utiliza o Twitter pode acompanhar o PlanetQuest, um «twitt» do Jet Propulsion Laboratory (Carl Sagan era lá cientista) que nos informa de todas as descobertas que estão a ser feitas. Quanto à notícia inicial, se quiserem saber mais cliquem aqui.

Um comentário

  • 1
    Miguel Guerreiro
    com Firefox 3.0.1 Firefox 3.0.1 em Mandriva 2008.1 Mandriva 2008.1
    21 de Setembro de 2008 - 09:44 | Link permamente

    Espera aí, esse planeta é tão grande que é quase uma mini estrela – claro, ainda não tem a potência necessária para fundir hidrogénio em hélio, mas o hidrogénio do planeta deve estar a fervilhar.

    Bem, se queres que seja honesto se eles procuram planetas estilo Terra devem olhar para lugares onde suspeitam que houve uma supernova há milhentos anos atrás, pois uma Terra necessita de grandes quantidades de Ferro, logo por esses lados deverá ser o melhor lugar para procurar.

    Também há uma certa possibilidade de existir vida em planetas gasosos – obviamente nada que se assemelhe aos terráqueos. Hoyle até dizia que é possível que nuvens de matéria eléctricas tenham vida inteligente, tendo ele escrito um livro de ficção cientifica sobre o assunto, em que gigantes nuvens de matéria chegam ao sistema solar e ficam espantados ao ver criaturas inteligentes a viver em planetas.

    PS.: Se Júpiter fosse 50 vezes maior do que é na realidade, o nosso planeta gigante transformar-se-ia numa estrela porque teria calor e pressão suficientes no seu núcleo para fundir hídrogénio em hélio – sendo assim uma pequena estrela. Já agora o que mais há na atmosfera de Júpiter salvo erro é hidrogénio.

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